No seguimento do belo post do Caixa sobre os seus vizinhos lembrei-me do tempo em que também eu não só conhecia os meus como também era amigo de muitos deles.
No bairro onde cresci havia muito espaço desocupado por terrenos baldios que à nossa vista só podiam ser comparados com o Camp Nou, San Siro ou Old Trafford.
Á hora pré combinada começavam na rua de cima a assobiar ou a tocar a todas as campainhas para “ver se o XPTO pode vir cá a baixo jogar à bola”.
O ritual era sempre o mesmo, os dois rapazes que gostavam mais de ciências, tinham menos habilidades para o desporto e que sabiam ainda menos que nós sobre como falar com as raparigas (vulgos caixas d’óculos) escolhiam as equipas e tinham como prémio ir para a baliza onde incomodavam menos os Stoichkovs, Hagis, Laudrups e Mollers da Colina do Sol.
Para miúdos de 12 anos, sem acesso à internet e mail, conseguimos um feito enorme: a organização de um mini-torneio de futebol mundial, o que para nós significava que entravam jogadores desde a Brandoa até à Pontinha, passando pela Damaia e pela mítica equipa dos Camarões como se apelidavam os jovens da Azinhaga dos Besouros.
O resultado final pouco significou para nós, o importante foi termos organizado um evento que reuniu alguns dos melhores jogadores das redondezas, o Anselmo (Guineense,13 anos e 1 filho), o Canina (14 anos e 1,8 m) e o Gonçalito que não era particularmente um grande jogador mas que tinha uma irmã (15 anos, olhos verdes e muito gira) que vinha sempre com ele para o campo de futebol.
Além dos claros motivos desportivos teve uma situação que recordo particularmente: a entrada da equipa da Azinhaga dos Besouros, momento em que pela primeira vez estive com muitos deles sem que estivesse à pancada ou a correr para não me catarem.
Foi um dia especial.
No bairro onde cresci havia muito espaço desocupado por terrenos baldios que à nossa vista só podiam ser comparados com o Camp Nou, San Siro ou Old Trafford.
Á hora pré combinada começavam na rua de cima a assobiar ou a tocar a todas as campainhas para “ver se o XPTO pode vir cá a baixo jogar à bola”.
O ritual era sempre o mesmo, os dois rapazes que gostavam mais de ciências, tinham menos habilidades para o desporto e que sabiam ainda menos que nós sobre como falar com as raparigas (vulgos caixas d’óculos) escolhiam as equipas e tinham como prémio ir para a baliza onde incomodavam menos os Stoichkovs, Hagis, Laudrups e Mollers da Colina do Sol.
Para miúdos de 12 anos, sem acesso à internet e mail, conseguimos um feito enorme: a organização de um mini-torneio de futebol mundial, o que para nós significava que entravam jogadores desde a Brandoa até à Pontinha, passando pela Damaia e pela mítica equipa dos Camarões como se apelidavam os jovens da Azinhaga dos Besouros.
O resultado final pouco significou para nós, o importante foi termos organizado um evento que reuniu alguns dos melhores jogadores das redondezas, o Anselmo (Guineense,13 anos e 1 filho), o Canina (14 anos e 1,8 m) e o Gonçalito que não era particularmente um grande jogador mas que tinha uma irmã (15 anos, olhos verdes e muito gira) que vinha sempre com ele para o campo de futebol.
Além dos claros motivos desportivos teve uma situação que recordo particularmente: a entrada da equipa da Azinhaga dos Besouros, momento em que pela primeira vez estive com muitos deles sem que estivesse à pancada ou a correr para não me catarem.
Foi um dia especial.

2 comentários:
É impressão minha ou hoje em dia as crianças já não vão para a rua brincar? E se vão, é com os pais a acompanhar... Também, os tempos (e a insegurança) são outros.
Os miúdos agora já não brincam na rua, sobem às árvores, constroem castelos, andam de bicicleta e jogam às escondidas e na minha opinião deve-se bastante aos pais e ao sentido demasiado protector de muitos deles.
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