terça-feira, setembro 05, 2006

Come on, Andre!

Tenho a sensação de que, ao longo da minha vida, irei assistir a muito mais despedidas de desportistas do que o meu pai. Por um lado, por ser adepto de diversos desportos; por outro lado, por ter começado muito precocemente; e, sobretudo, porque o meu pai nunca ligou a essas coisas.

A mais recente teve lugar este Sábado, dia 2 de Setembro. Enquanto a elite nacional do bigode se encontrava reunida em Castelo Branco, Andre Agassi despediu-se da sua vida de tenista profissional, após derrota na terceira ronda do US OPEN.

Agassi despediu-se em lágrimas, perante uma multidão apoteótica que o aplaudia efusivamente. Foi a última partida no ATP Tour de um grande campeão: ganhou oito títulos do Grand Slam, e é um dos cinco tenistas que conseguiu vencer os quatro torneios do Grand Slam.

Ainda que parecesse incrivelmente difícil, o mundo do ténis encontrou facilmente uns dignos herdeiros da geração de Sampras e Agassi, podendo agora recordar para todo o sempre os eternos duelos que se incendiaram nos courts ao som de «come on, Andre!» e «come on, Pete!».

10 comentários:

Cx disse...

Ainda me lembro de ser bem chavalito, começava então a praticar umas graçolas secas que me valiam dispensa à porrada dos maltrapilhos lá da rua, e de ver o Agassi a jogar ténis, na altura com um estilo de membro de banda de grunge.

Ganhou uns torneios e depois praticamente desapareceu. Quando regressou, já ninguém dava nada por ele: cabelo rapado, bom comportamento no court... Tava arrumado. Mas acontece que ganhou. E ganhou tudo o que havia para ganhar!

Admiro sobretudo a sua resistência à pressão (arriscava nos momentos cruciais) e o equilíbrio do seu jogo (ao contrário do Sampras, que tinha um serviço e uma direita arrasadoras, mas depois pecava na esquerda e na terra batida).

Este homem foi um verdadeiro campeão! Mas como ninguém é perfeito, foi também uma das minhas maiores inspirações para ter começado a jogar ténis...

Tosttas disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Tosttas disse...

Agora, Agassi poderá arranjar tempo suficiente para se dedicar, de corpo e alma, a outra das suas grandes paixões: os anúncios da wilkinson!

Ricardo disse...

"Ainda que parecesse incrivelmente difícil, o mundo do ténis encontrou facilmente uns dignos herdeiros da geração de Sampras e Agassi, podendo agora recordar para todo o sempre os eternos duelos que se incendiaram nos courts ao som de «come on, Andre!» e «come on, Pete!»."

Obrigado pelo elogio e confiança, mas ainda estou longe do nivel deles...

Tosttas disse...

- Come on, Ricky?

Cx disse...

Não sejas tão modesto Ricardo. Por trás de um grande tenista há sempre um apanha bolas a segurar a sua toalha.

Ricardo disse...

e tu queres segurar na toalha de quem?

Tosttas disse...

Caixa, o Sampras ainda detém o recorde de títulos de Grand Slam ganhos. Merecia um bocadinho mais de respeito, não te parece?

Tosttas disse...

A terra batida parece sempre mais favorável a quem prefere jogar no fundo do campo e a quem, graças a uma preparação física notável, consegue manter um nível de jogo elevado durante um extenso período de tempo. De um modo geral, acho que tende a privilegiar o jogo mais defensivo.

Se, por um lado, a terra batida proporcionou alguns dos melhores jogos da história do ténis, por outro lado, acho deselegante criticar monstros sagrados como Sampras ou Federer por não conseguirem impor o seu jogo na terra batida.

Cx disse...

O Sampras era incontestavelmente o maior. Só que fora da terra batida! Por isso, não pude deixar de elogiar a capacidade do Agassi se adaptar a qualquer terreno.

E pessoalmente prefiro o jogo combativo "toma lá, dá cá e vamos ver quem é mais forte" da terra batida do que o "serviço-rede" dos restantes pisos.

Por isso é que as minhas melhores memórias de ténis são de ver as maratonas de ténis em Roland Garros.