Um amigo meu, chamemo-lo Ermelindo Uzbeque - ou, abreviando, EU - arranjou, por portas travessas, que é como que dizer através de um amigo, o novo álbum de @ndrew bird: @rmch@ir @pocryph@. As arrobas são só para despistar autoridades, empenhadas que andam em apanhar os malvados meliantes que não respeitem a sagrada instituição do copyright, dedicando-se até, consta, a, durante as operações Stop, fazer buscas aos CD’s dos condutores. Não tivesse EU sabido disto através de uma cadeia de mails, daquelas em que as coisas acontecem sempre a um amigo, e estaria neste momento assustado.
Para os que não conhecem, EU descreveria @ndrew bird como música pop-folk-melódica, ou o que acontece quando se juntam voz, guitarra, xilofone, violino e assobio. @ndrew bird é reputado violinista e, facto curioso, assobiador. EU e amigos seus acham que o nome bird deriva justamente desse talento especial do artista.
EU familiarizou-se com @ndrew bird com o seu álbum de 2005, the misterious production of eggs – o seu (do EU) favorito dos últimos anos. Várias vezes conversou com amigos, defendendo ser impossível ao @ndrew bird ter feito ou alguma vez vir a fazer um álbum tão bom quanto esse. Tendo mais tarde ouvido os anteriores álbuns, quase engoliu as palavras. Esses também eram muito bons, ainda que não tanto quanto o “... Eggs”.
O novo álbum do @ndrew bird ainda não saíu oficialmente. Mas verteu para a net bem antes disso. EU é fã do @ndrew bird e é um tipo com valores. Daí que esteja incomodado com esta falha ética. Mas simplesmente não conseguiu contornar a curiosidade.
E o seu entusiasmo é agora grande. Não tendo acreditado que fosse possível @ndrew bird superar-se, depara-se com essa possibilidade... No @rmchair, diz haver duas ou três melodias que caem imediatamente no goto, mas também perceber que há jogo escondido. E que não é bluff. Que há música para descobrir aos poucos. Para se gostar com tempo. E isso é do melhor... Fica a referência. Diz EU.
ADENDA: o link para o myspace do senhor. Já lá estão algumas músicas novas.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
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6 comentários:
Sinceramente, acho que o álbum é bastante bom, comparável ao outro, se bem que diferente. Acho que é musicalmente mais uniforme, sendo simples de ouvir do início ao fim sem parar.
Acho que, embora com menos violinos e assobios e mais guitarras, o toque clássico do "bicho" B1rd, tem algo que me põe a cantarolar desde logo.
Enfim, e eu nem gosto de CDs à primeira...
De acordo. Também acho o álbum muito bom, embora mais calmo. É super foleiro de se dizer, mas a música dele tranquiliza-me.
Lembro-me de estar no trabalho, completamente lixado com o boss, prestes a - BANG BANG BANG - dar-lhe um tiro em cada olho, e ter acalmado quando me pus a ouvir @ndrew bird. Depois disso, já só daria um ou dois calduços.
Mas ao contrário das pessoas, a música não precisa de ser explícita nem racional.
Por exemplo, não precisas de ter letras do tipo
"I can still remember
All those happy times
how you were so tender
oh my god, it rimes!"
para sentir a lamechice no ar. Basta uma viola acústica e uma vozinha apertada.
Bando de lamechas vocês sairam...
Epá, saquei os acordes dessa música há uns dias. Tem sido a loucura! Se bem que desiluide um pouco a falta de produção...
eheheh, ainda n ouvi... eu ando numa de paul maccartney "chaos and criation"
mas se o EU diz que é bom tenho de ouvir isso.
abraços
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