É agora! Vou erguer-me da cadeira, descer a gravata dois dedos, desapertar o colarinho da camisa, e, ao percorrer as 20 passadas que me separam do boss, farei ecoar na sala o ruído dos sapatos a baterem violentamente no chão. Quero que ele saiba que isto é sério. E vou entrar sem hesitações, sem medos, naquele gabinete. Curto e seco, direi: “Não quero trabalhar mais este ano. Não me apetece. Tenho sono, e há demasiados filmes por ver para tão pouco tempo livre. Quis dizer-to antes de arrumar as minhas coisas... Aproveito para te desejar umas boas entradas!”.É agora mesmo! ... (telefone toca)... “Ora viva, Sr. Arnaldo! Então essas festas?...”
... Bolas! Tava quase quase a ficar convencido!
3 comentários:
Pelo que conheço, se te visse em desespero e pronto a cometeres suicidio, dir-te-ia: "então vá, sai hoje mais cedo, por volta das oito", e enquanto te afastavas, rematava "entras mais cedo amanhã, e fica tudo feitinho".
O porco ganancioso...
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