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sexta-feira, novembro 30, 2007

Comunicado

O Movimento dos Economistas Explorados E Escravizados (MEEEE) saúda os operários das instituições económicas, empresariais e financeiras nacionais, e vem por este meio, aproveitando a ampla audiência do blog de Campolide, instar à participação em massa na luta pelos direitos laborais, e contra as políticas fascistas deste governo de direita, um governo submisso aos grandes interesses económicos e ao grande capital.

Depois de anos de subjugação aos humores do patronato, de horas de almoço passadas a comer massinhas do Go Natural em cima da mesa de trabalho e de férias permanentemente adiadas, eis que os camaradas economistas se vêem agora privados de dois dias de descanso no espaço de uma semana, com a anunciada marcação pelo Governo dos feriados de Dezembro para os sábados dias 1 e 8.

O MEEEE diz basta a esta opressão! O MEEE não baixará os braços! O MEEEE será a voz dos oprimidos, o grito da revolta, o punho cerrado da inconformidade!
Ergamos juntos os nossos peitos contra os poderes instalados! O MEEEE apela à participação de todos vós numa greve, em defesa dos seguintes pontos:

1. Remarcação dos feriados de Dezembro para sextas-feiras ou segundas-feiras
2. Máquinas de café que sirvam cafés menos quentes para não escaldar a língua do proletariado
3. Permissão do uso de pantufas no local de trabalho

Camarada economista, na próxima sexta-feira dia 7 adere à greve. Recusa-te a sair do calor dos lençóis às 7 e meia da manhã. Fica a dormir até às 11 horas, levanta-te tranquilamente, demora 1 hora num banho de água quente, veste roupas de Inverno, abre a janela e grita MEEEE.
Depois aproveita o facto de ser sexta-feira para fazer um passeio de fim-de-semana prolongado ou simplesmente para antecipar as compras de Natal.

A luta continua!
Saudações vermelhinhas,

B. Carneirinho
MEEEE
MEEE

quinta-feira, outubro 11, 2007

Em defesa da mui nobre arte de não fazer nada

Os amigos católicos que façam uso da sua mais poderosa arma - o perdão - e me perdoem a apologia de um pecado mortal que estão prestes a ler. Parece-me que é hora de alguém assumir a defesa da preguiça e esse alguém sou eu e fá-lo-ei expondo as 3 razões pelas quais deveríamos, não condenar, mas antes celebrar, e celebrar loucamente, a prática da preguiça!

Em 1º lugar, a preguiça é hoje em dia alvo de um tratamento injusto face às alternativas ao dispor dos pecadores. As alternativas são comummente aceites, ao passo que a preguiça continua a ser criticada.
Amigos, olhem à vossa volta. Que vêem? Eu digo-vos: lambusões a comer hamburgers do tamanho de vitelos, o Donald Trump transformado em estrela, o Chuck Norris e o Steven Seagal a vender filmes literlamente a dar com um pau, e a pornografia a tornar-se uma das maiores indústrias do mundo. Gula, avareza, ira, luxúria. E alguém por acaso se importa?! Ein?!
(Olá a todos, o meu nome é joão césar das neves, sou um economista conceituado e acredito que os masturbadores vão arder nas chamas do Inferno)

Em 2º lugar, sejamos honestos: preguiçar é fixe!
A mania de falar mal de tudo quanto dá prazer parte-me todo. Tenho cá para comigo que se a Igreja ainda fosse Toda-Poderosa, acabaria por condenar a internet, a televisão ou a leitura! ... Pera... Como? Condenou à mesma?! Xiça...
Mas o meu ponto é este: uma preguiça de vez em quando sabe bem e não faz mal a ninguém. Pois se até existem xanfrados da mioleira workaholics para contrabalançar!
E afinal de contas, quem não gosta de vegetar no sofá? Ou de passar um dia de trabalho a mandar mails, ver blogs e escrever posts incompletos?
Não me lixem pá: preguiçar é fixe!

Em 3º lugar... olha, não me apetece escrever mais
:)

terça-feira, julho 24, 2007

Informal

Eu e o valverde andávamos perdidos por entre prédios iguais, em ruas iguais - foi isto há coisa de uns meses - daí que tenhamos parado para pedir direcções a uns putos que conversavam à beira da estrada. Ao “desculpa lá, mas sabes onde é que fica a polícia?”, foi-nos devolvida qualquer coisa como “o senhor vira à direita e na rotunda segue sempre em frente”.
Quer-me parecer que a ideia era ser bem-educado, mas acontece que tomo ofensa em ser tratado por senhor por um puto de 16 anos...

Eu e o costinha éramos dois putos sentados no lancil à espera dos amigos, quando parou um carro à nossa beira, e dois gajos mais velhos, barbudos, nos perguntaram como é que se ia até à polícia, ao que devolvemos qualquer coisa como “o senhor vira à direita e depois segue em frente nas obras de construção da rotunda”.

Na verdade, não sei se esta 2ª história aconteceu, apenas a deixei aqui em reconhecimento pela minha – admito-a – obtusa boa-educação dos 16 anos, em que me dirigia aos mais velhos numa respeitosa 3ª pessoa e não percebia porque diacho a minha mãe insistia em meter conversa com as senhoras que encontrava no comboio, no autocarro, na fila da repartição de finanças...

Vejo as coisas de forma diferente hoje. Talvez por ter passado a mover-me em contextos mais formais e hipócritas, passei a reconhecer o valor de ambientes descontraídos. Gosto de tratar as pessoas por tu - torna-se difícil provocá-las na 3ª pessoa – gosto que me tratem por tu, e por vezes até me agrada trocar umas palavras com desconhecidos. Por outro lado, complica-me o esquema ver as tias de cascais a tratar os filhos por “a ritinha” ou “o martim”.

Sinto que porreiro porreiro seria tratarmo-nos todos por tu. Tu cá tu lá com a malta toda: amigos, pais dos amigos, professores, a helena coelho, toda a gente! E quem sabe se um dia, neste utópico mundo novo de descontração, poderíamos até, loucura!, vir para o trabalho com pantufas calçadas e colarinho sem gravata, ou parar à noite no Bairro Alto e dirigir um comentário a um desconhecido sem que daí se depreendesse fosse o que fosse do nosso estado de embriaguez.
:)

quinta-feira, abril 26, 2007

Fascizóides, vermelhinhos e o valor da liberdade!

Fazem-me confusão os extremos.

Fazem-me confusão fascizóides a gritar “Portugal para os Portugueses”, simplesmente porque os acho – independentemente de poder tratar-se de presunção minha – burros!
Faz-me confusão como é que um dos maiores pategos da nossa história foi votado o maior português de sempre. E no entanto, é triste a frequência com que oiço malta da minha geração - alguns amigos até - argumentar que “ah e tal, mas ele também fez coisas boas”. Ora porra! Difícil era encontrar alguém que toda a vida só fizesse merda. E cum caraças!, tivesse eu 40 anos no poder a espezinhar pessoas, e o mínimo que me podiam pedir era que construísse umas pontes, umas estradas e – vá lá - umas escolas!

Também me fazem confusão os vermelhinhos que gritam pelo fim do capitalismo e da globalização, perdidos na utopia da felicidade eterna da Humanidade, simplesmente porque os acho – e uma vez mais perdoem-me a presunção – burros!
Mas ok, estes apesar de tudo lutam pela igualdade... São malucos, mas sempre é uma maluqueira mais agradável.

Que posso eu dizer? Sou um tipo moderado e fazem-me confusão os extremos. E no entanto, acho-lhes um piadão. No fundo, como acho um piadão a todas as outras coisas com que é fácil gozar.

Por isso, aqui estou eu, 33 anos e um dia depois, a dizer viva a revolução!, vivam os que fizeram a revolução!, não os que se aproveitaram dela para oprimir os opressores, mas os que lutaram pela nossa liberdade, mesmo pela dos fascizóides e vermelhinhos!
Viva a minha liberdade para chamar burros aos fascizóides e aos vermelhinhos, e – porque não? – vivam os próprios fascizóides e vermelhinhos, que enquanto forem poucos e não fizerem mal a ninguém, cá nos vão ajudando a dar valor às conquistas de Abril, e hey!, quem não gosta de uma boa gargalhada?
: )