Estou a 100 páginas de terminar o Moby Dick, essa monumental, única e incomparável peça da história da literatura! E mesmo sem ter ainda terminado, posso garantir-vos: se gostam de histórias vívidas, emocionantes, capazes de vos prender à leitura e transportar para outro mundo...
então não leiam o Moby Dick.
A não ser claro que, por alguma imperscrutável e estranha razão curtam bué baleias. E não estou a falar de curtir baleias do género “ah, a baleia é um gigante dos mares, parece-me um animal interessante!”. Não. Eu refiro-me a curtir baleias no sentido:
“Olá, eu sou o António, amo baleias, o meu filho mais velho chama-se Cachalote, o mais novo chama-se Tomás, como bolinhos de coco em forma de Gepetto ao pequeno-almoço, falo com eles durante a manhã, e toda a minha vida quis saber...
- que tipos de baleias existem,
- quais as diferenças anatómicas entre eles,
- quantos litros de espermacete existem na cabeça de um cachalote,
- em toneladas,
- e também em número de barris,
- qual o tipo de madeira desses barris,
- quem são os responsáveis por carregar esses barris dentro do baleeiro,
- se dois baleeiros se cruzarem em alto mar num dia de céu nublado, e já passar das 12h23 GMT, o arpoador do baleeiro situado mais a leste ou sul deverá subir ao outro barco com ou sem arpão?”
Se for este o vosso caso, então... opá, sinto muito... a situação é mais grave que o tom de voz do Barry White. Mas ao menos sempre poderão, talvez, quem sabe, gostar do livro.
Definitivamente, o Moby Dick é um livro especial para mim. Não só pesa quase tanto quanto o próprio Moby Dick, como está muito bem posicionado para alcançar um lugar de topo na minha lista de substâncias indutoras de sono.
: )