Quantos de nós partilharam com família e amigos que estudámos economia e perceberam que a maioria dessas pessoas pensa que basicamente estudávamos coisas relacionadas com dinheiro? Arriscaria dizer que muitos. E no entanto, apesar de achar errada essa ideia, não deixo de lhe reconhecer algum sentido.
Pessoalmente, penso na economia como a ciência que estuda as melhores formas de alocar recursos, com o objectivo - ainda que ideal, ainda que subjectivo – de promover o bem-estar geral na sociedades. Admito, contudo, que se associe a economia ao dinheiro, já que, de facto, não tenho como negar que hoje em dia a preocupação dos economistas aparenta ser, de facto, a criação de riqueza. E quer-me parecer que vivemos há demasiado tempo consumidos por esta preocupação com o dinheiro que temos...
Acho que li há uns tempos, ou um artigo da, ou um artigo que mencionava um artigo da Economist – estas coisas acontecem-me, não saber se li, se sonhei, se estou a inventar – sobre uma problemática com que se debatem actualmente alguns economistas, e que seria o paradoxo de, nas sociedades ocidentais, as pessoas viverem hoje com mais recursos, mas serem simultaneamente mais infelizes.
Caros referidos economistas, concordo! Concordo que há uma falha nos modelos económicos. Talvez mesmo nas políticas económicas. Anda toda a gente a fermentar ideias para que fiquemos mais ricos, sem que lhes ocorra que talvez a felicidade seja, até certo ponto, independente da riqueza. É que afinal de contas, queremos ser mais ricos para quê? Desconheço o sentido da vida, mas parece-me evidente que deve ser a felicidade, e não a riqueza, o derradeiro objectivo da sociedade, e, portanto, da economia.
:)
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6 comentários:
concordo plenamente!!!
Já somos dois economistas!
Quem sabe, isto não é o arranque de uma nova corrente de pensamento, tipo escola de Chicago?!
Mais uns anitos e é ver prémios Nobel a chover aqui para a escola de Campolide!
Bem... as grandes teorias partem sempre, primeiro, de uma ideia...agora temos de arranjar uma função que consiga medir a felicidade...não falo da riqueza, mas sim da "felicidade"!
Segundo a Kinder, felicidade era igual a mais leite e menos chocolate... teremos aqui um princípio?
Meu caro amigo, de facto, referes um artigo da revista Economist. Eu, como sabes, partilho a ideia da promoção do bem estar geral na sociedade. Ainda que seja um objectivo ideal e difícil de alcançar, acredito que seja possível criar condições favoráveis ao melhoramento do bem estar geral. O artigo – muito interessante – discute esse paradoxo do aumento da riqueza não proporcional à felicidade verificada. Não sei se no mesmo artigo, ou num outro posterior, alguns economistas se debruçam sobre a forma de medição desta nova variável. A dificuldade habitual. Novas perspectivas, novos modelos económicos e, principalmente, novas politicas económicas e educativas são necessárias...
Excelente Post Caixa. Aquele abraço.
Terás sido tu quem me falou no artigo e eu fiquei com a sensação que tinha lido?!
Concordo que é uma perspectiva muito interessante.
Abraço!
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