FELIZ ANO NOVO!!!

Sim, a imagem é de um pacote de vinho... Que ele vos faça tão felizes quanto já fez a um de nós!
Assinado: Caixa e Lemmings
Os pensamentos livres de um grupo de economistas com ligações sentimentais ao Colégio de Campolide e respectivas, por ordem de importância, cantinas e mesas de ping-pong e matrecos

É agora! Vou erguer-me da cadeira, descer a gravata dois dedos, desapertar o colarinho da camisa, e, ao percorrer as 20 passadas que me separam do boss, farei ecoar na sala o ruído dos sapatos a baterem violentamente no chão. Quero que ele saiba que isto é sério. E vou entrar sem hesitações, sem medos, naquele gabinete. Curto e seco, direi: “Não quero trabalhar mais este ano. Não me apetece. Tenho sono, e há demasiados filmes por ver para tão pouco tempo livre. Quis dizer-to antes de arrumar as minhas coisas... Aproveito para te desejar umas boas entradas!”.
Vamos comprar bilhetes para Bloc Party ou não gostam de boa música?
Acabei ontem de ver a primeira série do Lost. Arranquei céptico, é verdade, mas cheguei ao fim devoto. Acho o conceito da série bem pensado: várias personagens que sobrevivem inexplicavelmente a um desastre de avião (entre as quais a bela e sedutoramente mázinha Kate), e vêem-se forçadas a conviver numa estranha ilha. O ambiente criado parece-me uma mistura da Ilha Misteriosa do Júlio Verne, com um policial da Agatha Christie (em que progressivamente se vão revelando os segredos das personagens), amparando ainda uns pózinhos de X-files. Muito bom!

"Com mil laios e coliscos! Aquele goldito ali é o DJ Loulo! Ai que baliga sensual... Caga nos outlos, quelo uma foto dele..."

"Ai, Vilgem Malia, tu não te desglaces. Tila a foto do glupo todo como te pedilam. AI! O DJ Loulo agalou o galgalo da galafa! Plontox, estou fola de contlolo..."

PS - As fotos não foram editadas nem cortadas. Foram mesmo tiradas assim...
Vagueiam rumores de ser o Babel um dos melhores filmes do ano. Constou-me até que seria mais intenso do que o vinte e UM - não vinte e duas, como ainda ontem ouvi no restaurante, enquanto almoçava – vinte e um (repito) gramas (anterior filme do realizador, Alejandro Iñárritu). E caneco!, como eu gosto do 21 gramas... A oportunidade de assistir à ante-estreia do filme pareceu-me, portanto, uma benção dos céus.
E foi mesmo, mas por outras razões. Porque aconteceu no saudoso S. Jorge. E porque poupei um mês de expectativa crescente, que culminaria, sei-o agora, numa grande decepção. Assim sempre houve algum damage control. O filme até é bom, com várias histórias em paralelo a desenrolarem-se em realidades completamente diferentes, intercaladas de forma a deixarem o espectador permanentemente suspenso. E aprecio a intenção de mostrar o caos do mundo moderno.
Isto é lindo! Não coloco de parte a possibilidade de vir a investir numa qualquer banda, pensando, por exemplo, no Bono a contar como pediu £ 500 emprestadas ao pai, para gravar um álbum em Londres.