Já temos idade para ter saudades. Saudades de pessoas, de momentos, de expressões, saudades de nós, do que fomos e do que sentimos.
Já temos idade para ter saudades mas ainda temos idade para construir recordações.
Em cada jantar recordamos as pequenas coisas como as noitadas, os exames, os matrecos, as músicas e os exageros que fizemos, e as grandes como o futebol, as miúdas, as vitórias, as derrotas, os sorrisos, os olás e os adeus, mas além disso ainda enchemos o baú das memórias para um dia recordar as locomotivas, as raposas, as caipirinhas, os cigarros, os palavrões, as suecas e as checas.
Tenho saudades do primeiro ano e das borgas, do segundo e dos novos amigos, do terceiro e do Algarve, do quarto e do Brasil, do quinto e de Erasmus.
Tenho também saudades depois disso, dos jantares, da Serra da Estrela, da Areia Branca e de Tomar. Tenho até saudades do Luso e não estive lá.
Mas também sei que vou ter muitas saudades do ontem, da passagem de ano, do frango na praia, do acidente de carro, do nosso Carnaval, das havaianas, dos jogos contra gestão e dos concertos em Rio Maior.
Agora que penso, tenho saudades de sair antes das 22h, poucas saudades das aulas e muitas saudades das baldas.
Nota: As poucas saudades das aulas não se aplicam às aulas práticas de Calculo I e da professora da respectiva cadeira.
Já temos idade para ter saudades mas ainda temos idade para construir recordações.
Em cada jantar recordamos as pequenas coisas como as noitadas, os exames, os matrecos, as músicas e os exageros que fizemos, e as grandes como o futebol, as miúdas, as vitórias, as derrotas, os sorrisos, os olás e os adeus, mas além disso ainda enchemos o baú das memórias para um dia recordar as locomotivas, as raposas, as caipirinhas, os cigarros, os palavrões, as suecas e as checas.
Tenho saudades do primeiro ano e das borgas, do segundo e dos novos amigos, do terceiro e do Algarve, do quarto e do Brasil, do quinto e de Erasmus.
Tenho também saudades depois disso, dos jantares, da Serra da Estrela, da Areia Branca e de Tomar. Tenho até saudades do Luso e não estive lá.
Mas também sei que vou ter muitas saudades do ontem, da passagem de ano, do frango na praia, do acidente de carro, do nosso Carnaval, das havaianas, dos jogos contra gestão e dos concertos em Rio Maior.
Agora que penso, tenho saudades de sair antes das 22h, poucas saudades das aulas e muitas saudades das baldas.
Nota: As poucas saudades das aulas não se aplicam às aulas práticas de Calculo I e da professora da respectiva cadeira.
4 comentários:
Ah fadista! que gostei do teu post!
Um destes dias estás a escrever poemas como aquele do João Gil cantado pela Mafalda Arnauth, que vai
"Este doce recordar
Que amargamente me invade
Talvez que não tenha nome
Talvez se chame saudade..."
tb tou numa dessas fases...pensei no mesmo hj...
por que será...
falta-nos algo...
Temos que fazer uma janta das antigas. encontramo-nos todos, ocupamos a antiga casa do casal Louis - Zé e só saímos de lá quando o sol raiar, a polícia nos apanhar ou os bosses telefonarem.
Gostei muito do teu post! É precisamente como disseste: "Já temos idade para ter saudades mas ainda temos idade para construir recordações." Eu diria mesmo "construir muitas recordações".
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