Vagueiam rumores de ser o Babel um dos melhores filmes do ano. Constou-me até que seria mais intenso do que o vinte e UM - não vinte e duas, como ainda ontem ouvi no restaurante, enquanto almoçava – vinte e um (repito) gramas (anterior filme do realizador, Alejandro Iñárritu). E caneco!, como eu gosto do 21 gramas... A oportunidade de assistir à ante-estreia do filme pareceu-me, portanto, uma benção dos céus.
E foi mesmo, mas por outras razões. Porque aconteceu no saudoso S. Jorge. E porque poupei um mês de expectativa crescente, que culminaria, sei-o agora, numa grande decepção. Assim sempre houve algum damage control. O filme até é bom, com várias histórias em paralelo a desenrolarem-se em realidades completamente diferentes, intercaladas de forma a deixarem o espectador permanentemente suspenso. E aprecio a intenção de mostrar o caos do mundo moderno.Mas a fasquia estava muito alta e o salto saiu curto. É que o 21 gramas tinha sido surpreendente, arrepiante, e, não fosse foleiro confessá-lo, diria que me comoveu. Em suma, o Babel é intrigante, o 21 gramas é um murro na barriga.
3 comentários:
Basicamente, o facto de te surgir no dia uma oportunidade de "vamos hoje ver o Babel?", que tu apenas pensavas ouvir daqui a 1 mês, fez diminuir aquela ansiedade crescente...
Era bom que houvesse mais ante-estreias, ao menos assim poupava-se sempre muito em ilusões (e desilusões!)...
Eu gostei do filme. Já tenho o 21 gramas, repito, 21 gramas, lá em casa. Espero que não tenhas aumentado em demasia as expectativas.
Valverde, o que devia haver mais era ante-estreias inesperadas. Mas se começasse a haver muitas, às tantas deixariam de ser inesperadas...
Lemmings, para evitares a desilusão, lembra-te da disparidade existente entre os nossos gostos. Confesso-te que na minha mente, o 21 gramas é um filme roliço, com uma boa dose de carne para digerir.
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