quinta-feira, agosto 02, 2007
Quem Frequenta Campolide - A Sequela
Pois o tempo é chegado para uma sequela. Porque se há coisa que não falta por aí são cromos a navegar a net. Vejamos então quais têm sido as buscas mais peculiares nos últimos tempos. Rufem os tambores!
“ursos pelados”
Hum... alguém andou a ver a versão hardcore do lost. Tenho um amigo que me contou que... Bom, adiante...
“o que as raparigas gostam num rapaz”
Caramba, apanharam-me!
“dentição dos caracóis”
Mas que diacho há com esta gente?! É o fim do mundo em cuecas ou quê?! Não era suposto a net ser um antro de perversidade? Então onde é que ela anda?!
“ratinha apertada”
Ou bem que estamos a falar de um hamster em apuros ou então... encontrámos a perversidade.
“Mulheres beirãs”
Quais suecas sacanas quais quê...
Aquelas matronas beirãs é que é, com as longas e quentes saias castanhas, ruças de rojarem o chão, os braços da largura de um cepo a carregarem os tabuleiros com o cabrito assado, enquanto os buços pingam gotas de sensualidade... Aaaahhh....
“convencer uma namorada a me perdoar”
Meu, não sei o que raio fizeste à tua namorada, mas se estás à espera de encontrar a solução na net, se ainda por cima o teu desespero já chegou ao ponto de clicares num link para um blog de economistas em busca da solução... ui... não deves ser boa peça...
Tu não me digas que eras o gajo das suecas sacanas?!
“odeio ex namorado”
AHAHAH
Tás tramado, meu!
AHAHAH
“swing parque de campismo”
Oi oi oi! Pára pára pára!!
Ok malta... quem se bufou sobre o fim-de-semana no Luso?!
E agora perdoem-me novamente, mas tenho de ir ali fora, uma vez mais, parti-me a rir...
AHAHAH
quarta-feira, agosto 01, 2007
Solta o geek que há em ti
Aliás, de outra forma não poderia ser. Fiquei viciado numa história infantil, não o acreditaria possível, desde que li os primeiros livros da série sentado nas confortáveis cadeiras das aulas de história económica. Nos dois últimos volumes, cedi à moda de comprar a versão original pouco depois do lançamento, e guardo boas memórias dos dias de Verão passados embrenhado na leitura, entre um mergulho no mar e uma sandes de fiambre.
Agora que estou a ler o último livro, não alimento elevadas expectativas quanto ao final, tenho uma ou outra teoria sobre o que poderá acontecer mas, ainda assim, e acima de tudo, procuro evitar contacto com qualquer potencial fonte de spoilers, como o youtube ou a wikipedia.
Encaro o desfecho com sentimentos mistos. Por um lado, quero finalmente saber as respostas, mas por outro tenho pena de não poder voltar a passar por todo este processo de comprar o livro nalguma obscura livraria onde a versão adulta ainda não esgotou, sentir a ansiedade de chegar a casa e ficar a ler na cama até tarde, e acabar a leitura com uma certa revolta por ter de esperar dois anos pelo próximo volume...
É geek, mas caramba... vou ter saudades!
:/
terça-feira, julho 31, 2007
Para quê complicar?
... e no entanto as melhores de todas continuam a ser as descomplicadas Triunfo Aveia Original!
PS 1 - A foto não corresponde exactamente às Triunfo Aveia Original. Uma simples bolacha de aveia foi quanto se arranjou.
PS 2 - Não sei até que ponto estarei a ser injusto com este post... A verdade é que as Chipmix e as Maryland (sobretudo as de coco e as de avelã) também são malevolamente boas.
:)
segunda-feira, julho 30, 2007
Um grande livro... Grande como uma baleia
então não leiam o Moby Dick.
A não ser claro que, por alguma imperscrutável e estranha razão curtam bué baleias. E não estou a falar de curtir baleias do género “ah, a baleia é um gigante dos mares, parece-me um animal interessante!”. Não. Eu refiro-me a curtir baleias no sentido:
“Olá, eu sou o António, amo baleias, o meu filho mais velho chama-se Cachalote, o mais novo chama-se Tomás, como bolinhos de coco em forma de Gepetto ao pequeno-almoço, falo com eles durante a manhã, e toda a minha vida quis saber...
- que tipos de baleias existem,
- quais as diferenças anatómicas entre eles,
- quantos litros de espermacete existem na cabeça de um cachalote,
- em toneladas,
- e também em número de barris,
- qual o tipo de madeira desses barris,
- quem são os responsáveis por carregar esses barris dentro do baleeiro,
- se dois baleeiros se cruzarem em alto mar num dia de céu nublado, e já passar das 12h23 GMT, o arpoador do baleeiro situado mais a leste ou sul deverá subir ao outro barco com ou sem arpão?”
Se for este o vosso caso, então... opá, sinto muito... a situação é mais grave que o tom de voz do Barry White. Mas ao menos sempre poderão, talvez, quem sabe, gostar do livro.
Definitivamente, o Moby Dick é um livro especial para mim. Não só pesa quase tanto quanto o próprio Moby Dick, como está muito bem posicionado para alcançar um lugar de topo na minha lista de substâncias indutoras de sono.
: )
sábado, julho 28, 2007
Um Quarto de Século
Poderá parecer apenas mais uma data de aniversário, como outra qualquer, mas penso que não deixa de ter algum simbolismo.
Para o meu aniversário ainda falta uns belos meses, mas tudo indica que não irei celebrar esse evento em Timor, como um ou outro tuga que nós tão bem conhecemos, mas sim ao som de mais um concerto de Josh Rouse.
Pronto... brincadeiras à parte, e porque eu faço anos uns diazitos antes do concerto, aqui fica a data do próximo concerto de Josh Rouse:
- 26 de Novembro de 2007 - Aula Magna
Seguramente, mais um a não perder...
sexta-feira, julho 27, 2007
U Ómein das Istrêlas (Versão Portuguesa Ediberto Lima)
Não soube que hora era,
as luzes eram baixas
Eu inclinei-me para trás em meu rádio
Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo ' ' de n de alguma rocha, disse
Então o som alto pareceu desvanece-se
Voltou como uma voz lenta em uma onda da fase
Aquele não era nenhum D.J. aquele era jive cosmic hazy
Há uma espera starman no céu
Gostaria de vir encontrar-se com nos
Mas pensa que fundiria nossas mentes
Há uma espera starman no céu
É-nos dito para não o fundir
Causa que sabe que é toda de valor
Disse-me:
Deixe as crianças perdê-lo
Deixe as crianças usá-lo
Deixe todo o boogie das crianças
Adoro particularmente as seguintes transformações:
- Some cat was layin' down some rock n roll lotta soul, he said -> Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo de n de alguma rocha, disse
- There's a starman waiting in the sky -> Há uma espera starman no céu
- Let all the children boogie -> Deixe todo o boogie das crianças
Portanto, ficamos a saber que "rock n roll" se diz "rolo de n de alguma rocha" em português. Curiosamente, "starman" não tem direito a tradução.
Agora o meu preferido - e olha que não é fácil escolher um - é mesmo "deixe todo o boogie das crianças". Não sei bem o que quer dizer, mas parece-me a deixa ideal para quando o meu filho estiver a jogar à bola na sala e a minha mulher começar a hiperventilar e a dizer que o petiz é um fedelho que sai ao pai. Nesse momento, vou-me virar para ela e dizer "aí gata, não enche o saco não, deixe todo o boogie das crianças..."
:))
quinta-feira, julho 26, 2007
Vida Selvagem
Anteontem comprei uns sapatos novos. Ontem foi o dia de estreia.
Sabia que aquela não era a minha forma normal de caminhar, enquanto vinha do parque de estacionamento para o escritório. A sola ainda estava lisinha, ainda deslizava pelas pedras da calçada que nem faca pelo meio de manteiga tirada do frigorífico na véspera. O couro ainda não estava maleável, à conta do que perdi toda a naturalidade a fazer curvas ou desviar-me de obstáculos.
Eu era um pinguim no meio de humanos, a andar cuidadosamente, com passos curtos e braços abertos em busca de equilíbrio.
Reconfortava-me apenas o facto de ver, uns 20 metros à minha frente, uma outra criatura animal, igualmente deslocada: passadas fortes, pareciam que a calcar o chão, a cabeça a mover-se para cima e para baixo, braços ao lado do tronco com os cotovelos dobrados... Era claramente um T-rex! Parecia mesmo a forma de andar do... Mas seria possível?!
Estuguei a passada curta de pinguim e confirmei as minhas suspeitas. O T-rex era o meu boss. Não sei como pude sequer não reconhecê-lo de imediato. Aquelas passadas eram inconfundíveis: tão fortes que agitavam a água nos copos pousados nas secretárias, o que por um lado assustava, mas por outro ajudava imenso, pois jamais esta critatura superior hierárquica se conseguiria aproximar sorrateiramente de mim...
Sorri interiormente com a minha descoberta. Afinal de contas, mesmo sentindo-me um animal, tinha encontrado nas redondezas um animal ainda maior, e sem sapatos novos...
:)
terça-feira, julho 24, 2007
Informal
Quer-me parecer que a ideia era ser bem-educado, mas acontece que tomo ofensa em ser tratado por senhor por um puto de 16 anos...
Eu e o costinha éramos dois putos sentados no lancil à espera dos amigos, quando parou um carro à nossa beira, e dois gajos mais velhos, barbudos, nos perguntaram como é que se ia até à polícia, ao que devolvemos qualquer coisa como “o senhor vira à direita e depois segue em frente nas obras de construção da rotunda”.
Na verdade, não sei se esta 2ª história aconteceu, apenas a deixei aqui em reconhecimento pela minha – admito-a – obtusa boa-educação dos 16 anos, em que me dirigia aos mais velhos numa respeitosa 3ª pessoa e não percebia porque diacho a minha mãe insistia em meter conversa com as senhoras que encontrava no comboio, no autocarro, na fila da repartição de finanças...
Vejo as coisas de forma diferente hoje. Talvez por ter passado a mover-me em contextos mais formais e hipócritas, passei a reconhecer o valor de ambientes descontraídos. Gosto de tratar as pessoas por tu - torna-se difícil provocá-las na 3ª pessoa – gosto que me tratem por tu, e por vezes até me agrada trocar umas palavras com desconhecidos. Por outro lado, complica-me o esquema ver as tias de cascais a tratar os filhos por “a ritinha” ou “o martim”.
Sinto que porreiro porreiro seria tratarmo-nos todos por tu. Tu cá tu lá com a malta toda: amigos, pais dos amigos, professores, a helena coelho, toda a gente! E quem sabe se um dia, neste utópico mundo novo de descontração, poderíamos até, loucura!, vir para o trabalho com pantufas calçadas e colarinho sem gravata, ou parar à noite no Bairro Alto e dirigir um comentário a um desconhecido sem que daí se depreendesse fosse o que fosse do nosso estado de embriaguez.
:)
segunda-feira, julho 23, 2007
Singing in the... summer

:/
domingo, julho 15, 2007
Campolide em Madrid
A entrada... obscenamente cara. A cerveja... idem. A comida... espanhola. Pão com chouriço receita de Rio Maior... nem o cheirar. Os acessos ao recinto a partir da cidade... muito fraquinhos. A organização decidiu poupar nas casas-de-banho e nas mesas e cadeiras. Mais importante que tudo, a presença de meninas deslumbrantes não era nem metade da que usualmente se vê por eventos semelhantes em terras lusas.
Na excelente companhia dos amigos, no meio de uma multidão, a princípio modesta, às primeiras horas da manhã imensa, num ambiente super descontraído, propício à prática do meu castelhano enferrujado de tanta balda, assistimos a um porradão de concertos altamente, sempre com uma muito boa onda no público, com a malta toda a cantar, a dançar, a saltar, a gritar...
Fonix... E de pensar que amanhã lá terei de aguentar mais doze horas a assumir a pele, o fato e a gravata de um gajo sério e responsável que se preocupa com dinheiro... Até se me aperta o peito...
Cá deixo uns registos visuais que espero me ajudem a suportar a previsivelmente difícil manhã de segunda que se aprochega...
A malta, à chegada, animada com a perspectiva de 12 horas de pura curtição:
E a malta, já mais para o final da noite, literalmente de rastos depois dos Arcade Fire terem dado cabo das gargantas e os LCD Soundsystem dos joelhos, e, justamente por isso, ainda mais animada::))
terça-feira, julho 10, 2007
Este centro comercial é um deleitte...
De qualquer forma, acho que já me vou habituando a isto. Hoje fiquei desperto para as evidentes vantagens de trabalhar num edifício onde existem um centro comercial chique e uma grande empresa de auditoria que recruta massas de inteligentes e promissoras jovens.
A beleza que aí reside pode ser exemplificada pelo caso de, tendo eu combinado encontrar-me com o Ricardo no centro comercial daí a 10 minutos, e aparecendo ele somente daí a 30, durante os 5 minutos em que estou à espera - porque simplesmente fui demasiado optimista na minha estimativa de atraso - tenho sempre coisas interessantes para ver no centro comercial.
E depois ainda há as montras e as lojas.
:P
sábado, julho 07, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
Jornalismo sensacionalista e outras coisas
E agora algo completamente diferente: eu vou entrar de férias dentro de 3 horas. Nas imortais palavras dos Blur, Woooo hooooo!!!
:P
sábado, junho 30, 2007
Manhãs de Sábado
Adoro sair da cama e sentir que posso preguiçar sem remorsos, afinal tenho todo um fim-de-semana pela frente, jamais o fim-de-semana acabará, dois dias são a eternidade.
Demoro uma hora a arrumar o quarto, tomar banho e vestir-me. Desperdiço meia-hora da minha vida à deriva na net... Mas que importa?! Subo o volume da música, e penso que pena é a voz não responder depois de 10 horas de sono. Nunca almoço ao Sábado. Como carcaças frescas, daquelas que comia aos lotes de 4 quando era puto, e fiambre acabado de cortar. Tenho toda a semana para comer no prato.
Aaahhh, adoro o vagar das manhãs de sábado, normalmente prolongado até à aula de espanhol da tarde, hoje prolongado até mais tarde, que me vou baldar, pouco me preocupo, sinto saudades de ser irresponsável e vou matá-las agora!
:))
quinta-feira, junho 28, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
A minha música
Não faço questão de me chamar Martim, viver em Cascais com a minha mãe divorciada, praticar surf, e tomar o pequeno-almoço numa mesa cheia de torradas, croissants e sumo de laranja, mas sem qualquer vestígio de migalhas ou pingas de sumo entornado.
O que eu quero é ter uma banda sonora. Quero entrar em cena ao som de "Two-Headed Boy" de Neutral Milk Hotel.
Chegava de manhã ao trabalho e... Two-hea-ded-bo-oy...
Entrava numa reunião e... Two-hea-ded-bo-oy...
Soava a campainha de casa da Helena Coelho, ela fechava a água, saía do duche, vestia um roupão branco, abria a porta e... Two-hea-ded-bo-oy...
Quero ser personagem de novela e Neutral Milk Hotel seria a minha banda sonora. Não conhecem? Convidem-me para jantar.
:)
terça-feira, junho 26, 2007
Ai nem queiras saber o que o meu filho fez ontem à noite...
... no dia em que eu tiver filhos, espero não me tornar num daqueles fregueses habituais da máquina de café do escritório, que ali páram, desconfio que nem seja pelo café, mas somente e apenas para falar dos filhos,
do tamanho deles,
da parecença deles com a falecida irmã da avó materna,
da quantidade de vezes que acordaram ontem à noite,
da marca da papa que lhes dão de comer,
da cor e da consistência do vomitado,
dos peidinhos que dão ao adormecer...
Xiça penico, fechem a matraca ou mudem de assunto!!!
É que é todos os dias...
E há quem queira trabalhar aqui no escritório! (e eu também agradecia um pouco de sossego...)
:[
quinta-feira, junho 21, 2007
O dia mais longo do ano?
Curioso... É que justo hoje sinto que acordei da noite mais longa do ano. Tenho andado cansado, e vai daí ontem decidi:
1. Jogar-me cedinho para a cama, ainda não eram 10 e meia,
2. Deixar o cortinado e o estore (palavra brasileira para loja) abertos, para despertar mais depressa, e
3. Beber um porradão de água para despertar com a bexiga apertada e assim deixar-me de ronhas matinais.
Sei o que pensam: a ideia é genialmente simples, simplesmente genial! Pois não nego. Em teoria. Porque na prática, os efeitos foram menos felizes do que previ.
O primeiro foi acordar a meio da noite com aquela estranha sensação de “aiii cum caraças, já dormi bué, deve tar quase a tocar o despertador”.
Era meia-noite e meia.
Ora, esta sensação, apesar de fantástica quando se acorda às 4 da manhã e se pensa “ui ca bom, ainda faltam 3 horas para me levantar”, é um bocado estranha de se viver à meia-noite e meia, porque, caramba, por mais dorminhoco que um gajo seja, acordar fresquinho da silva 7 horas antes de levantar é um bocado abuso!
O segundo efeito foi acordar a meio da noite com aquela estranha sensação de “aiii cum caraças, se calhar era bom ir ao WC agora”, olhar para o despertador, ver que são 5 da manhã, e não conseguir encontrar as forças para tirar o corpo da cama, um bocado naquela onda de “opa, também daqui a pouco tenho que me levantar, já agora aguento mais um pouco...”.
O terceiro efeito foi basicamente não conseguir dormir mais do que 10 minutos seguidos depois das 6 da manhã, à conta da porra da luz. Lá me virei para a parede, o que até resolve o problema durante uns minutos, mas não numa situação de permanentes incrementos, por um lado do nível de luminosidade, e por outro da quantidade de líquidos retidos na bexiga, a implorarem pela abertura das comportas.
Em suma, a noite foi interminável.
Mas não vou queixar mais. Quero ser um tipo positivo. E a verdade é que, ainda que por caminhos tortuosos, lá consegui alcançar os meus objectivos: dormi pa caraças e quando soou o despertador... pois tenho que admitir que quando tocou o despertador, pouco faltou para sair da cama a correr.
Viva o Verão!
terça-feira, junho 19, 2007
Toma lá Gates, seu cabrão
I find this perspective hard to understand. By any reasonable calculation Microsoft has been a boon for society and the value of its software greatly exceeds the likely value of Mr. Gates's philanthropic efforts.
Here is a sketch of a simple model of Microsoft's social value. ...
In 2006, its revenue was $44 billion, with earnings of $13 billion. This money was generated by creating something consumers value. ...
Suppose that a copy of a new version of Windows sells for $50 (and is typically charged as part of the price of a personal computer). Microsoft's revenue from Windows would then equal $50 multiplied by the number of copies consumers snap up. ... But that's not the social value. That comes from the increase in productivity created when businesses and households use the software. The social benefit equals the value of the extra product, less the total paid for the software. Almost by definition, the benefit has to be positive. Otherwise, why would consumers willingly pay for Windows?
A conservative estimate ... is that the social benefit of Microsoft's software is at least the $44 billion Microsoft pulls in each year. When capitalized with the same ratio (22) that the market applies to earnings, this flow corresponds to a valuation of $970 billion. Thus, through Microsoft's future operations, Mr. Gates is creating a benefit to the rest of society of about one trillion dollars -- or more than 10 times his planned donations. And this counts only the likely future benefits, giving no weight to the past.
Mr. Gates has pointed out that it's difficult to give away such a large sum of money in a productive way. ... Mr. Gates's plan is ... to use the Bill and Melinda Gates Foundation to reduce world poverty, with an emphasis on advances in health. This is a noble goal. But it will likely just supplement the much larger existing programs ... that have been carried out for many years by international organizations and governments. These programs have, at best, a checkered record. Although Mr. Gates is probably smarter and more motivated than the typical World Bank bureaucrat, he likely won't do much better.
To find policies that are likely to alleviate poverty, it is best to look at actual successes and failures. In recent decades, the biggest single accomplishment is the post-1979 (post-Mao) economic growth in China. ... The second-best story is the economic growth in India...
Also illuminating is the greatest tragedy for world poverty -- the low economic growth in sub-Saharan Africa. In this case, the number of people in poverty rose by around 200 million from 1970 to 2000.
These examples suggest that the key question for poverty alleviation is how to get Africa to grow like China and India. An important clue is that the triumphs in China and India derive mainly from improvements in governance, notably in the opening up to markets and capitalism. Similarly, the African tragedy derives primarily from government failure. Another clue is that foreign aid had nothing to do with the successes and did not prevent the African tragedy.
One reason for this is that foreign aid is typically run through governments and, thereby, tends to promote public sectors that are large, corrupt and unresponsive to market forces. Perhaps the Gates Foundation will run more efficient aid programs than we've seen in the past, but I wonder. ...
Of course, Mr. Gates is free to do what he wishes with his $90 billion. But I think he is kidding himself if he believes that the efforts of the Gates Foundation are likely to provide society anything like the past and future accomplishments of Microsoft...
Como é que é possível falar mal de uma fundação que já doou $13.350.751.421, incluindo quase oito biliões de dólares para programas mundiais de saúde?
Como é possível dizer que "basta" à África melhorar a sua governação e, em particular, abrir-se ao capitalismo, especialmente depois do que se verificou na américa latina?
Como é possível um economista fazer um modelo multiplicativo e martelado para os ganhos sociais criados pela Microsoft sem sequer mencionar o facto de que é um monopólio e que pelo menos possivelmente isso criará algumas ineficiências?
Estou indignado!
P.S. Desculpem lá ter feito um post sobre economia neste blog de supostos economistas. :P



