Quando disse que o Blog andava em hiperactividade posso ter, quiçá, exagerado um pouquinho... Mas sempre aparentava mais animação do que agora, pela simples razão de que, lá por Campolide, andamos mais ocupados do que é costume. Penso ser esta a derradeira desvantagem de prolongar o curso, pois só agora percebi o que é, realmente, um semestre lixado!
Como até inícios de Dezembro vou continuar absorvido no errático espírito académico, inaugurei hoje um espaço dedicado ao Miguel Esteves Cardoso, uma vez que não tenho tempo – ou melhor, não tenho paciência no pouco tempo livre que disponho – para prosseguir com a narração de eventos, factos, patranhas ou notícias bombásticas que incessantemente assolam Campolide.
Assim, vou deixando, amiúde, alguns excertos de “As Minhas Aventuras Na República Portuguesa”, de MEC, que é o livro que estou a reler, nos poucos tempos mortos dos meus dias... Um livro tão sensacional quanto as memórias que desperta, pois o livro foi primeiramente lido no semestre em que frequentámos as sublimes aulas de Crescimento Económico e descobrirmos a aprumada (3) “Peça de Museu”, que ainda hoje me fascina e acelera o coração! Ah... que belos tempos!
Notas:
1 – Brevemente novos membros do Blog. Desculpem o atraso. Não há qualquer tipo de censura, apenas umas pitadas de displicência. Quem quiser fazer parte do Blog, faça-se ouvir, que nós ouvi-lo-emos.
2 – Se passassem a comentar os posts, com maior frequência, o Blog animava indubitavelmente.
3 – Hoje excedi-me na qualidade das minhas palavras, mas destaco este adjectivo, que julgo ser o mais correcto e o mais brilhantemente pensado, nos últimos tempos... Lamentavelmente, apenas aquele que já contemplou a obra de arte é que pode compreender a amplitude do “aprumada”.
4 – Paulo, a vida não é só futebol. Isto é um Blog cultural, com funções lúdico-pedagógicas! Contudo, a reacção do guarda-redes Ricardo, no seguimento da goleada no Estádio do Dragão foi merecedora de comentários, pois portou-se como uma autêntica menina. Há quem diga que chorou e tudo... mas eu não quero levantar falsos testemunhos.
As minhas sinceras desculpas, por ter não ter comentado a notícia. Tenho como atenuante o facto de começar a estar farto de dizer mal do “Rei dos Frangos”, que no Estádio do Dragão mostrou a todo o mundo que o reinado está para durar.
Abraços!
sábado, novembro 13, 2004
Desculpe lá, mas estou ocupado!
Façam uma “Casa da Avó”!
Dou gratuita e generosamente a ideia, que qualquer empresário com dois dedos de testa aproveita, da “Casa da Avó”. A “Casa da Avó” seria uma loja destinada, claramente, a netos que não saibam o que comprar para uma avó que todos os anos diz que não quer nada no aniversário e, ao mesmo tempo, fica chateada se lhe fizermos a vontade!
Esta quinta-feira, dia de S. Martinho, a minha avó fez anos. Em cima da hora, como é costume, ainda não fazia ideia do que comprar. Emiti prontamente um pedido de socorro a uma nova amiga, solicitando ideias originais, na esperança de que a sensibilidade feminina (tão abundante nas amigas giras) abrilhantasse o meu final de tarde... Mas não chegou. Já não há ideias para quem nada quer no aniversário!
Acabei por comprar umas rosas vermelhas, que ao fim de tantos séculos de existência continuam a encantar as mulheres...
Quando saí da florista tive oportunidade de testemunhar uma prodigiosa revelação, que me fez sentir ainda melhor com a vestimenta que usava. Se pensam que as mulheres ficam animadas com flores, experimentem passear por Lisboa com um ramo de flores, vestindo fato e gravata. Que loucura!
(Nota: Se forem excessivamente feios talvez não chegue flores, fato e gravata. Metam uns óculos escuros e mais qualquer coisa, nunca fiando...)
A Aventura De Ser Rapaz
(...)
Ser rapaz é um prazer. Não deixa de ser um prazer só pelo facto de ser ridículo. Só um rapaz gosta, com sinceridade e consciência, de comer feijoadas gigantescas, de pegar touros, de dar chapadões nas costas dos amigos, de deixar crescer a barba, de beber gasosa de propósito para dar arrotos (...) de fazer javardices, de ver filmes mentecaptos com karatecas e psicopatas a tirar olhos uns aos outros, de contar orgulhosamente as bebedeiras que já apanhou…
As raparigas não gostam destas coisas e os rapazes gostam que elas não gostem. Fazer medo e nojo às raparigas é 99,9% do prazer de ser rapaz. À medida que se cresce este prazer vai diminuindo. Atenção! Agora chegamos à parte trágica. Aos 13 anos já desapareceu completamente... É o contacto prolongado com elas que os descaracteriza. Depois do primeiro namoro e da primeira série de "Que horrores!" que sai da boca da namorada, um rapaz perde toda a graça que tinha. Fica humanizado. Torna-se um ser humano.
O verdadeiro macho, o homem primal, a besta sadia que é o ser humano do sexo masculino em toda a sua glória é o rapazito de 9 anos.
(...)
in “As Minhas Aventuras Na República Portuguesa”
quarta-feira, novembro 10, 2004
Estou estupefacto!
sábado, novembro 06, 2004
Pensamentos
@br@cos para tod@s!!