quinta-feira, julho 31, 2008

Um cheirinho do meu ambiente de trabalho

Verdadeiramente embaraçoso é uma pessoa aproximar-se da secretária da boss segundos depois dela ter lançado uma arma química silenciosa.
Ela sabe que largou a bomba.
Um gajo sabe que ela largou a bomba.
Aliás, o cheiro é tão intenso, que tá na cara que ela sabe que um gajo sabe que ela largou a bomba!

A vontade de rir é difícil de conter. De repente, ela faz um qualquer comentário sem piada. Tipo “não entendo como é que eles chegam a estes números”. Mas o sorriso dela é perceptível, logo é a oportunidade ideal para soltar aquela gargalhada que dolorosamente estava contida: AHAHAHAHAHAHAH!
O ridículo disto é que ela sabe o porquê daquele riso inoportuno. Só que como também tem estado a conter o riso, desata a fazer coro: OHOHOHOHOHOHOH!
E então é o regabofe total: AHAHAH OHOHOHOHOH AHAHAHAH OHOHOHOHOH!

São, enfim, estes momentos que dão um aroma especial à usualmente inodora monotonia do trabalho...
:)

segunda-feira, julho 28, 2008

Viver em sociedade é fascinante. O problema está nos outros

Este fim-de-semana dei de caras com o meu carro bloqueado por um rover em segunda fila, à porta do bar brasileiro onde o tinha estacionado. Bar animado aquele, digo-vos já.
Assim que vejo a cena, sei imediatamente que o malandro do condutor do rover só pode estar lá dentro, perdido naquela nuvem de fumo salpicada de centena e meia de decibeis. Em vão alimentei a esperança que o gajo aparecesse à porta ao fim de umas quantas buzinadelas. É que Deus não curte os agnósticos, e portanto lá tive mesmo de entrar no bar em busca do malandro.

Com o peito a pulsar de revolta, estendo as mãos e empurro as portas tipo bud spencer a entrar no saloon. Agora estou cá dentro e o ambiente é-me estranho. Está toda a gente a dançar e a beber e a cantar em coro com o gajo do órgão. Já não sou o bud spencer. Agora sou tipo screech e só quero é despachar o meu assunto. Aproximo-me do tipo do órgão e estabeleço contacto visual. Vejo pela cara de alegria dele que está a pensar que eu lhe vou pedir para cantar alguma balada do roberto carlos. Nada disso, cara. Ele acaba o refrão e começa a solar no órgão. É a loucura no bar! Aproveito para lhe gritar ao ouvido:
- DESCULPA LÁ, MAS PODES PERGUNTAR AÍ AO MICROFONE SE ALGUÉM DEIXOU UM ROVER MATRÍCULA XPTO 35 ESTACIONADO EM SEGUNDA FILA?”.
Que sim, tudo legau. Parou a música. Tou tenso, caramba...
- Aí galera, alguém estacionou um rové em segunda fila lá fora, matrícula xpto 45?
- Ah... 35, é 35.
- Rové xpto 35, galera!

O condutor do rover salta do meio da galera. Tá com ar de quem bebeu umas cachaças, mas parece-me pacífico. Nem olá, nem desculpa lá, nem vou já tirar o carro, nada. Levanta-se, mostra-me o polegar e lá vai ele recuar a viatura. É a minha deixa. Agradeço ao gajo do órgão – Valeu, mané! – e vou mas é fazer-me à estrada, revoltado com aquele bocó que me bloqueia o carro e vai curtir para dentro de um bar, mas ao mesmo tempo confortado pela sensação de alívio de não ter sido forçado a partir para uma cena de bud spencer com banda sonora de roberto carlos.
:)

domingo, julho 13, 2008

Até há uma hora atrás...

... vivi na convicção de que não era possível apaixonar-me por um álbum à primeira audição.

:))