Aliás, por vezes odeio levantar-me tarde também. Chego a deitar as culpas desse fenómeno no excessivo conforto da minha cama. Encontrei essa forma descomplicada de sacudir do meu capote a aquosa responsabilidade pela minha própria preguiça.
A verdade é que me custa, quase dói - mesmo que passada meia-hora a fazer snooze - finalmente tomar a decisão de empurrar para baixo os lençóis e assentar os pés no chão.
E no entanto, adoro as manhãs.Adoro sair de casa manhã cedinho, com as ruas ainda desertas, o cheiro de bolos a cozer nos fornos das pastelarias, os vidros dos carros húmidos, o dia a despontar... Ver uma cidade que poucos na cidade vêem. E, aos poucos, as pessoas. E, aos poucos, a luz.
Sei que a meio da manhã - deve ser uma cena biológica - sinto-me melhor, penso melhor, trabalho melhor, e que, no final, todo o dia terá sido melhor.
Ah! a fascinante e contraditória condição humana...
3 comentários:
Acho então que:
a) devias dormir numa cama de fakir, embora não saiba onde compras uma;
b) devias morar mais perto do trabalho
P.S: A foto ficou fixe!
Gostei do que escreveste, como escreveste =)
Obrigado, compinchas!
Posso tomar crédito pelo texto, obrigado Atlantys!, mas, com pena minha, não pela foto, ainda que me tenha custado apanhá-la da pesquisa do google.
Enviar um comentário