segunda-feira, março 19, 2007

Uma Viagem no Tempo

Perdoem-me desde já a extensão do post (isto vai ter 8 fotos), mas acho que a importância histórica do que aqui se vai expor mais que a justifica.

Consegui apanhar, através do Arquivo Fotográfico da CML, alguns fascinantes registos visuais da história desse mítico local, pilar da sabedoria, que é o Colégio de Campolide, onde muitos de nós passámos 4 marcantes anos. E não resisti a partilhá-los com vocês, amigos e amigas. Ora então vamos a isso...

1. Isto aqui é Campolide em 1968, visto de Monsanto. Não consigo precisar exactamente de onde em Monsanto, mas talvez o Fisgas possa ajudar nesse ponto. Não há cá Twin Towers para ninguém. Lá ao fundo, repousa trnaquilo, o Colégio de Campolide, os seus torreões apontados ao céu, que nem dois braços agitados no ar como quem grita "Vinde a mim essas brilhantes mentes económicas do País! Vinde! Ou trinta!".


2. Aqui vemos o viaduto Calouste Gulbenkian em construção no ano de 1961. Trata-se de uma foto tirada em hora de ponta, como comprovam os 6 carros visíveis na imagem.



3. Esta é uma das minhas favoritas. A travessa Estevão Pinto, em 1969. E incrível!, tem um ar quase chique!!! Não se veem peças de automóvel, nem óleo na estrada, nem bodes atados com uma corda ao portão da garagem... Não fosse o torreão lá ao fundo e jamais acreditaria tratar-se da mesma travessa onde cheguei a ter de conter a respiração para não vomitar o pequeno-almoço à conta do cheiro a ovinos.



4 e 5. Duas fotos do início do século.



6. Esta é de 1905. Quase 100 anos antes de eu ter começado a dar tareões de ping-pong na malta aqui do blog, justamente ali naquele cantinho vazio à direita, que viria a ser a residência dos estudantes e a cantina dos pobres. E quase dá para comparar com a foto do template aqui do blog.



7. Uma visão frontal, de 1961. Delicioso, o pormenor do olival onde agora, durante o dia, se amontoam os carros estacionados, e durante a noite, casais apaixonados expressam o seu amor carnal.



8. E, para terminar, este bonito registo sem data. Terá sido por esta altura que se instaurou o hábito de deixar os animais ali na travessa. Há 100 anos, eram burros. Hoje em dia são bodes e cães. No futuro, a travessa Estevão Pinto poderá muito bem vir a albergar a sede da EMEL.

3 comentários:

fisgas disse...

Caro Sacana,

A fotografia parece ter sido tirada algures perto do Tribunal de Monsanto.

Dr. Fisgas,
Ph.D. em Geografia de Monsanto

Lemmings disse...

Se nós em apenas 5 anos vimos umas terras abandonadas tornarem-se num importante ponto financeiro nacional era de esperar que muito tivesse acontecido naqueles terrenos no último século.

Gostei particularmente das duas últimas fotografias porque na primeira faz lembrar os Maias e a passagem em que o Eça descreve Benfica como uma zona de Campo e a segunda porque ao que parece já naquela altura havia burros por aqueles lados.

Cx disse...

Fisgas, dou-te a oportunidade de brilhares e ainda me chamas sacana. És um PhD ingrato...

Lemmings, acho que quando Benfica era uma zona de campo, o Cacém era uma zona de quintas de gente rica e Alfornelos para aí um prato italiano.