quinta-feira, março 27, 2008

Aproveitando o debate ...

... em torno dos acontecimentos mais recentes: Pais deste país, por favor, acordem!

Ter filhos não é apenas brincar com eles, não é apenas dar os bens materiais necessários e acessórios, não é apenas mimá-los ... exige um pouco mais. Exige educar, incutir valores,...
Não quero ser injusta para os pais no seu geral, e não estou a pôr em causa a dificuldade e complexidade da sua "tarefa", mas tenho a sensação que a geração de pais mais recente anda a facilitar um pouco...

Espero sinceramente estar enganada! Espero que seja apenas uma sensação...

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segunda-feira, março 10, 2008

A correr

Por uma razão ou outra não tenho conseguido postar nada de jeito aqui no blog, e isso começa a aborrecer-me, e a fazer-me sentir como quando quero ir ao ginásio, e todos os dias trago o saco de desporto para o trabalho, mas nunca encontro o tempo ou a força de vontade suficientes para o fazer e acabo por nunca ir e a cada dia que passa penso mais e mais que tenho MESMO de ir ao ginásio, sobretudo porque se aproxima a mini-maratona de Lisboa e não quero correr o risco de ficar apeado em Alcântara e deixar mal a equipa de Campolide, simplesmente porque me faltou o fôlego, até porque se assim for, lá se vão os pastéis de Belém prometidos aos vencedores, pastéis esses que, a propósito de alguns comentários no post anterior, sinto não andarem a ser devidamente avaliados, uma vez que são bons, isso são, mas não são os melhores pastéis de nata, e apraz-me aliás dizer que, em matéria de doçaria, ficam a dever muito aos travesseiros da Piriquita, sobretudo se ainda quentinhos, ou aos piriquitos, como insisitia em chamar-lhes o amigo Ricardo, agora exilado em terras angolanas, e a quem aproveito para mandar um abraço e dizer "tive pena que não pudesses ver os the cure no sábado, mas não há problema porque se tudo correr bem vamos ver os rage against the machine daqui a uns mesitos, lá mais para o verão", e mal posso esperar por esse verão, ou pelo menos por algumas férias, alguma sensação de alívio que me resgate desta permanente correria em que se tornou a minha vida, desta constante pressão em que passo as minhas horas no escritório, deste reflexo pavloviano de medo à preguiça, durante uns minutos que seja, porque a experiência me diz que sempre, ou quase sempre, quando lhe cedi no passado, acabei por sofrer na pele as consequências, como se afinal sempre existisse algum tipo de justiça divina, ou poética, ou talvez prosaica se adeque melhor, mas agora estou farto e só quero despejar, de chapa, de chofre, de rompante, como lhe queiras chamar, este chorrilho de ideias vagamente relacionadas, e esperar que, por fim, ao conseguir desabafar este décimo das coisas que me vão passando pela cabeça, por fim, ao me sentir perder o fôlego, como quando vou correr e não consigo mais, por fim, dizia eu, fique tudo um pouco mais calmo...
uff