Como ela ainda está a aprender a ler, sou frequentemente "convidado" a ler-lhe histórias. Este ano li-lhe um dos seus contos favoritos, cujo conteúdo me pareceu de gosto altamente duvidoso para uma criança. Apresento-vos um resumo e tirem as vossas próprias ilações:
A Ratinha Vaidosa

Era uma vez uma ratinha muito vaidosa. Certo dia estava a limpar a entrada da casa e encontrou uma moeda de ouro. Como era muito vaidosa, a ratinha decidiu comprar um laço para pôr no rabinho.
Assim fez, e a partir do momento em que passou a usar o laço no rabinho, a ratinha foi cobiçada por todos os animais. O burro cortejou a ratinha, mas ela não gostou dos urros dele. O urso cortejou a ratinha, mas ela achou-o muito grande. Outros animais a cortejaram, mas ela não gostou de nenhum.
Até que conheceu um meloso gato, de quem gostou muito. Então o gato e a ratinha casaram. O problema foi que durante as núpcias, a verdadeira natureza do meloso gato revelou-se, quando este quis comer a ratinha vaidosa...
Preciso dizer alguma coisa?
3 comentários:
Depois da "Dora, a exploradora" (que me parece um título saído da mente perversa do Caixa), a "Ratinha Vaidosa".
Sem dúvida que a literatura para crianças evoluiu bastante, principalmente depois de o Hugh Hefner se ter dedicado à escrita.
(...)A minha prima mais nova é uma doçura de seis anos com evidentes semelhanças com o primo(...)
Gostei principalmente deste bocado do post, revela modéstia =))
Tens razão Atlantys. Por muito que eu tente preservar a criança que há em mim, jamais recuperarei a inocência para, como a minha prima, fazer o seguinte tipo de revelações durante a seia da consoada, algures na fase do bacalhau com batatas:
"A minha mãe deu uma bufa tão grande que tivémos todos de sair da sala"
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