Por isso resolvi comportar-me como uma criancinha... Estava farto do meu telemóvel e arremessei-o com tanta força para céu, que passou a barreira da gravidade e perdeu-se no universo! Ou então foi o meu telemóvel que se fartou de mim e resolveu mudar de dono, saltando corajosamente da minha mochila. Ou então cruzei-me com um profissional de rua, um dos autoproclamados malabaristas, que me desbravou a mochila sem que eu desse por nada e larapiou o meu A-50!
É nestes momentos que me vem à cabeça uma frase do “Fight Club”: things you own, end up owning you! O telemóvel, de facto, tinha um valor patrimonial pouco significativo, mas os danos não patrimoniais do furto são inestimáveis. Tenho tantas saudades! [Obrigado Sofia, já consigo lamentar-me com algumas noções de Direito.]
Agora tenho de incorrer em search costs para encontrar um novo telemóvel que se adeqúe à minha curva de utilidade, e em switching costs, porque as minhas economias de aprendizagem com o A-50 estavam completamente optimizadas. [Estas intuições de Industrial II são uma bela treta, oh Steffan!]
O enriquecimento sem causa tratou-se, portanto, de um crime ineficiente, pois os benefícios para o delinquente – e vamos supor que se trata de um homem, porque já me sinto suficientemente humilhado – foram inferiores ao meu custo. [Obrigado Nuno, pelos conhecimentos de Análise Económica de Direito. Um abraço!]
sábado, junho 04, 2005
Dia Mundial da Criança
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1 comentário:
No outro dia, o nosso amigo Paulo veio com a ideia de que deveríamos escrever aqui no blog umas teorias e uns comentários sobre a economia. Claro que levou logo na cabeça! Mas acabei por falar aqui em algumas coisas que aprendi neste semestre.
Todavia, isto não se repetirá! Pretendo que a única pista de que somos alunos de economia continue a ser os parágrafos “a-la-finanças” do Alex! Uma característica dos seus posts por desvendar... Sobretudo sendo o Alex um grande fã de um conceituado escritor que só mete um parágrafo quando se levanta para mijar!
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