
quinta-feira, novembro 22, 2007
Não tem comparação com aquele vídeo brutal do carro a arder na A23,
(...) nem sequer comparação com fotos minimamente decentes, mas esta foi apenas uma das primeiras tentativas de foto a sério no meu novo telemóvel (sim, não foi numa máquina fotográfica...) e servirá somente para relembrar, futuramente, como quase que assistíamos à mais-que-suada qualificação para o Euro 2008 no bar do Manuel Rui, precisamente com ele algures por lá...


quarta-feira, novembro 21, 2007
Um edredon chamado Kindle
Uma destas manhãs, reunia eu coragem para deixar o calor e o peso dos cobertores da minha cama, quando ouvi na Antena 3 que a Amazon havia lançado um novo e interessante gadget. Era o Kindle. Era do tamanho de um livro de bolso e permitia ler e fazer download de livros, jornais e blogs. E, vim a percebê-lo mais tarde, era feio.
Mas nem por isso menos fascinante. Acho tentadora a ideia de aceder a jornais de todo o mundo logo pela manhã e de fazer downloads de livros a $10. E sei, pela experiência dos leitores de mp3, como a nova tecnologia pode melhorar a relação com as artes.
Mas vá, livros e música são coisas diferentes. E ademais, não consigo contornar uma certa desconfiança. Porque é grande a afeição que tenho à leitura e é grande a afeição que tenho aos livros. Aos livros livros, no mais físico conceito da palavra.
Confortam-me as paredes do quarto recheadas de livros. Conforta-me procurar o lugar onde arrumar o livro acabado de ler, tão acabado de ler que ainda as personagens são tão familiares quanto velhos amigos. Conforta-me percorrer com o olhar as lombadas e recordar os livros marcantes e os momentos da vida em que os li. Confortam-me o cheiro e o toque e conforta-me a sensação agridoce de virar a última página de uma história...
Sinto os livros como cobertores. É verdade que posso dormir sob edredons, que são mais quentes e leves, mas jamais deixarei de apreciar o prazer de sentir no corpo o peso dos cobertores numa noite fria de Inverno.
:)
Mas nem por isso menos fascinante. Acho tentadora a ideia de aceder a jornais de todo o mundo logo pela manhã e de fazer downloads de livros a $10. E sei, pela experiência dos leitores de mp3, como a nova tecnologia pode melhorar a relação com as artes.
Mas vá, livros e música são coisas diferentes. E ademais, não consigo contornar uma certa desconfiança. Porque é grande a afeição que tenho à leitura e é grande a afeição que tenho aos livros. Aos livros livros, no mais físico conceito da palavra.
Confortam-me as paredes do quarto recheadas de livros. Conforta-me procurar o lugar onde arrumar o livro acabado de ler, tão acabado de ler que ainda as personagens são tão familiares quanto velhos amigos. Conforta-me percorrer com o olhar as lombadas e recordar os livros marcantes e os momentos da vida em que os li. Confortam-me o cheiro e o toque e conforta-me a sensação agridoce de virar a última página de uma história...
Sinto os livros como cobertores. É verdade que posso dormir sob edredons, que são mais quentes e leves, mas jamais deixarei de apreciar o prazer de sentir no corpo o peso dos cobertores numa noite fria de Inverno.
:)
segunda-feira, novembro 19, 2007
Nhecos de Segunda de Manhã
Passei a sexta-feira em stress. Trabalhei no sábado. Pouco, confesso, mas o suficiente para perturbar o meu equilíbrio espiritual de fim-de-semana. Andei preocupado com o assunto. Ontem deitei-me com as galinhas e hoje levantei-me com o cantar do galo. Inclusivé saí de casa a correr, na tentativa de evitar o trânsito das 7 horas no IC19.
Tudo por causa de uma reunião agendada para hoje às 10 horas.
Mas eram 11 horas e o senhor ainda não tinha dado sinal de vida. Quando finalmente o meu boss decidiu ligar-lhe a averiguar a razão de tamanho atraso, foram chegando até mim fragmentos de conversa como “Sim, é do pig”... “Sim, do pig” ... “pê-i-guê” ... “Tínhamos agendado uma reunião para as 10 horas” ... “Sim, esta manhã” ... “Contactámos por carta e por e-mail” ... “Sim, do pig”... Ao que parece, o xoné esqueceu-se que tinha pedido a reunião para segunda de manhã.
Sinto-me como um ministro dos negócios estrangeiros em reunião do Conselho Europeu. O primeiro-ministro estendeu-me a mão em jeito de cumprimento, mas no final acabou por puxá-la para o lado para saudar outra pessoa. Foi um valente nhecos!
:)
Tudo por causa de uma reunião agendada para hoje às 10 horas.
Mas eram 11 horas e o senhor ainda não tinha dado sinal de vida. Quando finalmente o meu boss decidiu ligar-lhe a averiguar a razão de tamanho atraso, foram chegando até mim fragmentos de conversa como “Sim, é do pig”... “Sim, do pig” ... “pê-i-guê” ... “Tínhamos agendado uma reunião para as 10 horas” ... “Sim, esta manhã” ... “Contactámos por carta e por e-mail” ... “Sim, do pig”... Ao que parece, o xoné esqueceu-se que tinha pedido a reunião para segunda de manhã.
Sinto-me como um ministro dos negócios estrangeiros em reunião do Conselho Europeu. O primeiro-ministro estendeu-me a mão em jeito de cumprimento, mas no final acabou por puxá-la para o lado para saudar outra pessoa. Foi um valente nhecos!
:)
quinta-feira, novembro 15, 2007
Se fosses uma personagem de uma série de TV, quem serias?
Caros,
Gostaria de saber as vossas opiniões. Se fossem uma personagem de uma série de TV, quem seria?
Se me fosse catalogar a mim, acho que seriam um Jack (Lost). Ele também é um gajo cheio de dilemas pessoais...
Gostaria de saber as vossas opiniões. Se fossem uma personagem de uma série de TV, quem seria?
Se me fosse catalogar a mim, acho que seriam um Jack (Lost). Ele também é um gajo cheio de dilemas pessoais...
quarta-feira, novembro 14, 2007
Viagens
Faz poucas horas falava eu com o Ricardo, e eis que chegámos à seguinte interessante analogia: o trabalho é como uma viagem de automóvel, em que no fundo tens é que garantir que chegas a um determinado sítio até uma determinada hora.
1. Se tiveres um carro de alta cilindrada, podes ir parando pelo caminho, porque sabes que no resto do caminho és capaz de ir a abrir e chegar a tempo. Se tiveres um carro lentinho, então é melhor não parares muitas vezes.
2. Viajar sozinho é chato. Encontrar alguns carros pelo caminho é bom para a moral, mas carros em excesso causam congestionamentos.
3. Tipicamente conseguirás chegar a horas ao teu destino.
Mas uma vez por outra, as contas sair-te-ão mal, atrasar-te-ás, e vais prometer a ti próprio que da próxima vez começas a viagem mais cedo.
4. Só se fores um condutor muito disciplinado é que vais cumprir com a tua promessa.
5. Ainda que custe admiti-lo, até o melhor condutor se pode espetar a meio do caminho.
6. Se fores homem e heterossexual, e por mais que tentes lutar contra a essência da tua natureza, sempre que vires uma condutora vais imediatamente olhar para ela com olhos de predador e tentar perceber se é gira.
7. É tão mais agradável viajar a ouvir música... Vais ficar lixado se alguém te proibir de ligar o auto-rádio.
8. Ao longo de todas as viagens que fizeres, vais perceber que há condutores para todos os gostos:
- os que conduzem mal e os que conduzem bem
- os que conduzem irritantemente devagar e os que conduzem irritantemente depressa
- os temperamentais
- os que não se importam de fazer noitadas ao volante
- os que até têm carro, mas preferem andar à boleia
- e os piores de todos, os que não conduzem mas fazem questão de ir no lugar do pendura a dar ordens: trava, vira aqui, vira ali, cuidado com isto, cuidado com aquilo, mete a quarta, acelera, despacha-te senão chegamos atrasados... E desliga o auto-rádio!
Ontem mesmo cheguei a fim de um longo percurso, feito a velocidades alucinantes. Hoje tenho estado a descansar. Mas já chega. Agora mesmo, vou dar à chave e fazer-me tranquilamente à estrada com a janela aberta e o vento a bater-me nos cabelos. E desejo a todos uma boa viagem!
:)
1. Se tiveres um carro de alta cilindrada, podes ir parando pelo caminho, porque sabes que no resto do caminho és capaz de ir a abrir e chegar a tempo. Se tiveres um carro lentinho, então é melhor não parares muitas vezes.
2. Viajar sozinho é chato. Encontrar alguns carros pelo caminho é bom para a moral, mas carros em excesso causam congestionamentos.
3. Tipicamente conseguirás chegar a horas ao teu destino.
Mas uma vez por outra, as contas sair-te-ão mal, atrasar-te-ás, e vais prometer a ti próprio que da próxima vez começas a viagem mais cedo.
4. Só se fores um condutor muito disciplinado é que vais cumprir com a tua promessa.
5. Ainda que custe admiti-lo, até o melhor condutor se pode espetar a meio do caminho.
6. Se fores homem e heterossexual, e por mais que tentes lutar contra a essência da tua natureza, sempre que vires uma condutora vais imediatamente olhar para ela com olhos de predador e tentar perceber se é gira.
7. É tão mais agradável viajar a ouvir música... Vais ficar lixado se alguém te proibir de ligar o auto-rádio.
8. Ao longo de todas as viagens que fizeres, vais perceber que há condutores para todos os gostos:
- os que conduzem mal e os que conduzem bem
- os que conduzem irritantemente devagar e os que conduzem irritantemente depressa
- os temperamentais
- os que não se importam de fazer noitadas ao volante
- os que até têm carro, mas preferem andar à boleia
- e os piores de todos, os que não conduzem mas fazem questão de ir no lugar do pendura a dar ordens: trava, vira aqui, vira ali, cuidado com isto, cuidado com aquilo, mete a quarta, acelera, despacha-te senão chegamos atrasados... E desliga o auto-rádio!
Ontem mesmo cheguei a fim de um longo percurso, feito a velocidades alucinantes. Hoje tenho estado a descansar. Mas já chega. Agora mesmo, vou dar à chave e fazer-me tranquilamente à estrada com a janela aberta e o vento a bater-me nos cabelos. E desejo a todos uma boa viagem!
:)
November 20, 2007
Em exibi��o, num Coliseu perto de si...
(bilhetes entre 25 e 32.5€... mas se mais algu�m quiser ir...!)
terça-feira, outubro 30, 2007
Mudança de Ares
Os mais atentos, por certo já poderão ter reparado num novo espaço na blogosfera. Os menos poderão simplesmente seguir o link A Thousand Directions. É lá que vou passar a postar mais frequentemente.
sexta-feira, outubro 26, 2007
Ainda não tinha percebido...
... a mania de se meter posts sem permitir comentários. Nem as consequentes vantagens. Enfim...
quinta-feira, outubro 25, 2007
O Último Homem
Há quem julgue Nietzsche como quem melhor entendeu o século XX. Por não me identificar com a generalidade das suas ideias que conheço, abstenho-me de comentar. Entristece-me, por conseguinte, que um dos meus ídolos consiga ser tão representativo do "último homem".
Esta teoria de Nietzsche deu-nos a conhecer o homem como um indivíduo sem transcendentalismos e com tendências meramente egocêntricas, que procura, acima de tudo, a sua própria felicidade; Jerry Seinfeld e Larry David deram-nos a conhecer George Costanza.
George Costanza é, na minha opinião, a personagem mais espantosa alguma vez criada, naquela que julgo ser a sitcom mais conseguida de sempre. "Seinfeld" é tão inacreditável que qualquer tentativa de explicar a magia associada a cada episódio se torna uma autêntica quimera. Não ouso, portanto, tentar enveredar por esse caminho. Apenas me apetece apresentar uma das frases de um dos meus episódios favoritos, “The Opposite”, com a qual eu me identifico plenamente neste momento da minha vida:
- If every instinct you have is wrong, then the opposite would have to be right.
Esta teoria de Nietzsche deu-nos a conhecer o homem como um indivíduo sem transcendentalismos e com tendências meramente egocêntricas, que procura, acima de tudo, a sua própria felicidade; Jerry Seinfeld e Larry David deram-nos a conhecer George Costanza.
George Costanza é, na minha opinião, a personagem mais espantosa alguma vez criada, naquela que julgo ser a sitcom mais conseguida de sempre. "Seinfeld" é tão inacreditável que qualquer tentativa de explicar a magia associada a cada episódio se torna uma autêntica quimera. Não ouso, portanto, tentar enveredar por esse caminho. Apenas me apetece apresentar uma das frases de um dos meus episódios favoritos, “The Opposite”, com a qual eu me identifico plenamente neste momento da minha vida:
- If every instinct you have is wrong, then the opposite would have to be right.
quarta-feira, outubro 24, 2007
SportTvTices
Não consigo deixar de me opor à mais recente tendência da nossa televisão. O título do post resulta disso mesmo: um misto de SportTv e Idiotices. Terem dois jogos da Liga dos Campeões, de duas equipas portuguesas, transmitidos, em directo, em dois canais privados (SportTv 1 e SportTv 2) é, no meu modesto ponto de vista, incrivelmente ridículo! Espero não ser o único a ter essa opinião.
Sobretudo porque em Lisboa, ainda estou para ver onde é que hoje vou encontrar um bar que mostre o jogo do Porto. E não vale falar daquele que já sabemos que é "muita fixe" (por acaso é mesmo!), pois pela pipa de massa que por lá se deixa, claro que tinham de mostrar tudo e mais alguma coisa.
Sobretudo porque em Lisboa, ainda estou para ver onde é que hoje vou encontrar um bar que mostre o jogo do Porto. E não vale falar daquele que já sabemos que é "muita fixe" (por acaso é mesmo!), pois pela pipa de massa que por lá se deixa, claro que tinham de mostrar tudo e mais alguma coisa.
domingo, outubro 21, 2007
O Elixir da Eterna Juventude
Estou velho!
dói-me o joelho
dói-me parte do antebraço
dói-me a parte interna
de uma perna
e parte amiga
da barriga
que fadiga
o que é que eu faço?
escolho o baço ou o almoço?
vira o osso
dói o pescoço
é do excesso
do ex-sexo
alvoroço
reboliço
perco o viço
já soluço
já sobroço
esmiúço
os meus sintomas
e já agora, do meu médico
os diplomas
esmiúço
a consciência
e já agora, apresento a penitência!
Depois de mais uma manhã na Matinha de Queluz e outra no Campo Pequeno, esta foi a música que mais me apeteceu cantar ao longo do dia de hoje. Espero que percebem a razão...
dói-me o joelho
dói-me parte do antebraço
dói-me a parte interna
de uma perna
e parte amiga
da barriga
que fadiga
o que é que eu faço?
escolho o baço ou o almoço?
vira o osso
dói o pescoço
é do excesso
do ex-sexo
alvoroço
reboliço
perco o viço
já soluço
já sobroço
esmiúço
os meus sintomas
e já agora, do meu médico
os diplomas
esmiúço
a consciência
e já agora, apresento a penitência!
Depois de mais uma manhã na Matinha de Queluz e outra no Campo Pequeno, esta foi a música que mais me apeteceu cantar ao longo do dia de hoje. Espero que percebem a razão...
quinta-feira, outubro 18, 2007
Ai Não Que Não Há Coincidências!
Ao deslocar-me para pagar um almoço à segunda pessoa que, claramente, o merecia esta semana, tive um encontro imediato com uma das supostas origens da minha crise. Facilmente, poderia ter-me esquivado às balas, seguindo calmo e sereno para o almoço, que deveria ser muito mais importante que uns pormenorezitos da minha vida recente, mas há que enfrentar as feras e a generalidade dos medos que nos tendem a rodear.
Ainda me encontro a tremer e sem ter a certeza absoluta da razão de tanta palpitação. Mas claramente não estava preparado para ter um encontro, mesmo que longamente programado, a seguir a um que nunca na vida pensei que pudesse vir a repetir. Dificilmente alguém estaria, mas ainda bem que tive coragem de o fazer.
A riqueza da língua portuguesa
O meu arranque de motores envolveu hoje, como sempre envolve, a leitura dos blogs do costume. Para meu agrado, deparei-me no 31 da Armada com aquilo que me parecia ser uma polémica religiosa. Fui então parar a este post.
Malta, isto agora não tem nada a ver com religiões e crenças, ok?
Apenas achei engraçado o post porque, tratando-se de uma exposição de argumentos, tem um problema: é que não se percebe assim muito bem... Até vou deixar aqui dois parágrafos ilustrativos.
(Só para contextualizar, a autora está a criticar um blogger, que por sua vez havia criticado a transmissão na televisão pública das cerimónias religiosas em Fátima. Ou pelo menos assim me pareceu...)
“(...)
Admito que haja pessoas que continuem presas ao culto aporético da razão, obnubilando que a hiperbolização das suas potencialidades a feriu de morte, já que, mesmo que não tenha ditado o seu apagamento, levou à abertura consciente a outras formas de racionalidade e a outras dimensões inapagáveis do ser humano.
Admito, ainda que tudo isso implique, a um tempo, o desrespeito por uma dimensão intangível da personalidade humana – por muitos ignorada, já que se ancoram no conceptualismo autista do individualismo produto dessa mesma razão que idolatram – e a ignorância da evolução do pensamento filosófico ao longo dos tempos.
(...)”
Ora embrulhem, seus... seus... racionalistas!
AHAH
Malta, isto agora não tem nada a ver com religiões e crenças, ok?
Apenas achei engraçado o post porque, tratando-se de uma exposição de argumentos, tem um problema: é que não se percebe assim muito bem... Até vou deixar aqui dois parágrafos ilustrativos.
(Só para contextualizar, a autora está a criticar um blogger, que por sua vez havia criticado a transmissão na televisão pública das cerimónias religiosas em Fátima. Ou pelo menos assim me pareceu...)
“(...)
Admito que haja pessoas que continuem presas ao culto aporético da razão, obnubilando que a hiperbolização das suas potencialidades a feriu de morte, já que, mesmo que não tenha ditado o seu apagamento, levou à abertura consciente a outras formas de racionalidade e a outras dimensões inapagáveis do ser humano.
Admito, ainda que tudo isso implique, a um tempo, o desrespeito por uma dimensão intangível da personalidade humana – por muitos ignorada, já que se ancoram no conceptualismo autista do individualismo produto dessa mesma razão que idolatram – e a ignorância da evolução do pensamento filosófico ao longo dos tempos.
(...)”
Ora embrulhem, seus... seus... racionalistas!
AHAH
domingo, outubro 14, 2007
Brief de fim de semana
Tenho a dizer que o último post encaixa na perfeição nos utilizadores deste blog. Com excepção do post do Tosttas, todos os últimos posts foram escritos durante os dias úteis, denotando que a) escrever blogs ao fim de semana é mesmo muito chato e b) escrever blogs durante o trabalho é mesmo muito fixe, confirmando-nos a todos como sofredores de preguicite.
Neste fim de semana apercebi-me também que as mulheres usam a mesma regra que eu para avaliar idades de outras mulheres. Avaliar bem a pessoa, contar as rugas, pensar num número e retirar 10 a 15 anos, consoante a roupa que vestem. A idade cada vez mais nos atinge.
Outro ponto alto do fim de semana foi ter passado um domingo todo em que comi dois baldes de pipocas, dois litros de coca-cola (zero!) e um pacote de gomas. E correr e fazer ginástica, 'tá quieto...
Neste fim de semana apercebi-me também que as mulheres usam a mesma regra que eu para avaliar idades de outras mulheres. Avaliar bem a pessoa, contar as rugas, pensar num número e retirar 10 a 15 anos, consoante a roupa que vestem. A idade cada vez mais nos atinge.
Outro ponto alto do fim de semana foi ter passado um domingo todo em que comi dois baldes de pipocas, dois litros de coca-cola (zero!) e um pacote de gomas. E correr e fazer ginástica, 'tá quieto...
quinta-feira, outubro 11, 2007
Em defesa da mui nobre arte de não fazer nada
Os amigos católicos que façam uso da sua mais poderosa arma - o perdão - e me perdoem a apologia de um pecado mortal que estão prestes a ler. Parece-me que é hora de alguém assumir a defesa da preguiça e esse alguém sou eu e fá-lo-ei expondo as 3 razões pelas quais deveríamos, não condenar, mas antes celebrar, e celebrar loucamente, a prática da preguiça!
Em 1º lugar, a preguiça é hoje em dia alvo de um tratamento injusto face às alternativas ao dispor dos pecadores. As alternativas são comummente aceites, ao passo que a preguiça continua a ser criticada.
Amigos, olhem à vossa volta. Que vêem? Eu digo-vos: lambusões a comer hamburgers do tamanho de vitelos, o Donald Trump transformado em estrela, o Chuck Norris e o Steven Seagal a vender filmes literlamente a dar com um pau, e a pornografia a tornar-se uma das maiores indústrias do mundo. Gula, avareza, ira, luxúria. E alguém por acaso se importa?! Ein?!
(Olá a todos, o meu nome é joão césar das neves, sou um economista conceituado e acredito que os masturbadores vão arder nas chamas do Inferno)
Em 2º lugar, sejamos honestos: preguiçar é fixe!
A mania de falar mal de tudo quanto dá prazer parte-me todo. Tenho cá para comigo que se a Igreja ainda fosse Toda-Poderosa, acabaria por condenar a internet, a televisão ou a leitura! ... Pera... Como? Condenou à mesma?! Xiça...
Mas o meu ponto é este: uma preguiça de vez em quando sabe bem e não faz mal a ninguém. Pois se até existemxanfrados da mioleira workaholics para contrabalançar!
E afinal de contas, quem não gosta de vegetar no sofá? Ou de passar um dia de trabalho a mandar mails, ver blogs e escrever posts incompletos?
Não me lixem pá: preguiçar é fixe!
Em 3º lugar... olha, não me apetece escrever mais
:)
Em 1º lugar, a preguiça é hoje em dia alvo de um tratamento injusto face às alternativas ao dispor dos pecadores. As alternativas são comummente aceites, ao passo que a preguiça continua a ser criticada.
Amigos, olhem à vossa volta. Que vêem? Eu digo-vos: lambusões a comer hamburgers do tamanho de vitelos, o Donald Trump transformado em estrela, o Chuck Norris e o Steven Seagal a vender filmes literlamente a dar com um pau, e a pornografia a tornar-se uma das maiores indústrias do mundo. Gula, avareza, ira, luxúria. E alguém por acaso se importa?! Ein?!
(Olá a todos, o meu nome é joão césar das neves, sou um economista conceituado e acredito que os masturbadores vão arder nas chamas do Inferno)
Em 2º lugar, sejamos honestos: preguiçar é fixe!
A mania de falar mal de tudo quanto dá prazer parte-me todo. Tenho cá para comigo que se a Igreja ainda fosse Toda-Poderosa, acabaria por condenar a internet, a televisão ou a leitura! ... Pera... Como? Condenou à mesma?! Xiça...
Mas o meu ponto é este: uma preguiça de vez em quando sabe bem e não faz mal a ninguém. Pois se até existem
E afinal de contas, quem não gosta de vegetar no sofá? Ou de passar um dia de trabalho a mandar mails, ver blogs e escrever posts incompletos?
Não me lixem pá: preguiçar é fixe!
Em 3º lugar... olha, não me apetece escrever mais
:)
terça-feira, outubro 09, 2007
Ai as merdas de que me rio na plena enfadonha eternidade que é a minha tarde de terça-feira passada a trabalhar...
Enquanto trabalhava, deparei-me aqui com este excelente texto sobre a actividade da ABB em Portugal:
“Um historial valioso iniciado em finais do shhhhhéc. XIX, cheio de notáveis investigações e inovações tecnológicas(...)”
Ainda fiz refresh, mas o texto é mesmo assim.
Claro que é perfeitamente possível que se trate de um erro da empresa, mas pessoalmente, sou da opinião que estamos perante o trabalho de um hacker xopinha de maxa...
Sinto-me tolo por achar piada a isto. Sinto-me ainda mais tolo por partilhar com o mundo que achei piada a isto. Pouco mais me resta além do consolo de me sentir um tolo bem-disposto...
:)
“Um historial valioso iniciado em finais do shhhhhéc. XIX, cheio de notáveis investigações e inovações tecnológicas(...)”
Ainda fiz refresh, mas o texto é mesmo assim.
Claro que é perfeitamente possível que se trate de um erro da empresa, mas pessoalmente, sou da opinião que estamos perante o trabalho de um hacker xopinha de maxa...
Sinto-me tolo por achar piada a isto. Sinto-me ainda mais tolo por partilhar com o mundo que achei piada a isto. Pouco mais me resta além do consolo de me sentir um tolo bem-disposto...
:)
segunda-feira, outubro 08, 2007
A Loja das Coisas Grandes
Quantos de nós sonham em mandar o chefe para casa, esquecer todas as preocupações e iniciar um negócio próprio, donde felicidade, dinheiro e descanso jorrariam? Todos, acho!
Dentro deste tema, venho aqui propôr uma empresa, intitulada "A Loja das Coisas Grandes". A dita loja teria tudo (ou quase...) do que existe por aí, mas somente em tamanho grande. E mais! Todos os itens seriam bonitos e sem preços exagerados, adequados a qualquer pessoa. Haveria de homem e senhora, adulto e criança, indoor e outdoor, vestuário e outros acessórios, etc etc etc! Desta forma, todos aqueles grandes consumidores e sedentos de uma coisa nova conseguiriam resolver os seus problemas.
Procura-se associados(as).
PS: Caso se questionem donde surgiu esta idéia, a mesma proveio de hoje ter corrido meia Lisboa para encontrar uns ténis, e o meu problema já não se resumir a dois ou três pares extremamente foleiros, mas sim a nenhuns... E eu sei perfeitamente que existem por aí pés maiores que os meus...
Dentro deste tema, venho aqui propôr uma empresa, intitulada "A Loja das Coisas Grandes". A dita loja teria tudo (ou quase...) do que existe por aí, mas somente em tamanho grande. E mais! Todos os itens seriam bonitos e sem preços exagerados, adequados a qualquer pessoa. Haveria de homem e senhora, adulto e criança, indoor e outdoor, vestuário e outros acessórios, etc etc etc! Desta forma, todos aqueles grandes consumidores e sedentos de uma coisa nova conseguiriam resolver os seus problemas.
Procura-se associados(as).
PS: Caso se questionem donde surgiu esta idéia, a mesma proveio de hoje ter corrido meia Lisboa para encontrar uns ténis, e o meu problema já não se resumir a dois ou três pares extremamente foleiros, mas sim a nenhuns... E eu sei perfeitamente que existem por aí pés maiores que os meus...
sexta-feira, outubro 05, 2007
Tempus Fugit
Gostaria de ter, completa e exaustivamente acentuada, aquela impressão que a vida é demasiado curta para não lhe darmos o devido valor. Gostaria de fazer uma ode incrível ao carpe diem. Gostaria de poder dizer que há filmes, músicas, carros e, definitivamente, miúdas que nos tiram do sério e nos tiram o sono! Mas acho que trocava, num ápice, tudo isso pela simples e natural capacidade de dormir uma noite descansada como qualquer ser humano.
Ontem até poderia ter havido umas pitadas de cada um desses ingredientes... Vocês sabem bem a que horas me deixaram em casa, mas se às 7h50 estava a escrever este post é pela frustrante e desconcertante razão de que estava a acordar de meia em meia hora e depois das sete não ter conseguído voltar a adormecer, é porque há, muito recentemente, qualquer coisa em mim que me tenta dizer que não devemos desperdiçar o tempo com coisas vãs. Pena é quando se trata de um descanso que uma pessoa normal não deveria abdicar...
Ontem até poderia ter havido umas pitadas de cada um desses ingredientes... Vocês sabem bem a que horas me deixaram em casa, mas se às 7h50 estava a escrever este post é pela frustrante e desconcertante razão de que estava a acordar de meia em meia hora e depois das sete não ter conseguído voltar a adormecer, é porque há, muito recentemente, qualquer coisa em mim que me tenta dizer que não devemos desperdiçar o tempo com coisas vãs. Pena é quando se trata de um descanso que uma pessoa normal não deveria abdicar...
quarta-feira, outubro 03, 2007
Um post sobre economia
Se calhar o tema não é do interesse de todos mas suponho que num blog de economistas se deva pelo menos comentar os últimos dados sobre o (des)emprego em Portugal.
Toda a gente sabe que o nosso rectângulozinho à beira mar plantado vive uma época de crise, de contenção orçamental, de perda de poder de compra e de aumento do fosso entre ricos e pobres.
Ouvimos dizer que são cada vez mais os pobres e os alienados da sociedade, que os índices de criminalidade violenta estão a aumentar e que o desconforto social é cada vez maior - aumento do número de manifestações, perda de credibilidade do nosso sistema político e aumento dos extremismos políticos. Todos sabemos que isto está a ocorrer mas, como economistas, gostamos sempre de números, de medir o quão mal realmente estamos. Para isso podemos utilizar indicadores sociais, políticos e económicos. Neste contexto deparei-me ontem com um artigo do Jornal de Negócios sobre uma das variáveis que mais gostamos: a taxa de desemprego.
Segundo o artigo o “universo dos desempregados abrange agora 8,3% da população activa portuguesa”, o que coloca Portugal como o “5º país com mais desemprego entre os 27 Estados-membros da União Europeia, e no 3ª da Zona Euro”. Ainda mais, Portugal está agora à frente de Espanha (pelo menos numa coisa somos melhores que eles).
Este comentário não quer reflectir nenhum sentimento de rivalidade com nuestros hermanos apenas alerta para o facto de termos já uma taxa de desemprego superior a uma economia que cronicamente tem uma das mais elevadas taxas da Europa e que tem um sistema de apoio ao desemprego (alguns até defendem que ao invés de apoio se deva utilizar a palavra “incentivo”) bastante superior ao Português.
Sempre me identifiquei com a esquerda e até apoio várias propostas do actual governo o que pode parecer contra-senso porque este é dos governos mais à direita que me lembro (1) mas acredito na necessidade de uma profunda reforma no nosso sistema económico (reformas fiscais, diminuição do défice público, incentivos à criação de empresas, redução do n.º excessivo de funcionários públicos, impedimento ao financiamento excessivo das autarquias...). MAS agora é necessário sermos mais rápidos mas tambem mais fléxiveis. A parte da eficiência deverá melhorar (façam figas) mas a parte da equidade tem sido desprezada em demasia. São necessários mecanismos para promover as parcerias publico-privadas, atrair mais investimento estrangeiro (p.e. energias renováveis), gerir melhor os parcos recursos que temos (p.e. aproveitar as oportunidades no Alqueva) e sobretudo não gastar dinheiro sem fundamento (2).
(1) Nota do blogger: A verdade é que quando o Cavaco Silva chegou ao poder eu devia estar mais preocupado com o He-Man e com os Transformers, por isso o horizonte temporal a que me refiro não pode ser assim tão longo.
(2) Infelizmente ainda não tenho qualquer opinião sobre a OTA e quando digo gastar dinheiro sem fundamento obviamente que não falo dos equipamentos sociais que apesar de não originarem receitas podem, consoante os casos, ter um valor acrescentado muito importante.
Toda a gente sabe que o nosso rectângulozinho à beira mar plantado vive uma época de crise, de contenção orçamental, de perda de poder de compra e de aumento do fosso entre ricos e pobres.
Ouvimos dizer que são cada vez mais os pobres e os alienados da sociedade, que os índices de criminalidade violenta estão a aumentar e que o desconforto social é cada vez maior - aumento do número de manifestações, perda de credibilidade do nosso sistema político e aumento dos extremismos políticos. Todos sabemos que isto está a ocorrer mas, como economistas, gostamos sempre de números, de medir o quão mal realmente estamos. Para isso podemos utilizar indicadores sociais, políticos e económicos. Neste contexto deparei-me ontem com um artigo do Jornal de Negócios sobre uma das variáveis que mais gostamos: a taxa de desemprego.
Segundo o artigo o “universo dos desempregados abrange agora 8,3% da população activa portuguesa”, o que coloca Portugal como o “5º país com mais desemprego entre os 27 Estados-membros da União Europeia, e no 3ª da Zona Euro”. Ainda mais, Portugal está agora à frente de Espanha (pelo menos numa coisa somos melhores que eles).
Este comentário não quer reflectir nenhum sentimento de rivalidade com nuestros hermanos apenas alerta para o facto de termos já uma taxa de desemprego superior a uma economia que cronicamente tem uma das mais elevadas taxas da Europa e que tem um sistema de apoio ao desemprego (alguns até defendem que ao invés de apoio se deva utilizar a palavra “incentivo”) bastante superior ao Português.
Sempre me identifiquei com a esquerda e até apoio várias propostas do actual governo o que pode parecer contra-senso porque este é dos governos mais à direita que me lembro (1) mas acredito na necessidade de uma profunda reforma no nosso sistema económico (reformas fiscais, diminuição do défice público, incentivos à criação de empresas, redução do n.º excessivo de funcionários públicos, impedimento ao financiamento excessivo das autarquias...). MAS agora é necessário sermos mais rápidos mas tambem mais fléxiveis. A parte da eficiência deverá melhorar (façam figas) mas a parte da equidade tem sido desprezada em demasia. São necessários mecanismos para promover as parcerias publico-privadas, atrair mais investimento estrangeiro (p.e. energias renováveis), gerir melhor os parcos recursos que temos (p.e. aproveitar as oportunidades no Alqueva) e sobretudo não gastar dinheiro sem fundamento (2).
(1) Nota do blogger: A verdade é que quando o Cavaco Silva chegou ao poder eu devia estar mais preocupado com o He-Man e com os Transformers, por isso o horizonte temporal a que me refiro não pode ser assim tão longo.
(2) Infelizmente ainda não tenho qualquer opinião sobre a OTA e quando digo gastar dinheiro sem fundamento obviamente que não falo dos equipamentos sociais que apesar de não originarem receitas podem, consoante os casos, ter um valor acrescentado muito importante.
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