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sexta-feira, outubro 10, 2008

Internet Eskater?

O meu internet explorer do trabalho anda a treinar afincadamente para as próximas Olimpíadas de Inverno, na competição de patinagem.
É uma alegria vê-lo a patinar 10 a 15 vezes por dia, todos os dias!

segunda-feira, agosto 06, 2007

O Síndrome de Segunda-Feira

Sou vítima do sindrome de segunda-feira.

Sofro tão intensamente que chego a sentir sintomas ainda não deixei assentar na barriga o típico almoço de família do domingo. Até lá, e desde a noite de sexta-feira, jamais atravessa a minha mente um sequer pensamento relacionado com deveres e responsabilidades profissionais. É um dia e meio de relax tal que, naquele momento do domingo em que deixo pelas costas a mesa da cozinha, nesse momento em que finalmente caio na realidade, sinto-me como um prisioneiro condenado à morte que acorda de um sonho cor-de-rosa, esquecido de ser essa a véspera do dia da pena.

Ah, se ao menos fosse poeta, como podia aproveitar os blues de domingo à noite para divagar sobre a solidão e a decepção... Assim pouco mais me resta que navegar um pouco na net, ler um pouco de um qualquer livro e ouvir um pouco de bob dylan.

E toda a segunda-feira é um longo e penoso combate à preguiça, à sonolência e à gula, vivido na ansiedade da hora de saída, como se ainda houvesse um toque de saída. E sei que se o houvesse haveria de soar às oito da noite e haveria de soar a qualquer coisa como o William Wallace a gritar “FFFFRRRRREEEEDDDDDOOOOMMMM”!

Fonix mais às segundas-feiras...
:/

terça-feira, junho 26, 2007

Ai nem queiras saber o que o meu filho fez ontem à noite...

Um gajo às vezes vê o peixe a morrer pela boca, e admito que até possa parecer insensível falar como vou falar, mas ainda assim...
... no dia em que eu tiver filhos, espero não me tornar num daqueles fregueses habituais da máquina de café do escritório, que ali páram, desconfio que nem seja pelo café, mas somente e apenas para falar dos filhos,
do tamanho deles,
da parecença deles com a falecida irmã da avó materna,
da quantidade de vezes que acordaram ontem à noite,
da marca da papa que lhes dão de comer,
da cor e da consistência do vomitado,
dos peidinhos que dão ao adormecer...

Xiça penico, fechem a matraca ou mudem de assunto!!!
É que é todos os dias...
E há quem queira trabalhar aqui no escritório! (e eu também agradecia um pouco de sossego...)
:[

segunda-feira, junho 11, 2007

Choque Cultural

Fonix, a sério - percebo agora mesmo, enquanto escrevo, que uso esta expressão com muita frequência, e normalmente em situações em que estou prestes a arrancar do peito uma verdade inquestionável – acho que nunca pensei que trabalhar fosse uma coisa tão pegajosa!

As segundas-feiras já são, por si só, terreno pantanoso. Junte-se-lhe:
1 - um fim-de-semana passado na maior das descontrações, em ambiente festivaleiro, e com um consumo desenfreado de toneladas de música, cerveja e um ou outro pão com chouriço - receita de Rio Maior, e
2 - uma massa de responsabilidades e tarefas tão volumosa, tão assutadora, que esta manhã nem sequer consegui dormir em paz e sossego como habitualmente faço no carro, sempre que chego cedo a Lisboa,

e eis que se tem... um gajo deprimido! É que é um choque do caraças!

Tanto estou numa boa a desfrutar de algumas das melhores coisas que a vida tem para oferecer, quanto estou, passadas poucas horas, a aterrar sem pára-quedas na plena realidade de um emprego stressante.
Tanto estou a rir à gargalhada e a dizer disparates entre amigos, quanto estou, passadas poucas horas, de gravata apertada em torno do pescoço, a dizer que sim senhor, que claro que vamos preparar um novo modelo para acomodar as vossas necessidades.
Sou duas pessoas diferentes! Definitivamente, é um choque do caraças.

Pergunto-me como será que as outras pessoas lidam com estas diferenças culturais. Malta, vocês lidam com estas diferenças culturais? Digam-me como, por favor... É que eu tou a ter dificuldades. Ainda esta manhã, quando o cliente concluiu a sua apresentação com um “... E assim concluímos a nossa apresentação”, a minha resposta foi um emotivo “wooo hoooo!!! És o maior!!!”.

:)

sexta-feira, junho 01, 2007

Distracções

Nos últimos dias tenho passado algumas horas agradáveis no trabalho. Horas em que mal dou pelo correr do tempo. Horas em que redescubro o prazer de estar no escritório! Horas passadas, não a trabalhar (óbvio!), mas a arrumar armários e a destruir papel... As chefias decidiram lançar uma campanha de reciclagem de papel. Foi até prometido um almoço ao departamento com o maior contributo. A malta anda anormalmente animada, eu incluído. Pelo almoço e pelo ambiente? ERRADO!

Falo pessoalmente. Claro que me preocupam as questões ambientais, e até faço questão de cumprir a minha parte, sempre que isso me pareça razoável. Mas neste caso em particular, depois de me debruçar sobre as verdadeiras razões do meu entusiasmo com as operações de arrumação e reciclagem, conclui que tudo se resume, tcharan!, à minha desmotivação profissional.
Qual ambiente, qual almoço, qual carapuça! O que eu quero é não trabalhar!

E eu até já andava desconfiado... Muita blogosfera, frequente sonolência incontrolável e uma a duas caixas de pastilhas elásticas por dia são sintomas preocupantes. Agora, eis que dou por mim, feliz e contente, a folhear dossiers do tempo do Songoku e a rasgar papel até me doerem os dedos. Finalmente, encontrei a perfeita desculpa para mandriar e sinto-me um pulha infeliz por isso...
: )

segunda-feira, maio 14, 2007

Odeio...

O poder.
Sempre odiei que os meus pais me mandassem arrumar o quarto. Se me mandavam estudar então, ficava possesso. Odeio que o Estado me mande preencher impressos de IRS e odeio que a brigada de trânsito me mande mostrar os documentos. Odeio a malta que veste fato e gravata e conduz carros de alta cilindrada, e que me manda trabalhar.

Malta que veste fato e gravata e conduz carros de alta cilindrada.
Odeio a malta pimpona com empregos de chefia, inundados da certeza que a vida se resume à conta bancária, ao número de subordinados, à cilindrada do carro e ao número de assoalhadas da casa. Que pensa que o dinheiro compra tudo. Um autêntico rebanho de ovelhas tresmalhadas... Perdido e alheado dos dramas metafísicos da existência humana.
Vá-se lá confiar numa pessoa incapaz de reconhecer a sublime beleza artística presente no assobio do Andrew Bird...

Músicos vendidos.
Nem músicos são, são os chico-espertos do mundo da arte. Odeio esses tipos que fazem música para vender, e odeio-os tanto mais quanto menos descarados forem. Fergies e Pussycat Dolls toda a gente sabe que são vendidas. Agora o que me arrepia da base da espinha até ao pescoço são coisas como os 3 Doors Down.
Os 3 Doors Down são uns vendidos!
Os 3 Doors Down são a Lili Caneças do jet-set musical!
Os 3 Doors Down dão-se ares de Petit, mas são piores que o Beto e têm tantos efeitos nocivos nos ouvidos do mundo quanto o Beto tem nos olhos dos adversários!
Os 3 Doors Down são a borra de um vinho musical já de si carrascão!
Os 3 Doors Down metem nojo!

Aaahhh...
Nada como desabafar uns quantos ódios infundados para nos trazer o sorriso de volta à cara!
:/