quarta-feira, julho 12, 2006

A Lírica da Fruta

Para escolher boa fruta quando vou ao supermercado
Faço uma ronda
Analiso maçãs e pêssegos e provo um bocado
Gosto da fruta redonda

Vivo longe do campo, numa cidade sem trigo
Nem vegetação
Mas passeio nas ruas, vejo tanta fruta gira e digo
Eu gosto é do Verão

11 comentários:

Tosttas disse...

As metáforas com fruta, legumes e afins já estão demasiado gastas, seu poeta de meia-tijela!

Experimenta ler alguma poesia erótica do Bocage para veres o que é bom para a tosse.

PS: Será que o "Gosto da fruta redonda" é mesmo aquilo que eu estou a pensar?

Cx disse...

Em bom rigor, isto é uma alegoria, não uma metáfora.
Seu Melão!

Tosttas disse...

Grande banana!

"Metáfora" (s. f.):
- do Lat. metaphora < Gr. metaphorá, transporte, translação
- Tropo em que a significação natural de uma palavra é substituída por outra, por virtude de relação de semelhança subentendida;
- tropo; sentido figurado; imagem; figura; imagem.


"Alegoria" (s. f.):
- do Lat. allegoria < Gr. allégoría
- Exposição de um pensamento sob forma figurada;
- Ficção que representa uma coisa para dar a ideia de outra;
- Série de metáforas que significam uma coisa nas palavras e outra no sentido;

Não a que é que chamas "isto", mas quando me referi às metáforas, estava somente a pensar na simples comparação que fizeste com a fruta.

Não sei se criaste aqui alguma alegoria. Talvez devas remeter a tua bela poesia ao "Assim se fala, em bom portugês".

Mas prontos pá, se ta tás a marimbar pa estas cenas todas, resta-me ficar numa boa, até porque o melão nem sequer é das frutas mais redondas que existe...

Cx disse...

Tal como o Camões perdeu um olho e teve que nadar com uma mão fora da água para salvar o seu manuscrito, também eu superarei estes exames de crítica impiedosa... -> comparação!

Tosttas disse...

Pensava que o Camões tinha perdido um olho na guerra... Será que era o inimigo que queria a todo o custo o manuscrito dele?

Cx disse...

O olho e a salvação do manuscrito não estavam directamente relacionados. Serviam apenas para evidenciar as dores e sacrifícios por que passam os grandes poetas.

Mas o facto de ele já não ter um olho quando aconteceu o naufrágio, só acrescenta mais valor ao feito.

Basta imaginar o que acontecia de cada vez que lhe saltava um pirolito para o outro olho...

Tosttas disse...

Obrigado por tão precioso esclarecimento.

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