quinta-feira, junho 14, 2007

Sugestão: Sean Riley & The Slowriders / The Cesarians


Caros amigos,
vai realizar-se hoje uma magnífica noite musical
no reputado Music Box no cais do sodré
com a presença da grande promessa nacional
Sean Riley & The Slowriders
e o cabaret rock dos londrinos
The Cesarians
Este vosso colega faz intenção de ir
e toda a companhia é bem vinda e muito apreciada
Não se arrependerão pois trata-se de um dos melhores
singers/songwriters que ouvi nos últimos tempos
escutai as canções movin on e marble arch
no seu myspace
Melhores cumprimentos a todos!

segunda-feira, junho 11, 2007

Choque Cultural

Fonix, a sério - percebo agora mesmo, enquanto escrevo, que uso esta expressão com muita frequência, e normalmente em situações em que estou prestes a arrancar do peito uma verdade inquestionável – acho que nunca pensei que trabalhar fosse uma coisa tão pegajosa!

As segundas-feiras já são, por si só, terreno pantanoso. Junte-se-lhe:
1 - um fim-de-semana passado na maior das descontrações, em ambiente festivaleiro, e com um consumo desenfreado de toneladas de música, cerveja e um ou outro pão com chouriço - receita de Rio Maior, e
2 - uma massa de responsabilidades e tarefas tão volumosa, tão assutadora, que esta manhã nem sequer consegui dormir em paz e sossego como habitualmente faço no carro, sempre que chego cedo a Lisboa,

e eis que se tem... um gajo deprimido! É que é um choque do caraças!

Tanto estou numa boa a desfrutar de algumas das melhores coisas que a vida tem para oferecer, quanto estou, passadas poucas horas, a aterrar sem pára-quedas na plena realidade de um emprego stressante.
Tanto estou a rir à gargalhada e a dizer disparates entre amigos, quanto estou, passadas poucas horas, de gravata apertada em torno do pescoço, a dizer que sim senhor, que claro que vamos preparar um novo modelo para acomodar as vossas necessidades.
Sou duas pessoas diferentes! Definitivamente, é um choque do caraças.

Pergunto-me como será que as outras pessoas lidam com estas diferenças culturais. Malta, vocês lidam com estas diferenças culturais? Digam-me como, por favor... É que eu tou a ter dificuldades. Ainda esta manhã, quando o cliente concluiu a sua apresentação com um “... E assim concluímos a nossa apresentação”, a minha resposta foi um emotivo “wooo hoooo!!! És o maior!!!”.

:)

sexta-feira, junho 08, 2007

Icky Thump...é já amanhã....

Franjolas #3

Continuando a série de franjolas (miss Cat Power & miss Leslie Feist) apresentadas pelo exímio projeccionista...deixo-vos com a não menos encantadora miss Eleanor Friedberger!


segunda-feira, junho 04, 2007

Quem Frequenta Campolide - série 1 - episódio 1

Pessoalmente gosto do Campolide. Agradar-me-ia um pouco mais que fosse de polémica e discussão, mas vivo seguro que uma vez ultrapassada a barreira psicológica do ONE MILLION VISITORS, as coisas só poderão melhorar.
Entretanto, nestes dias que faltam até esse momento, vamos mantendo uma média de visitas razoável, na casa dos 40-50. A maior parte destas são habitués, mas de vez em quando chegam a nós alguns visitantes a quem os motores de busca da net concedem o bilhete para a eterna felicidade sob a forma de link para o Campolide. São... os Outros!
Quem são os Outros? O que fazem os Outros? Os Outros são bons ou maus? Os Outros têm criações de ursos polares? Estas são respostas a que não sabemos responder... Mas nem tudo está oculto... O Campolide levanta agora a ponta do véu sobre a origem dos Outros. Vejamos alguns exemplos das expressões inseridas nos motores de busca, e que trouxeram até nós estas criaturas:

“meninas bonitas”
Este Outro até parece bom chaval. Vai na volta, os Outros até são pessoas normais. Como eu e tu.

“meninas bonitas mortas”
Prontos, é por estas e por outras que nunca se pode confiar neles.

“sexo à borla”
Este é o Outro alternativo. Não satisfeito com os usos banais que se dão à internet, este Outro escolheu ser diferente, escolheu ser underground. Provavelmente até faz pouco do utilizador comum da web.
Este Outro é especial. Este Outro procura sexo na internet.

“literatura de wc”
Compreende-se. Os textos do Campolide mexem com o interior das pessoas.

“homosexalidade”
Este Outro veio parar ao blog errado, ai veio, veio... Aqui não se dão erros de ortografia!

“os peitos da Fafá de Belém”
É verdade que o Campolide já leva mais de 500 posts e quase três anos de vida, mas... meu caro Outro, ainda não somos assim tãããão grandes.

“suecas sacanas”
AHAHAHAHAHAH
Opá, este Outro é o maior! Se bem que estou desconfiado que ele sabe algo que eu não sei...

E agora perdoem-me que eu vou ali fora partir-me a rir...
: )

sexta-feira, junho 01, 2007

A vida era bela!

No seguimento do belo post do Caixa sobre os seus vizinhos lembrei-me do tempo em que também eu não só conhecia os meus como também era amigo de muitos deles.

No bairro onde cresci havia muito espaço desocupado por terrenos baldios que à nossa vista só podiam ser comparados com o Camp Nou, San Siro ou Old Trafford.

Á hora pré combinada começavam na rua de cima a assobiar ou a tocar a todas as campainhas para “ver se o XPTO pode vir cá a baixo jogar à bola”.

O ritual era sempre o mesmo, os dois rapazes que gostavam mais de ciências, tinham menos habilidades para o desporto e que sabiam ainda menos que nós sobre como falar com as raparigas (vulgos caixas d’óculos) escolhiam as equipas e tinham como prémio ir para a baliza onde incomodavam menos os Stoichkovs, Hagis, Laudrups e Mollers da Colina do Sol.

Para miúdos de 12 anos, sem acesso à internet e mail, conseguimos um feito enorme: a organização de um mini-torneio de futebol mundial, o que para nós significava que entravam jogadores desde a Brandoa até à Pontinha, passando pela Damaia e pela mítica equipa dos Camarões como se apelidavam os jovens da Azinhaga dos Besouros.

O resultado final pouco significou para nós, o importante foi termos organizado um evento que reuniu alguns dos melhores jogadores das redondezas, o Anselmo (Guineense,13 anos e 1 filho), o Canina (14 anos e 1,8 m) e o Gonçalito que não era particularmente um grande jogador mas que tinha uma irmã (15 anos, olhos verdes e muito gira) que vinha sempre com ele para o campo de futebol.

Além dos claros motivos desportivos teve uma situação que recordo particularmente: a entrada da equipa da Azinhaga dos Besouros, momento em que pela primeira vez estive com muitos deles sem que estivesse à pancada ou a correr para não me catarem.

Foi um dia especial.

Distracções

Nos últimos dias tenho passado algumas horas agradáveis no trabalho. Horas em que mal dou pelo correr do tempo. Horas em que redescubro o prazer de estar no escritório! Horas passadas, não a trabalhar (óbvio!), mas a arrumar armários e a destruir papel... As chefias decidiram lançar uma campanha de reciclagem de papel. Foi até prometido um almoço ao departamento com o maior contributo. A malta anda anormalmente animada, eu incluído. Pelo almoço e pelo ambiente? ERRADO!

Falo pessoalmente. Claro que me preocupam as questões ambientais, e até faço questão de cumprir a minha parte, sempre que isso me pareça razoável. Mas neste caso em particular, depois de me debruçar sobre as verdadeiras razões do meu entusiasmo com as operações de arrumação e reciclagem, conclui que tudo se resume, tcharan!, à minha desmotivação profissional.
Qual ambiente, qual almoço, qual carapuça! O que eu quero é não trabalhar!

E eu até já andava desconfiado... Muita blogosfera, frequente sonolência incontrolável e uma a duas caixas de pastilhas elásticas por dia são sintomas preocupantes. Agora, eis que dou por mim, feliz e contente, a folhear dossiers do tempo do Songoku e a rasgar papel até me doerem os dedos. Finalmente, encontrei a perfeita desculpa para mandriar e sinto-me um pulha infeliz por isso...
: )

quarta-feira, maio 30, 2007

Benvindo a mim

Maah hah hah hah hah (praqueles q ainda n perceberam, trata-se duma risada dada de forma ruidosa e cruel)

Finalmente, e depois duma luta intensa (também denominada por nabice) com o dominio blogger.com para me conseguir juntar a este grupo de ilustres colegas (isto é como nos referimos aqui no banco uns aos outros e eu sei, é meio ofensivo), já posso dizer q faço parte da pandilha. E trago, com a minha entrada, o caos a este blog: conseguirão vcs, amigos economistas, viver com a incongruencia do vosso mote que refere, numa expressão um tanto ou quanto amaricada, "um grupo de economistas", quando dele agora faz parte um orgulhoso gestor? Calma rapaziada, afinal fazemos todos parte da mesma "Ordem", e temos todos um de dois tipos de emprego: auditores ou bancários (à excepcao da coisa "esquisita" do Paulo, consultor/ "promotor de espetaculos"/ eterna promessa adiada da musica). Mas ainda assim podem mudar, para ter pertinência!

Assim me despeço do meu primeiro post na blogosfera. Espero q os proximos ainda consigam fazer menos sentido que este, vou fazer esforços nesse sentido.
Cumprimentos,
Leo

preparem-se para mais uma romaria a rio maior...tudo em nome do rock'n'roll...

ricardo, acho que vais gostar desta banda...

terça-feira, maio 29, 2007

Dia Europeu da Boa Vizinhança

Lá na minha rua, éramos um grupo de 10 chavalitos que parávamos no parque para jogar à bola e variantes desportivas. Como o vólei com cordas das obras, o ténis com sacos do lixo, ou a parede (prática que enfurecia os vizinhos que vivam... do outro lado da parede...).

Eram bons tempos. Ao contrário do que acontece hoje, não precisava de andar 20 minutos de carro para ir ter com os amigos. Descia as escadas. Não precisava de dar toques para dizer “cheguei”. Assobiava três vezes ou gritava o nome do Costinha ou do Nuno e os xonés lá apareciam.

Foi uma pena quando a rua se tornou insegura. Um gandulo lá da zona chegou a perguntar-me se eu preferia levar uma facada ou um tiro... Fiquei abismado! O meu amigo Costinha sentado mesmo ao meu lado e aquele mânfio queria desperdiçar balas comigo?!

Antes disso, a única insegurança de que me lembro era o Zé Luís.
O Zé Luís era órfão e era masoquista.
Assim era conhecido porque estava sempre a levar na boca e parecia não se importar. E claro... um chavalito que não tem medo de levar na boca, torna-se uma lenda. Para os mais velhos lá da rua, era um bónus. Pessoalmente, o gajo assustava-me. E mais ainda depois daquela tarde, estava eu com a perna engessada, em que me deu um pontapé nas muletas. Nesse dia, fui mais cedo para casa. À entrada para o prédio, cruzei-me com um vizinho mais velho, o Mauro, e expliquei-lhe o que se passava. Ele bateu palmas e respondeu “O masoquista está no parque?! Yes!”.

Guardo as melhores recordações daquele tempo. E sinto-me velho quando a minha mãe, devidamente informada pela Dona Silvina, que nos limpa a casa à sexta-feira, me vem falar das mais recentes fofoquices da rua:
O Mauro e a Elsa separaram-se.
A Carla aqui do 6.º andar está grávida.
O Cláudio teve uma filha. (Desculpa, mãe, o que é que disseste?!... )
O André teve uma filha, juntou-se, separou-se e voltou a juntar-se.
O Hélder enloqueceu e atirou-se da ponte.
O Martelão casou-se. (Desculpa, mãe, o que é que disseste?!...)

Está, enfim, tudo diferente. Já quase não vejo ninguém desta malta. A rua está diferente. E sinto saudades daquela boa vizinhança...
:)

segunda-feira, maio 28, 2007

Informação importante

Todos nós já iniciámos a reciclagem em nossa casa e sabemos que o contentor verde é para o vidro, o azul para papel e cartão e o amarelo para os plásticos.

Agora quem vive em Lisboa tambem pode utilizar o preto para as ideias e para as políticas na nossa cidade.

rocka ou não rocka?

Caixa, Ricardo e señor Bruno, isto é que vai rockar à grande!

Esta beleza...

+ esta bomba...


= ROCK'N'ROLL

quinta-feira, maio 24, 2007

Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro abre hoje. Quando penso na Feira do Livro, penso em duas coisas.

A primeira é livros.
E opá, se eu gosto de livros! Eu gosto tanto de livros que eu até gosto dos livros de que não gosto! Se há coisa que apela ao meu consumismo, essa coisa é o pão... O pão não, os livros, os livros!
Porque desde que era puto e chateava a minha mãe para me comprar os volumes de Uma Aventura e dos Cinco e do Clube das Chaves e das Viagens no Tempo, desde que eu era puto – ia eu a dizer – que decidi jamais estabelecer barreiras orçamentais à compra de livros.
É que foi mesmo assim! Tinha eu 10 anos e ia sair da Bavi, na Amadora, com Uma Aventura em Lisboa debaixo do braço (sempre foi a minha aventura favorita), quando disse para a minha mãe: “Mãe, decidi jamais estabelecer barreiras orçamentais à compra de livros”, ao que ela respondeu “Tá bem, mas agora vai lá buscar o pão ao supermercado”.
O problema da Feira do Livro é que, uma vez lá, quero comprar quase tudo, os clássicos e os modernos, os romances e os ensaios, a banda-desenhada e os livros de ajuda pessoal, os refrescos e as farturas. Lá me contenho, mas ainda assim chego ao final da Feira com 5 ou 6 livros novos, que lerei ao cabo de uns meses, durante os quais a pica pela leitura arrefece, porque, na verdade, apesar de gostar de comprar, eu gosto mesmo é de comprar e devorar logo! Como o pão, no fundo.

A segunda é meninas bonitas e cultas.
Já cá o confessei, mas repito agora: atraem-me as mulheres que lêem. Ceteris paribus, uma mulher a ler um livro é uma mulher mais bonita.
Conjugadas a este factor estão ainda as condições climatéricas da Feira do Livro. Quem já foi à Feira do Livro numa tarde solarenga sabe do que estou a falar. A meio da tarde faz calor ali naquela encosta. Estamos no ararnque do tempo quente. E há novas colecções de roupa arejada por estrear.
É ver as meninas bonitas e cultas a passear e folhear livros pelas bancas da feira... E a dar ao parque um encanto inigualável... E quanto mais quente estiver, tanto melhor. Como o pão, no fundo.
:)

Falaram em ácidos?







Existe uma lenda urbana que o Alice in Wonderland diz respeito a experimentações com substâncias menos lícitas...no entanto o livro foi escrito em 1865 por um matemático sob o nome de Lewis Carrol enquanto que o LSD foi apenas sintetizado pela primeira vez em 1938 por um suiço... Bem, se calhar não foi aqui que o Lewis Carrol se inspirou...mas o lsd veio bem a tempo de inspirar o jovem syd barrett...a tornar-se confortably numb

quarta-feira, maio 23, 2007

Pelas noites de Lisboa

Andava eu outra noite pelas ruas de Lisboa á noite quando me deparo com um cenário recambolesco que me trouxe uma ligeira sensação de deja vu inverso. Eu explico...

Não é que em todas as esquinas via pelo menos uma rapariga com uma garrafa de 1 litro de cerveja, ou até mesmo de tintol, envolta num saco plástico de supermercardo a beber uns goles, passando depois a mão pelos lábios numa gesto típico português de quem não gosta do que bebe mas fá-lo na mesma.

Pensei nos tempos de faculdade em que a beleza de uma mulher, nos dias menos bons, se media pela quantidade de álcool tinhamos de ingerir. Pensei também porque é que uma vez um caro blogista da casa levou o consumo de álcool ao extremo (Quem era a mulher? Se era assim tão má, espero nunca a conhecer!)

Voltei para casa e o assunto não me saiu da cabeça. A gravidade da situação é assustadora. Será que andamos assim tão feios que agora são elas que têm de beber para ficarmos "aceitáveis". De facto as barrigas já mostram de forma bem patente a vida sedentária que levamos e a barba por fazer reflecte a falta de tempo causada pelo excesso de trabalho.

Continuei a pensar no assunto e estabeleci um padrão. De facto só me deparo com este cenário lamentável quando um determinado blogista está presente, com as suas calças bejes, sapatinho de vela, cabelinho com gel e polos de verão laranja e verde alfaçe, sem esquecer o sorriso de galifão na cara. Sim, ele mesmo. É ele o nosso bode expiatório. É mesmo ele, o rapaz que trabalha ali na zona das Amoreiras e que assentou arraiais no Conde Redondo. É ele que anda a causar problemas de alcoolismo nas jovens portuguesas.

Fogo! Ainda bem que descobri a causa do problema. Já tava a ficar deprimido.

terça-feira, maio 22, 2007

Vida sem a Euribor

Sou um simples colaborador que tal como a maior parte dos blogistas tenho de aturar um Chefe que passarei a designar por Euribor (qualquer ligação ao anúncio do Bes não é mera coincidência, infelizmente). A vida quando a Euribor pára pelo escritório é um pesadelo. O trabalho diminui 200 %, as dores de cabeçam aumentam e nasce em mim a vontade de fumar uns valentes maços de cigarros quando o telémovel da Euribor toca incessantemente.

A Euribor vai de férias e de repente a minha vida muda. Não só o trabalho faz-se com uma calma a que não estou habituado, como a chego a casa cedo, tão cedo que quando ligo a televisão só estão a dar os deprimentes programas da tarde, concursos de palavras que só nos dão cabo da paciência, causando uma forte sentimento de raiva para com os directores de programação da nossa TV.

De repente percebi que se calhar a Euribor até faz de propósito para eu chegar a casa a horas de ver apenas o Telejornal e de estar tão cansado que até me apetece dormir cedo sem ver mais televisão. Não... estou a ficar contagiado... A Euribor não alcança tanto na sua cabeça, e com os programas de elevado nível de complexidade onde temos de completar palavras em que só falta uma letra até aprendo alguma coisa.

Aproveito estes momentos em que sou patrão de mim mesmo e chefe de mim próprio para até fazer uns posts no Blog.

Euribor, não voltes tão depressa. Não estás perdoada.


PS. Por favor destruam todas as cenouras que encontrem para a Euribor não cheirar o caminho de volta. Atendam ao apelo. Eu sei que voçês partilham o mesmo sentimento.


Provedor de Campolide

Foi criado o provedor do blog Campolide com a principal incumbência de tratar as sugestões e reclamações dos nossos muy nobres e ilustres leitores.

Neste âmbito o provedor iniciará as suas tarefas dando resposta ao pedido de inúmeras famílias: obrigar o Caixa a escrever pelo menos 2 posts por dia.

As suas fãs podem ficar descansadas porque tudo será feito para garantir a sua criatividade nomeadamente o fornecimento diario do jornal 24 horas e as opiniões semanais do Sousa Tavares e do César das Neves.

Acrescento ainda que serão desenvolvidos esforços para garantir que cada vez mais fotos do Ricardo em pijama, do Valverde em tronco nu, dos concertos do Paulo e do Caixa a fugir aos manos do Cacém sejam publicadas.

A todos um grande bem haja.



O Provedor

segunda-feira, maio 21, 2007

Palavras para quê?



"
She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain
"
Que bonito...
Vivam os ácidos!

Resumo jornalístico da noite em que o Porto se sagrou campeão nacional...

E acabou o jogo no Estádio do Dragão. O Futebol Clube do Porto é o campeão nacional.
Vamos já em directo para o exterior do estádio:

SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee

E na Avenida dos Aliados, como está o ambiente?

SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee


- O senhor, como é que viveu estes últimos 90 minutos?
- Estou muito faliz! O bainfeica é uma m#rda! Até caumemos os lãopiões!
- Como se pode ver, a alegria é enorme. A festa promete durar até de madrugada.

Muito obrigado, repórter de exterior. Terminamos então aqui a nossa emissão especial.
Voltamos para a semana com a cobertura da final da Taça de Portugal, já com novos grupos musicais a ensaiar o mais requintado cântico futebolístico do País. Muda a cor das camisolas, mas a música, essa, será sempre a mesma.
Boa noite e não perca a Doce Fugitiva, já a seguir a um curto intervalo.

SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee
:/

sexta-feira, maio 18, 2007

Volta, Gualter!

Deixo aqui um apelo aos decisores responsáveis pela televisão pública em Portugal.
Caros, uma reposição da Rua Sésamo em horário nobre seria um verdadeiro serviço público prestado ao País!
Todos nós recordamos aquele sketch em que o Gualter ensinava os amiguinhos a tomar banho, certo? Exacto, esse do “lava lava lava, esfrega esfrega esfrega”...
... Pois acontece que, no meu dia-a-dia, vou reparando que, lamentavelmente, muito gente perdeu esse mítico episódio.
Sei do que falo. Ainda há pouco saí do comboio da linha de Sintra.
:)

quinta-feira, maio 17, 2007

Maiorais Producções Orgulhosamente Apresentam...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Alterações de humor

Três frases que ditas antes das 8h30 (ainda antes de chegar ao trabalho!) nos colocam mal dispostos para o resto do dia:
- "Estás a tomar outra vez aqueles comprimidos que te faziam engordar?...Não? A sério? Parece mesmo..."[amigo 1]
- "Não sabia que tinhas deixado crescer a barba. Pareces o meu ex-namorado... Nem imaginas como detesto o meu ex-namorado" [amiga 1]
- "Está pálido, cansado, parece doente. O menino está bem?" [vizinha parva 1]

No entanto há sempre frases que nos colocam um sorriso no rosto:
- "Grande golo, nem vi a bola..." [amigo 2]
- "Se me pagares uma bebida digo-te como me chamo e em que equipa treinei ginástica artística durante 10 anos" [rapariga desconhecida 1]
- "Daqui a quantos anos acabas a faculdade?" [rapariga desconhecida 2]
:)

A Economia da Felicidade

Quantos de nós partilharam com família e amigos que estudámos economia e perceberam que a maioria dessas pessoas pensa que basicamente estudávamos coisas relacionadas com dinheiro? Arriscaria dizer que muitos. E no entanto, apesar de achar errada essa ideia, não deixo de lhe reconhecer algum sentido.

Pessoalmente, penso na economia como a ciência que estuda as melhores formas de alocar recursos, com o objectivo - ainda que ideal, ainda que subjectivo – de promover o bem-estar geral na sociedades. Admito, contudo, que se associe a economia ao dinheiro, já que, de facto, não tenho como negar que hoje em dia a preocupação dos economistas aparenta ser, de facto, a criação de riqueza. E quer-me parecer que vivemos há demasiado tempo consumidos por esta preocupação com o dinheiro que temos...

Acho que li há uns tempos, ou um artigo da, ou um artigo que mencionava um artigo da Economist – estas coisas acontecem-me, não saber se li, se sonhei, se estou a inventar – sobre uma problemática com que se debatem actualmente alguns economistas, e que seria o paradoxo de, nas sociedades ocidentais, as pessoas viverem hoje com mais recursos, mas serem simultaneamente mais infelizes.

Caros referidos economistas, concordo! Concordo que há uma falha nos modelos económicos. Talvez mesmo nas políticas económicas. Anda toda a gente a fermentar ideias para que fiquemos mais ricos, sem que lhes ocorra que talvez a felicidade seja, até certo ponto, independente da riqueza. É que afinal de contas, queremos ser mais ricos para quê? Desconheço o sentido da vida, mas parece-me evidente que deve ser a felicidade, e não a riqueza, o derradeiro objectivo da sociedade, e, portanto, da economia.
:)

quarta-feira, maio 16, 2007

Sinergias


Poucas matérias económicas serão tão fascinantes quanto o estudo das sinergias.
Em breves palavras, sinergias ocorrem quando duas ou mais empresas se juntam e referem-se ao ganho de valor decorrente dessa união. Isto é, o valor conjunto das empresas é superior à soma dos seus valores individuais.
Por exemplo, se tivermos três empresas assim... boas... a valerem cada uma 200 milhões de euros, a fusão dessas três empresas poderia resultar numa empresa com um valor, não de 600 milhões, mas tipo... de MIL MILHÕES!

Fascinante... E aplicável a toda uma variedade de matérias não económicas. É o chamado efeito grupal.
Há coisas fantásticas, não há?
:)

segunda-feira, maio 14, 2007

Odeio...

O poder.
Sempre odiei que os meus pais me mandassem arrumar o quarto. Se me mandavam estudar então, ficava possesso. Odeio que o Estado me mande preencher impressos de IRS e odeio que a brigada de trânsito me mande mostrar os documentos. Odeio a malta que veste fato e gravata e conduz carros de alta cilindrada, e que me manda trabalhar.

Malta que veste fato e gravata e conduz carros de alta cilindrada.
Odeio a malta pimpona com empregos de chefia, inundados da certeza que a vida se resume à conta bancária, ao número de subordinados, à cilindrada do carro e ao número de assoalhadas da casa. Que pensa que o dinheiro compra tudo. Um autêntico rebanho de ovelhas tresmalhadas... Perdido e alheado dos dramas metafísicos da existência humana.
Vá-se lá confiar numa pessoa incapaz de reconhecer a sublime beleza artística presente no assobio do Andrew Bird...

Músicos vendidos.
Nem músicos são, são os chico-espertos do mundo da arte. Odeio esses tipos que fazem música para vender, e odeio-os tanto mais quanto menos descarados forem. Fergies e Pussycat Dolls toda a gente sabe que são vendidas. Agora o que me arrepia da base da espinha até ao pescoço são coisas como os 3 Doors Down.
Os 3 Doors Down são uns vendidos!
Os 3 Doors Down são a Lili Caneças do jet-set musical!
Os 3 Doors Down dão-se ares de Petit, mas são piores que o Beto e têm tantos efeitos nocivos nos ouvidos do mundo quanto o Beto tem nos olhos dos adversários!
Os 3 Doors Down são a borra de um vinho musical já de si carrascão!
Os 3 Doors Down metem nojo!

Aaahhh...
Nada como desabafar uns quantos ódios infundados para nos trazer o sorriso de volta à cara!
:/

sexta-feira, maio 11, 2007

Fico a pensar...

Vejo as notícias enquanto tomo o pequeno-almoço em casa. Os 15 minutos em que como os cereais são preenchidos pela notícia do desaparecimento da menina inglesa. Aborrece-me a tacanhez de algum tipo de jornalismo, obcecado que parece com as opiniões estrangeiras. Mas nem quero entrar por aí. Nem tão pouco diminuir o sofrimento das pessoas envolvidas. Não presumo sequer imaginar o quanto custa. Somente fico a pensar na relatividade com que tratamos o valor da vida humana...

O valor da vida humana, o mais importante de todos os valores. Mas que parece não ser sempre exactamente o mesmo... Por que outra razão nos comovemos com o desaparecimento de uma menina inglesa, mas passamos por cima do facto de todas as semanas morrerem dezenas de crianças no Iraque?

Na semana passada, falava uma colega do Espanhol sobre um género de conferência onde se debateram questões deste tipo. E fiquei a pensar no assunto...
Fiquei a pensar na atenção que damos ao nosso mundo - este que nos parece próximo - e como essa atenção choca com a indiferença com que encaramos o resto do mundo.

1 menina desapareceu no Algarve e sentimos isso como um drama intenso.
30 pessoas morreram no tiroteio na VirginaTech e sentimos isso como um condenável acto de terror.
Mas sinceramente... não sei que pense sobre a ligeireza com que, pelo menos eu, passo por cima do que vai acontendo no resto do mundo. Dos 70.000 civis mortos no Iraque desde o início das operações militares. Das 400.000 pessoas mortas no conflito no Darfur. Do milhão de pessoas mortas no conflito étnico do Ruanda. Dos dois milhões de mortes em África provocados pela SIDA só no ano passado.
Fico a pensar...
:/

quarta-feira, maio 09, 2007

Quem vai...quem vai?

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Estão todos convidados... com janta incluída!

terça-feira, maio 08, 2007

Momento Musical

Está muito calor lá fora e quase tanto aqui dentro. Preocupa-me ter de apresentar amanhã às 10h um documento que ainda nem vi. Se ao menos tivesse pastilhas elásticas para aliviar o stress. Uns rebuçados já serviam...

Mas lá diz a sabedoria popular que quem canta seus males espanta.
Por isso mesmo, sofro mas não calo. Subi à mesa e daqui ninguém me tira! Sapatos atirados ao ar, calças e mangas arregaçadas pelo joelho e cotovelo, acordeão ao peito, agora pulo e cantarolo:

Eeeeeeeeeee...
... eeeesta vida de financeiro está a dar cabo de mim
Ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra

VAMOS! TODOS JUNTOS:

Eeeeeeeeeee...
.... é para já, boss!
:)

domingo, maio 06, 2007

Figura Pública

E já foi, gostei, tava boa, é sempre um prazer especial a primeira sardinhada do ano!
Agora, isto das férias estarem a acabar é que não tá com nada. Passa-se uma semana de paz e sossego - nem sequer é o não ter de trabalhar, é o não ter preocupações e pessoal a chatear a cabeça - e perde-se qualquer vontade de voltar à rotina sem sentido.

Assim sendo, e inspirado nas declarações “não sou manequim, este não é o meu trabalho, eu sou uma figura pública” da sempre eloquente e Pimpinha Jardim, decidi que não vou voltar amanhã ao escritório.
É isso mesmo: acabou-se! A partir de hoje deixo de ser ucraniano, esse não é o meu trabalho, eu agora sou... uma figura pública!

O projecto é ambicioso, bem sei... Mas não descurei o estudo do meu posicionamento estratégico. Valeram as longas horas passadas a estudar Estratégia a partir dos apontamentos das ilustres então futuras economistas de Campolide.
Compreendo que não tenho o perfil adequado para ser figura pública em festas de jet-set. O meu CV já acusa dois anos e meio de trabalho. Intolerável...
Resolvi portanto apostar num nicho de mercado. Um segmento menos explorado. Mais promissor mas ainda assim tradicional. Eu vou ser figura pública em... sardinhadas! Sar-di-nha-das (o que obviamente não invalida um perninha ocasional em matanças de porco, sem exageros, claro, que os meses de Inverno são de férias, já me vai bastar um Verão inteiro de trabalho)!

Vai ser lindo! Sempre que houver uma sardinhada, ali por volta do meio-dia apareço eu na garagem, no quintal, nas traseiras do prédio, onde seja, numa mão o saco com os tomates e pepinos para a salada, na outra a garrafa de água com furinhos na tampa para borrifar o carvão. Os flashes a disparar, a pose para a fotografia com a Dona Ermelinda e o Senhor Pascoal...
Vai ser lindo! A tour nacional pelos santos populares, a festa da sardinha assada nos Olhos d’ Água... E vocês já sabem: conto com a ajuda de todos. Sempre que souberem de planos para sardinhadas, estarei mais do que disponível para ajudar à festa!

Não espero que a adaptação seja fácil, mas sinto que tenho de ser fiel ao meu instinto. Bastam-me os anos de opressão sofrida nas catacumbas das instituições financeiras e empresarias deste país.
Desta vez, vou seguir as minhas papilas gustativas!

:)

quinta-feira, maio 03, 2007

O rei do rock!

Amanhã!

Vestígios de uma vida melhor

Vida de férias é boa vida. O mundo é melhor, as pessoas são melhores, eu próprio me sinto melhor.
Fico na dúvida sobre se assim é somente porque tenho consciência que férias são coisa muito efémera, ou se, pelo contrário, estou condenado a somente encontrar a felicidade ao mesmo tempo que a reforma.
Como tudo aponta para um regresso às masmorras já na segunda-feira, resta-me a certeza de que permanecerei na dúvida.

Entretanto, aqui vou partilhando alguns vestígios da tal boa vida.

A boa vida de camaradagem em Salamanca:


A boa vida sob a chuva de Primavera de Lisboa:


E a boa vida sob o sol da mesma Primavera de Lisboa:

quinta-feira, abril 26, 2007

Fascizóides, vermelhinhos e o valor da liberdade!

Fazem-me confusão os extremos.

Fazem-me confusão fascizóides a gritar “Portugal para os Portugueses”, simplesmente porque os acho – independentemente de poder tratar-se de presunção minha – burros!
Faz-me confusão como é que um dos maiores pategos da nossa história foi votado o maior português de sempre. E no entanto, é triste a frequência com que oiço malta da minha geração - alguns amigos até - argumentar que “ah e tal, mas ele também fez coisas boas”. Ora porra! Difícil era encontrar alguém que toda a vida só fizesse merda. E cum caraças!, tivesse eu 40 anos no poder a espezinhar pessoas, e o mínimo que me podiam pedir era que construísse umas pontes, umas estradas e – vá lá - umas escolas!

Também me fazem confusão os vermelhinhos que gritam pelo fim do capitalismo e da globalização, perdidos na utopia da felicidade eterna da Humanidade, simplesmente porque os acho – e uma vez mais perdoem-me a presunção – burros!
Mas ok, estes apesar de tudo lutam pela igualdade... São malucos, mas sempre é uma maluqueira mais agradável.

Que posso eu dizer? Sou um tipo moderado e fazem-me confusão os extremos. E no entanto, acho-lhes um piadão. No fundo, como acho um piadão a todas as outras coisas com que é fácil gozar.

Por isso, aqui estou eu, 33 anos e um dia depois, a dizer viva a revolução!, vivam os que fizeram a revolução!, não os que se aproveitaram dela para oprimir os opressores, mas os que lutaram pela nossa liberdade, mesmo pela dos fascizóides e vermelhinhos!
Viva a minha liberdade para chamar burros aos fascizóides e aos vermelhinhos, e – porque não? – vivam os próprios fascizóides e vermelhinhos, que enquanto forem poucos e não fizerem mal a ninguém, cá nos vão ajudando a dar valor às conquistas de Abril, e hey!, quem não gosta de uma boa gargalhada?
: )

segunda-feira, abril 23, 2007

O meu primeiro onze

Aceitando o desafio proposto, este seria o meu primeiro onze (a táctica é obviamente o 3-4-3):

GR - Yashin
D - Maldini
D - Beckenbauer
D - Baresi
M - Rijkaard
M - Garrincha
M - Pele
M - Platini
A - Maradona
A - Cruyff
A - Van Basten

Nota: Ainda não sei bem onde devo colocar o Moutinho, o primeiro suplente a entrar.

As músicas do 25 de Abril

A canção " E depois do Adeus ", interpretada por Paulo de Carvalho, marca o início das operações militares da revolução de 25 de Abril de 1974:




A música de Zeca Afonso, a segunda senha do MFA, torna-se o grande hino desse dia:



Muitas outras músicas de intervenção e interpretes ficaram também ligados a esse período. Alguns nomes incluem Fernando Tordo, Carlos Mendes, Pedro Osório, Manuel Freire, Sérgio Godinho, José Mário Branco ...

Alice

Recordo-me de ver este filme e de pensar que gostei. Boa prestação do Nuno Lopes e algumas opções de fotografia muito bem conseguidas. O que mais me surpreendeu foi a ausência de luz da minha cidade. Uma Lisboa despida daquilo que a torna única aos meus olhos. Um Saldanha diferente, uma Baixa irreconhecível, uma praça do Martim Moniz e uma Rua Augusta que não são as da minha cidade. Uma tristeza que se vê, uma melancolia que se sente e um desespero que de tão silencioso se torna gritante.
Uma Lisboa de tantos Lisboetas, de tantas pessoas que aqui não nasceram mas que escolheram ou foram escolhidas para ficarem ligadas a ela.
O melhor que posso dizer sobre o filme é que depois de o ver escolhi não pensar nele durante uns tempos. Deve ser uma dor completamente avassaladora. Tão grande que nem uma pessoa com filhos deve compreender o que sentiria se de repente eles desaparecessem.
Depois de tantas discussões "tertulianas" sobre a RTP, podemos dizer que esta noite foi prestado serviço público.

domingo, abril 22, 2007

O meu Domingo

"The child is grown, the dream is gone.I have become comfortably numb."

Pink Floyd:

sexta-feira, abril 20, 2007

Quando eu...

Quando eu for inteligente como o Caixa quero escrever um texto que inclua palavras difíceis como: rabicundo (avermelhado) fleumático (Imperturbável) loquaz (falador) e estreme (genuíno).
Quando eu for tão carismático como o Valverde quero que duas gémeas Checas me perguntem num bar se não nos conhecemos.
Quando eu for experiente como o Alex quero usar na mesma frase as palavras: eu (Lemmings), gémeas Checas (lindas), noite (pelo menos 5 horas), bem passada (jogar xadrez).
Quando eu for estratega como o Ricardo quero ganhar às gémeas checas a jogar xadrez
Quando eu for trabalhador como a Luci quero fazer um mestrado, doutoramento e pós doutoramento em física aplicada em apenas 6 meses.
Quando eu tiver a altura do Torrado não quero ter que precisar de um escadote para a apanha da azeitona na quinta do meu avô.
Quando eu perceber de música como o Louro quero tocar guitarra como o Caixa
Quando eu conseguir dormir tão pouco como o Luis quero ler toda a bibliografia do Eça numa semana.
Quando eu tiver a idade do Zé quero perceber tanto de computadores como o Fisgas.



Ver jogos com palavrasem: http://www.instituto-camoes.pt/cvc/exercicios/jogodia/

E agora, a previsão do estado de espírito para o fim-de-semana

Boa tarde, senhores blogoespectadores.

Para este fim-de-semana, prevê-se uma melhoria das condições do estado de espírito, essencialmente devido à movimentação de uma massa parental de Lisboa para o Alentejo. A massa parental deverá afastar-se de Lisboa durante o final da tarde de sexta-feira, garantindo já esta noite uma subida da libertinagem mínima, bem como a permanência ao longo dos próximos dias de um confortável sofá desimpedido (com ocasionais períodos de vegetação) e condições favoráveis à ocorrência de guitarradas e cantorias lá em casa.

Para amanhã, prevê-se futebolada ou corrida matinal, após o que os níveis de adrenalina deverão subir. Durante a tarde, o estado de espírito será mais instável devido à aproximação de um sistema de aulas de espanhol, devendo alternar os períodos de risada descontrolada com alguns períodos de sono a desafiar os limites da resistência humana. Para a noite, prevê-se uma elevada subida da libertinagem mínima.

No Domingo espera-se novamente futebolada ou corrida matinal, podendo até ao final da manhã ocorrer intensas guitarradas e cantorias. Ao início da tarde, as condições do estado de espírito agravar-se-ão, com o regresso da massa parental à região de Lisboa. A tarde será marcada por períodos de estado vegetativo e no final do dia deverão ocorrer depressões de domingo-à-noite que passarão de fracas a moderadas até segunda-feira de manhã.

E é esta a previsão do estado de espírito. A todos os blogoespectadores, desejamos um fim-de-semana desvairado!
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quarta-feira, abril 18, 2007

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terça-feira, abril 17, 2007

Já compraram os bilhetes para o SBSR?



Jesus & Mary Chain
Sometimes Always

em contagem decrescente...vai ser a loucura...

Los Santeros...o cartaz



Estão todos convidados...

segunda-feira, abril 16, 2007

Há dias assim...

Em que um gajo acorda cheio da pica, em que o dia amanhece a prometer sol e calor, em que a boa-disposição contagia, em que se pega no telefone e se despacham os mil e um pendentes acumulados nas últimas semanas, em que se leva nas orelhas da boss mas caga nisso, em que o ar condicionado deixa a sala na temperatura perfeita, em que o almoço estava muita bom, em que o metro chega justo quando se pousa o pé na plataforma de espera, em que os astros todos parecem alinhados para que o dia seja perfeito!

Há dias assim...
Espero que amanhã seja um deles, porque eu hoje só quero mesmo chegar vivo a casa... Fonix mais às segundas-feiras...
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domingo, abril 15, 2007

Da Deolinda, e do pouco que falta para acordar

Ai, ai... hay que erguer da cama o rabinho
tarda pouco mais que um bocadinho.

Mas se algum valor há em escrever num blog de moderada audiência, que seja o divulgar o valor da música que fala a língua tuga mais tuga não há. Pois se depois de assistir pela primeira vez a um concerto da Deolinda fiquei serenamente impressionado, depois de assistir pela segunda vez a um concerto da Deolinda - o que foi há pouco mais que um bocadinho - fiquei menos serena mais emotivamente impressionado.

Amigos, amigas, se tiverem oportunidade, não deixem de ouvir estes artistas. São a essência poética e musical portuguesa revisitada, com travos de humor e ironia, e um talento do tamanho da saudade. E aquela sensual vocalista - quase escrevia voz mas é mais do que isso - é que dá mesmo cabo de mim...
Aqui estão dois vídeos do que penso ter sido o primeiro concerto deles, aqui um vídeo com pouca imagem - é mais som - do mesmo concerto, captado por um compincha blogger cá da casa, e aqui o myspace.

Foi boa a noite, a noite de sábado que sabe - já pensei nisso noutras noites de sábado, enquanto a cabeça já encostava na almofada - que sabe, dizia eu, a agri-doce.
Mas amanhã há que levantar cedo, há que estar em boa forma, há que fazer a corrida de atletismo solidário - olha as cenas em que estes tipos me metem - e há que fazer boa figura não vá o acaso destinar a vocalista dos Deolinda a correr ao lado da equipa do Campolide...
E cá acrescento - nem a propósito que tenhamos falado disso justo ontem - que a 27 de Maio teremos corrida no estádio do Glorioso, sei que os há aí curiosos e interessados em participar.

Posto isto, é hora, me vou, repousar, dormir, ganhar forças para tirar, tarda pouco mais que um bocadinho, da cama o rabinho. Vai doer...
Mas ai ai... curtos ou largos os passos,
hay que não deixar mal os amigalhaços.

sexta-feira, abril 13, 2007

Comunicado


OS THE LOS SANTEROS EM RIO MAIOR


Os The Los Santeros apelam à nação Santera! Santeros e Santeras deste país, seres vivos em geral - Los Santeros precisam de vocês!!!


Vai realizar-se no próximo dia 21 o maior concerto de Los Santeros de sempre do mundo! Camiões cheios de material de som, cervejas, palcos, chihuahuas, pirotecnia, cervejas e dois aviões com cervejas já chegaram a Rio Maior, para preparar o concerto do milénio.


Este é o concerto do tudo-por-tudo, uma final antecipada, o mata-mata, o bebe-bebe, aquilo por que lutámos toda uma vida.


Assim, os Santeros pedem ao país que retribua aquilo que os Santeros lhe deram durante os últimos 30 anos – barulho.


Sim, os Santeros sempre estiveram presentes nas alturas em que o país mais necessitava deles: no pós-PREC, dentro das maiores mocas de Rio Maior, no funeral de Sá Carneiro, na campanha de apuramento para o México '86, por trás de Guterres servindo de calculadoras, em todas as fábricas que fecharam, na concepção do filho da Marisa Cruz, naquele casamento, na casa de Irene, na abertura da Independente e no fecho do Independente, a ajudar a acabar com o stock de cerveja produzida a mais para o Euro 04, enfim, inúmeras ocasiões em que o país necessitou e os Santeros disseram "presienties!"


Agora são os Santeros que vos pedem: estejam presentes, não só no concerto como no caminho para o concerto. Vamos formar um cordão humano desde o Barreiro (donde sairão por volta das 15h) até Rio Maior. Ponham a bandeira Santera à janela. Façam parte da história.


Você não seria capaz de magoar 3 crianças, pois não? Seja humano. Ajude os Santeros.

quarta-feira, abril 11, 2007

Manhã Cedinho

Odeio levantar-me cedo.
Aliás, por vezes odeio levantar-me tarde também. Chego a deitar as culpas desse fenómeno no excessivo conforto da minha cama. Encontrei essa forma descomplicada de sacudir do meu capote a aquosa responsabilidade pela minha própria preguiça.
A verdade é que me custa, quase dói - mesmo que passada meia-hora a fazer snooze - finalmente tomar a decisão de empurrar para baixo os lençóis e assentar os pés no chão.

E no entanto, adoro as manhãs.
Adoro sair de casa manhã cedinho, com as ruas ainda desertas, o cheiro de bolos a cozer nos fornos das pastelarias, os vidros dos carros húmidos, o dia a despontar... Ver uma cidade que poucos na cidade vêem. E, aos poucos, as pessoas. E, aos poucos, a luz.
Sei que a meio da manhã - deve ser uma cena biológica - sinto-me melhor, penso melhor, trabalho melhor, e que, no final, todo o dia terá sido melhor.

Ah! a fascinante e contraditória condição humana...

segunda-feira, abril 09, 2007

As Coisas Pequenas

São tantas as coisas que afectam o nosso estado de espírito e tão poucas as que podemos controlar, rezava um anúncio a chá de tisanas. Tantas coisas... E o que mais me fascina é perceber como, no meio dessas tantas, são as pequenas coisas que acabam por ter um papel determinante.

Os Bush, essa incontornável referência da rock melódico, cantavam “It’s the little things that kill”. O David Aames, essa quase tão incontornável referência do cinema quanto a Sofia, afirmava no Vanilla Sky “The little things. There’s nothing bigger, is there?”.
E de certa forma, eu concordo. Mas só de certa forma. Vou dar exemplos.

1. Acordei hoje por volta das 5h40 com o chilrear compassado de um pássaro nas proximidades da minha janela, e depois tive dificuldades em adormecer. Coisa pequena, não?
Mas como fui eu parar à beira da loucura, prestes a abrir a janela e encher de molas da roupa o magano do animal?!

2. A minha boss não vem trabalhar hoje nem amanhã, para passar estes dias com os putos que estão de férias. Coisa pequena, não?
Como pude então eu ficar bem-disposto com este pormenor numa segunda-feira após um fim-de-semana prolongado?

3. Apesar das queixinhas todas, acho que até tenho boas condições de trabalho, sobretudo desde que aqui há umas semanas foi proibido o uso do chicote à terça-feira à tarde. Em contrapartida, foi-nos pedido que não ouvíssemos música durante o dia, sendo que hoje, com a boss fora, sempre vou pondo um phone no ouvido esquerdo de vez em quando. Coisa pequena, não?
Errado!!! Esta merda é grave!

Não estou aqui a falar de mariquices como passarinhos a cantar ou férias com os putos. A proibição de ouvir música no emprego, significa que, inadvertidamente, foi colocada em causa a minha felicidade no trabalho, e, consequentemente, a minha motivação, a minha produtividade, os lucros desta empresa, a riqueza do País, a sustentabilidade e equilíbrio do sistema financeiro internacional, a sobrevivência da Humanidade e a razão da existência do próprio Deus!
Vão-se as coisas grandes e vão-se as coisas pequenas, e não fica cá nada nem ninguém para contar a história, nem sequer a evidente hipérbole desta absurda linha de racioncínio...

E por isso aqui me apresento, humilde perante ti, ó patrão nosso que estás no... teu lugar(?), rogando-te, pedindo-te, em nome de tudo o que é mais sagrado, por respeito às coisas pequenas e às grandes também: deixa-me por favor, se é que me lês, pôr o outro phone para eu poder ouvir em stereo esta música que está a dar na Antena 3!

domingo, abril 08, 2007

Errol

Até pode estar a dar o "Butterfly Effect" na sic mas por acaso acho que todos os filmes protagonizados por este senhor:




são imperdíveis. O Errol (nome infeliz, coitado) fazia grandes filmes!

Nota 1: Acho que existe uma relação directa entre não conseguir andar (tenho um pé do tamanho de dois) e escrever 3 posts no mesmo dia
Nota 2: Deve igualmente existir uma relação entre tomar analgésicos como quem come smarts e começar a apreciar este tipo de filmes.

sábado, abril 07, 2007

Uma mensagem do povo oprimido nas masmorras do Santander



Nota: Se repararem a realização está ao nível de um "Citizen Kane" ou "American Beauty".

Será por isto que as franjas voltaram a estar na moda?

quarta-feira, abril 04, 2007

Boss & Cª

terça-feira, abril 03, 2007

O Manifesto Beijoqueiro

Tenho vindo a notar com desagrado, de há uns anos para cá, o sucesso das inovações em matéria de cumprimentos entre homem e mulher. No mundo dos negócios, passou-se a usar o aperto de mão, que é uma maneira mais formal de saudar as pessoas. No mundo dos betos, passou-se a usar o beijinho solitário, que é uma maneira mais simples de se distinguir os betos das pessoas normais.

Sou um tipo liberal, vocês o sabem, mas eis que desta vez pouso a capa, salto a pocinha, e vou mesmo armar em Velho do Restelo. Pois se há tradição de que me orgulho enquanto mediterrânico e latino, ela é a dos dois beijinhos! E a do refogado de tomate... Juntando o útil ao agradável, era rapaz para assentar dois beijinhos nas bochechas da senhora cozinheira que inventou o refogado de tomate.

Os dois beijinhos distinguem-nos dos povos frios com bolhas de segurança de um metro, que se saúdam com acenos, apertos de mão ou, perdendo a cabeça, tímidos abraços, de rabos empinados atrás, para que, Deus os livre, não se toquem as pernas!
Os dois beijinhos são a nossa forma de dizer “hey, és minha amiga e gosto de ti! Dá cá duas beijocas!”, ou “hey, não és minha amiga ou se calhar até nem vou muito à bola com a tua cara, mas o que é que isso interessa? Dá cá duas beijocas!”.
Os dois beijinhos são a nossa identidade cultural!
Os dois beijinhos somos nós!

E nós estamos sob ataque!
Do mundo corporativo que - não satisfeito com pendurar dos nossos pescoços um pedaço de pano com riscas, bolinhas, ou, no caso do Lemmings, Bambis – agora nos reprime a humanidade, e nos obriga a frígidos cumprimentos de braço estendido.
Mas sobretudo, dos betos e betas de Cascais, que nos baralham o esquema com as repetidas e imperdoáveis baldas no beijinho à direita.

Amigos e amigas, é chegada a nossa hora: vamos derrubar o aperto de mão! Vamos derrubar o beijinho solitário!
Vamos unir-nos e beijar-nos uma, duas vezes! E da nossa união nascerá uma força. Uma força que ninguém pode parar. Uma força que fará deste um admirável mundo novo...
Um mundo humano...
Um mundo caloroso...
Raios me partam, um mundo beijoqueiro!

O Pão

Quem diria que ser perito em pão seria tão interessante?

sábado, março 31, 2007

Dúvida existencial

Não sei o que é mais triste, se o facto de uma antiga vizinha da minha avó me ter oferecido um barco para ser usado no banho pensando que eu ainda era um puto (a minha avó já se mudou há mais de 10 anos e eu nessa altura já tinha um ou dois anos) ou o facto de ter gostado da prenda.

quinta-feira, março 29, 2007

Corredores

Estudei numa faculdade de longos corredores. Trabalho agora num escritório com corredores à saída da sala onde não deveria estar, neste preciso momento, a escrever posts. Sinto-me, portanto, preparado para elaborar teorias sobre serem os corredores locais propícios ao embaraço.

Ou isso ou eu sou esquisito. GOLOOOO!

Baseio-me nas vivências pessoais de encontros constrangedores em corredores.
O género de vivências em que vou corredor fora, tra-la-la-la-la , e vislumbro ao fundo, a caminhar na minha direção, o big boss. Nome fictício: Armando Barraca.

Armando Barraca não é necessariamente big boss. Pode ser um qualquer conhecido.
Não pode é ser amigalhaço. Porque se o fosse, ignorava-lo, acenava-lhe, levantava o queixo que nem forcado a gritar touro, hey touro!. Ou então gritava mesmo touro, hey touro!. Qualquer coisa...
Amigalhaços não geram problemas. Big bosses, colegas ou simples conhecidos, geram!

Voltando atrás: vejo o Armando Barraca e sei que ele me viu também.
E agora? Como procedo? O que manda a etiqueta que eu faça? Uma pessoa normal pensa nestas merdas? Terei a braguilha apertada?

As possibilidades são inúmeras.
Posso manter fixos o olhar e o sorriso, mas cautela! com os mal-entendidos que isso possa vir a gerar...
Posso desviar o olhar e concentrar-me na rugosidade das paredes até passar pelo Armando. Mas, não querendo usar o termo totó, isso parece ser bastante antipático.

E depois há momentos simplesmente tristes.
Como disparar um “boa noite”, e enquanto o faço perceber que são 10 da manhã e sou um asno.
Ou não conseguir optar entre o “bom dia”, o “atão???” e o “Armaaaando”, e acabar por balbuciar um “bom armatão?”, que não se percebe sequer se é uma pergunta ou uma afirmação. Sei apenas sou um asno e arrependo-me de não ter simplesmente dito "boa noite".

Amigos e amigas, é como vos digo. Os corredores são tramados. Aqueles quenianos então pá... Não há quem os apanhe!
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Brilhante discurso de tony blair... a verdadeira 3ª via

quarta-feira, março 28, 2007

Lemmings!!

Pela primeira vez neste século a minha mãe chamou-me pelo meu nome inteiro. Tenho que confessar que no meio do segundo nome comecei a tremer, no terceiro voltei a sentir que estava na primária e quando ouvi o último apelido lembrei-me perfeitamente do que tinha que fazer: Gritar com toda a força "Não fui eu" e pensar "que é que eu fiz desta vez?".

Na minha opinião não estamos cotas, não andamos é a ouvir raspanetes suficientes dos papás.

domingo, março 25, 2007

Ao Virar da Esquina

Perguntavam-me hoje os meus pais quando é que eu tinha ido a Fátima. Ora deixa cá ver, - respondi - foi no tempo do colégio, por isso já deve haver uns bons 17 anos. Sim, à vontade, confirmam eles.
Tudo bem, conversa banal, até seguiu mais uns minutos, mas pera lá... 17 anos?! Deixei-nos aos três, o meu pai, a minha mãe e eu sentados à mesa do restaurante. Fiquei sozinho com o pensamento. 17 anos?! É muito longe...

À noite, a minha mãe conta como tentou deitar umas gotas no nariz, mas não percebeu que tinha de tirar a tampa. Jorrou líquido para todo o lado menos para o nariz.
Rimo-nos, mas pera lá... A minha mãe não fazia estas coisas quando eu era miúdo...

Que raio se passa?! Até há pouco, eu não ficava velho, simplesmente saía mais com os amigos. Os meus pais não ficavam velhos, simplesmente tinham mais cabelos brancos.
Agora, os meus pais são jovens velhinhos. Vejo-o claramente na forma como deixaram de discutir, como conhecem as horas dos medicamentos um do outro.
Agora, eu sou mais velho. Vejo-o claramente, na forma como, não querendo as responsabilidades de uma vida adulta, sei que me vou levantar cedo amanhã, sei que vou pensar porra! não posso faltar, não posso mandar à merda o emprego, e as merdas todas que vou aturar esta semana... não posso porque... porque simplesmente não posso.

17 anos... Juro que foi ontem que cantámos senhor condutor, ponha o pé no acelerador, a caminho de Fátima, e já lá vão 17 anos... Amanhã, não tarda nada, tou a pôr gotas no nariz sem tirar a tampa do frasco.
É uma cena assustadora, estar tudo ao virar da esquina...
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sexta-feira, março 23, 2007

Custo de Oportunidade

Recordo-me da minha primeira aula na Faculdade. Foi Introdução à Microeconomia. Nessa aula aprendemos um dos conceitos mais importantes na esfera da economia e da gestão. Um conceito que hoje revejo vezes sem conta quando calculo WACCs, Betas alavancados e Taxas Internas de Rentabilidade. O conceito de Custo de Oportunidade.
Custo de Oportunidade pode ser definido como o custo da melhor alternativa possível que se renuncia como resultado de uma escolha, ou seja é o valor da melhor alternativa a determinada acção ou projecto.

Explicando este conceito ao estilo da revista Maria: vamos supor que um rapaz que se chama, a título meramente hipotético, Cofrezinho, nos coloca a seguinte questão: “Devo começar a namorar?”.
Resposta do consultor sentimental economista:
“Cofrezinho, tens que ponderar quais as tuas alternativas, escolheres as melhores e comparares o que ganhas com cada uma (e obviamente o que perdes ao não escolher as outras).
A título (nada) arbitrário eu diria que és assumidamente bissexual. Neste contexto tens pelo menos 3 hipóteses, escolhes um rapaz, uma rapariga ou ficas sozinho.
Vamos esquecer a primeira porque ainda não te assumiste e eu sei de fonte fidedigna que os teus pais lêem o Blog e portanto é melhor esquecer esta hipotese.
Se escolheres ser heterosexual terás que ponderar com que rapariga terás alguma hipotese. Dando o benefício da dúvida consegues encontrar uma rapariga engraçada, boa, pessoa e com sérios atributos ao nivel emocional. Ela engraça contigo e vamos imaginar que ao jantar comeste sopa de pau de cabinda com canela o que a deixa impressionada e no dia seguinte pede-te em casamento. O que podes ganhar: companhia para deixares de ir ao cinema sozinho, uma apanha bolas (no ténis), dores de cabeça noite sim, noite não, 3 a 4 dias por mês de inferno na terra e sessões de compras de naprons no el corte que durarão 2 horas cada.
Terceira hipotese, ficas sozinho. Ganhas o direito de leres a playboy sem dares explicações, ver os jogos do benfica na sala com os pés em cima do cão de louça enquanto bebes uma mine pelo gargalo da garrafa, cantares quando te apetecer e convidares os amigos para um jogo de poquer.
O que deves escolher? Tens que ter em conta o custo de oportunidade e neste caso é bastante simples: come a sopa e torna-te heterosexual.
Porquê?
Tendo em conta que se decidires ficares com um homem, provavelmente não poderás falar de futebol, de gajas nem de carros porque convenhamos és gay, o outro é gay e pessoalmente não vejo o que podes ganhar nessa situação: Hipótese 1 arruamada.
O que significa que tens que ponderar qual é o teu custo entre perder uma rapariga engraçada e a liberdade enquanto homem independente.
Tendo em conta que mesmo que a última signifique o fim dos domingos na bola, jantares de batatas fritas com gelado e caramelo e andares nu pela casa, se deixares a segunda isso significará o fim de sexo à borla.”
Como lêem custo de oportunidade é um conceito importante que pode ser utilizado em escolhas importante do tipo: “A qual destas suecas me devo fazer?; Devo comprar super pop limão ou fairy essencia de Aloe Vera?” e outras questões filosóficas de importância extrema.

quarta-feira, março 21, 2007

Porque hoje é Dia Mundial da Poesia...

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errónea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.


Fernando Pessoa

segunda-feira, março 19, 2007

Uma Viagem no Tempo

Perdoem-me desde já a extensão do post (isto vai ter 8 fotos), mas acho que a importância histórica do que aqui se vai expor mais que a justifica.

Consegui apanhar, através do Arquivo Fotográfico da CML, alguns fascinantes registos visuais da história desse mítico local, pilar da sabedoria, que é o Colégio de Campolide, onde muitos de nós passámos 4 marcantes anos. E não resisti a partilhá-los com vocês, amigos e amigas. Ora então vamos a isso...

1. Isto aqui é Campolide em 1968, visto de Monsanto. Não consigo precisar exactamente de onde em Monsanto, mas talvez o Fisgas possa ajudar nesse ponto. Não há cá Twin Towers para ninguém. Lá ao fundo, repousa trnaquilo, o Colégio de Campolide, os seus torreões apontados ao céu, que nem dois braços agitados no ar como quem grita "Vinde a mim essas brilhantes mentes económicas do País! Vinde! Ou trinta!".


2. Aqui vemos o viaduto Calouste Gulbenkian em construção no ano de 1961. Trata-se de uma foto tirada em hora de ponta, como comprovam os 6 carros visíveis na imagem.



3. Esta é uma das minhas favoritas. A travessa Estevão Pinto, em 1969. E incrível!, tem um ar quase chique!!! Não se veem peças de automóvel, nem óleo na estrada, nem bodes atados com uma corda ao portão da garagem... Não fosse o torreão lá ao fundo e jamais acreditaria tratar-se da mesma travessa onde cheguei a ter de conter a respiração para não vomitar o pequeno-almoço à conta do cheiro a ovinos.



4 e 5. Duas fotos do início do século.



6. Esta é de 1905. Quase 100 anos antes de eu ter começado a dar tareões de ping-pong na malta aqui do blog, justamente ali naquele cantinho vazio à direita, que viria a ser a residência dos estudantes e a cantina dos pobres. E quase dá para comparar com a foto do template aqui do blog.



7. Uma visão frontal, de 1961. Delicioso, o pormenor do olival onde agora, durante o dia, se amontoam os carros estacionados, e durante a noite, casais apaixonados expressam o seu amor carnal.



8. E, para terminar, este bonito registo sem data. Terá sido por esta altura que se instaurou o hábito de deixar os animais ali na travessa. Há 100 anos, eram burros. Hoje em dia são bodes e cães. No futuro, a travessa Estevão Pinto poderá muito bem vir a albergar a sede da EMEL.

domingo, março 18, 2007

A Mini Maratona de Lisboa

Surpreende-me sempre perceber que existe vida num domingo de manhã. Surpreende-me a multidão de camisolas amarelas que, bem cedo, já aguarda em Entrecampos o comboio para a outra margem. Claro que daí a uma semana, aquela malta fica toda a dormir até às 11 da manhã, como é comum fazerem as pessoas comuns.

Surpreender-me-ia qualquer outra coisa, até porque pessoas comuns são toda aquela delirante multidão. Jamais faltam ao evento a mulherzinha que fala e ri mais alto que toda a carruagem, ruído do comboio incluído, ou o tipo dos trocadilhos, que, do Pragal a Belém, vai puxado o gatilho à esquerda e à direita bang bang: "E prontos, já chegámos à mini-maratona. Onde é que estão as minis?".

Tenho pena de só ter descoberto a mini-maratona de Lisboa no ano passado, e somente graças à insistência de um compincha blogger da casa. É que é uma cena do caraças, e este ano, com o tempo espectacular que esteve, ainda mais do caraças foi! Tenho pena que a malta amiga não tenha alinhado, e tenho pena de não ter feito amigos novos na prova.

Mas em sobre-humano esforço lá contive as chalaças que me ocorriam, e fiz os meus belos dos 45 minutos, que acho ser uma marca razoável, embora admita que nos últimos 3 quilómetros fui sovado e ultrapassado pela minha mente que, à sofrida passagem do meu corpo pelos postos de animação de rua, já se refastelava nos relvados de Belém, as bailarinas-animadoras a massagarem-lhe as pernas.

Gabo-me de ter terminado à frente de, entre outros, um padre pregador, duas noivas barbudas e barrigudas, a brigada dos Grandes Portugueses - onde seguiam, sob flashes, o D. Afonso Henriques e o Camões - um carrinho de compras do Continente com pessoas de Almada, e esta malta toda:


Para o ano lá estarei de novo, com uma importante lição aprendida de experiência: se tencionas levar telemóvel e máquina fotográfica nos bolsos - coisa que já de si não revela grande presença de espírito- então pelo menos, e pelo respeito aos restantes corredores, leva uns calções que se possam apertar. À falta de racionalismo, há que recorrer ao empirismo...

quarta-feira, março 14, 2007

Uma Ideia Nova

Tanto quanto me permitiu o relance que dei ao jornal da senhora que esperava o comboio à minha frente na fila, o Metro noticiava ontem que são criados 400 blogs por dia em Portugal. A ser esse esse o caso, fico a desconhecer somente 399 dos que foram criados na passada sexta-feira, dia em que me fiz perder algum tempo e ao patrão algum dinheiro, a montar um novo espaço na blogosfera.

Chama-se O Programa que Afinal é a Cores, e é um vídeo-blog onde vou juntar uma selecção de vídeos do youtube que ache interessantes e capazes de me entreterem nas horas mortas do emprego.

Optei por postar lá com um outro nick, que isto de andar na blogosfera com o nome por que me tratam na rua não tá com nada, e para risco já me basta o do penteado, à conta de que me dizem sempre as cabeleireiras "você deve ser mesmo teimoso", e eu que não, que não.

Fica em http://programa-a-cores.blogspot.com/ (tomei aliás a liberdade de o acrescentar aqui ao lado na caixinha de links) e gostava que o visitassem e, a quererem, deixassem os vossos comentários e sugestões, que serão sempre muito bem-vindos!

Encontramo-nos por lá então...

terça-feira, março 13, 2007

isto faz-me sentir bem...

segunda-feira, março 12, 2007

Só repeti a palavra doze vezes...

Já temos idade para ter saudades. Saudades de pessoas, de momentos, de expressões, saudades de nós, do que fomos e do que sentimos.
Já temos idade para ter saudades mas ainda temos idade para construir recordações.
Em cada jantar recordamos as pequenas coisas como as noitadas, os exames, os matrecos, as músicas e os exageros que fizemos, e as grandes como o futebol, as miúdas, as vitórias, as derrotas, os sorrisos, os olás e os adeus, mas além disso ainda enchemos o baú das memórias para um dia recordar as locomotivas, as raposas, as caipirinhas, os cigarros, os palavrões, as suecas e as checas.
Tenho saudades do primeiro ano e das borgas, do segundo e dos novos amigos, do terceiro e do Algarve, do quarto e do Brasil, do quinto e de Erasmus.
Tenho também saudades depois disso, dos jantares, da Serra da Estrela, da Areia Branca e de Tomar. Tenho até saudades do Luso e não estive lá.
Mas também sei que vou ter muitas saudades do ontem, da passagem de ano, do frango na praia, do acidente de carro, do nosso Carnaval, das havaianas, dos jogos contra gestão e dos concertos em Rio Maior.
Agora que penso, tenho saudades de sair antes das 22h, poucas saudades das aulas e muitas saudades das baldas.

Nota: As poucas saudades das aulas não se aplicam às aulas práticas de Calculo I e da professora da respectiva cadeira.

Quem será?

Sempre que leio o Público lembro-me do nosso Calvin:

sexta-feira, março 09, 2007

Sanduiche iche

Um clássico...
Conselhos para uma alimentação saudável, por Ruth Lemos, a nutricionista que tinha um auricular onde se ouvia a si própria com um ligeiro lag.

A andar à roda

Quando esta manhã assentei que o meu estado de espírito é cíclico no ano, estranhei, ao mesmo tempo, pela clareza da coisa, não o ter percebido mais cedo. Cena esquisita...

Acordei bem disposto como o dia. E foi-me familiar de outros inícios de Primavera aquele sentimento de paz com o mundo. Exacto... Tal e qual aquela manhã de Março a pé a caminho da faculdade.
E depois pensei em Maio: a feira do livro e o deslumbre, a cada ano que passa maior, com as mulheres de Lisboa em roupa de Verão.
E depois pensei em Agosto, a trabalhar a meio gás na cidade parada.
E depois pensei nas tardes de Domingos invernosos passadas no sofá.

Estranhei só agora ter clara esta ideia, porque - é uma cena esquisita, bem sei - desde que me lembro de conceber o ano, sempre ele teve, para mim, a forma de uma roda de bicicleta empenada, a pairar no vazio.
O Janeiro paira abaixo e à direita de onde observo, e é o mês mais descido. Até ao princípio de Agosto o tempo está sempre a subir e a afastar-se. Agosto é um mês longo longo, que o obriga a correr depressa. E depois disso, o tempo chega-se outra vez a mim.

O tempo a andar à roda... Definitivamente, cena esquisita...

quarta-feira, março 07, 2007

Apanha o gajo!

Para quem perdeu a comédia de ontem à noite no "jogo de despedida" do Figo, presenteio-vos com uma foto que resume bem o que aconteceu.



Se quiserem ver ou rever o maravilhoso incidente, clickem no video abaixo e apreciem.



P.S. Se repararem bem na parte em que estão no túnel, conseguem ver o Figo a tentar furar por entre os seguranças para dar porrada em alguém.

Eu Sou Duas Pessoas...

A primeira
Caraças pá, que hoje o dia foi cool!
Aquilo lá no escritório anda fixolas e quase me assusta pensar que retiro prazer do trabalho.
Epá, e mesmo saindo tarde, ainda deu para ler no comboio, arranhar uns acordes, ver o Sete Palmos de Terra e ler outra bequita. E ainda não tenho sono!
Amanhã, levanto-me às 6, saio de casa cedinho, e vou correr antes do emprego.
Ya, é isso! E vou correr todos os dias a partir de agora. Para sempre! C’um caraças, vai ser lindo! Aaaahh, agora vou-me virar para o outro lado, aconchegar-me na almofada e viajar até à Terra dos Sonhos.

A segunda
-Acredita em mim, Helena Coelho, estes baloiços são muito confortáveis. Claro que para ti não tanto por causa dessa curtinha bata branca que tens vestida, mas mesmo assim... De certeza que não queres andar um pouco?
- Pronto, tá bem, mas só se me prometeres que...
YOU'RE BEAUTIFUL
Raios partam o James Blunt, que nem nos baloiços um gajo tá safo.
-Desculpa Helena, mas qual é a promessa afinal?
-Já disse, tens que me prometer que...
YOU’RE BEAUTIFUUUUL
Argh, odeio este banana com todas as forças do meu ser!
IT’S TRUE
Oi oi oi oi oi, pera lá... Isto parece mesmo o meu rádio despertador. Ora tu queres ver...
I SAW YOUR FACE
Nooooooooooooooooooooo!
IN A CROWDED PLACE
Fonix, e já são 6 da manhã?! Acabei de me deitar, caramba!
AND I DON’T KNOW WHAT TO DO.
Ó cum caraças! Mas quem é que pôs esta merda a tocar às 6 da manhã?! Eu devia tar mas é maluco!
'CAUSE I’LL NEVER BE WITH...
Trungas!, ora volta a tocar às 7 e meia e agora vou-me virar para o outro lado, aconchegar-me na almofada, e regressar à Terra dos Sonhos.

segunda-feira, março 05, 2007

Decisões

Estava eu sentadinho no meu sofá com os pés em cima do meu cão a ver televisão nacional quando eis que surgue algo para me atormentar a mente: um spot publicitário do Bruno Nogueira para a Super Bock sem alcool e com 3 sabores á escolha.
É que a vida já é complicada por si, mas os gestores das empresas nessa busca infame pelo lucro, decidem lançar sub-produtos de produtos que pertecem a uma ou outra família de produtos. Agora quando saímos á noite com os amigos para um belo serão de convívio, temos de decidir a zona da cidade para onde ir.
Depois como ir.
Depois o Bar para onde ir.
Lá chegados é a vez de escolher a mesa.
Já sentados falta escolher a bebida (com alcool ou sem alcool).
- Ok. Bebo uma água!
-Sim , mas de que sabor? e com ou sem gás? natural ou fresca?
- Para evitar tanta decisão, opta-se por uma bela jola.
- Sim, mas com ou sem alcool, e de que sabores, mini ou média, preta ou loura?

Começo a perceber um blogista da casa que já nem sai á noite para evitar estas decisões. De facto é uma opção. Mas ficamos em casa a jogar PC ou playstation (qual jogo?), ver televisão (qual dos 50 canais?) ir á net (qual dos biliões de sites?).

O melhor é ir para a caminha. Mas com quem? A esta já não vos respondo - sou um cavalheiro. Mas o que sei é que levo sempre a minha almofadinha de penas (sim, porque demorei dois dias a escolher que tipo de penas queria na almofada, isto depois de uma semana para decidir que queria uma com penas, decisão que antecedeu à se deveria comprar uma almofada nova...)
Decisão mais díficil da minha vida. Agora levo a minha rica almofada para todo o lado - para todo o lado que decida ir, claro....

Espremedor intelectual

Algo me diz que mesmo utilizando um destes de tamanho industrial:

Não se conseguiria tirar uma ideia de jeito da cabeça deste senhor:



Nota que pode ou não estar relacionada com o dito senhor: É no mínimo irónico os senhores que defendem que deve ser criado um museu ao Salazar e ao Estado Novo recorrerem ao argumento de liberdade de expressão...

sexta-feira, março 02, 2007

Alan "Pinto" Greenspan


Opa está ao rubro! Neste momento ainda não foi iniciada a discussão para a desblindagem de estatutos da PT mas mesmo assim são muitos os órgãos de comunicação que se engalfinham para dar notícias “na hora”.

Esta atitude recordou-me um episódio engraçado que ouvi pela primeira vez na aula de Finanças do Pinho e que voltei a ouvir numa aula de derivados quando estudei na Suécia.

Segundo reza a lenda muitos jornalistas e analistas norte americanos estudavam todo o comportamento que precedia aos discursos do Greenspan sobre a economia Americana tendo um deles escrito um livro em que entre outras variáveis estudava a cor das meias que o dito senhor usava e em que mão levava a mala quando se dirigia para a sala de reuniões. É esta a sociedade em que vivemos: a busca incessante por informação. Contudo, como em muitas outras coisas nesta vida, o que é demais não é bom e tira espaço para nos cingirmos ao que é importante e crucial.

Nota: enquanto escrevia este post veio-me à cabeça o Greenspan a dirigir-se a um flash interview da TVI em que entrevistam os jogadores após os jogos. Achei engraçada a ideia de o ver depois de correr 1h30, com calções e a dizer coisas do tipo: “eh pá, o Alan esforçou-se a 110% e foi uma boa vitória, mas pá, tenho que dar parabéns a toda a equipa e ao adversário, prontos era tudo”.

... Junta a tua à nossa voz!

Há bandeirinhas vermelhas a agitarem-se no ar e uma multidão de protestantes a concentrarem-se 8 andares abaixo de nós, ali na Praça Duque de Saldanha. Aqui ao escritório chegam os vestígios sonoros do acordeão e, parece-me que a certa altura assim foi a onda, uma ou outra música techno-cubana.

A secretária aqui da sala - que joga solitário uma grande parte do dia e não atende telefones quando não lhe apetece - já manifestou a sua pena por não poder jogar ovos para cima dos manifestantes, essa cambada de comunas-preguiçosos-parasitas-matavos-a-todos, que deviam era ter estado nas torres gémeas no dia 11 de Setembro.

Pessoalmente, respeito a sua posição moderada, mas discordo radicalmente! Este ambiente de contestação desperta em mim ferozes e assustadores instintos reivindicativo-revolucionários. Normalmente sou um tipo pacífico, mas se oiço a palavra camarada, transcendo-me! E não vou tolerar mais os abusos neste emprego. Sou pago para fazer um bom trabalho, mas vou exigir condições! CON-DI-ÇÕES! CON-DI-ÇÕES! Estes porcos capitalistas que se danem, mas eu não passo de hoje sem ir requisitar post-its pequeninos!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

It's on fire!

Em honra de eu finalmente ter conseguido aceitar o convite deste blog, quero partilhar convosco, aliás, com toda a BLOGOSFERA, o maravilhoso video do meu carro a arder.



Para quem não sabe o que aconteceu: ia eu para a Beira Baixa, onde passaria um Natal relaxante e extremamente desinteressante, quando o meu carro foi atacado por um aterrador saco de plástico cheio de vis folhas secas. Apesar do meu carro corajosamente ter passado o saco a ferro, este ficou agarrado ao carro e as folhas imediatamente puseram em acção o seu plano de incendiárias-suicidas, com o resultado que já viram.

Resumindo: um saco cheio de folhas secas fez danos cuja reparação foi orçada em 25.000€, e eu tive o Natal mais interessante dos últimos tempos, ficando ligeiramente atrás daquele em que recebi dois pares de meias em vez de um só (bons tempos).

Portanto caros bloguistas já sabem, se virem um saco cheio de folhas secas fujam, sejam medricas, a não ser que estejam a caminho de algo extremamente desinteressante.

Mais um passo para não compreender as mulheres

Já todos sabemos que as mulheres têm uma atracção especial por Homens comprometidos.
O que eu descobri ultimamente é que elas também têm uma atracção por Homens platonicamente comprometidos (leia-se não correspondidos).
De repente um novo mundo se abre... ou será que já estava aberto e só neste situação se ganha a sensibilidade para perceber o que se passa á nossa volta?
É mirabolante pensar que só quando um Homem se interessa por alguém é que elas se interessam por esse Homem, o que por dedução retiro que para essa pessoa gostar dele, este precisa de gostar de outra, ou estou enganado?
Confuso?!
A explicação poderá passar pelas feromonas, disse um blogista cá da casa.
Repondo a ele: se existisse alguma explicação lógica para o que elas pensam ou fingem pensar não estaria a postar nem á procura num emprego no campo, não é?

Nota: Procuram-se empregos no campo. Urgente!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Decisões desportivas

Comunica-se o facto de a partir da passada sexta feira ter deixado de ver futebol até à próxima época.

Concentro-me no tiro com arco, krav maga e como tenho bilhete de época acho que de duas em duas semanas vou fazer tricot para a minha segunda casa. Ao menos é mais excitante que ver estrelas internacionais como o Custodio (o nosso capitão?!?), Ronny (o Roberto Carlos de Cabo Verde ?!?), Alessandro ?!? e tantos outros a jogar...

Se arranjasse mais dez amigos para ir jogar contra aqueles trombolhos acho que ganhávamos. Estou tão confiante que até levava o Caixa para jogar a trinco, o Luís a central e o Leo como extremo esquerdo. Ricardo, tu serias o estratega (treinador esté claro!).

Última Nota: Estou farto de Lisboa, um emprego no campo procura-se!