segunda-feira, outubro 24, 2005

Nova página

Caros vertebrados, devo dizer que tem sido um prazer escrever neste humilde espaço todo o tipo de parvoices que me vinham à cabeça. Contudo devo acrescentar que sempre encarei esta experiência como transitória e de aprendizagem. Sinto agora necessidade de evoluir, caminhar por outros trilhos, brilhar noutros palcos! Nesse sentido vou dedicar-me à nobre arte de escrita de casas de banho. Tenho tudo para ser bem sucedido! Já sei o que é ter leitores que se estão a cagar para o que eu escrevo. Devo fazer mea culpa, visto escrever sempre sobre coisas aborrecidas e enfadonhas...sei que falhei! Ainda assim não lançarei a toalha ao chão e sonho ter um blog pessoal. Hoje compreendo o Torrado. Por muito que se corra por todos, chega uma altura em que faltam as forças. Sinceramente é para mim incompreensível como é que quase ninguém tem o prazer da escrita. Tenho plena noção que não tenho vocação especial para a matéria, mas é optimo poder partilhar experiências com os amigos sem preocupações de carácter formal. Os blogs são uma forma única e espontânea de escrever e já que sinto ser o único escritor deste blog a pensar desta forma, julgo ser mais lógico enveredar pela carreira a solo. Assim será.

sexta-feira, outubro 14, 2005

13.10.2005

Quinta-feira. Foi um dia solarengo, a convidar a umas jolas numa bela esplanada a acompanhar com uns caracóis e com umas jolas. Infelizmente, isto de trabalhar não é só boa vida e portanto vi-me impedido de o fazer durante o dia. Quando cheguei a casa havia miudas nuas espalhadas pela casa. Dirigi-me a uma delas que devia estar com frio, visto estar a tentar roubar-me as calças e como é obvio sussurrei-lhe ao ouvido: "Não bebeste as minhas cervejas pois não minha grande cabra?". A resposta negativa salvou-a de uns valentes tau-taus...facto que ela não achou muita piada. Beber uma cerveja ao chegar a casa foi sem dúvida o momento alto do dia!
Nota + : Metro de Lisboa. Sitio agradável para uma soneca. Ontem fui até á Pontinha só para sornar um pouquito mais.

Nota - : Presidente da Républica. Continua calado em relação à vergonha que se passou na quarta-feira.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Risco

it's my midle name...
aqui estou eu, em pleno bules, a arriscar a minha pele...
mas sim, consegui...
esperem...
vem aí alguém...
tenho de ir.
Abraços

12.10.2005

É com profunda dor que escrevo. Ontem foi um dia negro para a História de Portugal. Tivessem caído o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, todos os castelos portugueses e eu não estaria tão triste. A queda do título de melhor marcador da selecção nacional do Deus Eusébio foi uma catástrofe, não só nacional, como mundial. Recuemos ao dia de ontem. Estava na eminência este acontecimento e o que fez o Papa, o Presidente da República, os líderes dos países mais industrializados do mundo, o saci perere? Nada! Absolutamente nada! Pensam que estou a exagerar? Imaginem uma cena de profunda ternura familiar em que o pai está a adormecer o seu petiz e este pergunta com tom doce e sereno: "Quem é o melhor marcador da sueção papá?" Ao que o dito responde "É o Pauleta". Escusado será dizer que este filho jamais olhará o pai nos olhos, irá meter-se na droga aos 10 anos e aos 20 será politico...uma vida perdida a somar a tantas semelhantes histórias. Peço encarecidamente que o governo faça uma lei que decrete o Eusébio como melhor marcador de sempre, mesmo tendo menos golos...as gerações vindouras merecem...está em causa a nossa continuidade enquanto nação!

quarta-feira, outubro 12, 2005

1 - 2, experiência 1 - 2

Não quero tomar tempo a ninguém, mas tive curiosidade em conhecer a sensação de colocar um post no blog. É que já lá vai algum tempo. A modos que isto até que é simpático... E porreiro... E fácil... E para confirmar deve ser aqui neste bot

11.10.2005

Desde já devo dizer que ontem não escrevi sobre o dia anterior porque sempre foi minha convicção desde "gaiato" que a pobre alma que inventou o calendário gregoriano devia ter saltado o dia 10...dia 09.10.2005 seria véspera de dia 11.10.2005. Assim sim!


Ora então cá vamos. Se porventura quiserem saber o estado do tempo telefonem-me pois parece que tenho o dom de sair á rua exactamente quando o Sr São Pedro se lembra de regar o quintal. Ontem foi mais uma vez o caso. Banhada a chegar ao trabalho. Outra á hora de almoço, porque tive a ideia peregrina de ir ao Corte Inglés e outra a sair do trabalho. Ora aí está! Alguém que avise o staff lá em cima que aquilo de andarmos a dizer que faziam falta umas boas chuvadas era só "brincadeirinha"...já chega, cum camandro!


À noite, como é obvio, tive a ver a bola. O que me leva a uma conclusão. Todos os escrevedores de diários, que em dias de futebol, não referem que tiveram a ver o jogo, das duas uma: ou são raparigas ou então são manifestamente rabilós. Nem que fosse um Mortágua vs Cascalheira da Serra! Verdade das verdades....escrever um diário já é suficientemente comprometedor. Neste sentido e para recuperar o meu elevado grau de masculinidade, hoje vou apanhar mais umas belas molhas. Uma já ninguém me tira...mais se seguirão...para enrijar!

segunda-feira, outubro 10, 2005

09.10.2005

Ontem tive jogo numa bela aldeola de seu nome Foros do Arrão. População com a dentição completa: inexistente. Literada...bem sem comentários. Ganhámos por uns expressivos 4-0, apesar de ser um resultado magro face á realidade do encontro. Razões: eles eram mesmo coxos. De salientar o facto de ter visto a morte á minha frente por diversas vezes. O guarda-redes tentou sufocar-me, sofri duas entradas com os pitons ao nível da bacia só para referir os mais relevantes. Os meus companheiros tiveram sorte semelhante. Nota positiva do jogo: sobrevivência de todos os jogadores da nossa equipa. De seguida houve um belo do petisco. Feijoada e tintol. Só por isso, valeu apena arriscar a pele.

The beginning

Sinto-me o David Aames. Estou num blog completamente sozinho. Pondero sériamente tomar o comprimido azul e abanonar este blog. Não o faço. Tomo o vermelho e faço deste blog um diário pessoal. Apartir de agora relatarei aqui o meu dia-a-dia, por muito desinteressante que seja. Claro que não o vou fazer exaustivamente, vou apenas referir os highlights. É giro escrever para mim, sobre mim próprio.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Super-Herois

Quero partilhar convosco uma situação que me irrita profundamente. Muitas pessoas têm uma necessidade incrível de se auto-promoverem. Penso, até, que muitas das coisas que fazem, não é por convicção pessoal, mas sim para se poderem congratular perante os outros. Ora, se é verdade que todos gostamos de ver reconhecidos os nossos feitos, não menos verdade é o ridiculo da auto-promoção. Devo esclarecer, que para mim é muito fácil detectar o grau de basófia de uma pessoa. O "armar-se em bom" para mim não é mais que um sintoma de uma clara falta de confiança. O facto de afirmar perante os outros: "sou muita bom", na verdade não é uma afirmação, mas sim uma interrogação.

Devo dizer, que me irrita bastante ouvir a minha mãe falar com outras mães sobre os filhos. É para mim irrelevante que a minha mãe se orgulhe das minhas qualidades. A questão que se coloca é se se orgulha de mim e até que ponto foi preponderante no meu percurso de vida. Gostar duma pessoa pelas suas qualidades é muito fácil.

Já que estou a pegar neste assunto, devo acrescentar que também me irrita a arrogância de muitas pessoas. Quando me refiro a arrogância, quero mencionar um tipo de atitude que considera as outras pessoas como inferiores apenas por terem formações diferentes ou opiniões divergentes. Neste campo devo dizer que os políticos são claros exemplos. Refiro-me a todos os quadrantes.

Dou portanto bastante valor ao meu pai. Sei que mesmo no casos de: mudança para outro clube, homosexalidade ou tornar-me abstémio, ele se orgulharia sempre de mim. Bem se calhar estou a exagerar...acho que o meu pai não iria tolerar uma mudança de clube...

Devo dizer que nunca fui de me andar a "armar aos cucos", mas tenho de confessar que houve alturas da minha vida em que os pés descolaram do chão, mas consegui sempre voltar à Terra e perceber todas as lições de humildade que a vida nos reserva. E são muitas mesmo. Pena é que muitas vezes não sejam explicitas e muitos não as percebam.