quarta-feira, agosto 08, 2007

Pela primeira vez em mais de 10 anos envolvi-me numa cena de pancadaria.

Qualquer rapaz que goste de jogar desportos colectivos e que seja minimamente competitivo percebe que os típicos empurrões, cotoveladas, cabeçadas e pontapés não são considerados neste comentário, estes fazem parte do jogo e a sua aplicação deve-se a elevados níveis de testosterona e (normalmente) desaparecem no final de cada jogo.

Refiro-me a uma cena típica de um western ou de um filme com o Burt Reynolds ou o Dolph Lundgren.

Sempre pensei que como adulto, se me visse impelido a empurrar, esmurrar, pontapear ou agredir outra pessoa seria algo semelhante aos filmes. A outra pessoa poderia perder os sentidos ou poderia mesmo ser projectada a uns bons metros de distância.

De facto estava tão convencido disto que quando dei o meu primeiro murro tentei não utilizar toda a força que tinha, com medo que ele ficasse com danos irreparáveis , e que os meus punhos fossem consideradas armas brancas e por conseguinte fosse preso durante muito tempo.

Admito que me enganei completamente. O “gancho” que pensava aplicar bem no meio do queixo e que segundo os meus planos seria suficiente para acabar com o indivíduo acertou meio no pescoço e meio do maxilar do senhor e o rotativo que lhe deveria ter acertado na cara acabou por lhe acertar nas costelas e o coitado no fim nem sequer teve a decência de fingir que ficara de facto magoado.

Em resumo, a típica cena de porrada que imaginei:




... transformou-se num espectáculo semelhante a:

3 comentários:

Anónimo disse...

Vamos ao que interesa:

1. Houve sangue?

2. Houve lesões permanentes e irreparáveis?

3. Alguém meteu s papeis para antecipação de reforma por invalidez?

Não?????

Então foi um arrufo de namorados... resolvido com 2 bejecas e um pires de tremoços...

Lemmings disse...

Meu caro Xico Zé,

1. Houve sangue!
2. Lesões permanentes só na minha ambição de vir a ser mais forte que o Rambo.
3. Ach que com o actual quadro regulamentar da Segurança Social nem se ficasse sem as duas pernas e em estado vegetativo conseguia a (já) tão ansiada reforma.

Aquilo não terminou com bejecas e tremoços mas com nódoas negras para ambos os lados e promessas de confrontos futuros.

O engraçado é que, passadas 2 semanas não me lembro nem da cara do senhor.

Anónimo disse...

epa mas o que levou a isso? e ainda por cima que ideia foi a tua de fazer um rotativo???????