Quantos de nós partilharam com família e amigos que estudámos economia e perceberam que a maioria dessas pessoas pensa que basicamente estudávamos coisas relacionadas com dinheiro? Arriscaria dizer que muitos. E no entanto, apesar de achar errada essa ideia, não deixo de lhe reconhecer algum sentido.
Pessoalmente, penso na economia como a ciência que estuda as melhores formas de alocar recursos, com o objectivo - ainda que ideal, ainda que subjectivo – de promover o bem-estar geral na sociedades. Admito, contudo, que se associe a economia ao dinheiro, já que, de facto, não tenho como negar que hoje em dia a preocupação dos economistas aparenta ser, de facto, a criação de riqueza. E quer-me parecer que vivemos há demasiado tempo consumidos por esta preocupação com o dinheiro que temos...
Acho que li há uns tempos, ou um artigo da, ou um artigo que mencionava um artigo da Economist – estas coisas acontecem-me, não saber se li, se sonhei, se estou a inventar – sobre uma problemática com que se debatem actualmente alguns economistas, e que seria o paradoxo de, nas sociedades ocidentais, as pessoas viverem hoje com mais recursos, mas serem simultaneamente mais infelizes.
Caros referidos economistas, concordo! Concordo que há uma falha nos modelos económicos. Talvez mesmo nas políticas económicas. Anda toda a gente a fermentar ideias para que fiquemos mais ricos, sem que lhes ocorra que talvez a felicidade seja, até certo ponto, independente da riqueza. É que afinal de contas, queremos ser mais ricos para quê? Desconheço o sentido da vida, mas parece-me evidente que deve ser a felicidade, e não a riqueza, o derradeiro objectivo da sociedade, e, portanto, da economia.
:)