Não me consigo definir quanto a ser um tipo arrumado ou desarrumado. Os meus pais acham que sou desarrumado. No entanto, basta-me ir a casa do Ricardo para ficar com a certeza que sou um daqueles geeks com as figuras todas do Star Wars organizadas por distância crescente do planeta de origem ao sistema Dagobah.
A verdade é que me é agradável o desleixo total durante alguns dias. Mas inevitavelmente atinjo o ponto de saturação com alguma rapidez. Esta manhã não suportei mais as pilhas de papel, CD's, jornais e dossiers que se acumularam nas últimas semanas em cima da minha secretária. Pus mãos à obra e em 40 minutos conquistei metro e meio de mesa limpa.
A sensação de tarefa cumprida é tranquilizadora. Está tudo arrumado e isso faz-me pensar que conseguirei trabalhar melhor. Que serei mais feliz nesta cadeira ergonómica. Mas... por outro lado, isto assim fica um bocado vazio, né? ...
Penso que se passa um pouco assim com a vida. Andamos tanto tempo no caos e no stress, que ansiamos pela oportunidade de arrumar com tudo e respirar fundo. Quando finalmente o conseguimos, porém, fica uma sensação de vazio. Quase que uma saudade da agitação passada. Limpamos tudo e parece que ficamos mais pobres...
terça-feira, novembro 28, 2006
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5 comentários:
Sou um bocado assim também mas quando me dão esses acessos de arrumação/organização, invariavelmente deito fora algo que me faz falta...
É um clássico!
Pois, eu quando faço limpezas demoro uma eternidade.
Há que pensar bem no que deitar fora, e nunca me consigo decidir, nem que seja um mísero bilhete de cinema do século passado...
Valverde, ainda bem que não és Deus, caso contrário suspeito que nunca chegaria a existir um mundo.
Mas estou perto de o ser, conforme se verificou no dia 1.12.2006, infelizmente...
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