segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Euro 2004


Vi agora na SIC a primeira parte de uma reportagem sobre o Scolari, que completa amanhã 5 anos à frente da selecção. A reportagem transmitida hoje incidiu apenas sobre o Euro 2004. Que boas recordações me vieram à memória. Digam o que disserem, foi sem dúvidas uma época fantástica!





Os meus eleitos:


















Rui Costa, sempre ___________________Ricardo Carvalho, rendi-me

E porque recordar também é viver (se não for em exagero):






Não tem o jogo da final, mas isso também não interessa nada! E sim, no final do jogo contra Inglaterra também estava como o comentador: com o coração a mil. Não sei como não me deu uma coisinha má naquela noite...

Aproveito a ocasião para confessar uma coisa: A culpa de não termos ganho a final contra a Grécia foi minha. Vi a final em Londres. Vesti a minha camisola, como era obrigatório, mas cometi o erro fatal: não saí à rua com a camisola vestida como tinha feito nos outros jogos que ganhámos. As minhas desculpas! :-) (Mas no mundial a culpa já não foi minha!)


:-p

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Uma maçã ao pôr-do-sol

Ganhei gosto no hábito de comer maçã no emprego.
A maçã é saborosa, engana o apetite e a gula pelos doces e, mais a mais, vim a saber, faz poucos dias, e a confirmar por outra fonte, faz ainda menos dias, que é mais eficaz que um café a combater o sono.

O único senão reside em ter de lavá-la antes de a comer. Felizmente, temos aqui no escritório uma cozinha. Infelizmente, a porta dessa cozinha está trancada.

Isto obriga-me a ir lavar a maçã à casa-de-banho. Cena marada, não me perguntem porquê, que não sei explicar, mas há definitivamente qualquer coisa de desconfortável e de psicologicamente perturbador em lavar uma maçã na casa-de-banho.

Mas enfim... que posso eu fazer?...
Não muito, além de resignar-me a trazer da casa-de-banho até à minha cadeira a maçã lavada, sem pressas virar-me para a larga janela do chão ao tecto com vista para a cidade, e saborear, recostado e enquanto vejo o sol passar atrás do sheraton e pousar no cimo do parque, a primeira trincadela na maçã, aquela que é sempre a que melhor sabe.
:)

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Playlist

The National - Boxer
E o incrível é que parecem ter um álbum quase tão bom quanto este, que é o Alligator. Mas esse ainda estou a descobrir...
:)

Para a vida

Descobrir um álbum de que verdadeiramente goste é um dos melhores prazeres que posso ter. Ao contrário da maior parte das coisas que preenchem as nossas existências, sinto que um álbum marcante é uma conquista para a vida. Ficas mais rico, ficas mais pobre, velhos amigos partem, novos amigos chegam, apaixonas-te, desiludes-te, mudas de emprego, mudas de casa, choras de alegria, choras de tristeza, odeias e amas, acontece-te tudo e não se passa nada, mas sabes que, de uma forma ou de outra, daqui a 10 anos vais ouvir aquela música e vais alagar o peito de emoção e nostalgia.
:)

domingo, janeiro 20, 2008

Qual é a pessoa qual é ela...

... que é a mais procurada na internet pelos portugueses?

Simples!



Confesso que quando comecei a ouvir a notícia, pensei logo no Ronaldo, que tantas capas faz, e em tantos outros, que nos bombardeiam diariamente.

Acho que nada me podia preparar para o resultado final.

E pensar que uma garota, filha de um cantor pimba, que passou o meu pós-infância a falar com o Boi-ré-ré, chega a mais procurada...

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Sabes mais do que uma criança de 2 anos?




P.s. Existe um outro video em que a Lilly é mais nova, mas achei que este video já fazia bem o ponto de situação...

quarta-feira, janeiro 09, 2008

De pais para filhos para netos para...

Eu respeito o descanso dos meus pais.
Recordo ainda quando aprendi essa valiosa lição. Era eu um chavalito com os primeiros pelitos a despontar no buço, tive a infeliz ideia de acordar o meu pai com duas valentes palmas soadas ao pé do ouvido dele. Foi aí que se me acabou a ingenuidade. Foi aí, quando, ao invés de o ver acordar brincalhão e a simular um murro no meu ombro como quem diz "Que malandro me saíste!", o meu pai esbugalha os olhos, ameaça-me com o chinelo e atabalhoadamente balbucia algo como "Mas tás parvo, ó meu grande estafermo?!".

Desde então cultivei o simpático hábito de evitar ruídos desnecessários se percebo que os meus pais estão a dormir. Mantenho a televisão com o volume baixo, sou cuidadoso com os interruptores da luz, não deixo as portas baterem, e, quando as abro, tenho o cuidado de rodar a maçaneta antes de empurrar. Chego mesmo ao ponto de caminhar em meias pela casa, para evitar o subtil ruído das pantufas a agarrarem o chão.

Tudo muito bonito, mas não reconhecido. A triste verdade é que os meus pais se estão real e ostensivamente a cagar para estas pieguices todas. Reconheço que a idade não tem sido generosa para com as suas capacidades auditivas. Mas custa-me ser compreensivo quando, a meio da noite, me irrompem com estrondo pelo quarto adentro, me ofuscam com a luz do tecto, e me roubam o cobertor que havia deixado no chão, sem sequer se darem ao trabalho de tirar de cima dele as pantufas e meias que lá estavam pousadas, e que tanta falta me fizeram ao acordar para o frio da manhã seguinte.

Não, claramente não encontro retorno do respeito que invisto nesta relação filho-pais. Como é possível que os meus pais não tenham mais consideração pelo próprio, ainda por cima único, ainda por cima bondoso, filho, não sei dizer. Estou farto e frustrado e irritado com sucessivos anos de abuso!
E vou fazer algo quanto a isso! Ai vou vou!
O quê?
O lógico: descarregar nos meus futuros filhos!
:)

terça-feira, janeiro 01, 2008

Algo tardia, mas...

FELIZ ANO NOVO, PESSOAL!!!!

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Assim Se Anda Em Portugal...


O estado a que chegaram os bombeiros... Ai este Portugal!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

A minha banda sonora de eleição para as horas de trabalho caseiro...

Sigur Rós - Ágætis Byrjun
:)

Tendências ou Pancadas

Ainda estou para descobrir quem me diga claramente: temos tanto em comum! Sempre que digo que gosto de acordar a ouvir as notícias da TSF fica tudo boquiaberto.

sábado, dezembro 08, 2007

Um Novo Fôlego

São escassos os momentos na vida em que sinto esta liberdade e esta pura alegria e, para tormento dos vizinhos, esta incontrolável vontade de cantar.
Caramba, adoro adoro adoro as manhãs de Sábado!!!
WOOHOO

Novo Look do Blog

Excelente trabalho, Elbi!
Já sei com quem devo falar quando precisar de arrumar o meu quarto.
:)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Profissionalismo e cadeias de boa sorte

Recebi há uns tempos um telefonema - aliás, recebemos quase todos - de um tipo que faz talent search. Tentou aliciar-me a ir a uma entrevista para emprego, convite que recusei, educadamente porque apreciei a discrição com que o assunto foi tratado. É facto inegável que ao pedir-me o número de telemóvel e o e-mail, o homenzinho poupou-me algum desconforto aqui no trabalho, e parece-me que ninguém gosta de levantar ondas no emprego.


Esta manhã recebi um mail do tipo.
Tive a hilariante surpresa de verificar que se tratava de uma corrente de boa sorte - ainda para mais a transbordar de erros ortográficos - do tipo envia isto para 8 amigos e vai-te acontecer algo de bom. Se o não fizeres vais cair para o lado fulminado por um raio enviado por Zeus. (!!!)
Como não bastasse o embaraçoso ridículo de me ter mandado um mail destes (AHAHAH), o profissional de talent search incluiu-me numa lista de para aí 50 pessoas, estou a calcular que uma boa parte das quais malta que, como eu, foi aliciada para entrevistas de emprego. (!!!)


A minha curiosidade já me levou a correr a lista em busca de algum boss meu. Não encontrei nada e, como tal, fico mais descansado. Posso portanto rir-me à vontade com o absurdo da situação...
Ao senhor do talent search, recomenda-se vivamente o recrutamento de um profissional de informática que o informe das diferenças entre um CC e um BCC, se não, melhor ainda, de um profissional de ética no trabalho.
:)

sexta-feira, novembro 30, 2007

Comunicado

O Movimento dos Economistas Explorados E Escravizados (MEEEE) saúda os operários das instituições económicas, empresariais e financeiras nacionais, e vem por este meio, aproveitando a ampla audiência do blog de Campolide, instar à participação em massa na luta pelos direitos laborais, e contra as políticas fascistas deste governo de direita, um governo submisso aos grandes interesses económicos e ao grande capital.

Depois de anos de subjugação aos humores do patronato, de horas de almoço passadas a comer massinhas do Go Natural em cima da mesa de trabalho e de férias permanentemente adiadas, eis que os camaradas economistas se vêem agora privados de dois dias de descanso no espaço de uma semana, com a anunciada marcação pelo Governo dos feriados de Dezembro para os sábados dias 1 e 8.

O MEEEE diz basta a esta opressão! O MEEE não baixará os braços! O MEEEE será a voz dos oprimidos, o grito da revolta, o punho cerrado da inconformidade!
Ergamos juntos os nossos peitos contra os poderes instalados! O MEEEE apela à participação de todos vós numa greve, em defesa dos seguintes pontos:

1. Remarcação dos feriados de Dezembro para sextas-feiras ou segundas-feiras
2. Máquinas de café que sirvam cafés menos quentes para não escaldar a língua do proletariado
3. Permissão do uso de pantufas no local de trabalho

Camarada economista, na próxima sexta-feira dia 7 adere à greve. Recusa-te a sair do calor dos lençóis às 7 e meia da manhã. Fica a dormir até às 11 horas, levanta-te tranquilamente, demora 1 hora num banho de água quente, veste roupas de Inverno, abre a janela e grita MEEEE.
Depois aproveita o facto de ser sexta-feira para fazer um passeio de fim-de-semana prolongado ou simplesmente para antecipar as compras de Natal.

A luta continua!
Saudações vermelhinhas,

B. Carneirinho
MEEEE
MEEE

quinta-feira, novembro 29, 2007

hey ho, lets go!

last call! come on!! r'n'r!! who's in?
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

para quem não conhece d3ö:
Depois de um ano cheio de concertos, marcado pela actuação no Coliseu dos Recreios (na 1ª parte de Bloc Party), pelo Festival Alive, a alucinante noite com Mudhoney e mais uma incursão por Espanha, Tony Fortuna e companhia regressaram a terras de sua majestade onde realizaram uma produtiva digressão com passagens por Manchester (Retro Bar), Sheffield (The Grapes, clube onde se estrearam os Arctic Monkeys) e duas datas em Londres (Dirty Water Club e Corn Rocket Club@Ryans Bar).
Na digressão britânica que serviu de promoção ao single “Wanna Hold You” para a britânica Dirty Water Records, partilharam palcos com The Vipers, Lot Lizards, The Hipshakes (que recentemente estiveram no Barreiro Rocks) e Monkey Island. O single que inclui no lado B o tema “Go” terá distribuição em 18 países abrangendo a Europa, América e Oceânia.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Um Novo Fôlego

Sinto-me bem! Sinto-me feliz! Gosto da vida! Gosto das pessoas! Quero abraçar o mundo!

Ai... É tão bom quando a boss chega ao pé de mim e diz:
"Olha, eu não vou estar da parte da tarde, mas bzz bzz bzzz bzzz bzz bzz bzz..."

Hip-hip-hooooray!
WOO HOO

quinta-feira, novembro 22, 2007

Não tem comparação com aquele vídeo brutal do carro a arder na A23,

(...) nem sequer comparação com fotos minimamente decentes, mas esta foi apenas uma das primeiras tentativas de foto a sério no meu novo telemóvel (sim, não foi numa máquina fotográfica...) e servirá somente para relembrar, futuramente, como quase que assistíamos à mais-que-suada qualificação para o Euro 2008 no bar do Manuel Rui, precisamente com ele algures por lá...

quarta-feira, novembro 21, 2007

Um edredon chamado Kindle

Uma destas manhãs, reunia eu coragem para deixar o calor e o peso dos cobertores da minha cama, quando ouvi na Antena 3 que a Amazon havia lançado um novo e interessante gadget. Era o Kindle. Era do tamanho de um livro de bolso e permitia ler e fazer download de livros, jornais e blogs. E, vim a percebê-lo mais tarde, era feio.

Mas nem por isso menos fascinante. Acho tentadora a ideia de aceder a jornais de todo o mundo logo pela manhã e de fazer downloads de livros a $10. E sei, pela experiência dos leitores de mp3, como a nova tecnologia pode melhorar a relação com as artes.

Mas vá, livros e música são coisas diferentes. E ademais, não consigo contornar uma certa desconfiança. Porque é grande a afeição que tenho à leitura e é grande a afeição que tenho aos livros. Aos livros livros, no mais físico conceito da palavra.
Confortam-me as paredes do quarto recheadas de livros. Conforta-me procurar o lugar onde arrumar o livro acabado de ler, tão acabado de ler que ainda as personagens são tão familiares quanto velhos amigos. Conforta-me percorrer com o olhar as lombadas e recordar os livros marcantes e os momentos da vida em que os li. Confortam-me o cheiro e o toque e conforta-me a sensação agridoce de virar a última página de uma história...

Sinto os livros como cobertores. É verdade que posso dormir sob edredons, que são mais quentes e leves, mas jamais deixarei de apreciar o prazer de sentir no corpo o peso dos cobertores numa noite fria de Inverno.
:)

segunda-feira, novembro 19, 2007

Nhecos de Segunda de Manhã

Passei a sexta-feira em stress. Trabalhei no sábado. Pouco, confesso, mas o suficiente para perturbar o meu equilíbrio espiritual de fim-de-semana. Andei preocupado com o assunto. Ontem deitei-me com as galinhas e hoje levantei-me com o cantar do galo. Inclusivé saí de casa a correr, na tentativa de evitar o trânsito das 7 horas no IC19.

Tudo por causa de uma reunião agendada para hoje às 10 horas.

Mas eram 11 horas e o senhor ainda não tinha dado sinal de vida. Quando finalmente o meu boss decidiu ligar-lhe a averiguar a razão de tamanho atraso, foram chegando até mim fragmentos de conversa como “Sim, é do pig”... “Sim, do pig” ... “pê-i-guê” ... “Tínhamos agendado uma reunião para as 10 horas” ... “Sim, esta manhã” ... “Contactámos por carta e por e-mail” ... “Sim, do pig”... Ao que parece, o xoné esqueceu-se que tinha pedido a reunião para segunda de manhã.

Sinto-me como um ministro dos negócios estrangeiros em reunião do Conselho Europeu. O primeiro-ministro estendeu-me a mão em jeito de cumprimento, mas no final acabou por puxá-la para o lado para saudar outra pessoa. Foi um valente nhecos!
:)

quinta-feira, novembro 15, 2007

Se fosses uma personagem de uma série de TV, quem serias?

Caros,

Gostaria de saber as vossas opiniões. Se fossem uma personagem de uma série de TV, quem seria?

Se me fosse catalogar a mim, acho que seriam um Jack (Lost). Ele também é um gajo cheio de dilemas pessoais...

quarta-feira, novembro 14, 2007

Viagens

Faz poucas horas falava eu com o Ricardo, e eis que chegámos à seguinte interessante analogia: o trabalho é como uma viagem de automóvel, em que no fundo tens é que garantir que chegas a um determinado sítio até uma determinada hora.

1. Se tiveres um carro de alta cilindrada, podes ir parando pelo caminho, porque sabes que no resto do caminho és capaz de ir a abrir e chegar a tempo. Se tiveres um carro lentinho, então é melhor não parares muitas vezes.

2. Viajar sozinho é chato. Encontrar alguns carros pelo caminho é bom para a moral, mas carros em excesso causam congestionamentos.

3. Tipicamente conseguirás chegar a horas ao teu destino.
Mas uma vez por outra, as contas sair-te-ão mal, atrasar-te-ás, e vais prometer a ti próprio que da próxima vez começas a viagem mais cedo.

4. Só se fores um condutor muito disciplinado é que vais cumprir com a tua promessa.

5. Ainda que custe admiti-lo, até o melhor condutor se pode espetar a meio do caminho.

6. Se fores homem e heterossexual, e por mais que tentes lutar contra a essência da tua natureza, sempre que vires uma condutora vais imediatamente olhar para ela com olhos de predador e tentar perceber se é gira.

7. É tão mais agradável viajar a ouvir música... Vais ficar lixado se alguém te proibir de ligar o auto-rádio.

8. Ao longo de todas as viagens que fizeres, vais perceber que há condutores para todos os gostos:
- os que conduzem mal e os que conduzem bem
- os que conduzem irritantemente devagar e os que conduzem irritantemente depressa
- os temperamentais
- os que não se importam de fazer noitadas ao volante
- os que até têm carro, mas preferem andar à boleia
- e os piores de todos, os que não conduzem mas fazem questão de ir no lugar do pendura a dar ordens: trava, vira aqui, vira ali, cuidado com isto, cuidado com aquilo, mete a quarta, acelera, despacha-te senão chegamos atrasados... E desliga o auto-rádio!

Ontem mesmo cheguei a fim de um longo percurso, feito a velocidades alucinantes. Hoje tenho estado a descansar. Mas já chega. Agora mesmo, vou dar à chave e fazer-me tranquilamente à estrada com a janela aberta e o vento a bater-me nos cabelos. E desejo a todos uma boa viagem!
:)

November 20, 2007




Em exibi��o, num Coliseu perto de si...

(bilhetes entre 25 e 32.5€... mas se mais algu�m quiser ir...!)

terça-feira, outubro 30, 2007

Mudança de Ares

Os mais atentos, por certo já poderão ter reparado num novo espaço na blogosfera. Os menos poderão simplesmente seguir o link A Thousand Directions. É lá que vou passar a postar mais frequentemente.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Ainda não tinha percebido...

... a mania de se meter posts sem permitir comentários. Nem as consequentes vantagens. Enfim...

quinta-feira, outubro 25, 2007

O Último Homem

Há quem julgue Nietzsche como quem melhor entendeu o século XX. Por não me identificar com a generalidade das suas ideias que conheço, abstenho-me de comentar. Entristece-me, por conseguinte, que um dos meus ídolos consiga ser tão representativo do "último homem".

Esta teoria de Nietzsche deu-nos a conhecer o homem como um indivíduo sem transcendentalismos e com tendências meramente egocêntricas, que procura, acima de tudo, a sua própria felicidade; Jerry Seinfeld e Larry David deram-nos a conhecer George Costanza.

George Costanza é, na minha opinião, a personagem mais espantosa alguma vez criada, naquela que julgo ser a sitcom mais conseguida de sempre. "Seinfeld" é tão inacreditável que qualquer tentativa de explicar a magia associada a cada episódio se torna uma autêntica quimera. Não ouso, portanto, tentar enveredar por esse caminho. Apenas me apetece apresentar uma das frases de um dos meus episódios favoritos, “The Opposite”, com a qual eu me identifico plenamente neste momento da minha vida:

- If every instinct you have is wrong, then the opposite would have to be right.

quarta-feira, outubro 24, 2007

SportTvTices

Não consigo deixar de me opor à mais recente tendência da nossa televisão. O título do post resulta disso mesmo: um misto de SportTv e Idiotices. Terem dois jogos da Liga dos Campeões, de duas equipas portuguesas, transmitidos, em directo, em dois canais privados (SportTv 1 e SportTv 2) é, no meu modesto ponto de vista, incrivelmente ridículo! Espero não ser o único a ter essa opinião.

Sobretudo porque em Lisboa, ainda estou para ver onde é que hoje vou encontrar um bar que mostre o jogo do Porto. E não vale falar daquele que já sabemos que é "muita fixe" (por acaso é mesmo!), pois pela pipa de massa que por lá se deixa, claro que tinham de mostrar tudo e mais alguma coisa.

domingo, outubro 21, 2007

O Elixir da Eterna Juventude

Estou velho!
dói-me o joelho
dói-me parte do antebraço
dói-me a parte interna
de uma perna
e parte amiga
da barriga
que fadiga
o que é que eu faço?
escolho o baço ou o almoço?
vira o osso
dói o pescoço
é do excesso
do ex-sexo
alvoroço
reboliço
perco o viço
já soluço
já sobroço
esmiúço
os meus sintomas
e já agora, do meu médico
os diplomas
esmiúço
a consciência
e já agora, apresento a penitência!

Depois de mais uma manhã na Matinha de Queluz e outra no Campo Pequeno, esta foi a música que mais me apeteceu cantar ao longo do dia de hoje. Espero que percebem a razão...

quinta-feira, outubro 18, 2007

Ai Não Que Não Há Coincidências!

Ao deslocar-me para pagar um almoço à segunda pessoa que, claramente, o merecia esta semana, tive um encontro imediato com uma das supostas origens da minha crise. Facilmente, poderia ter-me esquivado às balas, seguindo calmo e sereno para o almoço, que deveria ser muito mais importante que uns pormenorezitos da minha vida recente, mas há que enfrentar as feras e a generalidade dos medos que nos tendem a rodear.

Ainda me encontro a tremer e sem ter a certeza absoluta da razão de tanta palpitação. Mas claramente não estava preparado para ter um encontro, mesmo que longamente programado, a seguir a um que nunca na vida pensei que pudesse vir a repetir. Dificilmente alguém estaria, mas ainda bem que tive coragem de o fazer.

A riqueza da língua portuguesa

O meu arranque de motores envolveu hoje, como sempre envolve, a leitura dos blogs do costume. Para meu agrado, deparei-me no 31 da Armada com aquilo que me parecia ser uma polémica religiosa. Fui então parar a este post.
Malta, isto agora não tem nada a ver com religiões e crenças, ok?
Apenas achei engraçado o post porque, tratando-se de uma exposição de argumentos, tem um problema: é que não se percebe assim muito bem... Até vou deixar aqui dois parágrafos ilustrativos.

(Só para contextualizar, a autora está a criticar um blogger, que por sua vez havia criticado a transmissão na televisão pública das cerimónias religiosas em Fátima. Ou pelo menos assim me pareceu...)

“(...)
Admito que haja pessoas que continuem presas ao culto aporético da razão, obnubilando que a hiperbolização das suas potencialidades a feriu de morte, já que, mesmo que não tenha ditado o seu apagamento, levou à abertura consciente a outras formas de racionalidade e a outras dimensões inapagáveis do ser humano.

Admito, ainda que tudo isso implique, a um tempo, o desrespeito por uma dimensão intangível da personalidade humana – por muitos ignorada, já que se ancoram no conceptualismo autista do individualismo produto dessa mesma razão que idolatram – e a ignorância da evolução do pensamento filosófico ao longo dos tempos.
(...)”

Ora embrulhem, seus... seus... racionalistas!
AHAH

domingo, outubro 14, 2007

Brief de fim de semana

Tenho a dizer que o último post encaixa na perfeição nos utilizadores deste blog. Com excepção do post do Tosttas, todos os últimos posts foram escritos durante os dias úteis, denotando que a) escrever blogs ao fim de semana é mesmo muito chato e b) escrever blogs durante o trabalho é mesmo muito fixe, confirmando-nos a todos como sofredores de preguicite.

Neste fim de semana apercebi-me também que as mulheres usam a mesma regra que eu para avaliar idades de outras mulheres. Avaliar bem a pessoa, contar as rugas, pensar num número e retirar 10 a 15 anos, consoante a roupa que vestem. A idade cada vez mais nos atinge.

Outro ponto alto do fim de semana foi ter passado um domingo todo em que comi dois baldes de pipocas, dois litros de coca-cola (zero!) e um pacote de gomas. E correr e fazer ginástica, 'tá quieto...

quinta-feira, outubro 11, 2007

Em defesa da mui nobre arte de não fazer nada

Os amigos católicos que façam uso da sua mais poderosa arma - o perdão - e me perdoem a apologia de um pecado mortal que estão prestes a ler. Parece-me que é hora de alguém assumir a defesa da preguiça e esse alguém sou eu e fá-lo-ei expondo as 3 razões pelas quais deveríamos, não condenar, mas antes celebrar, e celebrar loucamente, a prática da preguiça!

Em 1º lugar, a preguiça é hoje em dia alvo de um tratamento injusto face às alternativas ao dispor dos pecadores. As alternativas são comummente aceites, ao passo que a preguiça continua a ser criticada.
Amigos, olhem à vossa volta. Que vêem? Eu digo-vos: lambusões a comer hamburgers do tamanho de vitelos, o Donald Trump transformado em estrela, o Chuck Norris e o Steven Seagal a vender filmes literlamente a dar com um pau, e a pornografia a tornar-se uma das maiores indústrias do mundo. Gula, avareza, ira, luxúria. E alguém por acaso se importa?! Ein?!
(Olá a todos, o meu nome é joão césar das neves, sou um economista conceituado e acredito que os masturbadores vão arder nas chamas do Inferno)

Em 2º lugar, sejamos honestos: preguiçar é fixe!
A mania de falar mal de tudo quanto dá prazer parte-me todo. Tenho cá para comigo que se a Igreja ainda fosse Toda-Poderosa, acabaria por condenar a internet, a televisão ou a leitura! ... Pera... Como? Condenou à mesma?! Xiça...
Mas o meu ponto é este: uma preguiça de vez em quando sabe bem e não faz mal a ninguém. Pois se até existem xanfrados da mioleira workaholics para contrabalançar!
E afinal de contas, quem não gosta de vegetar no sofá? Ou de passar um dia de trabalho a mandar mails, ver blogs e escrever posts incompletos?
Não me lixem pá: preguiçar é fixe!

Em 3º lugar... olha, não me apetece escrever mais
:)

terça-feira, outubro 09, 2007

Ai as merdas de que me rio na plena enfadonha eternidade que é a minha tarde de terça-feira passada a trabalhar...

Enquanto trabalhava, deparei-me aqui com este excelente texto sobre a actividade da ABB em Portugal:

Um historial valioso iniciado em finais do shhhhhéc. XIX, cheio de notáveis investigações e inovações tecnológicas(...)”

Ainda fiz refresh, mas o texto é mesmo assim.
Claro que é perfeitamente possível que se trate de um erro da empresa, mas pessoalmente, sou da opinião que estamos perante o trabalho de um hacker xopinha de maxa...

Sinto-me tolo por achar piada a isto. Sinto-me ainda mais tolo por partilhar com o mundo que achei piada a isto. Pouco mais me resta além do consolo de me sentir um tolo bem-disposto...
:)

segunda-feira, outubro 08, 2007

É já quarta-feira...

A Loja das Coisas Grandes

Quantos de nós sonham em mandar o chefe para casa, esquecer todas as preocupações e iniciar um negócio próprio, donde felicidade, dinheiro e descanso jorrariam? Todos, acho!

Dentro deste tema, venho aqui propôr uma empresa, intitulada "A Loja das Coisas Grandes". A dita loja teria tudo (ou quase...) do que existe por aí, mas somente em tamanho grande. E mais! Todos os itens seriam bonitos e sem preços exagerados, adequados a qualquer pessoa. Haveria de homem e senhora, adulto e criança, indoor e outdoor, vestuário e outros acessórios, etc etc etc! Desta forma, todos aqueles grandes consumidores e sedentos de uma coisa nova conseguiriam resolver os seus problemas.

Procura-se associados(as).

PS: Caso se questionem donde surgiu esta idéia, a mesma proveio de hoje ter corrido meia Lisboa para encontrar uns ténis, e o meu problema já não se resumir a dois ou três pares extremamente foleiros, mas sim a nenhuns... E eu sei perfeitamente que existem por aí pés maiores que os meus...

sexta-feira, outubro 05, 2007

Tempus Fugit

Gostaria de ter, completa e exaustivamente acentuada, aquela impressão que a vida é demasiado curta para não lhe darmos o devido valor. Gostaria de fazer uma ode incrível ao carpe diem. Gostaria de poder dizer que há filmes, músicas, carros e, definitivamente, miúdas que nos tiram do sério e nos tiram o sono! Mas acho que trocava, num ápice, tudo isso pela simples e natural capacidade de dormir uma noite descansada como qualquer ser humano.

Ontem até poderia ter havido umas pitadas de cada um desses ingredientes... Vocês sabem bem a que horas me deixaram em casa, mas se às 7h50 estava a escrever este post é pela frustrante e desconcertante razão de que estava a acordar de meia em meia hora e depois das sete não ter conseguído voltar a adormecer, é porque há, muito recentemente, qualquer coisa em mim que me tenta dizer que não devemos desperdiçar o tempo com coisas vãs. Pena é quando se trata de um descanso que uma pessoa normal não deveria abdicar...

quarta-feira, outubro 03, 2007

Um post sobre economia

Se calhar o tema não é do interesse de todos mas suponho que num blog de economistas se deva pelo menos comentar os últimos dados sobre o (des)emprego em Portugal.

Toda a gente sabe que o nosso rectângulozinho à beira mar plantado vive uma época de crise, de contenção orçamental, de perda de poder de compra e de aumento do fosso entre ricos e pobres.

Ouvimos dizer que são cada vez mais os pobres e os alienados da sociedade, que os índices de criminalidade violenta estão a aumentar e que o desconforto social é cada vez maior - aumento do número de manifestações, perda de credibilidade do nosso sistema político e aumento dos extremismos políticos. Todos sabemos que isto está a ocorrer mas, como economistas, gostamos sempre de números, de medir o quão mal realmente estamos. Para isso podemos utilizar indicadores sociais, políticos e económicos. Neste contexto deparei-me ontem com um artigo do Jornal de Negócios sobre uma das variáveis que mais gostamos: a taxa de desemprego.

Segundo o artigo o “universo dos desempregados abrange agora 8,3% da população activa portuguesa”, o que coloca Portugal como o “5º país com mais desemprego entre os 27 Estados-membros da União Europeia, e no 3ª da Zona Euro”. Ainda mais, Portugal está agora à frente de Espanha (pelo menos numa coisa somos melhores que eles).

Este comentário não quer reflectir nenhum sentimento de rivalidade com nuestros hermanos apenas alerta para o facto de termos já uma taxa de desemprego superior a uma economia que cronicamente tem uma das mais elevadas taxas da Europa e que tem um sistema de apoio ao desemprego (alguns até defendem que ao invés de apoio se deva utilizar a palavra “incentivo”) bastante superior ao Português.

Sempre me identifiquei com a esquerda e até apoio várias propostas do actual governo o que pode parecer contra-senso porque este é dos governos mais à direita que me lembro (1) mas acredito na necessidade de uma profunda reforma no nosso sistema económico (reformas fiscais, diminuição do défice público, incentivos à criação de empresas, redução do n.º excessivo de funcionários públicos, impedimento ao financiamento excessivo das autarquias...). MAS agora é necessário sermos mais rápidos mas tambem mais fléxiveis. A parte da eficiência deverá melhorar (façam figas) mas a parte da equidade tem sido desprezada em demasia. São necessários mecanismos para promover as parcerias publico-privadas, atrair mais investimento estrangeiro (p.e. energias renováveis), gerir melhor os parcos recursos que temos (p.e. aproveitar as oportunidades no Alqueva) e sobretudo não gastar dinheiro sem fundamento (2).


(1) Nota do blogger: A verdade é que quando o Cavaco Silva chegou ao poder eu devia estar mais preocupado com o He-Man e com os Transformers, por isso o horizonte temporal a que me refiro não pode ser assim tão longo.
(2) Infelizmente ainda não tenho qualquer opinião sobre a OTA e quando digo gastar dinheiro sem fundamento obviamente que não falo dos equipamentos sociais que apesar de não originarem receitas podem, consoante os casos, ter um valor acrescentado muito importante.

terça-feira, outubro 02, 2007

Propostas Gastronómicas (Post em construção e, quiçá, em permanente actualização)

Este pode muito bem vir a ser lembrado como o mais valioso post da história do Campolide. É também possível que este post venha a ser lembrado como o mais tolo da história do Campolide, mas confesso que, atendendo à riqueza do passado deste blog em matéria de posts tolos, esta parece-me uma hipótese improvável.

Eis que partilho convosco os tesouros gastronómicos que me vêm à mente nestes 5 minutos após devorar a massa do Go Natural, e antes de me agarrar ao trabalho com um raro empenho, ou não tivessem os dedos da minha boss ganho tão grandes apego e familiaridade às minhas orelhas nos últimos dias.

Isto agora vai ser publicidade à doida, mas ora tomem lá os pitéus que me fazem crescer água na boca só de pensar neles:

- Fetuccine com frango e nozes no Go Natural (o único contra é ser tão pouca quantidade... sintomático disso é eu vir para aqui fazer um post destes depois de a comer)
- Carne de porco à alentejana no Stop do Bairro em Campo de Ourique
- Plumas de porco preto na Adega do Silva ao pé das Torres de Lisboa
- Big King em qualquer Burger King em Portugal, ou até, digamos, em qualquer dos Burger Kings de Budapeste
- Caldo de peixes do rio à moda de Marmelar... lá em casa
- Posta holandesa na churrasqueira Avenidas, no bairro de S. Sebastião
- Pizza de massa fina com ananás, pepperonni e pimento mandada vir da Pizza Hut e comida com umas batatinhas fritas a acompanhar - esta das batatas nasceu ali da perversamente criativa mente do tosttas com dois tês
- Bacalhau à braz feito pela mãe do meu amigo Nuno, que até já me explicou passinho por passinho como é que se faz, mas cuja receita nunca consegui aplicar decentemente

e last but not least...

- As mini-madalenas que estão alojadas ali na gaveta de baixo do lemmings. Lemmings, vá lá camarada, deixa-me comer só mais uma!
:)

olho cartaz!

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sexta-feira, setembro 28, 2007

Rock'n'roll is back!

Caríssimos amigos os "campinões" do rock estão de volta a mais uma série DIY de concertos. Apareçam e divirtam-se à grande com a malta!

Datas:

6 de Outubro - Nicotine's Orchestra + Murdering Tripping Blues
3 de Novembro - Sean Riley & The Slowriders
8 de Dezembro - d3ö

Sempre às 23:00 pontuais no IN A BAR em Rio Maior (a 20 minutos das Caldas da Rainha e de Santarém!; a 50 minutos de Lisboa!)

Proximos Concertos:
Nicotine's Orchestra - 6 de Outubro



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Murdering Triping Blues - 6 de Outubro


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Sean Riley & The Slowriders - 3 de Novembro


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d3ö - 8 de Dezembro


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quarta-feira, setembro 26, 2007

2 ou 3 observações triviais sobre a vida

1. Sábado foi Dia Europeu sem Carros. Paralelamente a este evento, foi também o Dia Pessoal da Bicicleta Sem Pedais. Ando com uma vontade imensa de andar de bike. Infelizmente, o meu pedal esquerdo cai a cada 2 kms. Contei isto ao Zé Povinho e ele disse-me assim: "Meu amigo, o barato sai caro".

2. Não compreendo tanta publicidade às bolachas Oreo, sobretudo coisas como "a bolacha mais vendida do mundo". Eu não sou nada esquisito no que toca a bolachas, mas sinceramente, as Oreo não valem o papel em que estão empacotadas e jamais estragaria o meu copinho de leite com tal bosta!

3. Nestes dias, e isto já dura há coisa de quase 3 meses, por mais música que oiça, acabo sempre por ir dar ao mesmo...

LCD Soundsystem - Sound of Silver

Caramba, que este caíu-me mesmo no goto!

4. Outra publicidade curiosa que acabei de ver diz que "8 em cada 10 dentistas recomendam Aquafresh". Ora, eu fiz umas contas, e durante a minha vida acho que já conheci pelo menos 6 dentistas. Nenhum deles me recomendou Aquafresh. Sinto-me um outlier extremamente severo.

5. Ando a ler o meu primeiro livro do Stephen King e estou marabilhado! É uma sensação fantástica quando se descobre um autor de que se gosta. Entretanto, descobri também o prazer de ler em bancos de jardim ao fim-de-semana e vou-me questionando se será assim que começa a velhice.

6. O meu caminho para casa está a tornar-se cada vez mais penoso. Passo à porta de 2 churrasqueiras e o cheirinho a carvão e assados corrói-me até às entranhas! Sinto saudades de comer frango assado à la pata.

7. Raios, como tenho fome... E ainda falta tanto tempo para o pequeno-almoço!!!
:)

terça-feira, setembro 25, 2007

Morte ao caloiroooooooooooooooooo!

No caminho para casa, ao fim de uma tarde bem passada entre amigos, hã... ups... no trabalho, isto é o que queria dizer..., apercebi-me de algo que ainda não visto este ano. Estão aí as praxes!

Eu nunca fui um gajo de me encher de lamechices, mas bate uma saudade ver aquela juventude toda pintada com espuma de barbear na gadelha, baton por todo o lado, ovos pisados, e por aí adiante.

Isto relembra-me a minha eterna sina: aprender com os nossos próprios erros. Para aqueles que não sabem - e já devem ser poucos dos que andam por este cada-vez-mais-popularizado blogue – no primeiro dia de um recém-entrado na FEUNL, não se pode praxar. Mas o que poucas pessoas saberão, ou então muitas sabem e só eu é que não sabia na altura, sobretudo porque era um miúdo imaturo e arrogante de 17 aninhos, é que não se deve insultar o Dux.


Isso foi das primeiras coisas que aprendi na Nova. Mas preferia que alguém me tivesse ensinado isso de livre e espontânea vontade, sem cobrar nada em troca. Mas o que aconteceu foi precisamente o contrário, quando um gajo qualquer se virou para mim e me perguntou:


- Sabes quem é que acabaste de insultar?


A resposta foi bastante óbvia, mas levei uma semana a pensar se tinha valido a pena ter insultado o Dux ou a mãe dele ou lá o que foi. Penso que sim, pois o balanço final foi, apesar de tudo, bastante positivo. A verdade é que andei sempre entre os Reis das Praxes e mais ninguém para além daqueles “porreiros” me podiam tocar. Ah, é verdade, tive o prazer de assistir ao Tribunal de Praxe em primeira fila, mesmo no centro da acção, como poucos caloiros tiverem oportunidade para o fazer. Mas hoje provavelmente teria tentado controlar os meus ímpetos, afinal o sacana do Valverde e do Figas também assistiram ao Tribunal, apesar de não ser permitido entrada a caloiros, e praticamente ninguém lhes tocou.


Mas não guardo rancores. Além disso, a vida há-de trazer justiça ao mundo! Pelo menos assim espero...

segunda-feira, setembro 24, 2007

Princípios de Economia

Bem sei que há uns tempos me comprometi a não postar vídeos aqui no blog. Acontece que nas minhas navegações randómicas pela web descobri este precioso vídeo sobre os 10 princípios de economia do Mankiw, e, sendo este um blog de economistas, e dado que se trata de um assunto de que todos nós - os bloggers da casa pelo menos - recordamos bem, opa, não resisti a partilhar isto com todos, porque confesso, ainda que isso possa parecer xoné, que me ri com isto.

Eis os 10 princípios de economia do Mankiw, desconstruídos por um economista:

sábado, setembro 22, 2007

Se conduzir em Lisboa, não beba!

Pelo segundo dia consecutivo, fui mandado parar numa “operação stop”. Quinta-feira à noite, à saída do BBC, e ontem, no fim da Radial de Benfica.

Mesmo que se tenha tratado de uma pura coincidência, fiquei a pensar se o meu portentoso Renault Clio, 1.2, de 1993, terá o aspecto de carro roubado, de ser conduzido por alguém tão distraído que deixe os documentos em casa, ou alguém tão estúpido que se meta nos copos antes de conduzir.

Ainda não consigo ter certezas, mas já tomei uma decisão em relação a esta grande problemática. Estou a pensar comprar um Opel Astra GTC, de 150 cavalos, um Porche 911 Turbo, um BMW ZO 3.0, ou qualquer coisa parecida, com a clara expectativa de que os bófias parem de me chagar cada vez que vêem o meu Clio.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Para quem não saiba


1.6 million people
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Para aqueles que ainda não sabem, gosto de fotografia.
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Para aqueles que ainda não sabem, gosto de tirar fotografias.
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Para aqueles que também ainda não sabem, iniciei um photoblog.
.
As obras de arte estão aqui e ali ao lado.
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Comentários, sugestões, já sabem a que porta bater...
e eu que pensava que esta coisa de escrever a branco para deixar espaços era tola...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Tenho a confessar que...

Para uma pessoa como eu, que sofre de insónias e tem outros demais disturbios de sono, considero andar de avião uma actividade relaxante.

Chamem-lhe mudanças de pressiorização, chamem-lhe cadeiras confortáveis, chamem-lhe ter dormido pouco na noite anterior, chamem-lhe alhear-me da realidade à minha volta.

Em cinco viagens a Cabo Verde, o que dá umas belas 16 voltinhas de avião, não falhei umazinha...

P.S: Será que preciso de 4.000 euros para montar um simulador de avião em casa...

Excentri-cidade

Um dos aspectos peculiares de se viver na cidade é que se encontra todo o género de excêntricos.

Quando aqui há uns tempos uma destas personagens se sentou ao meu lado no comboio e encetou conversações com o seu próprio reflexo no vidro da janela do comboio, com o qual se chateou ao fim de uns minutos, chegando ao ponto de lhe bater com o chinelo, eu não só me borrei de medo com a possibilidade de levar uma facada ou, pior, uma chinelada no meio dos olhos em plena hora de ponta no comboio, como também pensei que acabava nesse momento de preencher a minha quota anual de encontros imediatos com esgroviados.

Estava errado.
Hoje à hora de almoço, enquanto deambulava, ensonado, pela rua, fui abordado por um original que me pediu quatro mil euros.
A minha resposta de “Como assim, quatro mil euros?!” demorou uns segundos a ser processada. No entretanto, pouco mais fui capaz do que dirigir ao senhor o meu olhar pensativo, de testa enrugada e um olho mais aberto que o outro, enquanto tentava perceber se estava a ser assaltado ou apanhado. Perguntei-lhe se ele queria umas moedas. Ele respondeu que não, que queria quatro mil euros. Vai daí puxei da carteira, abri-a, fingi que tirava uma nota e fiz-lhe um nhecos. Acho que ele não percebeu, mas ao menos diverti-me.
:)

quarta-feira, setembro 12, 2007

Casa-trabalho, trabalho-casa e o valor das opções

Aproveitei os meses de Verão, as férias alheias e a oportunidade que ambos me deram de fazer o IC19 em menos de uma hora, para me deslocar diariamente de carro para o trabalho. Agora que é Setembro, nem o facto de ter passado as últimas semanas em longas - por vezes desconfortáveis, mas em qualquer caso memoráveis - viagens de comboio, me belisca o prazer que tem sido voltar a andar de comboio na linha de Sintra.
Não estou a ser irónico. Confesso que eu próprio me surpreendi com quão agradável achei as deslocações casa-trabalho e trabalho-casa nesta rentré.

É verdade que senti, durante muito tempo, que dificilmente algum dia me manteria acordado num comboio. Ao primeiro tchun-tchun tchun-tchun – eis a triste onomatopeia que encontrei para o som das rodas nos carris – tornava-se-me quase impossível suportar o peso das pálpebras. Estranhamente, hoje em dia - não sei que aconteceu entretanto – passo a maior parte do tempo de viagem a ler, o que me dá, não só grande gozo, como também a sensação de que, de alguma forma que me é desconhecida, consegui domar a minha outrora indomável sonlência.
Depois do comboio, faço a pé o percurso até ao trabalho, o que me resulta igualmente agradável porque sigo na companhia da minha música e porque simplesmente retiro maior prazer de andar a pé na rua, agora que isso se tornou uma actividade rara.

Banalidades, no fundo.
Mas o meu ponto com esta baboseira toda é o seguinte: pese embora me queixe frequentemente de morar longe do trabalho, a verdade é que desta forma acabo por passar uma razoável parte do meu tempo a ler, a andar a pé e a ouvir música, três coisas que aprecio bastante. Certamente mais tempo do que aquele que despenderia vivesse eu em Lisboa, caso em que, suspeito, passaria a hora diária que pouparia em transportes, a vegetar no sofá ou a navegar à toa na internet.
E assim dou por mim a pensar se não será este um exemplo de como a falta de opções até pode acabar por ser benéfica...
: )

segunda-feira, setembro 10, 2007

O Sofrido Regresso ao Trabalho

Apraz-me dizer, sobre o regresso ao trabalho, e se me permitem o desabado: FO-NIX! Sou, enquanto escrevo estas palavras, um blogger sonolento, abalado, deprimido, incrédulo e revoltado com a porca miséria de rotina que a vida me reservou.

Como se não bastasse toda a turbulência emocional de fim de férias, enfrentei ainda uma consulta no dentista à hora de almoço. É verdade que procuro encarar estas consultas como idas ao ginásio, seguro de que o trabalho ao nível dos abdmoninais é pelo menos idêntico. Mas acontece que não gosto de dentistas. Não só me fizeram sofrer no passado como guardo hoje a sensação de que alguns deles lutam para preservar o estatuto de mestres do terror. E tomo como exemplo o meu dentista.
O tipo suspira, o tipo ralha com a enfermeira, e, ocasionalmente, o tipo desabafa comigo qualquer coisa como “Ai ai ai!” ou pior, “Puxa, seu caso não é fácil não, ein!”. Por mais insignificantes que pareçam, estes pormenores deixam-me nervoso pela consciência que me dão da minha vulnerabilidade enquanto paciente deitado na cadeira mágica, com a boca invadida de algodões, aspiradores, espelhos e brocas.

Mas onde o meu dentista marca verdadeiramente pontos na escala do terror psicológico é nos pedidos que faz à enfermeira. Com toda a certeza, o malandro percebeu já que eu sei tanto de estomatologia quanto a recepcionista dele sabe soletrar o meu apelido. E aproveitando-se do facto, lá vai gritando à enfermeira os mais bizarros pedidos...
Na última consulta foi “MARIA, mi traiz a ispátula di incepição!”. Caramba, que fiquei perdido! Que ele quisesse a espátula, ainda estava disposto a aceitar. Agora que raio queria ele dizer com incepção?!
Esta semana foi “MARIA, ondi istá o bisturi com cabo, ein?”. Medo! Se há coisa que não se quer ouvir ao fim de 30 minutos de suspiros do dentista, e percebendo que o homem já tá a ficar um bocado alterado dos nervos, é ouvi-lo gritar pelo bisturi. Fonix...

Enfim, sobrevivi à consulta. E com esse peso fora da consciência, sou todo ambição por chegar vivo ao fim do dia. Amanhã poderá ser igualmente deprimente, mas sempre será um dia mais próximo do fim-de-semana.
:/

segunda-feira, setembro 03, 2007

Ode aos Calções

Como é do conhecimento público, haverá poucas coisas que um miúdo goste mais de usar do que uns simples e meros calções, num dia de calor. É precisamente envolto nesse espírito semi-infantil, que sempre (penso eu de que...) procurei viver o meu dia-a-dia. Desconheço haver coisa mais confortável para se usar do que um belo par de calções e umas havaianas!

Mas o que realmente desconhecia era a nova tendência das mulheres em usarem calções... Isto já vem de algumas temporadas para cá, mas este verão acentuou-se drasticamente. No fundo, deve ser mais ou menos do mesmo género dos escoceses que usam saias... Mas eu gosto! Quero dizer, e permitam-me completar a minha ideia, gosto dos calções em miúdas! - não quero cá confusões no blog... Já me chegam as confusões do dia-a-dia.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Princesa do Povo

Fará, esta madrugada, dez anos da morte da Princesa de Gales, Diana, a Princesa do Povo. Se bem estão recordados, houve muita gente que culpabilizou os jornalistas ou fotógrafos que a iam a perseguir no carro.

Permitam-me discordar, mas grande parte da culpa deve-se aos habituais compradores das chamadas revistas cor-de-rosa.

Como a maior parte das pessoas sabe, este é um blog que foi pensado por licenciados em Economia (um pouquinho diferente de dizer Economistas, mas adiante). Assim, permitam-me relacionar a lei da oferta e da procura com a morte da Princesa Diana: se a procura não existisse, supondo que não existia em parte alguma qualquer tipo de interesse pela vida pessoal das mais diversas celebridades, a oferta não faria sentido existir. Deste modo, não deveria haver fotógrafos que desperdiçassem tempo da sua vida a espiar a vida dos outros, salvo situações de fetiche pessoal, uma vez que não conseguiriam ganhar uns trocos extras...

E, prontosss!, tenho dito! Aliás, estou completamente à vontade para falar porque não há uma única pessoa da minha família que compre essas porcarias de revistas. Pelo menos que eu saiba...

quinta-feira, agosto 16, 2007

Fenómenos climatéricos

O diabo da ventania que anda à solta pelas ruas da cidade leva-me a suspeitar que, ontem à noite, o Monas - essa mítica personagem do universo campolidiano, luminosa como um alto candeeiro de sala encimado por um vasto abat-jour redondo – foi à discoteca abanar o capacete.
:))

domingo, agosto 12, 2007

Planeta Ronaldo


A SIC acabou de repetir a reportagem feita por Nuno Luz sobre a vida de Cristiano Ronaldo. Desta vez acabei por ver...

Goste-se ou não do seu estilo (eu acho que ele ainda é um pouco individualista na forma como joga, mas quem sou eu...), é inegável que ele é bom jogador. Não esquecendo que ainda é relativamente novo, mesmo no mundo do futebol.

Uma das coisas que mais me impressionou nesta reportagem foi a persistência com que ele seguiu (segue) o seu sonho. Por exemplo, treinar às escondidas, à uma da manhã, no ginásio do Sporting, com pesos nos pés com o intuito de tornar-se mais rápido e ter maior controlo no campo... é qualquer coisa!


Oh rapaziada cá da casa, quantas vezes fizeram este tipo de exercício? Pois...

Moral da história (versão feminina): Força de vontade! Sem dúvida das melhores armas que podemos ter.


quinta-feira, agosto 09, 2007

Be Kind Rewind



Gamado sem um pingo de vergonha do blog do Markl, aqui está o trailer de novo filme do Michel Gondry (o mestre do Eternal Sunshine of the Spotless Mind).

Acho que este promete.

Como eu imaginei a cena de pancadaria

Deixo ao vosso critério qual dos protagonistas era o Lemmings

quarta-feira, agosto 08, 2007

Pela primeira vez em mais de 10 anos envolvi-me numa cena de pancadaria.

Qualquer rapaz que goste de jogar desportos colectivos e que seja minimamente competitivo percebe que os típicos empurrões, cotoveladas, cabeçadas e pontapés não são considerados neste comentário, estes fazem parte do jogo e a sua aplicação deve-se a elevados níveis de testosterona e (normalmente) desaparecem no final de cada jogo.

Refiro-me a uma cena típica de um western ou de um filme com o Burt Reynolds ou o Dolph Lundgren.

Sempre pensei que como adulto, se me visse impelido a empurrar, esmurrar, pontapear ou agredir outra pessoa seria algo semelhante aos filmes. A outra pessoa poderia perder os sentidos ou poderia mesmo ser projectada a uns bons metros de distância.

De facto estava tão convencido disto que quando dei o meu primeiro murro tentei não utilizar toda a força que tinha, com medo que ele ficasse com danos irreparáveis , e que os meus punhos fossem consideradas armas brancas e por conseguinte fosse preso durante muito tempo.

Admito que me enganei completamente. O “gancho” que pensava aplicar bem no meio do queixo e que segundo os meus planos seria suficiente para acabar com o indivíduo acertou meio no pescoço e meio do maxilar do senhor e o rotativo que lhe deveria ter acertado na cara acabou por lhe acertar nas costelas e o coitado no fim nem sequer teve a decência de fingir que ficara de facto magoado.

Em resumo, a típica cena de porrada que imaginei:




... transformou-se num espectáculo semelhante a:

segunda-feira, agosto 06, 2007

O Síndrome de Segunda-Feira

Sou vítima do sindrome de segunda-feira.

Sofro tão intensamente que chego a sentir sintomas ainda não deixei assentar na barriga o típico almoço de família do domingo. Até lá, e desde a noite de sexta-feira, jamais atravessa a minha mente um sequer pensamento relacionado com deveres e responsabilidades profissionais. É um dia e meio de relax tal que, naquele momento do domingo em que deixo pelas costas a mesa da cozinha, nesse momento em que finalmente caio na realidade, sinto-me como um prisioneiro condenado à morte que acorda de um sonho cor-de-rosa, esquecido de ser essa a véspera do dia da pena.

Ah, se ao menos fosse poeta, como podia aproveitar os blues de domingo à noite para divagar sobre a solidão e a decepção... Assim pouco mais me resta que navegar um pouco na net, ler um pouco de um qualquer livro e ouvir um pouco de bob dylan.

E toda a segunda-feira é um longo e penoso combate à preguiça, à sonolência e à gula, vivido na ansiedade da hora de saída, como se ainda houvesse um toque de saída. E sei que se o houvesse haveria de soar às oito da noite e haveria de soar a qualquer coisa como o William Wallace a gritar “FFFFRRRRREEEEDDDDDOOOOMMMM”!

Fonix mais às segundas-feiras...
:/

quinta-feira, agosto 02, 2007

Quem Frequenta Campolide - A Sequela

A certa altura no passado do Campolide, divulguei aqueles que pareciam ser então alguns dos maiores cromos a visitar o blog. Fiz o meu juízo de valor com base nas expressões introduzidas nos motores de pesquisa que os trouxeram à casa, e acho que não me enganei. Para a posteridade fcaram as memórias dos asdrubais que surfam o mundo virtual em busca de “peitos da fafá de belém” e “suecas sacanas”.

Pois o tempo é chegado para uma sequela. Porque se há coisa que não falta por aí são cromos a navegar a net. Vejamos então quais têm sido as buscas mais peculiares nos últimos tempos. Rufem os tambores!

“ursos pelados”
Hum... alguém andou a ver a versão hardcore do lost. Tenho um amigo que me contou que... Bom, adiante...

“o que as raparigas gostam num rapaz”
Caramba, apanharam-me!

“dentição dos caracóis”
Mas que diacho há com esta gente?! É o fim do mundo em cuecas ou quê?! Não era suposto a net ser um antro de perversidade? Então onde é que ela anda?!

“ratinha apertada”
Ou bem que estamos a falar de um hamster em apuros ou então... encontrámos a perversidade.

“Mulheres beirãs”
Quais suecas sacanas quais quê...
Aquelas matronas beirãs é que é, com as longas e quentes saias castanhas, ruças de rojarem o chão, os braços da largura de um cepo a carregarem os tabuleiros com o cabrito assado, enquanto os buços pingam gotas de sensualidade... Aaaahhh....

“convencer uma namorada a me perdoar”
Meu, não sei o que raio fizeste à tua namorada, mas se estás à espera de encontrar a solução na net, se ainda por cima o teu desespero já chegou ao ponto de clicares num link para um blog de economistas em busca da solução... ui... não deves ser boa peça...
Tu não me digas que eras o gajo das suecas sacanas?!

“odeio ex namorado”
AHAHAH
Tás tramado, meu!
AHAHAH

“swing parque de campismo”
Oi oi oi! Pára pára pára!!
Ok malta... quem se bufou sobre o fim-de-semana no Luso?!

E agora perdoem-me novamente, mas tenho de ir ali fora, uma vez mais, parti-me a rir...
AHAHAH

quarta-feira, agosto 01, 2007

Solta o geek que há em ti

Aqui o lemmings diz que veio ao de cima a minha geekice. E eu admito a verdade. Não chego ao ponto de vestir roupas ou chapéus de feiticeiros, nem de andar pela rua com varinha mágica, mas não tenho como negar que ando entusiasmado com a leitura do novo e último livro do Harry Potter.

Aliás, de outra forma não poderia ser. Fiquei viciado numa história infantil, não o acreditaria possível, desde que li os primeiros livros da série sentado nas confortáveis cadeiras das aulas de história económica. Nos dois últimos volumes, cedi à moda de comprar a versão original pouco depois do lançamento, e guardo boas memórias dos dias de Verão passados embrenhado na leitura, entre um mergulho no mar e uma sandes de fiambre.

Agora que estou a ler o último livro, não alimento elevadas expectativas quanto ao final, tenho uma ou outra teoria sobre o que poderá acontecer mas, ainda assim, e acima de tudo, procuro evitar contacto com qualquer potencial fonte de spoilers, como o youtube ou a wikipedia.

Encaro o desfecho com sentimentos mistos. Por um lado, quero finalmente saber as respostas, mas por outro tenho pena de não poder voltar a passar por todo este processo de comprar o livro nalguma obscura livraria onde a versão adulta ainda não esgotou, sentir a ansiedade de chegar a casa e ficar a ler na cama até tarde, e acabar a leitura com uma certa revolta por ter de esperar dois anos pelo próximo volume...

É geek, mas caramba... vou ter saudades!
:/

terça-feira, julho 31, 2007

Para quê complicar?

Anos, décadas, séculos de progresso e inovação na matéria, deram-nos bolachas cada vez mais sofisticadas, com pedaços de coco, pepitas de chocolate, sabor a fruta, fibras, oleosan, substâncias energéticas, mais sabor e menos calorias....

... e no entanto as melhores de todas continuam a ser as descomplicadas Triunfo Aveia Original!

PS 1 - A foto não corresponde exactamente às Triunfo Aveia Original. Uma simples bolacha de aveia foi quanto se arranjou.

PS 2 - Não sei até que ponto estarei a ser injusto com este post... A verdade é que as Chipmix e as Maryland (sobretudo as de coco e as de avelã) também são malevolamente boas.

:)

segunda-feira, julho 30, 2007

Um grande livro... Grande como uma baleia

Estou a 100 páginas de terminar o Moby Dick, essa monumental, única e incomparável peça da história da literatura! E mesmo sem ter ainda terminado, posso garantir-vos: se gostam de histórias vívidas, emocionantes, capazes de vos prender à leitura e transportar para outro mundo...
então não leiam o Moby Dick.

A não ser claro que, por alguma imperscrutável e estranha razão curtam bué baleias. E não estou a falar de curtir baleias do género “ah, a baleia é um gigante dos mares, parece-me um animal interessante!”. Não. Eu refiro-me a curtir baleias no sentido:
“Olá, eu sou o António, amo baleias, o meu filho mais velho chama-se Cachalote, o mais novo chama-se Tomás, como bolinhos de coco em forma de Gepetto ao pequeno-almoço, falo com eles durante a manhã, e toda a minha vida quis saber...
- que tipos de baleias existem,
- quais as diferenças anatómicas entre eles,
- quantos litros de espermacete existem na cabeça de um cachalote,
- em toneladas,
- e também em número de barris,
- qual o tipo de madeira desses barris,
- quem são os responsáveis por carregar esses barris dentro do baleeiro,
- se dois baleeiros se cruzarem em alto mar num dia de céu nublado, e já passar das 12h23 GMT, o arpoador do baleeiro situado mais a leste ou sul deverá subir ao outro barco com ou sem arpão?”

Se for este o vosso caso, então... opá, sinto muito... a situação é mais grave que o tom de voz do Barry White. Mas ao menos sempre poderão, talvez, quem sabe, gostar do livro.

Definitivamente, o Moby Dick é um livro especial para mim. Não só pesa quase tanto quanto o próprio Moby Dick, como está muito bem posicionado para alcançar um lugar de topo na minha lista de substâncias indutoras de sono.
: )

sábado, julho 28, 2007

Um Quarto de Século

2007 será, sem dúvida alguma, um ano marcante para a grande maioria dos participantes do Campolide. Não é todos os anos que se pode celebrar 25 anos! Um quarto de século!

Poderá parecer apenas mais uma data de aniversário, como outra qualquer, mas penso que não deixa de ter algum simbolismo.

Para o meu aniversário ainda falta uns belos meses, mas tudo indica que não irei celebrar esse evento em Timor, como um ou outro tuga que nós tão bem conhecemos, mas sim ao som de mais um concerto de Josh Rouse.

Pronto... brincadeiras à parte, e porque eu faço anos uns diazitos antes do concerto, aqui fica a data do próximo concerto de Josh Rouse:

- 26 de Novembro de 2007 - Aula Magna

Seguramente, mais um a não perder...

sexta-feira, julho 27, 2007

U Ómein das Istrêlas (Versão Portuguesa Ediberto Lima)

Enquanto procurava na net a letra do Starman do David Bowie, deparei-me, sem querer, com esta preciosa tradução para português:

Não soube que hora era,
as luzes eram baixas
Eu inclinei-me para trás em meu rádio
Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo ' ' de n de alguma rocha, disse
Então o som alto pareceu desvanece-se
Voltou como uma voz lenta em uma onda da fase
Aquele não era nenhum D.J. aquele era jive cosmic hazy

Há uma espera starman no céu
Gostaria de vir encontrar-se com nos
Mas pensa que fundiria nossas mentes
Há uma espera starman no céu
É-nos dito para não o fundir
Causa que sabe que é toda de valor
Disse-me:
Deixe as crianças perdê-lo
Deixe as crianças usá-lo
Deixe todo o boogie das crianças

Adoro particularmente as seguintes transformações:
- Some cat was layin' down some rock n roll lotta soul, he said -> Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo de n de alguma rocha, disse
- There's a starman waiting in the sky -> Há uma espera starman no céu
- Let all the children boogie -> Deixe todo o boogie das crianças

Portanto, ficamos a saber que "rock n roll" se diz "rolo de n de alguma rocha" em português. Curiosamente, "starman" não tem direito a tradução.
Agora o meu preferido - e olha que não é fácil escolher um - é mesmo "deixe todo o boogie das crianças". Não sei bem o que quer dizer, mas parece-me a deixa ideal para quando o meu filho estiver a jogar à bola na sala e a minha mulher começar a hiperventilar e a dizer que o petiz é um fedelho que sai ao pai. Nesse momento, vou-me virar para ela e dizer "aí gata, não enche o saco não, deixe todo o boogie das crianças..."
:))

quinta-feira, julho 26, 2007

Vida Selvagem

Quando compro uns sapatos novos, sei no momento que não terei como escapar à sensação de ser o gajo com o andar mais esquisito em toda a rua, em todo o escritório. Pelo menos durante o dia em que estreio os sapatos.

Anteontem comprei uns sapatos novos. Ontem foi o dia de estreia.
Sabia que aquela não era a minha forma normal de caminhar, enquanto vinha do parque de estacionamento para o escritório. A sola ainda estava lisinha, ainda deslizava pelas pedras da calçada que nem faca pelo meio de manteiga tirada do frigorífico na véspera. O couro ainda não estava maleável, à conta do que perdi toda a naturalidade a fazer curvas ou desviar-me de obstáculos.
Eu era um pinguim no meio de humanos, a andar cuidadosamente, com passos curtos e braços abertos em busca de equilíbrio.

Reconfortava-me apenas o facto de ver, uns 20 metros à minha frente, uma outra criatura animal, igualmente deslocada: passadas fortes, pareciam que a calcar o chão, a cabeça a mover-se para cima e para baixo, braços ao lado do tronco com os cotovelos dobrados... Era claramente um T-rex! Parecia mesmo a forma de andar do... Mas seria possível?!
Estuguei a passada curta de pinguim e confirmei as minhas suspeitas. O T-rex era o meu boss. Não sei como pude sequer não reconhecê-lo de imediato. Aquelas passadas eram inconfundíveis: tão fortes que agitavam a água nos copos pousados nas secretárias, o que por um lado assustava, mas por outro ajudava imenso, pois jamais esta critatura superior hierárquica se conseguiria aproximar sorrateiramente de mim...

Sorri interiormente com a minha descoberta. Afinal de contas, mesmo sentindo-me um animal, tinha encontrado nas redondezas um animal ainda maior, e sem sapatos novos...
:)

terça-feira, julho 24, 2007

Informal

Eu e o valverde andávamos perdidos por entre prédios iguais, em ruas iguais - foi isto há coisa de uns meses - daí que tenhamos parado para pedir direcções a uns putos que conversavam à beira da estrada. Ao “desculpa lá, mas sabes onde é que fica a polícia?”, foi-nos devolvida qualquer coisa como “o senhor vira à direita e na rotunda segue sempre em frente”.
Quer-me parecer que a ideia era ser bem-educado, mas acontece que tomo ofensa em ser tratado por senhor por um puto de 16 anos...

Eu e o costinha éramos dois putos sentados no lancil à espera dos amigos, quando parou um carro à nossa beira, e dois gajos mais velhos, barbudos, nos perguntaram como é que se ia até à polícia, ao que devolvemos qualquer coisa como “o senhor vira à direita e depois segue em frente nas obras de construção da rotunda”.

Na verdade, não sei se esta 2ª história aconteceu, apenas a deixei aqui em reconhecimento pela minha – admito-a – obtusa boa-educação dos 16 anos, em que me dirigia aos mais velhos numa respeitosa 3ª pessoa e não percebia porque diacho a minha mãe insistia em meter conversa com as senhoras que encontrava no comboio, no autocarro, na fila da repartição de finanças...

Vejo as coisas de forma diferente hoje. Talvez por ter passado a mover-me em contextos mais formais e hipócritas, passei a reconhecer o valor de ambientes descontraídos. Gosto de tratar as pessoas por tu - torna-se difícil provocá-las na 3ª pessoa – gosto que me tratem por tu, e por vezes até me agrada trocar umas palavras com desconhecidos. Por outro lado, complica-me o esquema ver as tias de cascais a tratar os filhos por “a ritinha” ou “o martim”.

Sinto que porreiro porreiro seria tratarmo-nos todos por tu. Tu cá tu lá com a malta toda: amigos, pais dos amigos, professores, a helena coelho, toda a gente! E quem sabe se um dia, neste utópico mundo novo de descontração, poderíamos até, loucura!, vir para o trabalho com pantufas calçadas e colarinho sem gravata, ou parar à noite no Bairro Alto e dirigir um comentário a um desconhecido sem que daí se depreendesse fosse o que fosse do nosso estado de embriaguez.
:)

segunda-feira, julho 23, 2007

Singing in the... summer

Meses de espera e ansiedade, a espreitar o sol por entre as nuvens, e eis que finalmente... aaahhhh... é Verão!!


:/

domingo, julho 15, 2007

Campolide em Madrid

Fim-de-semana rumo a Madrid para visitar a ilustre e mais recente enviada especial no estrangeiro do Campolide, e aproveitar para assistir ao Summer Case, que um cartaz daqueles não se apanha todas as décadas, e sempre se fica a conhecer o ambiente festivaleiro em Espanha.

E como foi?
A entrada... obscenamente cara. A cerveja... idem. A comida... espanhola. Pão com chouriço receita de Rio Maior... nem o cheirar. Os acessos ao recinto a partir da cidade... muito fraquinhos. A organização decidiu poupar nas casas-de-banho e nas mesas e cadeiras. Mais importante que tudo, a presença de meninas deslumbrantes não era nem metade da que usualmente se vê por eventos semelhantes em terras lusas.

E no entanto... foi do caraças!
Na excelente companhia dos amigos, no meio de uma multidão, a princípio modesta, às primeiras horas da manhã imensa, num ambiente super descontraído, propício à prática do meu castelhano enferrujado de tanta balda, assistimos a um porradão de concertos altamente, sempre com uma muito boa onda no público, com a malta toda a cantar, a dançar, a saltar, a gritar...
Foi do caraças!

Fonix... E de pensar que amanhã lá terei de aguentar mais doze horas a assumir a pele, o fato e a gravata de um gajo sério e responsável que se preocupa com dinheiro... Até se me aperta o peito...
Cá deixo uns registos visuais que espero me ajudem a suportar a previsivelmente difícil manhã de segunda que se aprochega...

A malta, à chegada, animada com a perspectiva de 12 horas de pura curtição:

E a malta, já mais para o final da noite, literalmente de rastos depois dos Arcade Fire terem dado cabo das gargantas e os LCD Soundsystem dos joelhos, e, justamente por isso, ainda mais animada:

:))

terça-feira, julho 10, 2007

Este centro comercial é um deleitte...

Voltar de férias é sempre deprimente. É mais deprimente ainda quando as férias coincidem com as do calor e ambos voltamos ao mesmo tempo.

De qualquer forma, acho que já me vou habituando a isto. Hoje fiquei desperto para as evidentes vantagens de trabalhar num edifício onde existem um centro comercial chique e uma grande empresa de auditoria que recruta massas de inteligentes e promissoras jovens.
A beleza que aí reside pode ser exemplificada pelo caso de, tendo eu combinado encontrar-me com o Ricardo no centro comercial daí a 10 minutos, e aparecendo ele somente daí a 30, durante os 5 minutos em que estou à espera - porque simplesmente fui demasiado optimista na minha estimativa de atraso - tenho sempre coisas interessantes para ver no centro comercial.

E depois ainda há as montras e as lojas.
:P

sábado, julho 07, 2007

segunda-feira, julho 02, 2007

Jornalismo sensacionalista e outras coisas

A capa do Oje informava esta manhã, naquele que poderá ser um dos mais memoráveis títulos de jornal, e passo a citar, "Sonae entra na Cooper Gay".

E agora algo completamente diferente: eu vou entrar de férias dentro de 3 horas. Nas imortais palavras dos Blur, Woooo hooooo!!!
:P

sábado, junho 30, 2007

Manhãs de Sábado

Adoro as manhãs de Sábado, ou o que delas resta quando me levanto às onze e meia... Seja... adoro também as tardes de Sábado!
Adoro sair da cama e sentir que posso preguiçar sem remorsos, afinal tenho todo um fim-de-semana pela frente, jamais o fim-de-semana acabará, dois dias são a eternidade.

Demoro uma hora a arrumar o quarto, tomar banho e vestir-me. Desperdiço meia-hora da minha vida à deriva na net... Mas que importa?! Subo o volume da música, e penso que pena é a voz não responder depois de 10 horas de sono. Nunca almoço ao Sábado. Como carcaças frescas, daquelas que comia aos lotes de 4 quando era puto, e fiambre acabado de cortar. Tenho toda a semana para comer no prato.

Aaahhh, adoro o vagar das manhãs de sábado, normalmente prolongado até à aula de espanhol da tarde, hoje prolongado até mais tarde, que me vou baldar, pouco me preocupo, sinto saudades de ser irresponsável e vou matá-las agora!
:))

quinta-feira, junho 28, 2007

Paraíso na Terra






Ai, ai!! Palavras para quê?
:p

quarta-feira, junho 27, 2007

A minha música

Quero ser personagem de novela.
Não faço questão de me chamar Martim, viver em Cascais com a minha mãe divorciada, praticar surf, e tomar o pequeno-almoço numa mesa cheia de torradas, croissants e sumo de laranja, mas sem qualquer vestígio de migalhas ou pingas de sumo entornado.
O que eu quero é ter uma banda sonora. Quero entrar em cena ao som de "Two-Headed Boy" de Neutral Milk Hotel.
Chegava de manhã ao trabalho e... Two-hea-ded-bo-oy...
Entrava numa reunião e... Two-hea-ded-bo-oy...
Soava a campainha de casa da Helena Coelho, ela fechava a água, saía do duche, vestia um roupão branco, abria a porta e... Two-hea-ded-bo-oy...
Quero ser personagem de novela e Neutral Milk Hotel seria a minha banda sonora. Não conhecem? Convidem-me para jantar.
:)

terça-feira, junho 26, 2007

Ai nem queiras saber o que o meu filho fez ontem à noite...

Um gajo às vezes vê o peixe a morrer pela boca, e admito que até possa parecer insensível falar como vou falar, mas ainda assim...
... no dia em que eu tiver filhos, espero não me tornar num daqueles fregueses habituais da máquina de café do escritório, que ali páram, desconfio que nem seja pelo café, mas somente e apenas para falar dos filhos,
do tamanho deles,
da parecença deles com a falecida irmã da avó materna,
da quantidade de vezes que acordaram ontem à noite,
da marca da papa que lhes dão de comer,
da cor e da consistência do vomitado,
dos peidinhos que dão ao adormecer...

Xiça penico, fechem a matraca ou mudem de assunto!!!
É que é todos os dias...
E há quem queira trabalhar aqui no escritório! (e eu também agradecia um pouco de sossego...)
:[

quinta-feira, junho 21, 2007

O dia mais longo do ano?

Hoje é o primeiro dia de Verão e o dia mais longo do ano.
Curioso... É que justo hoje sinto que acordei da noite mais longa do ano. Tenho andado cansado, e vai daí ontem decidi:
1. Jogar-me cedinho para a cama, ainda não eram 10 e meia,
2. Deixar o cortinado e o estore (palavra brasileira para loja) abertos, para despertar mais depressa, e
3. Beber um porradão de água para despertar com a bexiga apertada e assim deixar-me de ronhas matinais.
Sei o que pensam: a ideia é genialmente simples, simplesmente genial! Pois não nego. Em teoria. Porque na prática, os efeitos foram menos felizes do que previ.

O primeiro foi acordar a meio da noite com aquela estranha sensação de “aiii cum caraças, já dormi bué, deve tar quase a tocar o despertador”.
Era meia-noite e meia.
Ora, esta sensação, apesar de fantástica quando se acorda às 4 da manhã e se pensa “ui ca bom, ainda faltam 3 horas para me levantar”, é um bocado estranha de se viver à meia-noite e meia, porque, caramba, por mais dorminhoco que um gajo seja, acordar fresquinho da silva 7 horas antes de levantar é um bocado abuso!

O segundo efeito foi acordar a meio da noite com aquela estranha sensação de “aiii cum caraças, se calhar era bom ir ao WC agora”, olhar para o despertador, ver que são 5 da manhã, e não conseguir encontrar as forças para tirar o corpo da cama, um bocado naquela onda de “opa, também daqui a pouco tenho que me levantar, já agora aguento mais um pouco...”.

O terceiro efeito foi basicamente não conseguir dormir mais do que 10 minutos seguidos depois das 6 da manhã, à conta da porra da luz. Lá me virei para a parede, o que até resolve o problema durante uns minutos, mas não numa situação de permanentes incrementos, por um lado do nível de luminosidade, e por outro da quantidade de líquidos retidos na bexiga, a implorarem pela abertura das comportas.

Em suma, a noite foi interminável.
Mas não vou queixar mais. Quero ser um tipo positivo. E a verdade é que, ainda que por caminhos tortuosos, lá consegui alcançar os meus objectivos: dormi pa caraças e quando soou o despertador... pois tenho que admitir que quando tocou o despertador, pouco faltou para sair da cama a correr.
Viva o Verão!

terça-feira, junho 19, 2007

Toma lá Gates, seu cabrão

Estava eu a vagear pelos meandros da internet quando vejo este comentário, escrito por um Sr. Professor de Economia de Harvard, que apareceu no Wall Street Journal:

Bill Gates ... earlier this month collected an honorary degree from Harvard University. ... In collecting his degree, Mr. Gates delivered a commencement address that focused not on the information age, the rise of personal computers or the relentless efficiency his software has brought to nearly every industry. Instead, he focused on his own personal philanthropy. His implicit theme was that so far what he has accomplished may have been good for him and Microsoft shareholders, but it has been no great contribution to society. He suggested that with a personal fortune of about $90 billion ... it is time for him to give something back.

I find this perspective hard to understand. By any reasonable calculation Microsoft has been a boon for society and the value of its software greatly exceeds the likely value of Mr. Gates's philanthropic efforts.

Here is a sketch of a simple model of Microsoft's social value. ...
In 2006, its revenue was $44 billion, with earnings of $13 billion. This money was generated by creating something consumers value. ...
Suppose that a copy of a new version of Windows sells for $50 (and is typically charged as part of the price of a personal computer). Microsoft's revenue from Windows would then equal $50 multiplied by the number of copies consumers snap up. ... But that's not the social value. That comes from the increase in productivity created when businesses and households use the software. The social benefit equals the value of the extra product, less the total paid for the software. Almost by definition, the benefit has to be positive. Otherwise, why would consumers willingly pay for Windows?

A conservative estimate ... is that the social benefit of Microsoft's software is at least the $44 billion Microsoft pulls in each year. When capitalized with the same ratio (22) that the market applies to earnings, this flow corresponds to a valuation of $970 billion. Thus, through Microsoft's future operations, Mr. Gates is creating a benefit to the rest of society of about one trillion dollars -- or more than 10 times his planned donations. And this counts only the likely future benefits, giving no weight to the past.

Mr. Gates has pointed out that it's difficult to give away such a large sum of money in a productive way. ... Mr. Gates's plan is ... to use the Bill and Melinda Gates Foundation to reduce world poverty, with an emphasis on advances in health. This is a noble goal. But it will likely just supplement the much larger existing programs ... that have been carried out for many years by international organizations and governments. These programs have, at best, a checkered record. Although Mr. Gates is probably smarter and more motivated than the typical World Bank bureaucrat, he likely won't do much better.

To find policies that are likely to alleviate poverty, it is best to look at actual successes and failures. In recent decades, the biggest single accomplishment is the post-1979 (post-Mao) economic growth in China. ... The second-best story is the economic growth in India...
Also illuminating is the greatest tragedy for world poverty -- the low economic growth in sub-Saharan Africa. In this case, the number of people in poverty rose by around 200 million from 1970 to 2000.

These examples suggest that the key question for poverty alleviation is how to get Africa to grow like China and India. An important clue is that the triumphs in China and India derive mainly from improvements in governance, notably in the opening up to markets and capitalism. Similarly, the African tragedy derives primarily from government failure. Another clue is that foreign aid had nothing to do with the successes and did not prevent the African tragedy.
One reason for this is that foreign aid is typically run through governments and, thereby, tends to promote public sectors that are large, corrupt and unresponsive to market forces. Perhaps the Gates Foundation will run more efficient aid programs than we've seen in the past, but I wonder. ...

Of course, Mr. Gates is free to do what he wishes with his $90 billion. But I think he is kidding himself if he believes that the efforts of the Gates Foundation are likely to provide society anything like the past and future accomplishments of Microsoft...

Como é que é possível falar mal de uma fundação que já doou $13.350.751.421, incluindo quase oito biliões de dólares para programas mundiais de saúde?

Como é possível dizer que "basta" à África melhorar a sua governação e, em particular, abrir-se ao capitalismo, especialmente depois do que se verificou na américa latina?

Como é possível um economista fazer um modelo multiplicativo e martelado para os ganhos sociais criados pela Microsoft sem sequer mencionar o facto de que é um monopólio e que pelo menos possivelmente isso criará algumas ineficiências?

Estou indignado!

P.S. Desculpem lá ter feito um post sobre economia neste blog de supostos economistas. :P

segunda-feira, junho 18, 2007

é o último....quem vai?

Parelhas

Parelhas que fariam de mim uma pessoa feliz neste momento:

- Monsanto e uma bicicleta
- Um sofá e um livro
- Uma cama e uma almofada
- A guitarra do Paulo e a Meg White na bateria
- Qualquer uma das meninas da TV Cabo e uma praia deserta
- Quaisquer duas das três meninas da TV Cabo
- As duas DJ’s que estavam a pôr música na festa dos 80’s do sábado
- As duas miúdas que estavam a dançar atrás do Fisgas na festa dos 80’s do sábado

(isto está a ficar pouco original, suspeito...)

E para finalizar:
- Qualquer mistura dos elementos anteriormente referidos...

E sim, pode ser uma cama e uma bicicleta, qualquer uma das meninas da TV Cabo e a guitarra do Paulo ou até mesmo Monsanto e uma praia deserta. A única parelha que dispenso mesmo é uma cama e o Fisgas.
:P

quinta-feira, junho 14, 2007

Prazeres

Cada maluco tem a sua pancada. Ele há os que guardam religiosamente o último episódio do 24 para um dia especial, os que vão correr para o estádio universitário só para poderem comer mais caixas de gelado da Carte D’or enquanto vêem jogos de futebol, os que contam os carros com que se cruzam durante uma viagem do Algarve para Lisboa, os que comem batata frita com manteiga, os que gostam de acordar todos os dias com um homem diferente no chão do quarto... E isto só para pegar numa pequena amostra de malucos aqui da casa.

Portanto, quando inauguro esta rubrica com a confissão de alguns dos meus prazeres menos comuns, faço-o na segurança de me saber diferente mas igual a todos vocês. Como disse, cada maluco tem a sua pancada.

E eu tenho as minhas.
Gosto de lavar os pés e as canelas com gel de banho antes de me deitar. Pode ser água quente ou água fria, tanto faz. E não acontece regularmente. Mas quando o faço, epá!, retiro um prazer danado de cehgar à cama e esfregar os pés nos lençóis. Sobretudo no Verão, quando os lençóis são daqueles mais frescos.

Soa xoné? É verdade. Mas não me lixem: aposto que conseguem bem pior...
:)