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domingo, maio 06, 2007

Figura Pública

E já foi, gostei, tava boa, é sempre um prazer especial a primeira sardinhada do ano!
Agora, isto das férias estarem a acabar é que não tá com nada. Passa-se uma semana de paz e sossego - nem sequer é o não ter de trabalhar, é o não ter preocupações e pessoal a chatear a cabeça - e perde-se qualquer vontade de voltar à rotina sem sentido.

Assim sendo, e inspirado nas declarações “não sou manequim, este não é o meu trabalho, eu sou uma figura pública” da sempre eloquente e Pimpinha Jardim, decidi que não vou voltar amanhã ao escritório.
É isso mesmo: acabou-se! A partir de hoje deixo de ser ucraniano, esse não é o meu trabalho, eu agora sou... uma figura pública!

O projecto é ambicioso, bem sei... Mas não descurei o estudo do meu posicionamento estratégico. Valeram as longas horas passadas a estudar Estratégia a partir dos apontamentos das ilustres então futuras economistas de Campolide.
Compreendo que não tenho o perfil adequado para ser figura pública em festas de jet-set. O meu CV já acusa dois anos e meio de trabalho. Intolerável...
Resolvi portanto apostar num nicho de mercado. Um segmento menos explorado. Mais promissor mas ainda assim tradicional. Eu vou ser figura pública em... sardinhadas! Sar-di-nha-das (o que obviamente não invalida um perninha ocasional em matanças de porco, sem exageros, claro, que os meses de Inverno são de férias, já me vai bastar um Verão inteiro de trabalho)!

Vai ser lindo! Sempre que houver uma sardinhada, ali por volta do meio-dia apareço eu na garagem, no quintal, nas traseiras do prédio, onde seja, numa mão o saco com os tomates e pepinos para a salada, na outra a garrafa de água com furinhos na tampa para borrifar o carvão. Os flashes a disparar, a pose para a fotografia com a Dona Ermelinda e o Senhor Pascoal...
Vai ser lindo! A tour nacional pelos santos populares, a festa da sardinha assada nos Olhos d’ Água... E vocês já sabem: conto com a ajuda de todos. Sempre que souberem de planos para sardinhadas, estarei mais do que disponível para ajudar à festa!

Não espero que a adaptação seja fácil, mas sinto que tenho de ser fiel ao meu instinto. Bastam-me os anos de opressão sofrida nas catacumbas das instituições financeiras e empresarias deste país.
Desta vez, vou seguir as minhas papilas gustativas!

:)