Fonix, a sério - percebo agora mesmo, enquanto escrevo, que uso esta expressão com muita frequência, e normalmente em situações em que estou prestes a arrancar do peito uma verdade inquestionável – acho que nunca pensei que trabalhar fosse uma coisa tão pegajosa!
As segundas-feiras já são, por si só, terreno pantanoso. Junte-se-lhe:
1 - um fim-de-semana passado na maior das descontrações, em ambiente festivaleiro, e com um consumo desenfreado de toneladas de música, cerveja e um ou outro pão com chouriço - receita de Rio Maior, e
2 - uma massa de responsabilidades e tarefas tão volumosa, tão assutadora, que esta manhã nem sequer consegui dormir em paz e sossego como habitualmente faço no carro, sempre que chego cedo a Lisboa,
e eis que se tem... um gajo deprimido! É que é um choque do caraças!
Tanto estou numa boa a desfrutar de algumas das melhores coisas que a vida tem para oferecer, quanto estou, passadas poucas horas, a aterrar sem pára-quedas na plena realidade de um emprego stressante.
Tanto estou a rir à gargalhada e a dizer disparates entre amigos, quanto estou, passadas poucas horas, de gravata apertada em torno do pescoço, a dizer que sim senhor, que claro que vamos preparar um novo modelo para acomodar as vossas necessidades.
Sou duas pessoas diferentes! Definitivamente, é um choque do caraças.
Pergunto-me como será que as outras pessoas lidam com estas diferenças culturais. Malta, vocês lidam com estas diferenças culturais? Digam-me como, por favor... É que eu tou a ter dificuldades. Ainda esta manhã, quando o cliente concluiu a sua apresentação com um “... E assim concluímos a nossa apresentação”, a minha resposta foi um emotivo “wooo hoooo!!! És o maior!!!”.
:)
2 comentários:
ehehe...de 8 a 80 ou melhor de 8000 a -10000 ehehe
Tudo bem se o 80 durasse pelo menos tanto tempo quanto o 8.
O problema é que o 8 absolutamente domina os nossos tempos.
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