Tenho pressa de viver, tenho pressa de conhecer, tenho vontade de aprender, tenho ânsia de procurar.
Em cada suspiro uma vida dentro de mim tenta sair e procura um universo de sensações, em cada pulsação o meu espírito escapa e tenta agarrar com sede violenta todas as emoções que pode.
Não quero só amar, não quero simplesmente ser feliz, não quero facilmente ansiar, não quero! Quero sofrer, quero chorar, quero desesperar para depois saber ainda melhor o que é amar e ansiar, para poder saber o que é ser feliz, para poder satisfazer e para desenhar a alegria no ar e pintar nela a exultação do prazer.
Não gosto nem quero jogar por jogar, jogar para divertir-me, eu não sou assim. Eu quero jogar para ganhar, quero jogar para conquistar e do alto do meu triunfo quero olhar para aqueles que venci e se me apetecer mortificar as suas esperanças, se quiser atormentar os seus desejos, mas acima de tudo, quero subjugar no campo de batalha a fé do meu rival para depois contemplar a vitoria e nobremente ressuscitar os ânimos dos vencidos e dar-lhes confiança para mais tarde voltar a violar as suas ambições.
Eu tenho pressa de viver e de engolir a cada olhar o tempo, sorver a cada passo a luz e admirar a cada gesto o mundo espontâneo que se estende em frente de mim.
Eu não quero imaginar, não quero sonhar nem sequer observar eu quero habitar em Valhallah, quero alimentar-me do néctar dos deuses, quero perturbar-me com o divino, quero fazer amor com o sacro e fazer sexo com o profano.
Quero entrar nas cores e invadir o vermelho, desejo penetrar no som e devastar a música.
Não quero sonhar, não quero imaginar, não quero fantasiar, eu quero ser imortal e viver intensamente como se fosse morrer amanha.
Quero fazer o bem e o mal, quero aprender e ensinar, ensinar a ver, ensinar a olhar, ensinar a apreciar, a tentar, a provocar, a satisfazer e a encantar. Eu quero tocar e chocar, eu quero honrar e glorificar, eu quero viver…
sábado, maio 07, 2005
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