sábado, setembro 22, 2007

Se conduzir em Lisboa, não beba!

Pelo segundo dia consecutivo, fui mandado parar numa “operação stop”. Quinta-feira à noite, à saída do BBC, e ontem, no fim da Radial de Benfica.

Mesmo que se tenha tratado de uma pura coincidência, fiquei a pensar se o meu portentoso Renault Clio, 1.2, de 1993, terá o aspecto de carro roubado, de ser conduzido por alguém tão distraído que deixe os documentos em casa, ou alguém tão estúpido que se meta nos copos antes de conduzir.

Ainda não consigo ter certezas, mas já tomei uma decisão em relação a esta grande problemática. Estou a pensar comprar um Opel Astra GTC, de 150 cavalos, um Porche 911 Turbo, um BMW ZO 3.0, ou qualquer coisa parecida, com a clara expectativa de que os bófias parem de me chagar cada vez que vêem o meu Clio.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Para quem não saiba


1.6 million people
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Para aqueles que ainda não sabem, gosto de fotografia.
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Para aqueles que ainda não sabem, gosto de tirar fotografias.
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Para aqueles que também ainda não sabem, iniciei um photoblog.
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As obras de arte estão aqui e ali ao lado.
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Comentários, sugestões, já sabem a que porta bater...
e eu que pensava que esta coisa de escrever a branco para deixar espaços era tola...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Tenho a confessar que...

Para uma pessoa como eu, que sofre de insónias e tem outros demais disturbios de sono, considero andar de avião uma actividade relaxante.

Chamem-lhe mudanças de pressiorização, chamem-lhe cadeiras confortáveis, chamem-lhe ter dormido pouco na noite anterior, chamem-lhe alhear-me da realidade à minha volta.

Em cinco viagens a Cabo Verde, o que dá umas belas 16 voltinhas de avião, não falhei umazinha...

P.S: Será que preciso de 4.000 euros para montar um simulador de avião em casa...

Excentri-cidade

Um dos aspectos peculiares de se viver na cidade é que se encontra todo o género de excêntricos.

Quando aqui há uns tempos uma destas personagens se sentou ao meu lado no comboio e encetou conversações com o seu próprio reflexo no vidro da janela do comboio, com o qual se chateou ao fim de uns minutos, chegando ao ponto de lhe bater com o chinelo, eu não só me borrei de medo com a possibilidade de levar uma facada ou, pior, uma chinelada no meio dos olhos em plena hora de ponta no comboio, como também pensei que acabava nesse momento de preencher a minha quota anual de encontros imediatos com esgroviados.

Estava errado.
Hoje à hora de almoço, enquanto deambulava, ensonado, pela rua, fui abordado por um original que me pediu quatro mil euros.
A minha resposta de “Como assim, quatro mil euros?!” demorou uns segundos a ser processada. No entretanto, pouco mais fui capaz do que dirigir ao senhor o meu olhar pensativo, de testa enrugada e um olho mais aberto que o outro, enquanto tentava perceber se estava a ser assaltado ou apanhado. Perguntei-lhe se ele queria umas moedas. Ele respondeu que não, que queria quatro mil euros. Vai daí puxei da carteira, abri-a, fingi que tirava uma nota e fiz-lhe um nhecos. Acho que ele não percebeu, mas ao menos diverti-me.
:)

quarta-feira, setembro 12, 2007

Casa-trabalho, trabalho-casa e o valor das opções

Aproveitei os meses de Verão, as férias alheias e a oportunidade que ambos me deram de fazer o IC19 em menos de uma hora, para me deslocar diariamente de carro para o trabalho. Agora que é Setembro, nem o facto de ter passado as últimas semanas em longas - por vezes desconfortáveis, mas em qualquer caso memoráveis - viagens de comboio, me belisca o prazer que tem sido voltar a andar de comboio na linha de Sintra.
Não estou a ser irónico. Confesso que eu próprio me surpreendi com quão agradável achei as deslocações casa-trabalho e trabalho-casa nesta rentré.

É verdade que senti, durante muito tempo, que dificilmente algum dia me manteria acordado num comboio. Ao primeiro tchun-tchun tchun-tchun – eis a triste onomatopeia que encontrei para o som das rodas nos carris – tornava-se-me quase impossível suportar o peso das pálpebras. Estranhamente, hoje em dia - não sei que aconteceu entretanto – passo a maior parte do tempo de viagem a ler, o que me dá, não só grande gozo, como também a sensação de que, de alguma forma que me é desconhecida, consegui domar a minha outrora indomável sonlência.
Depois do comboio, faço a pé o percurso até ao trabalho, o que me resulta igualmente agradável porque sigo na companhia da minha música e porque simplesmente retiro maior prazer de andar a pé na rua, agora que isso se tornou uma actividade rara.

Banalidades, no fundo.
Mas o meu ponto com esta baboseira toda é o seguinte: pese embora me queixe frequentemente de morar longe do trabalho, a verdade é que desta forma acabo por passar uma razoável parte do meu tempo a ler, a andar a pé e a ouvir música, três coisas que aprecio bastante. Certamente mais tempo do que aquele que despenderia vivesse eu em Lisboa, caso em que, suspeito, passaria a hora diária que pouparia em transportes, a vegetar no sofá ou a navegar à toa na internet.
E assim dou por mim a pensar se não será este um exemplo de como a falta de opções até pode acabar por ser benéfica...
: )

segunda-feira, setembro 10, 2007

O Sofrido Regresso ao Trabalho

Apraz-me dizer, sobre o regresso ao trabalho, e se me permitem o desabado: FO-NIX! Sou, enquanto escrevo estas palavras, um blogger sonolento, abalado, deprimido, incrédulo e revoltado com a porca miséria de rotina que a vida me reservou.

Como se não bastasse toda a turbulência emocional de fim de férias, enfrentei ainda uma consulta no dentista à hora de almoço. É verdade que procuro encarar estas consultas como idas ao ginásio, seguro de que o trabalho ao nível dos abdmoninais é pelo menos idêntico. Mas acontece que não gosto de dentistas. Não só me fizeram sofrer no passado como guardo hoje a sensação de que alguns deles lutam para preservar o estatuto de mestres do terror. E tomo como exemplo o meu dentista.
O tipo suspira, o tipo ralha com a enfermeira, e, ocasionalmente, o tipo desabafa comigo qualquer coisa como “Ai ai ai!” ou pior, “Puxa, seu caso não é fácil não, ein!”. Por mais insignificantes que pareçam, estes pormenores deixam-me nervoso pela consciência que me dão da minha vulnerabilidade enquanto paciente deitado na cadeira mágica, com a boca invadida de algodões, aspiradores, espelhos e brocas.

Mas onde o meu dentista marca verdadeiramente pontos na escala do terror psicológico é nos pedidos que faz à enfermeira. Com toda a certeza, o malandro percebeu já que eu sei tanto de estomatologia quanto a recepcionista dele sabe soletrar o meu apelido. E aproveitando-se do facto, lá vai gritando à enfermeira os mais bizarros pedidos...
Na última consulta foi “MARIA, mi traiz a ispátula di incepição!”. Caramba, que fiquei perdido! Que ele quisesse a espátula, ainda estava disposto a aceitar. Agora que raio queria ele dizer com incepção?!
Esta semana foi “MARIA, ondi istá o bisturi com cabo, ein?”. Medo! Se há coisa que não se quer ouvir ao fim de 30 minutos de suspiros do dentista, e percebendo que o homem já tá a ficar um bocado alterado dos nervos, é ouvi-lo gritar pelo bisturi. Fonix...

Enfim, sobrevivi à consulta. E com esse peso fora da consciência, sou todo ambição por chegar vivo ao fim do dia. Amanhã poderá ser igualmente deprimente, mas sempre será um dia mais próximo do fim-de-semana.
:/

segunda-feira, setembro 03, 2007

Ode aos Calções

Como é do conhecimento público, haverá poucas coisas que um miúdo goste mais de usar do que uns simples e meros calções, num dia de calor. É precisamente envolto nesse espírito semi-infantil, que sempre (penso eu de que...) procurei viver o meu dia-a-dia. Desconheço haver coisa mais confortável para se usar do que um belo par de calções e umas havaianas!

Mas o que realmente desconhecia era a nova tendência das mulheres em usarem calções... Isto já vem de algumas temporadas para cá, mas este verão acentuou-se drasticamente. No fundo, deve ser mais ou menos do mesmo género dos escoceses que usam saias... Mas eu gosto! Quero dizer, e permitam-me completar a minha ideia, gosto dos calções em miúdas! - não quero cá confusões no blog... Já me chegam as confusões do dia-a-dia.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Princesa do Povo

Fará, esta madrugada, dez anos da morte da Princesa de Gales, Diana, a Princesa do Povo. Se bem estão recordados, houve muita gente que culpabilizou os jornalistas ou fotógrafos que a iam a perseguir no carro.

Permitam-me discordar, mas grande parte da culpa deve-se aos habituais compradores das chamadas revistas cor-de-rosa.

Como a maior parte das pessoas sabe, este é um blog que foi pensado por licenciados em Economia (um pouquinho diferente de dizer Economistas, mas adiante). Assim, permitam-me relacionar a lei da oferta e da procura com a morte da Princesa Diana: se a procura não existisse, supondo que não existia em parte alguma qualquer tipo de interesse pela vida pessoal das mais diversas celebridades, a oferta não faria sentido existir. Deste modo, não deveria haver fotógrafos que desperdiçassem tempo da sua vida a espiar a vida dos outros, salvo situações de fetiche pessoal, uma vez que não conseguiriam ganhar uns trocos extras...

E, prontosss!, tenho dito! Aliás, estou completamente à vontade para falar porque não há uma única pessoa da minha família que compre essas porcarias de revistas. Pelo menos que eu saiba...

quinta-feira, agosto 16, 2007

Fenómenos climatéricos

O diabo da ventania que anda à solta pelas ruas da cidade leva-me a suspeitar que, ontem à noite, o Monas - essa mítica personagem do universo campolidiano, luminosa como um alto candeeiro de sala encimado por um vasto abat-jour redondo – foi à discoteca abanar o capacete.
:))

domingo, agosto 12, 2007

Planeta Ronaldo


A SIC acabou de repetir a reportagem feita por Nuno Luz sobre a vida de Cristiano Ronaldo. Desta vez acabei por ver...

Goste-se ou não do seu estilo (eu acho que ele ainda é um pouco individualista na forma como joga, mas quem sou eu...), é inegável que ele é bom jogador. Não esquecendo que ainda é relativamente novo, mesmo no mundo do futebol.

Uma das coisas que mais me impressionou nesta reportagem foi a persistência com que ele seguiu (segue) o seu sonho. Por exemplo, treinar às escondidas, à uma da manhã, no ginásio do Sporting, com pesos nos pés com o intuito de tornar-se mais rápido e ter maior controlo no campo... é qualquer coisa!


Oh rapaziada cá da casa, quantas vezes fizeram este tipo de exercício? Pois...

Moral da história (versão feminina): Força de vontade! Sem dúvida das melhores armas que podemos ter.


quinta-feira, agosto 09, 2007

Be Kind Rewind



Gamado sem um pingo de vergonha do blog do Markl, aqui está o trailer de novo filme do Michel Gondry (o mestre do Eternal Sunshine of the Spotless Mind).

Acho que este promete.

Como eu imaginei a cena de pancadaria

Deixo ao vosso critério qual dos protagonistas era o Lemmings

quarta-feira, agosto 08, 2007

Pela primeira vez em mais de 10 anos envolvi-me numa cena de pancadaria.

Qualquer rapaz que goste de jogar desportos colectivos e que seja minimamente competitivo percebe que os típicos empurrões, cotoveladas, cabeçadas e pontapés não são considerados neste comentário, estes fazem parte do jogo e a sua aplicação deve-se a elevados níveis de testosterona e (normalmente) desaparecem no final de cada jogo.

Refiro-me a uma cena típica de um western ou de um filme com o Burt Reynolds ou o Dolph Lundgren.

Sempre pensei que como adulto, se me visse impelido a empurrar, esmurrar, pontapear ou agredir outra pessoa seria algo semelhante aos filmes. A outra pessoa poderia perder os sentidos ou poderia mesmo ser projectada a uns bons metros de distância.

De facto estava tão convencido disto que quando dei o meu primeiro murro tentei não utilizar toda a força que tinha, com medo que ele ficasse com danos irreparáveis , e que os meus punhos fossem consideradas armas brancas e por conseguinte fosse preso durante muito tempo.

Admito que me enganei completamente. O “gancho” que pensava aplicar bem no meio do queixo e que segundo os meus planos seria suficiente para acabar com o indivíduo acertou meio no pescoço e meio do maxilar do senhor e o rotativo que lhe deveria ter acertado na cara acabou por lhe acertar nas costelas e o coitado no fim nem sequer teve a decência de fingir que ficara de facto magoado.

Em resumo, a típica cena de porrada que imaginei:




... transformou-se num espectáculo semelhante a:

segunda-feira, agosto 06, 2007

O Síndrome de Segunda-Feira

Sou vítima do sindrome de segunda-feira.

Sofro tão intensamente que chego a sentir sintomas ainda não deixei assentar na barriga o típico almoço de família do domingo. Até lá, e desde a noite de sexta-feira, jamais atravessa a minha mente um sequer pensamento relacionado com deveres e responsabilidades profissionais. É um dia e meio de relax tal que, naquele momento do domingo em que deixo pelas costas a mesa da cozinha, nesse momento em que finalmente caio na realidade, sinto-me como um prisioneiro condenado à morte que acorda de um sonho cor-de-rosa, esquecido de ser essa a véspera do dia da pena.

Ah, se ao menos fosse poeta, como podia aproveitar os blues de domingo à noite para divagar sobre a solidão e a decepção... Assim pouco mais me resta que navegar um pouco na net, ler um pouco de um qualquer livro e ouvir um pouco de bob dylan.

E toda a segunda-feira é um longo e penoso combate à preguiça, à sonolência e à gula, vivido na ansiedade da hora de saída, como se ainda houvesse um toque de saída. E sei que se o houvesse haveria de soar às oito da noite e haveria de soar a qualquer coisa como o William Wallace a gritar “FFFFRRRRREEEEDDDDDOOOOMMMM”!

Fonix mais às segundas-feiras...
:/

quinta-feira, agosto 02, 2007

Quem Frequenta Campolide - A Sequela

A certa altura no passado do Campolide, divulguei aqueles que pareciam ser então alguns dos maiores cromos a visitar o blog. Fiz o meu juízo de valor com base nas expressões introduzidas nos motores de pesquisa que os trouxeram à casa, e acho que não me enganei. Para a posteridade fcaram as memórias dos asdrubais que surfam o mundo virtual em busca de “peitos da fafá de belém” e “suecas sacanas”.

Pois o tempo é chegado para uma sequela. Porque se há coisa que não falta por aí são cromos a navegar a net. Vejamos então quais têm sido as buscas mais peculiares nos últimos tempos. Rufem os tambores!

“ursos pelados”
Hum... alguém andou a ver a versão hardcore do lost. Tenho um amigo que me contou que... Bom, adiante...

“o que as raparigas gostam num rapaz”
Caramba, apanharam-me!

“dentição dos caracóis”
Mas que diacho há com esta gente?! É o fim do mundo em cuecas ou quê?! Não era suposto a net ser um antro de perversidade? Então onde é que ela anda?!

“ratinha apertada”
Ou bem que estamos a falar de um hamster em apuros ou então... encontrámos a perversidade.

“Mulheres beirãs”
Quais suecas sacanas quais quê...
Aquelas matronas beirãs é que é, com as longas e quentes saias castanhas, ruças de rojarem o chão, os braços da largura de um cepo a carregarem os tabuleiros com o cabrito assado, enquanto os buços pingam gotas de sensualidade... Aaaahhh....

“convencer uma namorada a me perdoar”
Meu, não sei o que raio fizeste à tua namorada, mas se estás à espera de encontrar a solução na net, se ainda por cima o teu desespero já chegou ao ponto de clicares num link para um blog de economistas em busca da solução... ui... não deves ser boa peça...
Tu não me digas que eras o gajo das suecas sacanas?!

“odeio ex namorado”
AHAHAH
Tás tramado, meu!
AHAHAH

“swing parque de campismo”
Oi oi oi! Pára pára pára!!
Ok malta... quem se bufou sobre o fim-de-semana no Luso?!

E agora perdoem-me novamente, mas tenho de ir ali fora, uma vez mais, parti-me a rir...
AHAHAH

quarta-feira, agosto 01, 2007

Solta o geek que há em ti

Aqui o lemmings diz que veio ao de cima a minha geekice. E eu admito a verdade. Não chego ao ponto de vestir roupas ou chapéus de feiticeiros, nem de andar pela rua com varinha mágica, mas não tenho como negar que ando entusiasmado com a leitura do novo e último livro do Harry Potter.

Aliás, de outra forma não poderia ser. Fiquei viciado numa história infantil, não o acreditaria possível, desde que li os primeiros livros da série sentado nas confortáveis cadeiras das aulas de história económica. Nos dois últimos volumes, cedi à moda de comprar a versão original pouco depois do lançamento, e guardo boas memórias dos dias de Verão passados embrenhado na leitura, entre um mergulho no mar e uma sandes de fiambre.

Agora que estou a ler o último livro, não alimento elevadas expectativas quanto ao final, tenho uma ou outra teoria sobre o que poderá acontecer mas, ainda assim, e acima de tudo, procuro evitar contacto com qualquer potencial fonte de spoilers, como o youtube ou a wikipedia.

Encaro o desfecho com sentimentos mistos. Por um lado, quero finalmente saber as respostas, mas por outro tenho pena de não poder voltar a passar por todo este processo de comprar o livro nalguma obscura livraria onde a versão adulta ainda não esgotou, sentir a ansiedade de chegar a casa e ficar a ler na cama até tarde, e acabar a leitura com uma certa revolta por ter de esperar dois anos pelo próximo volume...

É geek, mas caramba... vou ter saudades!
:/

terça-feira, julho 31, 2007

Para quê complicar?

Anos, décadas, séculos de progresso e inovação na matéria, deram-nos bolachas cada vez mais sofisticadas, com pedaços de coco, pepitas de chocolate, sabor a fruta, fibras, oleosan, substâncias energéticas, mais sabor e menos calorias....

... e no entanto as melhores de todas continuam a ser as descomplicadas Triunfo Aveia Original!

PS 1 - A foto não corresponde exactamente às Triunfo Aveia Original. Uma simples bolacha de aveia foi quanto se arranjou.

PS 2 - Não sei até que ponto estarei a ser injusto com este post... A verdade é que as Chipmix e as Maryland (sobretudo as de coco e as de avelã) também são malevolamente boas.

:)

segunda-feira, julho 30, 2007

Um grande livro... Grande como uma baleia

Estou a 100 páginas de terminar o Moby Dick, essa monumental, única e incomparável peça da história da literatura! E mesmo sem ter ainda terminado, posso garantir-vos: se gostam de histórias vívidas, emocionantes, capazes de vos prender à leitura e transportar para outro mundo...
então não leiam o Moby Dick.

A não ser claro que, por alguma imperscrutável e estranha razão curtam bué baleias. E não estou a falar de curtir baleias do género “ah, a baleia é um gigante dos mares, parece-me um animal interessante!”. Não. Eu refiro-me a curtir baleias no sentido:
“Olá, eu sou o António, amo baleias, o meu filho mais velho chama-se Cachalote, o mais novo chama-se Tomás, como bolinhos de coco em forma de Gepetto ao pequeno-almoço, falo com eles durante a manhã, e toda a minha vida quis saber...
- que tipos de baleias existem,
- quais as diferenças anatómicas entre eles,
- quantos litros de espermacete existem na cabeça de um cachalote,
- em toneladas,
- e também em número de barris,
- qual o tipo de madeira desses barris,
- quem são os responsáveis por carregar esses barris dentro do baleeiro,
- se dois baleeiros se cruzarem em alto mar num dia de céu nublado, e já passar das 12h23 GMT, o arpoador do baleeiro situado mais a leste ou sul deverá subir ao outro barco com ou sem arpão?”

Se for este o vosso caso, então... opá, sinto muito... a situação é mais grave que o tom de voz do Barry White. Mas ao menos sempre poderão, talvez, quem sabe, gostar do livro.

Definitivamente, o Moby Dick é um livro especial para mim. Não só pesa quase tanto quanto o próprio Moby Dick, como está muito bem posicionado para alcançar um lugar de topo na minha lista de substâncias indutoras de sono.
: )

sábado, julho 28, 2007

Um Quarto de Século

2007 será, sem dúvida alguma, um ano marcante para a grande maioria dos participantes do Campolide. Não é todos os anos que se pode celebrar 25 anos! Um quarto de século!

Poderá parecer apenas mais uma data de aniversário, como outra qualquer, mas penso que não deixa de ter algum simbolismo.

Para o meu aniversário ainda falta uns belos meses, mas tudo indica que não irei celebrar esse evento em Timor, como um ou outro tuga que nós tão bem conhecemos, mas sim ao som de mais um concerto de Josh Rouse.

Pronto... brincadeiras à parte, e porque eu faço anos uns diazitos antes do concerto, aqui fica a data do próximo concerto de Josh Rouse:

- 26 de Novembro de 2007 - Aula Magna

Seguramente, mais um a não perder...

sexta-feira, julho 27, 2007

U Ómein das Istrêlas (Versão Portuguesa Ediberto Lima)

Enquanto procurava na net a letra do Starman do David Bowie, deparei-me, sem querer, com esta preciosa tradução para português:

Não soube que hora era,
as luzes eram baixas
Eu inclinei-me para trás em meu rádio
Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo ' ' de n de alguma rocha, disse
Então o som alto pareceu desvanece-se
Voltou como uma voz lenta em uma onda da fase
Aquele não era nenhum D.J. aquele era jive cosmic hazy

Há uma espera starman no céu
Gostaria de vir encontrar-se com nos
Mas pensa que fundiria nossas mentes
Há uma espera starman no céu
É-nos dito para não o fundir
Causa que sabe que é toda de valor
Disse-me:
Deixe as crianças perdê-lo
Deixe as crianças usá-lo
Deixe todo o boogie das crianças

Adoro particularmente as seguintes transformações:
- Some cat was layin' down some rock n roll lotta soul, he said -> Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo de n de alguma rocha, disse
- There's a starman waiting in the sky -> Há uma espera starman no céu
- Let all the children boogie -> Deixe todo o boogie das crianças

Portanto, ficamos a saber que "rock n roll" se diz "rolo de n de alguma rocha" em português. Curiosamente, "starman" não tem direito a tradução.
Agora o meu preferido - e olha que não é fácil escolher um - é mesmo "deixe todo o boogie das crianças". Não sei bem o que quer dizer, mas parece-me a deixa ideal para quando o meu filho estiver a jogar à bola na sala e a minha mulher começar a hiperventilar e a dizer que o petiz é um fedelho que sai ao pai. Nesse momento, vou-me virar para ela e dizer "aí gata, não enche o saco não, deixe todo o boogie das crianças..."
:))