Há quem julgue Nietzsche como quem melhor entendeu o século XX. Por não me identificar com a generalidade das suas ideias que conheço, abstenho-me de comentar. Entristece-me, por conseguinte, que um dos meus ídolos consiga ser tão representativo do «último homem».
Esta teoria de Nietzsche deu-nos a conhecer o homem como um indivíduo sem transcendentalismos e com tendências meramente egocêntricas, que procura, acima de tudo, a sua própria felicidade; Jerry Seinfeld e Larry David deram-nos a conhecer George Costanza.
George Costanza é, na minha opinião, a personagem mais espantosa alguma vez criada, naquela que julgo ser a sitcom mais conseguida de sempre. «Seinfeld» é tão inacreditável que qualquer tentativa de explicar a magia associada a cada episódio se torna uma autêntica quimera. Não ouso, portanto, tentar enveredar por esse caminho. Inclusivamente, derrubo o meu cego orgulho e recorro à preciosa utilidade do «You Tube» na demonstração de algumas das mais famosas peripécias do programa sobre nada que virou culto, em parte devido à enorme simplicidade e transparência do programa, que permitiu sobressair a amizade entre os principais actores.
Por seu lado, o culto virou oportunidade. E, mesmo aí, conseguiram ser grandiosos: resistiram. Pararam quando acharam conveniente, no auge da fama; sobreviveram às mais diversas possibilidades de descaracterização de personagens e teorias, tendo, ainda assim, conseguido participar em alguns eventos publicitários de qualidade, como como a saga de Seinfeld & Superman (I e II), que surgiu como resultado do sucesso alcançado por diversas teorias discutidas ao longo de alguns episódios, sobre os super-poderes do Super-Homem, a possibilidade do Super-Homem ter super-humor e o Mundo Bizzarro do Super-Homem.

Os minutos que antecedem um episódio de «Seinfeld» parecem-me sempre infindáveis. Servem para aumentar, drástica e vertiginosamente, as desmedidas expectativas, que, apesar de tudo, conseguem sempre ser superadas.
Esta teoria de Nietzsche deu-nos a conhecer o homem como um indivíduo sem transcendentalismos e com tendências meramente egocêntricas, que procura, acima de tudo, a sua própria felicidade; Jerry Seinfeld e Larry David deram-nos a conhecer George Costanza.
George Costanza é, na minha opinião, a personagem mais espantosa alguma vez criada, naquela que julgo ser a sitcom mais conseguida de sempre. «Seinfeld» é tão inacreditável que qualquer tentativa de explicar a magia associada a cada episódio se torna uma autêntica quimera. Não ouso, portanto, tentar enveredar por esse caminho. Inclusivamente, derrubo o meu cego orgulho e recorro à preciosa utilidade do «You Tube» na demonstração de algumas das mais famosas peripécias do programa sobre nada que virou culto, em parte devido à enorme simplicidade e transparência do programa, que permitiu sobressair a amizade entre os principais actores.
Por seu lado, o culto virou oportunidade. E, mesmo aí, conseguiram ser grandiosos: resistiram. Pararam quando acharam conveniente, no auge da fama; sobreviveram às mais diversas possibilidades de descaracterização de personagens e teorias, tendo, ainda assim, conseguido participar em alguns eventos publicitários de qualidade, como como a saga de Seinfeld & Superman (I e II), que surgiu como resultado do sucesso alcançado por diversas teorias discutidas ao longo de alguns episódios, sobre os super-poderes do Super-Homem, a possibilidade do Super-Homem ter super-humor e o Mundo Bizzarro do Super-Homem.

Os minutos que antecedem um episódio de «Seinfeld» parecem-me sempre infindáveis. Servem para aumentar, drástica e vertiginosamente, as desmedidas expectativas, que, apesar de tudo, conseguem sempre ser superadas.
5 comentários:
Concordo que será sempre frustrada qualquer tentativa de explicação do segredo do Seinfeld.
Mas como não receio falhar onde o sucesso é impossível, ouso destacar duas características que me fascinam:
- pegar nos pequenos pormenores da vida quotidiana, ao contrário de procurar as grandes questões humanas
- a coragem de fazer comédia diferente, de que é perfeito exemplo a forma surpreendente como se pôs fim à relação entre o George e a Susan
credo! Que fanatismo... mas admito que gostei, e dificilmente será feito algo á altura!
Nos tempos que correm, fica mal falar de fanatismo. Ficou démodé. Aqui apenas foi expressada uma profunda paixão.
Bem, se calhar este é um dos argumentos que os xiitas utilizam para lidarem com as críticas, mas que se lixe!
Acho que usam mais o conceito de fé... mais abrangente que paixão =P
Voltando ao fanatismo...
Aparentemente, antes da gravação do último episodio, Seinfeld terá dito para Elaine, George e Kramer qualquer coisa como:
- «Para o resto das nossas vidas, quando alguém pensar num de nós, pensará em nós os quatro.»
De facto, este quarteto foi mágico, sobretudo na forma como se completavam uns aos outros. Mas para além deles, houve um vasto número de notáveis personagens, cada uma com a sua própria especificidade. Entre essas personagens, grandes destaques para Newman, o devoto carteiro que aparece como uma espécie de arqui-inimigo de Seinfeld; Estelle e Frank Costanza, brilhantemente interpretado por Jerry Stiller (pai de Ben Stiller); Mr. Pitt; J. Peterman; Mr. Steinbrenner, interpretado com a voz de Larry David; Kenny Banya; e até Bob Sacamano, grande amigo de Kramer, mencionado em diversos episódios sem nunca realmente ter aparecido.
Aqui fica mais do mesmo e uma pequena amostra de Frank Costanza.
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