quarta-feira, setembro 27, 2006

Sete da Tarde, Bicicleta em Monsanto

A estrada serpenteia até ao topo:



No ponto mais alto, entre as inúmeras torres:



Encontrada a explicação para os fenómenos mecânico-esotéricos da minha bina:



Na descida:



Na despedida:

Always Watch Good Moves - United 93

O tempo escasseia menos quando se está de férias e permite-me até refazer pazes com o cinema, a que devoto pouca atenção durante o resto do ano. Tenho visto alguns bons filmes nestes dias. Um deles foi o United 93.

Alguns elementos da trupe que se dirigiu para a sala de cinema praticamente vazia esperavam encontrar mais uma película América sofre mas vai salvar o mundo no dia 4 de Julho. Pessoalmente, parti com boas expectativas.

E expectativas superadas, o filme é do camandro! Sem grandes requintes artísticos nem truques de cineasta, serve-se de uma postura câmara ao ombro dentro do avião, nos centros de comando militar e de aviação civil. Muito realista, muito credível. Sobretudo em termos das emoções humanas: a incredulidade, o medo, a raiva e o desespero optimista estão mesmo bem retratados.

Confesso que fiquei totalmente agarrado à história e que, em alguns momentos, senti aquele intenso impacto emocional que nos paralisa na cadeira, o arrepio na espinha enquanto dizemos para nós próprios "Fonix"...

Fico no entanto na dúvida se pela qualidade do filme, ou se pela ainda fresca memória dos marcantes acontecimentos a que todos assistimos em directo...

sexta-feira, setembro 22, 2006

O que acontece quando...

O projector decide não colaborar na noite de estreia do novo filme do Ali G, ou Borat, como queiram...


quarta-feira, setembro 20, 2006

Precavejam-se...


Não, não se trata do furacão que assola os Açores, trata-se do furacão que vai assolar o campo de futebol no estádio universitário hoje à noite, ainda por cima com umas sapatilhas novas e para jogar à bola!
Jardel vai reencarnar em mim!!! :)

Ps: Já me fizeram gastar 50€, sacanas!

segunda-feira, setembro 18, 2006

Homo Sokota

Nunca pensei que tal coisinha me pudesse vir a acontecer, mas estou cheiinho de pequenas lesões:

Legenda:

1. Ligeira tensão no ombro, sem sinais de preocupação;
2. Preocupante e desconhecida lesão no músculo;
3. Lesão no tendão de Aquiles, a caminho da plena recuperação;
4. Passageira, mas desnorteante lesão num dedo.

Apuramento de sentidos

Porque já ninguém tem pachorra para as desesperantes manias das dietas, a Passerela Cibeles, em Madrid, adoptou uma medida revolucionária no mundo da moda.

A Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição estipulou os limites com base no Índice de Massa Corporal (IMC). As modelos que apresentassem um índice inferior a 18 eram automaticamente impedidas de participar no desfile. Os objectivos são absolutamente notáveis: combater a anorexia e a bulimia, mediante uma possível modificação da imagem de ideal feminino. Simultaneamente, penso que irá permitir que apareçam mais obras-primas da natureza.

domingo, setembro 17, 2006

A vergonha

Mais uma razão para a minha crescente vergonha pela "República das Bananas", o futebol.

É curioso que, com os escândalos que têm vindo a ver lenta e vagamente desnudados, ainda se passe isto impune. Ainda mais curioso que não se veja nos jornais a foto clara do golo com a mão. Será que não há interesse em que se veja? Na arbitragem deste Sporting vs Paços de Ferreira são notórios, flagrandes e com um verdadeiramente acentuado toque de comédia os erros com nitida intenção de quebrar a confiança do Sporting. Já nem vou falar dos fora de jogo ou faltas (não/mal) assinaladas, basta-me falar do golo. Sem mais palavras, as imagens são mais explicitas que um filme XXX:

La Vuelta '06

«Posso considerar uma vingança desportiva, mas o melhor que tenho a fazer é virar a página». Estas foram algumas das palavras de Alexandre Vinokourov, depois da vitória de ontem no último contra-relógio individual da Volta a Espanha de 2006, em que reforçou a liderança da prova. Vino referia-se à sua exclusão da edição deste ano da Volta a França, depois de ter sido apanhado na onda de suspeitas da «Operação Puerto», uma investigação sobre o doping a decorrer em Espanha.

Hoje, Vinokourov, também conhecido por Vino ou Super-Cazaque, conquistou a Volta a Espanha, conseguindo finalmente o reconhecimento mundial que todos os grandes ciclistas almejam um dia alcançar, apoiado por uma equipa forte, a Astana, da qual faz parte Sérgio Paulinho.

Ao seu lado, no pódio, marcaram presença Alejandro Valverde e Andrey Kashechkin, compatriota e colega de equipa de Vino. Uma referência ainda para Sérgio Paulinho, que para além de ter ganho a 10ª etapa, conseguiu acabar a Vuelta num honroso 16º lugar.

Tivessem eles em Portugal e, sem dúvida alguma, iriam ouvir alguém gritar:

- Palminhas! Palminhas! Palminhas! Palminhas! ...

sexta-feira, setembro 15, 2006

Encore

... dos posts musicais para lembrar o Tosttas de um outro concerto que lhe faltava na lista.



PS - O vídeo é cortado ao fim de pouco mais de um minuto, antes ainda do auge da música (não consegui melhor), mas acho que dá para ter uma ideia do ambiente...
PPS - ATENÇÃO ao volume nos primeiros 2 segundos do vídeo! Pela saúde dos vossos tímpanos, comecem com o som baixo!

Adenda do dia seguinte - E prontos, tou mesmo viciado nesta música... Muito bons são também o videoclip e, sobretudo, uma live performance arrebatadora no longínquo ano de 75.

O Momento Mais Aguardado dos Últimos Dois Anos

Aquele em que entro de férias com a perspectiva de 2 semanas sem pôr os pés no escritório!

Enquanto me debato para controlar a besta festiva que ameaça saltar do meu peito para o mundo, pergunto-me a mim próprio se irei sentir saudades de:

-"Pois, temos que pensar nisso..."
-"Tem de ser algo inteligente!"
-"Não acredito que ele fizesse isso, senão o Albano Jacinto Bacano ainda lhe dizia "Então vende". AH AH AH AH AH IH IH IH OH OH OH" (piadas económicas incompreensíveis, mas que tendem a despoletar o riso compulsivo em grupos de geeks ligados à banca de investimento há mais de 5 anos)

?

Não me parece...

quinta-feira, setembro 14, 2006

Confesso que em 2006, utilizar novamente uma ligação de internet de 53.2kbps, é para mim verdadeiramente...

... de ir às lágrimas.

FW:

Confesso que não costumo ligar a este tipo de emails. Mas não posso deixar de partilhar convosco esta maravilha da matemática...



Well done, Peter!

Teletrasportado - ou não...

Todos os dias, durante as últimas 3 semanas, tenho almoçado na cantina do meu local de trabalho temporário. Devido à sua actividade forte junto do público, e que requer espaços amplos e grandes, tem muitos trabalhadores.

Acontece que, para aqueles que frequentam a cantina entre as 12h50 e as 13h10, deparam-se todos os dias com um acontecimento: por volta das 13h, mais de 30 mulheres em camisas azul claras e calças azul escuras entram por ali dentro, formando uma fila ordenada para almoçar. Umas menos bonitas, outras ainda menos bonitas, velhas e não tão velhas, com envergaduras consideráveis para o sexo fraco, sempre por ali passam.

Não fosse o nome da empresa de limpeza escrito nas costas, e pensaria ter sido transportado para uma verdadeira prisão de mulheres...

Assim se escreve, em bom português

Como se escreve a forma verbal do verbo haver, na 3ª pessoa do plural, no Pretérito Imperfeito do Indicativo?


Segundo uma colega minha, aviam.

Agora a sério, tolero que a minha avó confunda, porque tem a 4ª classe se tanto, viveu no campo muitos anos, e já tem 70 anos (mas não confunde). Tolero que se confunda, uma vez por outra, "À" com "Há". Agora "haviam" com "aviam", numa pessoa com 25 anos, licenciada numa faculdade portuguesa (do top-4, para não haver rivalidades)??

Por amor de Deus...


Haviam: assim se deveria escrever, em bom português...

Problemas alheios não me fazem chorar

Hoje estou, finalmente, a aperceber-me dum grande problema do meu trabalho: ter que ir para um cliente sozinho.

Que bela seca. Enquanto se anda às voltas, como normalmente, enquanto se desespera por não se conseguir progredir, por ter que esperar por isto ou aquilo, não há ninguém com quem falar.

E pior que isto, só mesmo ouvir as vozes do pessoal do staff do cliente a lamentarem-se com o fim do horário de verão (i.é, entrar meia hora mais tarde (9h30), sair meia hora mais cedo (17h30), não trabalhar sextas à tarde (após as 12h30)).

Só me dá vontade de chorar, mas não é pelo problema deles...

Novidades, novidades...

"novas cores do iPod Nano, mais bateria nos vários modelos e mais capacidade. O iPod de 30 gigas (agora a 249 dólares) passa a ter um irmão de 80 gigas a 349 dólares, desenhando uma tendência de queda de preços. Pelo preço de um Nano de quatro gigas surge um com oito gigabytes." (in DN 14/09/2006)

... e ainda, com capacidade de 1Gb e 240 músicas...

O pior serviço do Mundo

Ontem adormeci, como todos os dias, a ver televisão.

Hoje acordei, e como todos os dias, liguei a televisão. Espanto meu quando apenas consigo ver chuva, no lugar do belo jornal da manhã...

Obviamente liguei para a TVCabo. Ao fim de uns belos minutos em espera, lá me atendem, e quando se preparam para dar a conversa da tanga ("diga-me o número da sua powerbox"...), acrescento que não tenho TV na casa toda.

Sugerem-me a deslocação de uma equipa técnica a casa no "curto-prazo" de 5 horas, com a condição de "se quando os nossos técnicos chegarem, o problema não for da TVCabo, terá que pagar 25€".

Não é pelo dinheiro. É pelo ultraje da possibilidade de ter que pagar, quando eles lá chegarem se o sinal tiver retornado. Que serviço horrível. A acrescentar numa folha de queixas mais próxima.

P.S. Após ouvir tanta vez a publicidade de "Netcabo - Webmail 1Gb", estranhei porque o meu continua a marcar "15Mb". Acontece que alteraram os tarifários, existindo um com exactamente o mesmo preço que o meu, mas mais rápido, com mais consumos e com maior espaço de email, mas não o actualizaram neste último ano. E ainda se dizem "Melhor Serviço de Internet"...

terça-feira, setembro 12, 2006

11 de Setembro?

A propósito do «Prós e Contras» de ontem, gostava de saber quem foi que pensou que o Mário Soares poderia ter algo de interessante a dizer... Custa-me igualmente perceber por que raio continua a Fátima de Campos Ferreira a liderar o que quer que seja, quanto mais um programa na televisão.

segunda-feira, setembro 11, 2006

A Madrinha

Uma das minhas bosses voltou hoje das suas férias, passadas na Sicília. Ao chegar, beliscou-me a bochecha direita, deu-me duas chapadinhas, agarrou-me com as palmas das mãos pelas duas orelhas e disse-me que sempre tinha prezado a nossa amizade.

Não sei o que aí vem, mas temo acordar um destes dias no WC, com o peso de uma cabeça de cavalo no colo se lhe disser que não...

Sofá, Precisa-se

Curioso como sou, decidi fazer o teste da sonolência num site brasileiro.

O resultado?

"Resultado do teste de Escala de sonolência EPWORTH:
Você está com sonolência MODERADA. As causas mais comuns são apnéias do sono. Procure seguir RIGOROSAMENTE os cuidados com sua higiene do sono e volte a fazer o teste. Caso o escore permaneça alto, procure um médico.
A soma de seus pontos é 15."


Com 15 pontos, acho que estou bem posicionado como candidato a melhor marcador. Pena não saber qual é a escala... Também é pena não saber ao certo o que é "cochilar", mas supus que se tratasse de um sinónimo para "ferrar o galho".

Com este resultado, é um blogger preocupado e a piscar o olho, este que vos pede, por favor, partilhem comigo os vossos resultados!

Retalhos de um fim-de-semana

i. Jantarada animada no Hard Rock Café. Jantar típico masculino, com muito humor à mistura. Houve tempo para contar, pela milésima vez, as histórias fantásticas dos tempos dos Salesianos, que ao contrário do que seria de esperar conseguem tornar-se cada vez mais engraçadas. Houve tempo para gozar com as insistentes e deprimentes manias das dietas de alguns. Houve ainda tempo para encher a pança com ribs à moda do Tennessee ou lá de que terra era aquela arroba de costeletas que apareceu a transbordar no meu pratinho. Faltou, no entanto, alguma pachorra para lidar com a empregada mais sarcástica que, muito provavelmente, virei a encontrar no mundo.

ii. 2º Red Bull Flugtag Portugal: «o sonho de voar e o pesadelo de cair à água». Com animação de Unas e Alvim, foi a loucura total, exceptuando eventualmente para os miúdos que se perderam dos pais, para os velhotes que se perderam dos filhos ou para as mulheres que se perderam dos maridos... Foi um fartote, que culminou com a atribuição do primeiro prémio para a equipa de Arruda dos Vinhos. Desconhecendo qual o prémio para os vencedores, estou em crer que a Red Bull se encarregará de arranjar qualquer coisa alucinante, pois o prémio entregue aos mais originais foi, nada mais, nada menos, que a oferta de um salto tandem (pára-quedismo com acompanhamento de um instrutor). No fundo, algo condizente com o lema: «Red Bull dá-te aaasas!».

iii. «SuperMaxi» a 0,5 €. Trata-se de um preço simbólico atribuído a um dos mais históricos gelados que se venderam em Portugal, que surge em jeito de celebração do seu trigésimo aniversário. Tempos houve em que a mascote era metade canina, metade humana. Posteriormente, evoluiu para cão e até ganhou uma capa de super-herói, a condizer com o nome. Nos anúncios actuais, o SuperMaxi é um cão de pêlo castanho e orelhas a abanar, que gosta de dançar com o pirata Perna-de-Pau e o miúdo Epá, que tem uma mãe extremosa que elogia as vantagens nutritivas de comer gelados.

iv. «Diarios de motocicleta», que, por vinte e duas mil razões e mais alguma, saltou directamente para o meu top dos filmes favoritos.


v. Futebolada no Estádio da Luz. Tratou-se da minha estreia nas bancadas do novo estádio do Benfica, apadrinhada com uma exibição de encher o olho de um meio-campo incrível do FCP; seguida de umas cenas de tiroteio na Quinta da Luz, como se estivéssemos num qualquer país da América do Sul, com direito a perseguições policiais e tudo.

domingo, setembro 10, 2006

Numa Tarde de Domingo

Pedalo por entre as árvores.

O ar a bater no peito, a adrenalina nas descidas, pássaros levantam voo à passagem, esquilos em fuga, pernas empoeiradas, pernas cansadas, pulsos dormentes, o sol a esconder-se entre as árvores, a curva da estrada bem ao fundo, fugir às pedras, boca seca, água fresca, encher o peito de ar, e, no final, o desejo de voltar.

Para não me esquecer como é bom andar de bicicleta numa tarde de Domingo...

Charlotte Gera Corrida às Bancas

Segundo o próprio jornal, o Expresso desta semana esgotou logo pela manhã de Sábado.
A notícia refere que os factores terão sido a mudança de formato e a descida do preço do jornal. É um argumento. Outro ponto de vista seria pensar que o sucesso da tiragem tem a ver com a oferta do DVD do Lost In Translation com cada jornal.

Seja como for, o que isto significa é que desde ontem passou a haver mais 160 mil exemplares deste filme a circularem em Portugal. Por este andar, muito em breve poder-se-á realizar a sondagem de interesse nacional por que tantos aqui na redacção do blog ansiamos:

"É Charlotte uma personagem intelectualmente estimulante?".

A Melhor Música dos Anos... 90?!

Bendito seja o Youtube, por nos dar estas pérolas:

sexta-feira, setembro 08, 2006

Concertos

Já faltam poucos...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Trivia

Hoje não é um dia especial, e portanto não é de esperar que se proceda a qualquer exercício de revisita ao passado, coisa mais típica de programas de fim de ano, século ou, ocasionalmente, milénio.

Mas que interessa isso estando eu sentado ao computador às dez da noite, sem ter jantado e somente lanchado mal e porcamente, com a mente vidrada na fantástica pizza que comi anteontem ao almoço?

Nada. Logo, mal não virá ao Mundo, que é como quem diz à Terra, se eu fizer aqui o meu exercício de revisitação do século e atribuir à pizza, de uma forma geral e não especificamente à que comi anteontem, a nobre distinção de Comida do Século XX, com direito a maiúsculas!

A título de curiosidade, informo que os antepassados da pizza remontam ao século III AC, mas foi só no século XVIII que ela se tornou mais parecida com a que conhecemos hoje em dia, tendo as famílias pobres da região de Nápoles passado a pôr na massa o tomate, que era um alimento que se temia então ser tóxico, e restos de outras refeições. Ao fim de algum tempo ganhou popularidade.

A diáspora da pizza pelo Mundo só aconteceu, todavia, no século XX, primeiro através dos emigrantes italianos, e depois através das cadeias de restaurantes americanas.

Em 200 anos, a pizza passou de comida de recurso a uma das refeições mais populares do Mundo, ou Terra. Tanto pode custar 2 euros numa barraquita de rua quanto 20 euros num restaurante finório. É uma comida de pobres, de ricos e até de tartarugas mutantes. Não olha a classes. E é diversa, porque pode ter peixe, carne, ambos ou nenhum. E combina o paladar da cobertura com os temperos do tomate e do queijo e o enchumaço de uma boa massa. Acima de tudo, a pizza é boa!

E agora vou-me deitar antes que o telefone salte espontaneamente para a minha mão e eu sem querer pressione as teclas 707221122 por esta ordem...

A Melhor Música dos Anos 80 (post 3)

O camaleão David Bowie pode muito ser um dos mais importante e influentes músicos das últimas décadas. E se for forçado a escolher, de entre toda a sua vasta, diversa e repleta de hits discografia, a melhor música, hesito. Mas não durante muito tempo.

Basta-me recordar uma performance ao vivo no recente Storytellers (excelente conceito lançado pelo VH1), em que David Bowie e companhia mostram como se faz música...

A minha terceira sugestão para melhor música dos anos 80 é China Girl.

Se o Paulo acha que devia ser a música do Verão, quem sou eu para dizer que não?!

Não obstante o intensivo treino dos meus moves de B-Boy e skills de MC, nos últimos dias fiz terapia voluntária da pesada de uma banda diferente, que me chegou ao conhecimento através do nosso sempre atento amigo judoca Paulo.

Refiro-me aos I'm From Barcelona. São um... como se diz isto?... Tipo dueto ou quarteto só que para 29 gajos e gajas?... Tratando-se de uma banda composta por 29 músicos suecos que se chama I'm From Barcelona, acho portanto que originalidade não é um assunto!

O Paulo fez as honras da apresentação num post datado de Julho, com direito a vídeo do alucinante concerto da banda em Barcelona, em que, parece, se rondou a loucura!

No entanto, não se percebe bem a música. E como eu sei que pelo menos o Tosttas aprecia o produto made in Sweden, aqui deixo o link para o clip. De nada.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Um Dread Numa Gravata

Yo, listen up! Desde que comprei a minha nova gadget musical (presumo-me livre de atribuir a um estrangeirismo o sexo que quero), tenho ouvido muita música no emprego. Um pouco de tudo. Confronto-me agora com a recente descoberta da música ideal para fomentar a produtividade. Não é clássica, nem rock, nem pop. É mesmo hip-hop!

Hip-hop... Pensamento assustador, o de estarem os dreads com quem gozei toda uma vida alguns passitos à frente em termos musicais... Não todos. Só os que percebem as letras.

E a pica do hip-hop no trabalho reside especialmente aí: as letras. Quanto mais potentes e ameaçadoras, melhor se sente um dread! É ver o boss a aproximar-se enquanto os nosso ouvidos rebentam de poesia:

"Right now I'm on the edge, so don't push me
Fill your ass up with lead, so don't push me"

"O motherfucking boss que venha cá chatear que aqui o nigga já lhas conta..."

- Caixa, podes adiantar isto no fim-de-semana, certo?
"...Once I squeeze the first shot
No I aint stopping till my clip is empty..."

- Sim, claro que sim...

"Man, nothing but a white pussy am I...
Kick this chair, just hang me in a pink tie..."

terça-feira, setembro 05, 2006

Come on, Andre!

Tenho a sensação de que, ao longo da minha vida, irei assistir a muito mais despedidas de desportistas do que o meu pai. Por um lado, por ser adepto de diversos desportos; por outro lado, por ter começado muito precocemente; e, sobretudo, porque o meu pai nunca ligou a essas coisas.

A mais recente teve lugar este Sábado, dia 2 de Setembro. Enquanto a elite nacional do bigode se encontrava reunida em Castelo Branco, Andre Agassi despediu-se da sua vida de tenista profissional, após derrota na terceira ronda do US OPEN.

Agassi despediu-se em lágrimas, perante uma multidão apoteótica que o aplaudia efusivamente. Foi a última partida no ATP Tour de um grande campeão: ganhou oito títulos do Grand Slam, e é um dos cinco tenistas que conseguiu vencer os quatro torneios do Grand Slam.

Ainda que parecesse incrivelmente difícil, o mundo do ténis encontrou facilmente uns dignos herdeiros da geração de Sampras e Agassi, podendo agora recordar para todo o sempre os eternos duelos que se incendiaram nos courts ao som de «come on, Andre!» e «come on, Pete!».

segunda-feira, setembro 04, 2006

Mais loucura, mais baixo, mais hasselhoff




E eu a pensar que não era possivel bater mais baixo. Agora ja teve de usar as personagens que o idolatrizaram...

domingo, setembro 03, 2006

Convívio Nacional dos Bigodes

A segunda edição do Convívio Nacional dos Bigodes realizou-se este Sábado, em Castelo Branco.

Há quem garanta que conseguiram juntar a elite nacional do bigode. Pessoalmente, não tenho a mais pequena ideia se, de facto, o fizeram ou não. Apenas decidi comentar este salutar evento social, pela crescente necessidade que tenho vindo a sentir de um dia realizarmos o nosso jantar do bigode.

Estou convicto que, um dia, esse jantar realizar-se-á!

Concorrência mais-que-perfeita

Esqueçamos tudo o que aprendemos sobre mercados concorrenciais. Quando se fala de cosméticos, nada disso importa. Outros valores mais altos se levantam. Venha a concorrência feroz!

Os astros da L’Oreal não se encontram tão equilibrados como antigamente. Virginie LeDoyen, Natália Vodianova e umas outras senhoras encantadoras ainda vão conseguindo valer os seus fortes atributos, mas a L’Oreal parece decidida a centrar-se na sua mais recente pérola: Scarlett Johansson.


Por outro lado, no planeta Maybelline as apostas de sucesso dos últimos anos parecem continuar a gerar furor. Contando com Kristin Davis (a Charlotte de Sex and the City) para a cara da Maybelline New York, as fogosas aparições de Josie Maran e Adriana Lima vão chegando para entusiasmar quem usa e gosta de cosméticos e, sobretudo, quem não usa...

sexta-feira, setembro 01, 2006

A Gente Vai Continuar

Um eventual desejo de auto-flagelação, ou mera curiosidade, impele-me a solicitar comentários ou posts relativos ao concerto de ontem no Casino Estoril deste senhor:


Confio que entre Valverde - o nosso agente na Linha -, Ricardo - o Rei do Apocalipse à beira de um ataque de nervos - e o próprio Jorge Palma - um tipo tão simples que ninguém percebe de vista quão genial artista é, e que, portanto, poderá perfeitamente vir parar a este blog de economistas ao casualmente googlar "the social impacts of deadweight loss in a taxed economy" -, ... recupera fôlego... -, alguém me possa elucidar sobre o que perdi.

Mas enfim, "tira a mão do queixo, não penses mais nisso"...

Vozes

«The gunfire around us makes it hard to hear. But the human voice is different from other sounds. It can be heard over noises that bury everything else. Even when it's not shouting. Even when it's just a whisper. Even the lowest whisper can be heard over armies... when it's telling the truth.»

Esta envolvente passagem do filme «The Interpreter», de Sydney Pollack, alimenta-me a introspecção. A ideia do mais ténue sussurro conseguir sobrepor-se ao clamor das armas faz-me pensar na história da humanidade. Claramente, a voz humana é uma ferramenta crucial para a comunicação e persuasão. Há vozes de memória, há vozes femininas que jamais esquecerei; e, muito acima de todas as cotações inimagináveis, haverá sempre as vozes universais.

O último homem

Há quem julgue Nietzsche como quem melhor entendeu o século XX. Por não me identificar com a generalidade das suas ideias que conheço, abstenho-me de comentar. Entristece-me, por conseguinte, que um dos meus ídolos consiga ser tão representativo do «último homem».

Esta teoria de Nietzsche deu-nos a conhecer o homem como um indivíduo sem transcendentalismos e com tendências meramente egocêntricas, que procura, acima de tudo, a sua própria felicidade; Jerry Seinfeld e Larry David deram-nos a conhecer George Costanza.

George Costanza é, na minha opinião, a personagem mais espantosa alguma vez criada, naquela que julgo ser a sitcom mais conseguida de sempre. «Seinfeld» é tão inacreditável que qualquer tentativa de explicar a magia associada a cada episódio se torna uma autêntica quimera. Não ouso, portanto, tentar enveredar por esse caminho. Inclusivamente, derrubo o meu cego orgulho e recorro à preciosa utilidade do «You Tube» na demonstração de algumas das mais famosas peripécias do programa sobre nada que virou culto, em parte devido à enorme simplicidade e transparência do programa, que permitiu sobressair a amizade entre os principais actores.

Por seu lado, o culto virou oportunidade. E, mesmo aí, conseguiram ser grandiosos: resistiram. Pararam quando acharam conveniente, no auge da fama; sobreviveram às mais diversas possibilidades de descaracterização de personagens e teorias, tendo, ainda assim, conseguido participar em alguns eventos publicitários de qualidade, como como a saga de Seinfeld & Superman (I e II), que surgiu como resultado do sucesso alcançado por diversas teorias discutidas ao longo de alguns episódios, sobre os super-poderes do Super-Homem, a possibilidade do Super-Homem ter super-humor e o Mundo Bizzarro do Super-Homem.


Os minutos que antecedem um episódio de «Seinfeld» parecem-me sempre infindáveis. Servem para aumentar, drástica e vertiginosamente, as desmedidas expectativas, que, apesar de tudo, conseguem sempre ser superadas.

Acabem com a minha desgraça

O horror, a desgraça, o desatino, o desespero, a demência a instalar-se... este é o meu último dia de férias. Questiono-me: Mas que raio fiz eu estas férias? Certamente pouco do que tinha planeado. Certamente pouco aproveitei.
Mas ficarão na minha mente, quando recomeçar o periodo laboral: as manhãs na cama sem me querer levantar; as noites acordado até ver nascer o sol; as palhaçadas com os amigos; os momentos de paixão.... aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah este é o último dia!