O tempo parou hoje de manhã, fruto de um recordar ávido de emoções e sonhos, de ambições e fantasias.
Preocupado com problemas que me transcendem, com uma dor de cabeça monumental, com olheiras muito cavadas no meu rosto, com um nervoso inexplicável e sem um pingo de paciência no meu corpo cansado estava parado no meio do trânsito.
Com um gesto repetido de quem procura mais que uma estação de rádio, desejava algo que nem eu sabia o quê.
De repente uma estação que não conheço passou uma musica que me fez recuar no tempo e lembrei-me de quando andava na primária. A simplicidade da minha vida trazia-me uma felicidade inexplicável. Sem preocupações nem inquietações que me escurecem o espírito, eu vivia cada dia desafiando-me a mim mesmo.
Tenho que saber fazer cavalinhos com a bicicleta, dar mais toques com a bola, correr mais rápido e ver mais desenhos animados! Estas eram os meus desejos todos os dias. Com aquela idade a minha única namorada era cada bola de futebol que passava perto de mim.
Naquele tempo eu acreditava piamente que ia ser um cientista famoso, que jogaria com a camisola 10 da selecção nacional, nos tempos livres ia ao espaço dar uma volta e principalmente que ia inventar um comprimido anti gravidade.
Em poucos instantes recordei-me de quem já fui e num dia inteiro a lembrar-me disso apercebi-me que provavelmente se o Bruno Novo me visse agora ficaria desiludido. Belo pensamento para se ter…
Aquele Abraço
quarta-feira, junho 22, 2005
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