...que são muita porreiros. Com quem é divertido beber uns copos e ver a bola. Mas que, no campo profissional, desafiam os limites físicos da desorganização. Um subordinado que trabalhe com um destes bosses, vê-se facilmente à beira da loucura, e, ocasionalmente, optará por escrever num blog para, através do desabafo, sentir-se melhor.
Exemplo:
Assumindo que estes hipotéticos boss e subordinado se preparam para fazer uma hipotética conference-call sobre o alfabeto, o subordinado sugeriria ao boss a definição do fio condutor da conversa. Ambos concordam que devem debruçar-se sobre as letras A, B e C por esta mesma ordem. Porreiro!
Neste particular exemplo, durante a conference-call o hipotético boss encarregar-se-ia de:
1. Não fazer o combinado previamente:
- Dr. Anónimo, eu se calhar iniciaria esta conversa abordando a letra F...
2. Desordenar a conversa:
- Dr. Anónimo, depois da letra F, se calhar voltamos atrás à letra X: acha que se justifica o uso de um q maiúsculo na expressão q.b.?
3. Entrar em detalhes desnecessários:
- Dr. Anónimo, o vosso sistema usa quantos pixeis num F com letra 11,5 em font Arial Narrow?
4. Fazer trocas entre o plural e o singular
- Dr. Anónimo, os nosso objectivos é compreender o T e fazer um bom trabalho.
5. Brincar à sopinha de letras:
- Dr. Anónimo, esse é um problema pequeno. O nosso é de outra amgnitude.
6. Falar 2 minutos, mantendo um nível satisfatório de contradições, sem que se perceba nada :
- Dr. Anónimo, todas estes pontos é relevante, como são natural, mas eu acho que devemos pensar em outros conjuntos de factores importantes. Adicionalmente, há que pensar que os destinatários do trabalho é também pessoas que designadamente são outras, e que quererão adoptar o seu ponto de vista na questão. Portanto acho que não devemos pensar em outros conjuntos de factores, nem em eventuais outros destinatários do nosso trabalho. É por isso que estas reuniões são importantes. Para definir pontos. Diria mesmo que estes telefonemas é fundamental. Acha que nos consegue auxiliar nestes pontos?
Não fosse este boss um porreiro, e o subordinado não se sentiria tão mal quando hipoteticamente viesse a escrever merdas sobre ele no blog...
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
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3 comentários:
Por acaso tenho um boss como o teu, não espera, é o mesmo que o teu.
Aos pontos anteriores ainda acrescentaria:
- As introduções sem nexo: "de facto, a letra h é de importância vital para este estudo, por isso mesmo queriamos perguntar qual a razão para o i ter um pontinho".
- Pedidos de informação totalmente irrelevantes e para os quais nunca vamos olhar: "estando a fazer um estudo sobre as letras a, b e c, vimos por este meio pedir para nos detalhar as transformações que as borboletas sofrem desde que são lagartas";
- Perguntas parvas:"o A vem antes do B, mas será que o B vem depois do A?".
e finalmente
- as inumeras datas tentativas certas: "vamos marcar para dia 1, eu já desmarquei tudo o que tinha que fazer, não vou marcar mais nada, este projecto é importantíssimo para mim. (5 segundos depois) Pronto, já está marcado tentativamente."
LOLADA! Boa!
Mas atenção, ninguém falou no nosso boss! Isto é tudo hipotético, e o exemplo que tu deste, apesar de meramente ilustrativo, é igualmente hilariante!
PS - Sei que não tem nada a ver com nada, mas pergunto-me: quantas pessoas já terão perdido o emprego por causa do que escrevem em blogs?
Seria uma pena rasgares a tua revista Maria por tão pouco.
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