Os jornalistas devem andar, seguramente, de cabeça perdida... Os sanguessugas da informação barata não têm mãos a medir, pois aos escândalos do costume sobre a nossa peculiar sociedade acrescenta-se, ultimamente, as recorrentes maluquices da política.
Não querendo entrar no campo dos comentários políticos, pois já há demasiados indivíduos que o fazem, parece-me que as caricatas situações de dois senhores, que roçaram o ridículo e o vergonhoso, merecem ser comentadas. De quando em vez, a política merece voltar a ser fortemente vergastada!
Um Presidente pergunta a meio mundo se gostaria de ir a eleições ou apostar num tal senhor, que nunca tinha provado fazer nada de jeito, para governar um país. Decide apostar. Muda de gravata, muda de ideias. Chora um bocadinho, dá uma gargalhada. Mostra-se apreensivo. Dissolve a AR. Mostra-se muito apreensivo...
Um senhor que aceita a pasta de Primeiro-Ministro e insulta aqueles que no passado se demitiram. Elogia o Presidente. É notificado da dissolução da AR. Chora, também, um bocadinho. Respeita o Presidente. Continua firme, ao contrário de outros no passado. Demite-se. Insulta o Presidente. Demonstra claros sinais da síndroma do estou-tão-louco-que-penso-que-vou-ganhar-as-eleições.
Esta profunda instabilidade é altamente catastrófica, pois irá afectar os meus jantares até ao fim de Fevereiro, devido à incompetência (ou, no mínimo, falta de imaginação e bom senso) daquela malta, vulgo jornalistas, que costuma aparecer nos telejornais. Existem também alguns efeitos económicos e sociais, mas esses não costumam ser levados em conta, excepto na fase da caça-ao-voto, em que lastimavelmente nos preparamos para entrar.
domingo, dezembro 12, 2004
Portugal dos Pequeninos I
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