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segunda-feira, novembro 03, 2008

Viciado à beira de se ver perdido

Agora que me viciei novamente no Lost e vou roendo as unhas até ao clímax da terceira série, e cada final de episódio é o habitual “Doh, não interrompas agora!!!”, começo a achar que estranhamente só me apetece ver esta série quando está frio.

É como se ver o Lost só funcionasse bem quando há cobertores envolvidos.

Segundo este princípio, ver o Lost durante o Verão seria como andar de comboio e não dormir, como ir comer ao Valentino’s e não pedir a pizza fantástica, como andar de bicicleta no Cacém e não acabar a fugir de uma matilha de cães vadios a ladrarem e babarem-se numa perseguição tresloucada. Simplesmente não faria sentido!




terça-feira, outubro 28, 2008

Provérbios

Em resposta ao desafio da Elbi, aqui vai um provérbio de que gosto:

“Se vires uma luz ao fundo do túnel, cuidado, pode ser um comboio”
Pessoalmente, acho mais sensato nem sequer andar a pé no túnel do comboio, mas se tiver mesmo de ser, é boa ideia usar da prudência.

Quanto à sequência desta cadeia, como vocês sabem – e se não sabem o tosttas pode informar-vos - eu não conheço ninguém e ninguém me conhece a mim. Portanto, optei por desafiar os meus seguintes amigos imaginários: o Pedro, que é um dos bloggers mais inspirados da blogosfera, e a Scarlett, que tem assim muito talento.
Grande dupla, não é?!
;)

terça-feira, agosto 26, 2008

Moonwalk no elevador do atrium

Resolvi finalmente o mistério que há anos me intrigava, de saber se, sim ou não, os elevadores aqui dos escritórios têm câmaras.

Não têm.

Sei-o porque na semana passada fiquei preso no elevador n.º 6 com uma senhora. Acreditava que os seguranças controlavam tudo o que se passava dentro daquelas cabinas, mas percebi que não era bem assim quando ligaram lá para dentro do elevador a perguntar quantos éramos e em que andar estávamos.

Correu tudo bem, o elevador foi descendo a pouco e pouco até ao piso 1 e as portas lá se abriram, e suspeito que ainda bem para a senhora, pois quer-me parecer que em breve começaria a ficar farta de me ouvir falar acerca de todas as vezes em que já fiquei preso num elevador.

Mas isso é secundário, tem pouca importância. O que realmente me alegra, o que verdadeiramente me extasia é saber que poderei continuar a praticar os meus enormes dance moves dentro do elevador, nos curtos mas excitantes percursos entre o piso 1 e o piso 8. Tudo como dantes, simplesmente agora sei que não estarei sob a observação e chacota dos segorilas...

Billie Jean is not my lo-ove
Wooo!
:)

segunda-feira, agosto 25, 2008

Falsa partida

Não me acho supersicioso, mas quando o dia e a semana começam com uma conjugação de dores quase paralisantes nas costas e a bilha de gás a chegar ao fim, o que me obriga a sair da banheira e ir,corcovado, enrolado na toalha e a tremer de frio tentar carregar com a nova bilha de gás desde a varanda até à cozinha... então dirijo ao céu o meu olhar e peço a quem quer que esteja lá em cima que não deixe isto ser o prenúncio do que está para vir...
:)

segunda-feira, agosto 11, 2008

O meu momento reflexivo

Segunda de manhã é a altura da semana em que eu penso sempre em actualizar o meu CV, em mudar de emprego, em voltar a estudar, em montar um negócio próprio e, ocasionalmente e dependendo da severidade do síndrome de segunda-feira, em pôr a mochila às costas, emigrar para a sibéria e viver como eremita numa cabana no meio da floresta gelada, onde todos os dias são fim-de-semana.
:/

quarta-feira, agosto 06, 2008

Em Agosto, sê feliz!

Woo hooo, é Agosto!

Saio à noite do trabalho e ainda vejo luz solar. Só por aí, já tenho motivos para celebrar diariamente a minha sorte. Mas a juntar a isso, ainda se sente no ar um cheiro a noites de Verão, e as ruas estão sossegadas, e de uma forma geral parece haver um ambiente mais descontraído na cidade. Dá vontade de escrever uma música ao mês de Agosto.

Por outro lado, é-me penoso olhar pela janela do carro enquanto me dirijo para o trabalho e ver a malta jovem a caminho da praia, chinelo no pé e toalha debaixo do braço. Ai a inveja... Não passou assim tanto tempo desde que eu fazia o mesmo. Eu ainda me lembro bem! E isso pesa-me no peito. Pensar que nunca mais vou saborear 3 inteiros meses de férias e liberdade absoluta pesa-me no peito... É que eu gosto mesmo de chinelos.

Mas não interessa. Vou passar por cima disso e tentar aproveitar o melhor mês do ano, e, porque coincidem, as duas semaninhas de férias que a boss tirou e que por vezes chego a acreditar que me agradam mais a mim do que a ela!
:)

sexta-feira, agosto 01, 2008

O meu breve post anti-capitalista

Peço encarecidamente aos meus amigos que me esbofeteiem se algum dia me apanharem a jogar golf e a falar de negócios num domingo de manhã.

Caramba, como quero preservar o meu espírito jovem anti-materialista!
VIVA LA REVOLUCION!

quinta-feira, julho 31, 2008

Um cheirinho do meu ambiente de trabalho

Verdadeiramente embaraçoso é uma pessoa aproximar-se da secretária da boss segundos depois dela ter lançado uma arma química silenciosa.
Ela sabe que largou a bomba.
Um gajo sabe que ela largou a bomba.
Aliás, o cheiro é tão intenso, que tá na cara que ela sabe que um gajo sabe que ela largou a bomba!

A vontade de rir é difícil de conter. De repente, ela faz um qualquer comentário sem piada. Tipo “não entendo como é que eles chegam a estes números”. Mas o sorriso dela é perceptível, logo é a oportunidade ideal para soltar aquela gargalhada que dolorosamente estava contida: AHAHAHAHAHAHAH!
O ridículo disto é que ela sabe o porquê daquele riso inoportuno. Só que como também tem estado a conter o riso, desata a fazer coro: OHOHOHOHOHOHOH!
E então é o regabofe total: AHAHAH OHOHOHOHOH AHAHAHAH OHOHOHOHOH!

São, enfim, estes momentos que dão um aroma especial à usualmente inodora monotonia do trabalho...
:)

segunda-feira, julho 28, 2008

Viver em sociedade é fascinante. O problema está nos outros

Este fim-de-semana dei de caras com o meu carro bloqueado por um rover em segunda fila, à porta do bar brasileiro onde o tinha estacionado. Bar animado aquele, digo-vos já.
Assim que vejo a cena, sei imediatamente que o malandro do condutor do rover só pode estar lá dentro, perdido naquela nuvem de fumo salpicada de centena e meia de decibeis. Em vão alimentei a esperança que o gajo aparecesse à porta ao fim de umas quantas buzinadelas. É que Deus não curte os agnósticos, e portanto lá tive mesmo de entrar no bar em busca do malandro.

Com o peito a pulsar de revolta, estendo as mãos e empurro as portas tipo bud spencer a entrar no saloon. Agora estou cá dentro e o ambiente é-me estranho. Está toda a gente a dançar e a beber e a cantar em coro com o gajo do órgão. Já não sou o bud spencer. Agora sou tipo screech e só quero é despachar o meu assunto. Aproximo-me do tipo do órgão e estabeleço contacto visual. Vejo pela cara de alegria dele que está a pensar que eu lhe vou pedir para cantar alguma balada do roberto carlos. Nada disso, cara. Ele acaba o refrão e começa a solar no órgão. É a loucura no bar! Aproveito para lhe gritar ao ouvido:
- DESCULPA LÁ, MAS PODES PERGUNTAR AÍ AO MICROFONE SE ALGUÉM DEIXOU UM ROVER MATRÍCULA XPTO 35 ESTACIONADO EM SEGUNDA FILA?”.
Que sim, tudo legau. Parou a música. Tou tenso, caramba...
- Aí galera, alguém estacionou um rové em segunda fila lá fora, matrícula xpto 45?
- Ah... 35, é 35.
- Rové xpto 35, galera!

O condutor do rover salta do meio da galera. Tá com ar de quem bebeu umas cachaças, mas parece-me pacífico. Nem olá, nem desculpa lá, nem vou já tirar o carro, nada. Levanta-se, mostra-me o polegar e lá vai ele recuar a viatura. É a minha deixa. Agradeço ao gajo do órgão – Valeu, mané! – e vou mas é fazer-me à estrada, revoltado com aquele bocó que me bloqueia o carro e vai curtir para dentro de um bar, mas ao mesmo tempo confortado pela sensação de alívio de não ter sido forçado a partir para uma cena de bud spencer com banda sonora de roberto carlos.
:)

quarta-feira, abril 02, 2008

Porque é que eu acredito em extra-terrestres mas não em Deus?

Porque Deus eu nunca vi, ao passo que me é muito evidente que os extra-terrestres andarem aí, porque a toda a hora os vejo.
Ainda agora estava ali um no supermercado. Pôs-se atrás de mim na fila, enquanto eu ia pagando as minhas bananas, e foi perguntando à menina da caixa se o pai natal era antes ou depois do coelhinho da páscoa e dizendo que tinha vindo da guerra e que por isso estava aminésico, e que não distinguia o pai natal do papa, nem o robocop do... do...
Ok, eu bem que ansiava para ouvir o que dali ia sair, mas ele não completou a frase.
Para terminar a sua actuação, o extra-terrestre ainda ameaçou a sua esposa com violência electrodoméstica caso esta não se calasse, pois ele já estava a sentir a impulsividade a subir-lhe ao cerebelo.
AHAHAH

segunda-feira, março 10, 2008

A correr

Por uma razão ou outra não tenho conseguido postar nada de jeito aqui no blog, e isso começa a aborrecer-me, e a fazer-me sentir como quando quero ir ao ginásio, e todos os dias trago o saco de desporto para o trabalho, mas nunca encontro o tempo ou a força de vontade suficientes para o fazer e acabo por nunca ir e a cada dia que passa penso mais e mais que tenho MESMO de ir ao ginásio, sobretudo porque se aproxima a mini-maratona de Lisboa e não quero correr o risco de ficar apeado em Alcântara e deixar mal a equipa de Campolide, simplesmente porque me faltou o fôlego, até porque se assim for, lá se vão os pastéis de Belém prometidos aos vencedores, pastéis esses que, a propósito de alguns comentários no post anterior, sinto não andarem a ser devidamente avaliados, uma vez que são bons, isso são, mas não são os melhores pastéis de nata, e apraz-me aliás dizer que, em matéria de doçaria, ficam a dever muito aos travesseiros da Piriquita, sobretudo se ainda quentinhos, ou aos piriquitos, como insisitia em chamar-lhes o amigo Ricardo, agora exilado em terras angolanas, e a quem aproveito para mandar um abraço e dizer "tive pena que não pudesses ver os the cure no sábado, mas não há problema porque se tudo correr bem vamos ver os rage against the machine daqui a uns mesitos, lá mais para o verão", e mal posso esperar por esse verão, ou pelo menos por algumas férias, alguma sensação de alívio que me resgate desta permanente correria em que se tornou a minha vida, desta constante pressão em que passo as minhas horas no escritório, deste reflexo pavloviano de medo à preguiça, durante uns minutos que seja, porque a experiência me diz que sempre, ou quase sempre, quando lhe cedi no passado, acabei por sofrer na pele as consequências, como se afinal sempre existisse algum tipo de justiça divina, ou poética, ou talvez prosaica se adeque melhor, mas agora estou farto e só quero despejar, de chapa, de chofre, de rompante, como lhe queiras chamar, este chorrilho de ideias vagamente relacionadas, e esperar que, por fim, ao conseguir desabafar este décimo das coisas que me vão passando pela cabeça, por fim, ao me sentir perder o fôlego, como quando vou correr e não consigo mais, por fim, dizia eu, fique tudo um pouco mais calmo...
uff

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Na mó de baixo

Epa, que dia mais nojento!
- Segunda-feira, ensonado e preguiçoso.
- Dia de confusão nos transportes. E caga lá na chuva, o que me aborrece mesmo é que com o raio da abertura da estação do Rossio, os comboios para Entrecampos são agora metade dos que eram antigamente.
- Início de uma semana que promete vir a ser horrível, com potenciais noitadas no horizonte.
- 5 trabalhos a correr ao mesmo tempo, sem saber bem o que fazer primeiro.
- Na expectativa de uma reunião amanhã de manhã, com uma parelha de asnos.

E questiono-me sobre se serei o único a sentir na pele os efeitos físicos do síndrome de segunda-feira. Literalmente! Percebi com um certo assombro que tenho maior dificuldade em sorrir à segunda-feira. Ó cena marada!

E qual é a onda da menina do Citibank continuar a falar comigo depois de eu dizer "Obrigado, não estou interessado"?!
Não quero falar com ela e não quero que ela fale comigo! Se me interpela em pleno andamento e matraca durante mais de 5 segundos a lengalenga do "dê-me só um minutinho para lhe explicar as vantagens do blablabla...", então obriga-me a escolher entre (i) parar e (ii) voltar as costas e ser mal-educado. E fonix, é segunda-feira: a minha inércia física e intelectual rouba-me a capacidade de improvisar uma paragem na via pública.

Somente quero passar calma, despercebida e desprendidamente pela minha existência até que seja hora de saída. Ou pelo menos assim sentiria em condições normais. O problema é que atendendo ao contexto turbulento que se avizinha... não sei se não prefiro antes ficar paradinho no tempo...
Dass!
:/

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Uma maçã ao pôr-do-sol

Ganhei gosto no hábito de comer maçã no emprego.
A maçã é saborosa, engana o apetite e a gula pelos doces e, mais a mais, vim a saber, faz poucos dias, e a confirmar por outra fonte, faz ainda menos dias, que é mais eficaz que um café a combater o sono.

O único senão reside em ter de lavá-la antes de a comer. Felizmente, temos aqui no escritório uma cozinha. Infelizmente, a porta dessa cozinha está trancada.

Isto obriga-me a ir lavar a maçã à casa-de-banho. Cena marada, não me perguntem porquê, que não sei explicar, mas há definitivamente qualquer coisa de desconfortável e de psicologicamente perturbador em lavar uma maçã na casa-de-banho.

Mas enfim... que posso eu fazer?...
Não muito, além de resignar-me a trazer da casa-de-banho até à minha cadeira a maçã lavada, sem pressas virar-me para a larga janela do chão ao tecto com vista para a cidade, e saborear, recostado e enquanto vejo o sol passar atrás do sheraton e pousar no cimo do parque, a primeira trincadela na maçã, aquela que é sempre a que melhor sabe.
:)

quarta-feira, janeiro 09, 2008

De pais para filhos para netos para...

Eu respeito o descanso dos meus pais.
Recordo ainda quando aprendi essa valiosa lição. Era eu um chavalito com os primeiros pelitos a despontar no buço, tive a infeliz ideia de acordar o meu pai com duas valentes palmas soadas ao pé do ouvido dele. Foi aí que se me acabou a ingenuidade. Foi aí, quando, ao invés de o ver acordar brincalhão e a simular um murro no meu ombro como quem diz "Que malandro me saíste!", o meu pai esbugalha os olhos, ameaça-me com o chinelo e atabalhoadamente balbucia algo como "Mas tás parvo, ó meu grande estafermo?!".

Desde então cultivei o simpático hábito de evitar ruídos desnecessários se percebo que os meus pais estão a dormir. Mantenho a televisão com o volume baixo, sou cuidadoso com os interruptores da luz, não deixo as portas baterem, e, quando as abro, tenho o cuidado de rodar a maçaneta antes de empurrar. Chego mesmo ao ponto de caminhar em meias pela casa, para evitar o subtil ruído das pantufas a agarrarem o chão.

Tudo muito bonito, mas não reconhecido. A triste verdade é que os meus pais se estão real e ostensivamente a cagar para estas pieguices todas. Reconheço que a idade não tem sido generosa para com as suas capacidades auditivas. Mas custa-me ser compreensivo quando, a meio da noite, me irrompem com estrondo pelo quarto adentro, me ofuscam com a luz do tecto, e me roubam o cobertor que havia deixado no chão, sem sequer se darem ao trabalho de tirar de cima dele as pantufas e meias que lá estavam pousadas, e que tanta falta me fizeram ao acordar para o frio da manhã seguinte.

Não, claramente não encontro retorno do respeito que invisto nesta relação filho-pais. Como é possível que os meus pais não tenham mais consideração pelo próprio, ainda por cima único, ainda por cima bondoso, filho, não sei dizer. Estou farto e frustrado e irritado com sucessivos anos de abuso!
E vou fazer algo quanto a isso! Ai vou vou!
O quê?
O lógico: descarregar nos meus futuros filhos!
:)

sexta-feira, dezembro 14, 2007

A minha banda sonora de eleição para as horas de trabalho caseiro...

Sigur Rós - Ágætis Byrjun
:)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Profissionalismo e cadeias de boa sorte

Recebi há uns tempos um telefonema - aliás, recebemos quase todos - de um tipo que faz talent search. Tentou aliciar-me a ir a uma entrevista para emprego, convite que recusei, educadamente porque apreciei a discrição com que o assunto foi tratado. É facto inegável que ao pedir-me o número de telemóvel e o e-mail, o homenzinho poupou-me algum desconforto aqui no trabalho, e parece-me que ninguém gosta de levantar ondas no emprego.


Esta manhã recebi um mail do tipo.
Tive a hilariante surpresa de verificar que se tratava de uma corrente de boa sorte - ainda para mais a transbordar de erros ortográficos - do tipo envia isto para 8 amigos e vai-te acontecer algo de bom. Se o não fizeres vais cair para o lado fulminado por um raio enviado por Zeus. (!!!)
Como não bastasse o embaraçoso ridículo de me ter mandado um mail destes (AHAHAH), o profissional de talent search incluiu-me numa lista de para aí 50 pessoas, estou a calcular que uma boa parte das quais malta que, como eu, foi aliciada para entrevistas de emprego. (!!!)


A minha curiosidade já me levou a correr a lista em busca de algum boss meu. Não encontrei nada e, como tal, fico mais descansado. Posso portanto rir-me à vontade com o absurdo da situação...
Ao senhor do talent search, recomenda-se vivamente o recrutamento de um profissional de informática que o informe das diferenças entre um CC e um BCC, se não, melhor ainda, de um profissional de ética no trabalho.
:)

segunda-feira, novembro 26, 2007

Um Novo Fôlego

Sinto-me bem! Sinto-me feliz! Gosto da vida! Gosto das pessoas! Quero abraçar o mundo!

Ai... É tão bom quando a boss chega ao pé de mim e diz:
"Olha, eu não vou estar da parte da tarde, mas bzz bzz bzzz bzzz bzz bzz bzz..."

Hip-hip-hooooray!
WOO HOO

quarta-feira, novembro 21, 2007

Um edredon chamado Kindle

Uma destas manhãs, reunia eu coragem para deixar o calor e o peso dos cobertores da minha cama, quando ouvi na Antena 3 que a Amazon havia lançado um novo e interessante gadget. Era o Kindle. Era do tamanho de um livro de bolso e permitia ler e fazer download de livros, jornais e blogs. E, vim a percebê-lo mais tarde, era feio.

Mas nem por isso menos fascinante. Acho tentadora a ideia de aceder a jornais de todo o mundo logo pela manhã e de fazer downloads de livros a $10. E sei, pela experiência dos leitores de mp3, como a nova tecnologia pode melhorar a relação com as artes.

Mas vá, livros e música são coisas diferentes. E ademais, não consigo contornar uma certa desconfiança. Porque é grande a afeição que tenho à leitura e é grande a afeição que tenho aos livros. Aos livros livros, no mais físico conceito da palavra.
Confortam-me as paredes do quarto recheadas de livros. Conforta-me procurar o lugar onde arrumar o livro acabado de ler, tão acabado de ler que ainda as personagens são tão familiares quanto velhos amigos. Conforta-me percorrer com o olhar as lombadas e recordar os livros marcantes e os momentos da vida em que os li. Confortam-me o cheiro e o toque e conforta-me a sensação agridoce de virar a última página de uma história...

Sinto os livros como cobertores. É verdade que posso dormir sob edredons, que são mais quentes e leves, mas jamais deixarei de apreciar o prazer de sentir no corpo o peso dos cobertores numa noite fria de Inverno.
:)

segunda-feira, novembro 19, 2007

Nhecos de Segunda de Manhã

Passei a sexta-feira em stress. Trabalhei no sábado. Pouco, confesso, mas o suficiente para perturbar o meu equilíbrio espiritual de fim-de-semana. Andei preocupado com o assunto. Ontem deitei-me com as galinhas e hoje levantei-me com o cantar do galo. Inclusivé saí de casa a correr, na tentativa de evitar o trânsito das 7 horas no IC19.

Tudo por causa de uma reunião agendada para hoje às 10 horas.

Mas eram 11 horas e o senhor ainda não tinha dado sinal de vida. Quando finalmente o meu boss decidiu ligar-lhe a averiguar a razão de tamanho atraso, foram chegando até mim fragmentos de conversa como “Sim, é do pig”... “Sim, do pig” ... “pê-i-guê” ... “Tínhamos agendado uma reunião para as 10 horas” ... “Sim, esta manhã” ... “Contactámos por carta e por e-mail” ... “Sim, do pig”... Ao que parece, o xoné esqueceu-se que tinha pedido a reunião para segunda de manhã.

Sinto-me como um ministro dos negócios estrangeiros em reunião do Conselho Europeu. O primeiro-ministro estendeu-me a mão em jeito de cumprimento, mas no final acabou por puxá-la para o lado para saudar outra pessoa. Foi um valente nhecos!
:)

quinta-feira, outubro 18, 2007

A riqueza da língua portuguesa

O meu arranque de motores envolveu hoje, como sempre envolve, a leitura dos blogs do costume. Para meu agrado, deparei-me no 31 da Armada com aquilo que me parecia ser uma polémica religiosa. Fui então parar a este post.
Malta, isto agora não tem nada a ver com religiões e crenças, ok?
Apenas achei engraçado o post porque, tratando-se de uma exposição de argumentos, tem um problema: é que não se percebe assim muito bem... Até vou deixar aqui dois parágrafos ilustrativos.

(Só para contextualizar, a autora está a criticar um blogger, que por sua vez havia criticado a transmissão na televisão pública das cerimónias religiosas em Fátima. Ou pelo menos assim me pareceu...)

“(...)
Admito que haja pessoas que continuem presas ao culto aporético da razão, obnubilando que a hiperbolização das suas potencialidades a feriu de morte, já que, mesmo que não tenha ditado o seu apagamento, levou à abertura consciente a outras formas de racionalidade e a outras dimensões inapagáveis do ser humano.

Admito, ainda que tudo isso implique, a um tempo, o desrespeito por uma dimensão intangível da personalidade humana – por muitos ignorada, já que se ancoram no conceptualismo autista do individualismo produto dessa mesma razão que idolatram – e a ignorância da evolução do pensamento filosófico ao longo dos tempos.
(...)”

Ora embrulhem, seus... seus... racionalistas!
AHAH