
Foi nos comentários do anterior post que me veio à mente o Lost In Translation, filme que absoluta e religiosamente adoro, de um modo que me faz recear nunca conseguir transpor para palavras exactamente o quanto...
Escrevo estas palavras na quase inabalável convicção de que foi o melhor filme que alguma vez vi, persistindo todavia uma pulga atrás da orelha chamada Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Seja como for, será sempre inesquecível a experiência no cinema durante a sessão da meia-noite, enquanto completamente absorvia e vibrava com cada plano, cada trecho de banda sonora e, mais que tudo, cada diálogo.
O Bill Murray enquanto Bob é hilariante. A Scarlett enquanto Charlotte é, numa palavra, apaixonante. A química entre as duas personagens torna confortável a falta de enredo que tantos criticam no filme. Para mim, essa falta de enredo é essencial para explicar a deriva na vida das duas personagens, e eu adoro-a!
Assim de vipe, duas cenas para a história do cinema:
- O karaoke, com Charlotte a cantar "I'm special / So special / I gotta have some of your attention..."
- Bob e Charlotte, em clima de tensão física/sexual, a conversarem deitados na cama
Claro que cada aspecto tomado per si é notável, mas é quando se conjugam diálogos, qualidade da realização, realismo das personagens, interpretações brilhantes e banda sonora, que se obtém a big picture que não consigo, por estar eu próprio perdido na tradução de pensamentos e sentimentos, descrever.
11 comentários:
este post todo durante as horas de trabalho. Brilhante! (o post e o feito) e o filme que nunca vi! Mas já vi o eternal e adorei. (pareço uma gaja)
Não estou habituado a ler comentários elogiosos. Obrigado.
Paulo, inadmissível! Não eras tu que curtias o Virgin Suicides, também da Sofia Coppola? Eu acho que este é melhor.
Ricardo, tenho que acabar de ver o Punch Drunk Love, mas acho que vou retomar do início.
Antes de mais, um bem haja por um post interessante, destoando dos habituais ate agora.
Agora sim, caixa! Agora blogaste!
De facto gostei muito do filme. Não o meu favorito, considerando por exemplo o Punch Drunk Love, o qual ainda nem acabaste de ver, seu herege.
Ainda assim é mesmo confortante ver filmes bons numa epoca de cinema mediocre (pelo menos em mainstream, acredito que haja cinema de qualidade no underground).
Interessante descrição, a da opinião sobre o filme. Então e a banda sonora? =P
abraço
É impressão minha ou apagaste o teu comentário e voltaste a colocá-lo, exactamente com as mesmas palavras?
Será uma necessidade de ter a última palavra?
lol
Sim, é verdade caixa, de facto, gostei bastante do virgin suicides, o filme está bastante bem conseguido, mesmo ao nível da fotografia é um trabalho notável.
Um grande filme é o Paris, Texas
É pá, tens de ver... absolutamente genial...
Quanto às bandas sonoras de todos os filmes que falamos não há uma má: virgin suicides - Air; Lost in - Kevin Shiels; Paris, Texas - ry Cooder; Punch drunk love: jon brion
tudo 5 estrelas!
abraços e beijinhos
Sabes que a ultima palavra será sempre minha, nem que seja um qualquer disparate =P
Palavra?
lavra?
só no Verão...
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