terça-feira, julho 31, 2007

Para quê complicar?

Anos, décadas, séculos de progresso e inovação na matéria, deram-nos bolachas cada vez mais sofisticadas, com pedaços de coco, pepitas de chocolate, sabor a fruta, fibras, oleosan, substâncias energéticas, mais sabor e menos calorias....

... e no entanto as melhores de todas continuam a ser as descomplicadas Triunfo Aveia Original!

PS 1 - A foto não corresponde exactamente às Triunfo Aveia Original. Uma simples bolacha de aveia foi quanto se arranjou.

PS 2 - Não sei até que ponto estarei a ser injusto com este post... A verdade é que as Chipmix e as Maryland (sobretudo as de coco e as de avelã) também são malevolamente boas.

:)

segunda-feira, julho 30, 2007

Um grande livro... Grande como uma baleia

Estou a 100 páginas de terminar o Moby Dick, essa monumental, única e incomparável peça da história da literatura! E mesmo sem ter ainda terminado, posso garantir-vos: se gostam de histórias vívidas, emocionantes, capazes de vos prender à leitura e transportar para outro mundo...
então não leiam o Moby Dick.

A não ser claro que, por alguma imperscrutável e estranha razão curtam bué baleias. E não estou a falar de curtir baleias do género “ah, a baleia é um gigante dos mares, parece-me um animal interessante!”. Não. Eu refiro-me a curtir baleias no sentido:
“Olá, eu sou o António, amo baleias, o meu filho mais velho chama-se Cachalote, o mais novo chama-se Tomás, como bolinhos de coco em forma de Gepetto ao pequeno-almoço, falo com eles durante a manhã, e toda a minha vida quis saber...
- que tipos de baleias existem,
- quais as diferenças anatómicas entre eles,
- quantos litros de espermacete existem na cabeça de um cachalote,
- em toneladas,
- e também em número de barris,
- qual o tipo de madeira desses barris,
- quem são os responsáveis por carregar esses barris dentro do baleeiro,
- se dois baleeiros se cruzarem em alto mar num dia de céu nublado, e já passar das 12h23 GMT, o arpoador do baleeiro situado mais a leste ou sul deverá subir ao outro barco com ou sem arpão?”

Se for este o vosso caso, então... opá, sinto muito... a situação é mais grave que o tom de voz do Barry White. Mas ao menos sempre poderão, talvez, quem sabe, gostar do livro.

Definitivamente, o Moby Dick é um livro especial para mim. Não só pesa quase tanto quanto o próprio Moby Dick, como está muito bem posicionado para alcançar um lugar de topo na minha lista de substâncias indutoras de sono.
: )

sábado, julho 28, 2007

Um Quarto de Século

2007 será, sem dúvida alguma, um ano marcante para a grande maioria dos participantes do Campolide. Não é todos os anos que se pode celebrar 25 anos! Um quarto de século!

Poderá parecer apenas mais uma data de aniversário, como outra qualquer, mas penso que não deixa de ter algum simbolismo.

Para o meu aniversário ainda falta uns belos meses, mas tudo indica que não irei celebrar esse evento em Timor, como um ou outro tuga que nós tão bem conhecemos, mas sim ao som de mais um concerto de Josh Rouse.

Pronto... brincadeiras à parte, e porque eu faço anos uns diazitos antes do concerto, aqui fica a data do próximo concerto de Josh Rouse:

- 26 de Novembro de 2007 - Aula Magna

Seguramente, mais um a não perder...

sexta-feira, julho 27, 2007

U Ómein das Istrêlas (Versão Portuguesa Ediberto Lima)

Enquanto procurava na net a letra do Starman do David Bowie, deparei-me, sem querer, com esta preciosa tradução para português:

Não soube que hora era,
as luzes eram baixas
Eu inclinei-me para trás em meu rádio
Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo ' ' de n de alguma rocha, disse
Então o som alto pareceu desvanece-se
Voltou como uma voz lenta em uma onda da fase
Aquele não era nenhum D.J. aquele era jive cosmic hazy

Há uma espera starman no céu
Gostaria de vir encontrar-se com nos
Mas pensa que fundiria nossas mentes
Há uma espera starman no céu
É-nos dito para não o fundir
Causa que sabe que é toda de valor
Disse-me:
Deixe as crianças perdê-lo
Deixe as crianças usá-lo
Deixe todo o boogie das crianças

Adoro particularmente as seguintes transformações:
- Some cat was layin' down some rock n roll lotta soul, he said -> Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo de n de alguma rocha, disse
- There's a starman waiting in the sky -> Há uma espera starman no céu
- Let all the children boogie -> Deixe todo o boogie das crianças

Portanto, ficamos a saber que "rock n roll" se diz "rolo de n de alguma rocha" em português. Curiosamente, "starman" não tem direito a tradução.
Agora o meu preferido - e olha que não é fácil escolher um - é mesmo "deixe todo o boogie das crianças". Não sei bem o que quer dizer, mas parece-me a deixa ideal para quando o meu filho estiver a jogar à bola na sala e a minha mulher começar a hiperventilar e a dizer que o petiz é um fedelho que sai ao pai. Nesse momento, vou-me virar para ela e dizer "aí gata, não enche o saco não, deixe todo o boogie das crianças..."
:))

quinta-feira, julho 26, 2007

Vida Selvagem

Quando compro uns sapatos novos, sei no momento que não terei como escapar à sensação de ser o gajo com o andar mais esquisito em toda a rua, em todo o escritório. Pelo menos durante o dia em que estreio os sapatos.

Anteontem comprei uns sapatos novos. Ontem foi o dia de estreia.
Sabia que aquela não era a minha forma normal de caminhar, enquanto vinha do parque de estacionamento para o escritório. A sola ainda estava lisinha, ainda deslizava pelas pedras da calçada que nem faca pelo meio de manteiga tirada do frigorífico na véspera. O couro ainda não estava maleável, à conta do que perdi toda a naturalidade a fazer curvas ou desviar-me de obstáculos.
Eu era um pinguim no meio de humanos, a andar cuidadosamente, com passos curtos e braços abertos em busca de equilíbrio.

Reconfortava-me apenas o facto de ver, uns 20 metros à minha frente, uma outra criatura animal, igualmente deslocada: passadas fortes, pareciam que a calcar o chão, a cabeça a mover-se para cima e para baixo, braços ao lado do tronco com os cotovelos dobrados... Era claramente um T-rex! Parecia mesmo a forma de andar do... Mas seria possível?!
Estuguei a passada curta de pinguim e confirmei as minhas suspeitas. O T-rex era o meu boss. Não sei como pude sequer não reconhecê-lo de imediato. Aquelas passadas eram inconfundíveis: tão fortes que agitavam a água nos copos pousados nas secretárias, o que por um lado assustava, mas por outro ajudava imenso, pois jamais esta critatura superior hierárquica se conseguiria aproximar sorrateiramente de mim...

Sorri interiormente com a minha descoberta. Afinal de contas, mesmo sentindo-me um animal, tinha encontrado nas redondezas um animal ainda maior, e sem sapatos novos...
:)

terça-feira, julho 24, 2007

Informal

Eu e o valverde andávamos perdidos por entre prédios iguais, em ruas iguais - foi isto há coisa de uns meses - daí que tenhamos parado para pedir direcções a uns putos que conversavam à beira da estrada. Ao “desculpa lá, mas sabes onde é que fica a polícia?”, foi-nos devolvida qualquer coisa como “o senhor vira à direita e na rotunda segue sempre em frente”.
Quer-me parecer que a ideia era ser bem-educado, mas acontece que tomo ofensa em ser tratado por senhor por um puto de 16 anos...

Eu e o costinha éramos dois putos sentados no lancil à espera dos amigos, quando parou um carro à nossa beira, e dois gajos mais velhos, barbudos, nos perguntaram como é que se ia até à polícia, ao que devolvemos qualquer coisa como “o senhor vira à direita e depois segue em frente nas obras de construção da rotunda”.

Na verdade, não sei se esta 2ª história aconteceu, apenas a deixei aqui em reconhecimento pela minha – admito-a – obtusa boa-educação dos 16 anos, em que me dirigia aos mais velhos numa respeitosa 3ª pessoa e não percebia porque diacho a minha mãe insistia em meter conversa com as senhoras que encontrava no comboio, no autocarro, na fila da repartição de finanças...

Vejo as coisas de forma diferente hoje. Talvez por ter passado a mover-me em contextos mais formais e hipócritas, passei a reconhecer o valor de ambientes descontraídos. Gosto de tratar as pessoas por tu - torna-se difícil provocá-las na 3ª pessoa – gosto que me tratem por tu, e por vezes até me agrada trocar umas palavras com desconhecidos. Por outro lado, complica-me o esquema ver as tias de cascais a tratar os filhos por “a ritinha” ou “o martim”.

Sinto que porreiro porreiro seria tratarmo-nos todos por tu. Tu cá tu lá com a malta toda: amigos, pais dos amigos, professores, a helena coelho, toda a gente! E quem sabe se um dia, neste utópico mundo novo de descontração, poderíamos até, loucura!, vir para o trabalho com pantufas calçadas e colarinho sem gravata, ou parar à noite no Bairro Alto e dirigir um comentário a um desconhecido sem que daí se depreendesse fosse o que fosse do nosso estado de embriaguez.
:)

segunda-feira, julho 23, 2007

Singing in the... summer

Meses de espera e ansiedade, a espreitar o sol por entre as nuvens, e eis que finalmente... aaahhhh... é Verão!!


:/

domingo, julho 15, 2007

Campolide em Madrid

Fim-de-semana rumo a Madrid para visitar a ilustre e mais recente enviada especial no estrangeiro do Campolide, e aproveitar para assistir ao Summer Case, que um cartaz daqueles não se apanha todas as décadas, e sempre se fica a conhecer o ambiente festivaleiro em Espanha.

E como foi?
A entrada... obscenamente cara. A cerveja... idem. A comida... espanhola. Pão com chouriço receita de Rio Maior... nem o cheirar. Os acessos ao recinto a partir da cidade... muito fraquinhos. A organização decidiu poupar nas casas-de-banho e nas mesas e cadeiras. Mais importante que tudo, a presença de meninas deslumbrantes não era nem metade da que usualmente se vê por eventos semelhantes em terras lusas.

E no entanto... foi do caraças!
Na excelente companhia dos amigos, no meio de uma multidão, a princípio modesta, às primeiras horas da manhã imensa, num ambiente super descontraído, propício à prática do meu castelhano enferrujado de tanta balda, assistimos a um porradão de concertos altamente, sempre com uma muito boa onda no público, com a malta toda a cantar, a dançar, a saltar, a gritar...
Foi do caraças!

Fonix... E de pensar que amanhã lá terei de aguentar mais doze horas a assumir a pele, o fato e a gravata de um gajo sério e responsável que se preocupa com dinheiro... Até se me aperta o peito...
Cá deixo uns registos visuais que espero me ajudem a suportar a previsivelmente difícil manhã de segunda que se aprochega...

A malta, à chegada, animada com a perspectiva de 12 horas de pura curtição:

E a malta, já mais para o final da noite, literalmente de rastos depois dos Arcade Fire terem dado cabo das gargantas e os LCD Soundsystem dos joelhos, e, justamente por isso, ainda mais animada:

:))

terça-feira, julho 10, 2007

Este centro comercial é um deleitte...

Voltar de férias é sempre deprimente. É mais deprimente ainda quando as férias coincidem com as do calor e ambos voltamos ao mesmo tempo.

De qualquer forma, acho que já me vou habituando a isto. Hoje fiquei desperto para as evidentes vantagens de trabalhar num edifício onde existem um centro comercial chique e uma grande empresa de auditoria que recruta massas de inteligentes e promissoras jovens.
A beleza que aí reside pode ser exemplificada pelo caso de, tendo eu combinado encontrar-me com o Ricardo no centro comercial daí a 10 minutos, e aparecendo ele somente daí a 30, durante os 5 minutos em que estou à espera - porque simplesmente fui demasiado optimista na minha estimativa de atraso - tenho sempre coisas interessantes para ver no centro comercial.

E depois ainda há as montras e as lojas.
:P

sábado, julho 07, 2007

segunda-feira, julho 02, 2007

Jornalismo sensacionalista e outras coisas

A capa do Oje informava esta manhã, naquele que poderá ser um dos mais memoráveis títulos de jornal, e passo a citar, "Sonae entra na Cooper Gay".

E agora algo completamente diferente: eu vou entrar de férias dentro de 3 horas. Nas imortais palavras dos Blur, Woooo hooooo!!!
:P