quarta-feira, junho 27, 2007

A minha música

Quero ser personagem de novela.
Não faço questão de me chamar Martim, viver em Cascais com a minha mãe divorciada, praticar surf, e tomar o pequeno-almoço numa mesa cheia de torradas, croissants e sumo de laranja, mas sem qualquer vestígio de migalhas ou pingas de sumo entornado.
O que eu quero é ter uma banda sonora. Quero entrar em cena ao som de "Two-Headed Boy" de Neutral Milk Hotel.
Chegava de manhã ao trabalho e... Two-hea-ded-bo-oy...
Entrava numa reunião e... Two-hea-ded-bo-oy...
Soava a campainha de casa da Helena Coelho, ela fechava a água, saía do duche, vestia um roupão branco, abria a porta e... Two-hea-ded-bo-oy...
Quero ser personagem de novela e Neutral Milk Hotel seria a minha banda sonora. Não conhecem? Convidem-me para jantar.
:)

terça-feira, junho 26, 2007

Ai nem queiras saber o que o meu filho fez ontem à noite...

Um gajo às vezes vê o peixe a morrer pela boca, e admito que até possa parecer insensível falar como vou falar, mas ainda assim...
... no dia em que eu tiver filhos, espero não me tornar num daqueles fregueses habituais da máquina de café do escritório, que ali páram, desconfio que nem seja pelo café, mas somente e apenas para falar dos filhos,
do tamanho deles,
da parecença deles com a falecida irmã da avó materna,
da quantidade de vezes que acordaram ontem à noite,
da marca da papa que lhes dão de comer,
da cor e da consistência do vomitado,
dos peidinhos que dão ao adormecer...

Xiça penico, fechem a matraca ou mudem de assunto!!!
É que é todos os dias...
E há quem queira trabalhar aqui no escritório! (e eu também agradecia um pouco de sossego...)
:[

quinta-feira, junho 21, 2007

O dia mais longo do ano?

Hoje é o primeiro dia de Verão e o dia mais longo do ano.
Curioso... É que justo hoje sinto que acordei da noite mais longa do ano. Tenho andado cansado, e vai daí ontem decidi:
1. Jogar-me cedinho para a cama, ainda não eram 10 e meia,
2. Deixar o cortinado e o estore (palavra brasileira para loja) abertos, para despertar mais depressa, e
3. Beber um porradão de água para despertar com a bexiga apertada e assim deixar-me de ronhas matinais.
Sei o que pensam: a ideia é genialmente simples, simplesmente genial! Pois não nego. Em teoria. Porque na prática, os efeitos foram menos felizes do que previ.

O primeiro foi acordar a meio da noite com aquela estranha sensação de “aiii cum caraças, já dormi bué, deve tar quase a tocar o despertador”.
Era meia-noite e meia.
Ora, esta sensação, apesar de fantástica quando se acorda às 4 da manhã e se pensa “ui ca bom, ainda faltam 3 horas para me levantar”, é um bocado estranha de se viver à meia-noite e meia, porque, caramba, por mais dorminhoco que um gajo seja, acordar fresquinho da silva 7 horas antes de levantar é um bocado abuso!

O segundo efeito foi acordar a meio da noite com aquela estranha sensação de “aiii cum caraças, se calhar era bom ir ao WC agora”, olhar para o despertador, ver que são 5 da manhã, e não conseguir encontrar as forças para tirar o corpo da cama, um bocado naquela onda de “opa, também daqui a pouco tenho que me levantar, já agora aguento mais um pouco...”.

O terceiro efeito foi basicamente não conseguir dormir mais do que 10 minutos seguidos depois das 6 da manhã, à conta da porra da luz. Lá me virei para a parede, o que até resolve o problema durante uns minutos, mas não numa situação de permanentes incrementos, por um lado do nível de luminosidade, e por outro da quantidade de líquidos retidos na bexiga, a implorarem pela abertura das comportas.

Em suma, a noite foi interminável.
Mas não vou queixar mais. Quero ser um tipo positivo. E a verdade é que, ainda que por caminhos tortuosos, lá consegui alcançar os meus objectivos: dormi pa caraças e quando soou o despertador... pois tenho que admitir que quando tocou o despertador, pouco faltou para sair da cama a correr.
Viva o Verão!

terça-feira, junho 19, 2007

Toma lá Gates, seu cabrão

Estava eu a vagear pelos meandros da internet quando vejo este comentário, escrito por um Sr. Professor de Economia de Harvard, que apareceu no Wall Street Journal:

Bill Gates ... earlier this month collected an honorary degree from Harvard University. ... In collecting his degree, Mr. Gates delivered a commencement address that focused not on the information age, the rise of personal computers or the relentless efficiency his software has brought to nearly every industry. Instead, he focused on his own personal philanthropy. His implicit theme was that so far what he has accomplished may have been good for him and Microsoft shareholders, but it has been no great contribution to society. He suggested that with a personal fortune of about $90 billion ... it is time for him to give something back.

I find this perspective hard to understand. By any reasonable calculation Microsoft has been a boon for society and the value of its software greatly exceeds the likely value of Mr. Gates's philanthropic efforts.

Here is a sketch of a simple model of Microsoft's social value. ...
In 2006, its revenue was $44 billion, with earnings of $13 billion. This money was generated by creating something consumers value. ...
Suppose that a copy of a new version of Windows sells for $50 (and is typically charged as part of the price of a personal computer). Microsoft's revenue from Windows would then equal $50 multiplied by the number of copies consumers snap up. ... But that's not the social value. That comes from the increase in productivity created when businesses and households use the software. The social benefit equals the value of the extra product, less the total paid for the software. Almost by definition, the benefit has to be positive. Otherwise, why would consumers willingly pay for Windows?

A conservative estimate ... is that the social benefit of Microsoft's software is at least the $44 billion Microsoft pulls in each year. When capitalized with the same ratio (22) that the market applies to earnings, this flow corresponds to a valuation of $970 billion. Thus, through Microsoft's future operations, Mr. Gates is creating a benefit to the rest of society of about one trillion dollars -- or more than 10 times his planned donations. And this counts only the likely future benefits, giving no weight to the past.

Mr. Gates has pointed out that it's difficult to give away such a large sum of money in a productive way. ... Mr. Gates's plan is ... to use the Bill and Melinda Gates Foundation to reduce world poverty, with an emphasis on advances in health. This is a noble goal. But it will likely just supplement the much larger existing programs ... that have been carried out for many years by international organizations and governments. These programs have, at best, a checkered record. Although Mr. Gates is probably smarter and more motivated than the typical World Bank bureaucrat, he likely won't do much better.

To find policies that are likely to alleviate poverty, it is best to look at actual successes and failures. In recent decades, the biggest single accomplishment is the post-1979 (post-Mao) economic growth in China. ... The second-best story is the economic growth in India...
Also illuminating is the greatest tragedy for world poverty -- the low economic growth in sub-Saharan Africa. In this case, the number of people in poverty rose by around 200 million from 1970 to 2000.

These examples suggest that the key question for poverty alleviation is how to get Africa to grow like China and India. An important clue is that the triumphs in China and India derive mainly from improvements in governance, notably in the opening up to markets and capitalism. Similarly, the African tragedy derives primarily from government failure. Another clue is that foreign aid had nothing to do with the successes and did not prevent the African tragedy.
One reason for this is that foreign aid is typically run through governments and, thereby, tends to promote public sectors that are large, corrupt and unresponsive to market forces. Perhaps the Gates Foundation will run more efficient aid programs than we've seen in the past, but I wonder. ...

Of course, Mr. Gates is free to do what he wishes with his $90 billion. But I think he is kidding himself if he believes that the efforts of the Gates Foundation are likely to provide society anything like the past and future accomplishments of Microsoft...

Como é que é possível falar mal de uma fundação que já doou $13.350.751.421, incluindo quase oito biliões de dólares para programas mundiais de saúde?

Como é possível dizer que "basta" à África melhorar a sua governação e, em particular, abrir-se ao capitalismo, especialmente depois do que se verificou na américa latina?

Como é possível um economista fazer um modelo multiplicativo e martelado para os ganhos sociais criados pela Microsoft sem sequer mencionar o facto de que é um monopólio e que pelo menos possivelmente isso criará algumas ineficiências?

Estou indignado!

P.S. Desculpem lá ter feito um post sobre economia neste blog de supostos economistas. :P

segunda-feira, junho 18, 2007

é o último....quem vai?

Parelhas

Parelhas que fariam de mim uma pessoa feliz neste momento:

- Monsanto e uma bicicleta
- Um sofá e um livro
- Uma cama e uma almofada
- A guitarra do Paulo e a Meg White na bateria
- Qualquer uma das meninas da TV Cabo e uma praia deserta
- Quaisquer duas das três meninas da TV Cabo
- As duas DJ’s que estavam a pôr música na festa dos 80’s do sábado
- As duas miúdas que estavam a dançar atrás do Fisgas na festa dos 80’s do sábado

(isto está a ficar pouco original, suspeito...)

E para finalizar:
- Qualquer mistura dos elementos anteriormente referidos...

E sim, pode ser uma cama e uma bicicleta, qualquer uma das meninas da TV Cabo e a guitarra do Paulo ou até mesmo Monsanto e uma praia deserta. A única parelha que dispenso mesmo é uma cama e o Fisgas.
:P

quinta-feira, junho 14, 2007

Prazeres

Cada maluco tem a sua pancada. Ele há os que guardam religiosamente o último episódio do 24 para um dia especial, os que vão correr para o estádio universitário só para poderem comer mais caixas de gelado da Carte D’or enquanto vêem jogos de futebol, os que contam os carros com que se cruzam durante uma viagem do Algarve para Lisboa, os que comem batata frita com manteiga, os que gostam de acordar todos os dias com um homem diferente no chão do quarto... E isto só para pegar numa pequena amostra de malucos aqui da casa.

Portanto, quando inauguro esta rubrica com a confissão de alguns dos meus prazeres menos comuns, faço-o na segurança de me saber diferente mas igual a todos vocês. Como disse, cada maluco tem a sua pancada.

E eu tenho as minhas.
Gosto de lavar os pés e as canelas com gel de banho antes de me deitar. Pode ser água quente ou água fria, tanto faz. E não acontece regularmente. Mas quando o faço, epá!, retiro um prazer danado de cehgar à cama e esfregar os pés nos lençóis. Sobretudo no Verão, quando os lençóis são daqueles mais frescos.

Soa xoné? É verdade. Mas não me lixem: aposto que conseguem bem pior...
:)

Sugestão: Sean Riley & The Slowriders / The Cesarians


Caros amigos,
vai realizar-se hoje uma magnífica noite musical
no reputado Music Box no cais do sodré
com a presença da grande promessa nacional
Sean Riley & The Slowriders
e o cabaret rock dos londrinos
The Cesarians
Este vosso colega faz intenção de ir
e toda a companhia é bem vinda e muito apreciada
Não se arrependerão pois trata-se de um dos melhores
singers/songwriters que ouvi nos últimos tempos
escutai as canções movin on e marble arch
no seu myspace
Melhores cumprimentos a todos!

segunda-feira, junho 11, 2007

Choque Cultural

Fonix, a sério - percebo agora mesmo, enquanto escrevo, que uso esta expressão com muita frequência, e normalmente em situações em que estou prestes a arrancar do peito uma verdade inquestionável – acho que nunca pensei que trabalhar fosse uma coisa tão pegajosa!

As segundas-feiras já são, por si só, terreno pantanoso. Junte-se-lhe:
1 - um fim-de-semana passado na maior das descontrações, em ambiente festivaleiro, e com um consumo desenfreado de toneladas de música, cerveja e um ou outro pão com chouriço - receita de Rio Maior, e
2 - uma massa de responsabilidades e tarefas tão volumosa, tão assutadora, que esta manhã nem sequer consegui dormir em paz e sossego como habitualmente faço no carro, sempre que chego cedo a Lisboa,

e eis que se tem... um gajo deprimido! É que é um choque do caraças!

Tanto estou numa boa a desfrutar de algumas das melhores coisas que a vida tem para oferecer, quanto estou, passadas poucas horas, a aterrar sem pára-quedas na plena realidade de um emprego stressante.
Tanto estou a rir à gargalhada e a dizer disparates entre amigos, quanto estou, passadas poucas horas, de gravata apertada em torno do pescoço, a dizer que sim senhor, que claro que vamos preparar um novo modelo para acomodar as vossas necessidades.
Sou duas pessoas diferentes! Definitivamente, é um choque do caraças.

Pergunto-me como será que as outras pessoas lidam com estas diferenças culturais. Malta, vocês lidam com estas diferenças culturais? Digam-me como, por favor... É que eu tou a ter dificuldades. Ainda esta manhã, quando o cliente concluiu a sua apresentação com um “... E assim concluímos a nossa apresentação”, a minha resposta foi um emotivo “wooo hoooo!!! És o maior!!!”.

:)

sexta-feira, junho 08, 2007

Icky Thump...é já amanhã....

Franjolas #3

Continuando a série de franjolas (miss Cat Power & miss Leslie Feist) apresentadas pelo exímio projeccionista...deixo-vos com a não menos encantadora miss Eleanor Friedberger!


segunda-feira, junho 04, 2007

Quem Frequenta Campolide - série 1 - episódio 1

Pessoalmente gosto do Campolide. Agradar-me-ia um pouco mais que fosse de polémica e discussão, mas vivo seguro que uma vez ultrapassada a barreira psicológica do ONE MILLION VISITORS, as coisas só poderão melhorar.
Entretanto, nestes dias que faltam até esse momento, vamos mantendo uma média de visitas razoável, na casa dos 40-50. A maior parte destas são habitués, mas de vez em quando chegam a nós alguns visitantes a quem os motores de busca da net concedem o bilhete para a eterna felicidade sob a forma de link para o Campolide. São... os Outros!
Quem são os Outros? O que fazem os Outros? Os Outros são bons ou maus? Os Outros têm criações de ursos polares? Estas são respostas a que não sabemos responder... Mas nem tudo está oculto... O Campolide levanta agora a ponta do véu sobre a origem dos Outros. Vejamos alguns exemplos das expressões inseridas nos motores de busca, e que trouxeram até nós estas criaturas:

“meninas bonitas”
Este Outro até parece bom chaval. Vai na volta, os Outros até são pessoas normais. Como eu e tu.

“meninas bonitas mortas”
Prontos, é por estas e por outras que nunca se pode confiar neles.

“sexo à borla”
Este é o Outro alternativo. Não satisfeito com os usos banais que se dão à internet, este Outro escolheu ser diferente, escolheu ser underground. Provavelmente até faz pouco do utilizador comum da web.
Este Outro é especial. Este Outro procura sexo na internet.

“literatura de wc”
Compreende-se. Os textos do Campolide mexem com o interior das pessoas.

“homosexalidade”
Este Outro veio parar ao blog errado, ai veio, veio... Aqui não se dão erros de ortografia!

“os peitos da Fafá de Belém”
É verdade que o Campolide já leva mais de 500 posts e quase três anos de vida, mas... meu caro Outro, ainda não somos assim tãããão grandes.

“suecas sacanas”
AHAHAHAHAHAH
Opá, este Outro é o maior! Se bem que estou desconfiado que ele sabe algo que eu não sei...

E agora perdoem-me que eu vou ali fora partir-me a rir...
: )

sexta-feira, junho 01, 2007

A vida era bela!

No seguimento do belo post do Caixa sobre os seus vizinhos lembrei-me do tempo em que também eu não só conhecia os meus como também era amigo de muitos deles.

No bairro onde cresci havia muito espaço desocupado por terrenos baldios que à nossa vista só podiam ser comparados com o Camp Nou, San Siro ou Old Trafford.

Á hora pré combinada começavam na rua de cima a assobiar ou a tocar a todas as campainhas para “ver se o XPTO pode vir cá a baixo jogar à bola”.

O ritual era sempre o mesmo, os dois rapazes que gostavam mais de ciências, tinham menos habilidades para o desporto e que sabiam ainda menos que nós sobre como falar com as raparigas (vulgos caixas d’óculos) escolhiam as equipas e tinham como prémio ir para a baliza onde incomodavam menos os Stoichkovs, Hagis, Laudrups e Mollers da Colina do Sol.

Para miúdos de 12 anos, sem acesso à internet e mail, conseguimos um feito enorme: a organização de um mini-torneio de futebol mundial, o que para nós significava que entravam jogadores desde a Brandoa até à Pontinha, passando pela Damaia e pela mítica equipa dos Camarões como se apelidavam os jovens da Azinhaga dos Besouros.

O resultado final pouco significou para nós, o importante foi termos organizado um evento que reuniu alguns dos melhores jogadores das redondezas, o Anselmo (Guineense,13 anos e 1 filho), o Canina (14 anos e 1,8 m) e o Gonçalito que não era particularmente um grande jogador mas que tinha uma irmã (15 anos, olhos verdes e muito gira) que vinha sempre com ele para o campo de futebol.

Além dos claros motivos desportivos teve uma situação que recordo particularmente: a entrada da equipa da Azinhaga dos Besouros, momento em que pela primeira vez estive com muitos deles sem que estivesse à pancada ou a correr para não me catarem.

Foi um dia especial.

Distracções

Nos últimos dias tenho passado algumas horas agradáveis no trabalho. Horas em que mal dou pelo correr do tempo. Horas em que redescubro o prazer de estar no escritório! Horas passadas, não a trabalhar (óbvio!), mas a arrumar armários e a destruir papel... As chefias decidiram lançar uma campanha de reciclagem de papel. Foi até prometido um almoço ao departamento com o maior contributo. A malta anda anormalmente animada, eu incluído. Pelo almoço e pelo ambiente? ERRADO!

Falo pessoalmente. Claro que me preocupam as questões ambientais, e até faço questão de cumprir a minha parte, sempre que isso me pareça razoável. Mas neste caso em particular, depois de me debruçar sobre as verdadeiras razões do meu entusiasmo com as operações de arrumação e reciclagem, conclui que tudo se resume, tcharan!, à minha desmotivação profissional.
Qual ambiente, qual almoço, qual carapuça! O que eu quero é não trabalhar!

E eu até já andava desconfiado... Muita blogosfera, frequente sonolência incontrolável e uma a duas caixas de pastilhas elásticas por dia são sintomas preocupantes. Agora, eis que dou por mim, feliz e contente, a folhear dossiers do tempo do Songoku e a rasgar papel até me doerem os dedos. Finalmente, encontrei a perfeita desculpa para mandriar e sinto-me um pulha infeliz por isso...
: )

quarta-feira, maio 30, 2007

Benvindo a mim

Maah hah hah hah hah (praqueles q ainda n perceberam, trata-se duma risada dada de forma ruidosa e cruel)

Finalmente, e depois duma luta intensa (também denominada por nabice) com o dominio blogger.com para me conseguir juntar a este grupo de ilustres colegas (isto é como nos referimos aqui no banco uns aos outros e eu sei, é meio ofensivo), já posso dizer q faço parte da pandilha. E trago, com a minha entrada, o caos a este blog: conseguirão vcs, amigos economistas, viver com a incongruencia do vosso mote que refere, numa expressão um tanto ou quanto amaricada, "um grupo de economistas", quando dele agora faz parte um orgulhoso gestor? Calma rapaziada, afinal fazemos todos parte da mesma "Ordem", e temos todos um de dois tipos de emprego: auditores ou bancários (à excepcao da coisa "esquisita" do Paulo, consultor/ "promotor de espetaculos"/ eterna promessa adiada da musica). Mas ainda assim podem mudar, para ter pertinência!

Assim me despeço do meu primeiro post na blogosfera. Espero q os proximos ainda consigam fazer menos sentido que este, vou fazer esforços nesse sentido.
Cumprimentos,
Leo

preparem-se para mais uma romaria a rio maior...tudo em nome do rock'n'roll...

ricardo, acho que vais gostar desta banda...

terça-feira, maio 29, 2007

Dia Europeu da Boa Vizinhança

Lá na minha rua, éramos um grupo de 10 chavalitos que parávamos no parque para jogar à bola e variantes desportivas. Como o vólei com cordas das obras, o ténis com sacos do lixo, ou a parede (prática que enfurecia os vizinhos que vivam... do outro lado da parede...).

Eram bons tempos. Ao contrário do que acontece hoje, não precisava de andar 20 minutos de carro para ir ter com os amigos. Descia as escadas. Não precisava de dar toques para dizer “cheguei”. Assobiava três vezes ou gritava o nome do Costinha ou do Nuno e os xonés lá apareciam.

Foi uma pena quando a rua se tornou insegura. Um gandulo lá da zona chegou a perguntar-me se eu preferia levar uma facada ou um tiro... Fiquei abismado! O meu amigo Costinha sentado mesmo ao meu lado e aquele mânfio queria desperdiçar balas comigo?!

Antes disso, a única insegurança de que me lembro era o Zé Luís.
O Zé Luís era órfão e era masoquista.
Assim era conhecido porque estava sempre a levar na boca e parecia não se importar. E claro... um chavalito que não tem medo de levar na boca, torna-se uma lenda. Para os mais velhos lá da rua, era um bónus. Pessoalmente, o gajo assustava-me. E mais ainda depois daquela tarde, estava eu com a perna engessada, em que me deu um pontapé nas muletas. Nesse dia, fui mais cedo para casa. À entrada para o prédio, cruzei-me com um vizinho mais velho, o Mauro, e expliquei-lhe o que se passava. Ele bateu palmas e respondeu “O masoquista está no parque?! Yes!”.

Guardo as melhores recordações daquele tempo. E sinto-me velho quando a minha mãe, devidamente informada pela Dona Silvina, que nos limpa a casa à sexta-feira, me vem falar das mais recentes fofoquices da rua:
O Mauro e a Elsa separaram-se.
A Carla aqui do 6.º andar está grávida.
O Cláudio teve uma filha. (Desculpa, mãe, o que é que disseste?!... )
O André teve uma filha, juntou-se, separou-se e voltou a juntar-se.
O Hélder enloqueceu e atirou-se da ponte.
O Martelão casou-se. (Desculpa, mãe, o que é que disseste?!...)

Está, enfim, tudo diferente. Já quase não vejo ninguém desta malta. A rua está diferente. E sinto saudades daquela boa vizinhança...
:)

segunda-feira, maio 28, 2007

Informação importante

Todos nós já iniciámos a reciclagem em nossa casa e sabemos que o contentor verde é para o vidro, o azul para papel e cartão e o amarelo para os plásticos.

Agora quem vive em Lisboa tambem pode utilizar o preto para as ideias e para as políticas na nossa cidade.

rocka ou não rocka?

Caixa, Ricardo e señor Bruno, isto é que vai rockar à grande!

Esta beleza...

+ esta bomba...


= ROCK'N'ROLL

quinta-feira, maio 24, 2007

Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro abre hoje. Quando penso na Feira do Livro, penso em duas coisas.

A primeira é livros.
E opá, se eu gosto de livros! Eu gosto tanto de livros que eu até gosto dos livros de que não gosto! Se há coisa que apela ao meu consumismo, essa coisa é o pão... O pão não, os livros, os livros!
Porque desde que era puto e chateava a minha mãe para me comprar os volumes de Uma Aventura e dos Cinco e do Clube das Chaves e das Viagens no Tempo, desde que eu era puto – ia eu a dizer – que decidi jamais estabelecer barreiras orçamentais à compra de livros.
É que foi mesmo assim! Tinha eu 10 anos e ia sair da Bavi, na Amadora, com Uma Aventura em Lisboa debaixo do braço (sempre foi a minha aventura favorita), quando disse para a minha mãe: “Mãe, decidi jamais estabelecer barreiras orçamentais à compra de livros”, ao que ela respondeu “Tá bem, mas agora vai lá buscar o pão ao supermercado”.
O problema da Feira do Livro é que, uma vez lá, quero comprar quase tudo, os clássicos e os modernos, os romances e os ensaios, a banda-desenhada e os livros de ajuda pessoal, os refrescos e as farturas. Lá me contenho, mas ainda assim chego ao final da Feira com 5 ou 6 livros novos, que lerei ao cabo de uns meses, durante os quais a pica pela leitura arrefece, porque, na verdade, apesar de gostar de comprar, eu gosto mesmo é de comprar e devorar logo! Como o pão, no fundo.

A segunda é meninas bonitas e cultas.
Já cá o confessei, mas repito agora: atraem-me as mulheres que lêem. Ceteris paribus, uma mulher a ler um livro é uma mulher mais bonita.
Conjugadas a este factor estão ainda as condições climatéricas da Feira do Livro. Quem já foi à Feira do Livro numa tarde solarenga sabe do que estou a falar. A meio da tarde faz calor ali naquela encosta. Estamos no ararnque do tempo quente. E há novas colecções de roupa arejada por estrear.
É ver as meninas bonitas e cultas a passear e folhear livros pelas bancas da feira... E a dar ao parque um encanto inigualável... E quanto mais quente estiver, tanto melhor. Como o pão, no fundo.
:)