quinta-feira, junho 14, 2007
Sugestão: Sean Riley & The Slowriders / The Cesarians
segunda-feira, junho 11, 2007
Choque Cultural
Fonix, a sério - percebo agora mesmo, enquanto escrevo, que uso esta expressão com muita frequência, e normalmente em situações em que estou prestes a arrancar do peito uma verdade inquestionável – acho que nunca pensei que trabalhar fosse uma coisa tão pegajosa!
As segundas-feiras já são, por si só, terreno pantanoso. Junte-se-lhe:
1 - um fim-de-semana passado na maior das descontrações, em ambiente festivaleiro, e com um consumo desenfreado de toneladas de música, cerveja e um ou outro pão com chouriço - receita de Rio Maior, e
2 - uma massa de responsabilidades e tarefas tão volumosa, tão assutadora, que esta manhã nem sequer consegui dormir em paz e sossego como habitualmente faço no carro, sempre que chego cedo a Lisboa,
e eis que se tem... um gajo deprimido! É que é um choque do caraças!
Tanto estou numa boa a desfrutar de algumas das melhores coisas que a vida tem para oferecer, quanto estou, passadas poucas horas, a aterrar sem pára-quedas na plena realidade de um emprego stressante.
Tanto estou a rir à gargalhada e a dizer disparates entre amigos, quanto estou, passadas poucas horas, de gravata apertada em torno do pescoço, a dizer que sim senhor, que claro que vamos preparar um novo modelo para acomodar as vossas necessidades.
Sou duas pessoas diferentes! Definitivamente, é um choque do caraças.
Pergunto-me como será que as outras pessoas lidam com estas diferenças culturais. Malta, vocês lidam com estas diferenças culturais? Digam-me como, por favor... É que eu tou a ter dificuldades. Ainda esta manhã, quando o cliente concluiu a sua apresentação com um “... E assim concluímos a nossa apresentação”, a minha resposta foi um emotivo “wooo hoooo!!! És o maior!!!”.
:)
sexta-feira, junho 08, 2007
Franjolas #3
segunda-feira, junho 04, 2007
Quem Frequenta Campolide - série 1 - episódio 1
Entretanto, nestes dias que faltam até esse momento, vamos mantendo uma média de visitas razoável, na casa dos 40-50. A maior parte destas são habitués, mas de vez em quando chegam a nós alguns visitantes a quem os motores de busca da net concedem o bilhete para a eterna felicidade sob a forma de link para o Campolide. São... os Outros!
Quem são os Outros? O que fazem os Outros? Os Outros são bons ou maus? Os Outros têm criações de ursos polares? Estas são respostas a que não sabemos responder... Mas nem tudo está oculto... O Campolide levanta agora a ponta do véu sobre a origem dos Outros. Vejamos alguns exemplos das expressões inseridas nos motores de busca, e que trouxeram até nós estas criaturas:
“meninas bonitas”
Este Outro até parece bom chaval. Vai na volta, os Outros até são pessoas normais. Como eu e tu.
“meninas bonitas mortas”
Prontos, é por estas e por outras que nunca se pode confiar neles.
“sexo à borla”
Este é o Outro alternativo. Não satisfeito com os usos banais que se dão à internet, este Outro escolheu ser diferente, escolheu ser underground. Provavelmente até faz pouco do utilizador comum da web.
Este Outro é especial. Este Outro procura sexo na internet.
“literatura de wc”
Compreende-se. Os textos do Campolide mexem com o interior das pessoas.
“homosexalidade”
Este Outro veio parar ao blog errado, ai veio, veio... Aqui não se dão erros de ortografia!
“os peitos da Fafá de Belém”
É verdade que o Campolide já leva mais de 500 posts e quase três anos de vida, mas... meu caro Outro, ainda não somos assim tãããão grandes.
“suecas sacanas”
AHAHAHAHAHAH
Opá, este Outro é o maior! Se bem que estou desconfiado que ele sabe algo que eu não sei...
E agora perdoem-me que eu vou ali fora partir-me a rir...
: )
sexta-feira, junho 01, 2007
A vida era bela!
No bairro onde cresci havia muito espaço desocupado por terrenos baldios que à nossa vista só podiam ser comparados com o Camp Nou, San Siro ou Old Trafford.
Á hora pré combinada começavam na rua de cima a assobiar ou a tocar a todas as campainhas para “ver se o XPTO pode vir cá a baixo jogar à bola”.
O ritual era sempre o mesmo, os dois rapazes que gostavam mais de ciências, tinham menos habilidades para o desporto e que sabiam ainda menos que nós sobre como falar com as raparigas (vulgos caixas d’óculos) escolhiam as equipas e tinham como prémio ir para a baliza onde incomodavam menos os Stoichkovs, Hagis, Laudrups e Mollers da Colina do Sol.
Para miúdos de 12 anos, sem acesso à internet e mail, conseguimos um feito enorme: a organização de um mini-torneio de futebol mundial, o que para nós significava que entravam jogadores desde a Brandoa até à Pontinha, passando pela Damaia e pela mítica equipa dos Camarões como se apelidavam os jovens da Azinhaga dos Besouros.
O resultado final pouco significou para nós, o importante foi termos organizado um evento que reuniu alguns dos melhores jogadores das redondezas, o Anselmo (Guineense,13 anos e 1 filho), o Canina (14 anos e 1,8 m) e o Gonçalito que não era particularmente um grande jogador mas que tinha uma irmã (15 anos, olhos verdes e muito gira) que vinha sempre com ele para o campo de futebol.
Além dos claros motivos desportivos teve uma situação que recordo particularmente: a entrada da equipa da Azinhaga dos Besouros, momento em que pela primeira vez estive com muitos deles sem que estivesse à pancada ou a correr para não me catarem.
Foi um dia especial.

Distracções
Falo pessoalmente. Claro que me preocupam as questões ambientais, e até faço questão de cumprir a minha parte, sempre que isso me pareça razoável. Mas neste caso em particular, depois de me debruçar sobre as verdadeiras razões do meu entusiasmo com as operações de arrumação e reciclagem, conclui que tudo se resume, tcharan!, à minha desmotivação profissional.
Qual ambiente, qual almoço, qual carapuça! O que eu quero é não trabalhar!
E eu até já andava desconfiado... Muita blogosfera, frequente sonolência incontrolável e uma a duas caixas de pastilhas elásticas por dia são sintomas preocupantes. Agora, eis que dou por mim, feliz e contente, a folhear dossiers do tempo do Songoku e a rasgar papel até me doerem os dedos. Finalmente, encontrei a perfeita desculpa para mandriar e sinto-me um pulha infeliz por isso...
: )
quarta-feira, maio 30, 2007
Benvindo a mim
Finalmente, e depois duma luta intensa (também denominada por nabice) com o dominio blogger.com para me conseguir juntar a este grupo de ilustres colegas (isto é como nos referimos aqui no banco uns aos outros e eu sei, é meio ofensivo), já posso dizer q faço parte da pandilha. E trago, com a minha entrada, o caos a este blog: conseguirão vcs, amigos economistas, viver com a incongruencia do vosso mote que refere, numa expressão um tanto ou quanto amaricada, "um grupo de economistas", quando dele agora faz parte um orgulhoso gestor? Calma rapaziada, afinal fazemos todos parte da mesma "Ordem", e temos todos um de dois tipos de emprego: auditores ou bancários (à excepcao da coisa "esquisita" do Paulo, consultor/ "promotor de espetaculos"/ eterna promessa adiada da musica). Mas ainda assim podem mudar, para ter pertinência!
Assim me despeço do meu primeiro post na blogosfera. Espero q os proximos ainda consigam fazer menos sentido que este, vou fazer esforços nesse sentido.
Cumprimentos,
Leo
preparem-se para mais uma romaria a rio maior...tudo em nome do rock'n'roll...
terça-feira, maio 29, 2007
Dia Europeu da Boa Vizinhança
Eram bons tempos. Ao contrário do que acontece hoje, não precisava de andar 20 minutos de carro para ir ter com os amigos. Descia as escadas. Não precisava de dar toques para dizer “cheguei”. Assobiava três vezes ou gritava o nome do Costinha ou do Nuno e os xonés lá apareciam.
Foi uma pena quando a rua se tornou insegura. Um gandulo lá da zona chegou a perguntar-me se eu preferia levar uma facada ou um tiro... Fiquei abismado! O meu amigo Costinha sentado mesmo ao meu lado e aquele mânfio queria desperdiçar balas comigo?!
Antes disso, a única insegurança de que me lembro era o Zé Luís.
O Zé Luís era órfão e era masoquista.
Assim era conhecido porque estava sempre a levar na boca e parecia não se importar. E claro... um chavalito que não tem medo de levar na boca, torna-se uma lenda. Para os mais velhos lá da rua, era um bónus. Pessoalmente, o gajo assustava-me. E mais ainda depois daquela tarde, estava eu com a perna engessada, em que me deu um pontapé nas muletas. Nesse dia, fui mais cedo para casa. À entrada para o prédio, cruzei-me com um vizinho mais velho, o Mauro, e expliquei-lhe o que se passava. Ele bateu palmas e respondeu “O masoquista está no parque?! Yes!”.
Guardo as melhores recordações daquele tempo. E sinto-me velho quando a minha mãe, devidamente informada pela Dona Silvina, que nos limpa a casa à sexta-feira, me vem falar das mais recentes fofoquices da rua:
O Mauro e a Elsa separaram-se.
A Carla aqui do 6.º andar está grávida.
O Cláudio teve uma filha. (Desculpa, mãe, o que é que disseste?!... )
O André teve uma filha, juntou-se, separou-se e voltou a juntar-se.
O Hélder enloqueceu e atirou-se da ponte.
O Martelão casou-se. (Desculpa, mãe, o que é que disseste?!...)
Está, enfim, tudo diferente. Já quase não vejo ninguém desta malta. A rua está diferente. E sinto saudades daquela boa vizinhança...
:)
segunda-feira, maio 28, 2007
Informação importante
rocka ou não rocka?
quinta-feira, maio 24, 2007
Feira do Livro de Lisboa
A primeira é livros.
E opá, se eu gosto de livros! Eu gosto tanto de livros que eu até gosto dos livros de que não gosto! Se há coisa que apela ao meu consumismo, essa coisa é o pão... O pão não, os livros, os livros!
Porque desde que era puto e chateava a minha mãe para me comprar os volumes de Uma Aventura e dos Cinco e do Clube das Chaves e das Viagens no Tempo, desde que eu era puto – ia eu a dizer – que decidi jamais estabelecer barreiras orçamentais à compra de livros.
É que foi mesmo assim! Tinha eu 10 anos e ia sair da Bavi, na Amadora, com Uma Aventura em Lisboa debaixo do braço (sempre foi a minha aventura favorita), quando disse para a minha mãe: “Mãe, decidi jamais estabelecer barreiras orçamentais à compra de livros”, ao que ela respondeu “Tá bem, mas agora vai lá buscar o pão ao supermercado”.
O problema da Feira do Livro é que, uma vez lá, quero comprar quase tudo, os clássicos e os modernos, os romances e os ensaios, a banda-desenhada e os livros de ajuda pessoal, os refrescos e as farturas. Lá me contenho, mas ainda assim chego ao final da Feira com 5 ou 6 livros novos, que lerei ao cabo de uns meses, durante os quais a pica pela leitura arrefece, porque, na verdade, apesar de gostar de comprar, eu gosto mesmo é de comprar e devorar logo! Como o pão, no fundo.
A segunda é meninas bonitas e cultas.
Já cá o confessei, mas repito agora: atraem-me as mulheres que lêem. Ceteris paribus, uma mulher a ler um livro é uma mulher mais bonita.
Conjugadas a este factor estão ainda as condições climatéricas da Feira do Livro. Quem já foi à Feira do Livro numa tarde solarenga sabe do que estou a falar. A meio da tarde faz calor ali naquela encosta. Estamos no ararnque do tempo quente. E há novas colecções de roupa arejada por estrear.
É ver as meninas bonitas e cultas a passear e folhear livros pelas bancas da feira... E a dar ao parque um encanto inigualável... E quanto mais quente estiver, tanto melhor. Como o pão, no fundo.
:)
Falaram em ácidos?
quarta-feira, maio 23, 2007
Pelas noites de Lisboa
Não é que em todas as esquinas via pelo menos uma rapariga com uma garrafa de 1 litro de cerveja, ou até mesmo de tintol, envolta num saco plástico de supermercardo a beber uns goles, passando depois a mão pelos lábios numa gesto típico português de quem não gosta do que bebe mas fá-lo na mesma.
Pensei nos tempos de faculdade em que a beleza de uma mulher, nos dias menos bons, se media pela quantidade de álcool tinhamos de ingerir. Pensei também porque é que uma vez um caro blogista da casa levou o consumo de álcool ao extremo (Quem era a mulher? Se era assim tão má, espero nunca a conhecer!)
Voltei para casa e o assunto não me saiu da cabeça. A gravidade da situação é assustadora. Será que andamos assim tão feios que agora são elas que têm de beber para ficarmos "aceitáveis". De facto as barrigas já mostram de forma bem patente a vida sedentária que levamos e a barba por fazer reflecte a falta de tempo causada pelo excesso de trabalho.
Continuei a pensar no assunto e estabeleci um padrão. De facto só me deparo com este cenário lamentável quando um determinado blogista está presente, com as suas calças bejes, sapatinho de vela, cabelinho com gel e polos de verão laranja e verde alfaçe, sem esquecer o sorriso de galifão na cara. Sim, ele mesmo. É ele o nosso bode expiatório. É mesmo ele, o rapaz que trabalha ali na zona das Amoreiras e que assentou arraiais no Conde Redondo. É ele que anda a causar problemas de alcoolismo nas jovens portuguesas.
Fogo! Ainda bem que descobri a causa do problema. Já tava a ficar deprimido.
terça-feira, maio 22, 2007
Vida sem a Euribor

Provedor de Campolide
Neste âmbito o provedor iniciará as suas tarefas dando resposta ao pedido de inúmeras famílias: obrigar o Caixa a escrever pelo menos 2 posts por dia.
As suas fãs podem ficar descansadas porque tudo será feito para garantir a sua criatividade nomeadamente o fornecimento diario do jornal 24 horas e as opiniões semanais do Sousa Tavares e do César das Neves.
Acrescento ainda que serão desenvolvidos esforços para garantir que cada vez mais fotos do Ricardo em pijama, do Valverde em tronco nu, dos concertos do Paulo e do Caixa a fugir aos manos do Cacém sejam publicadas.
A todos um grande bem haja.

O Provedor
segunda-feira, maio 21, 2007
Palavras para quê?
"
She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain
"
Que bonito...
Vivam os ácidos!
Resumo jornalístico da noite em que o Porto se sagrou campeão nacional...
Vamos já em directo para o exterior do estádio:
SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee
E na Avenida dos Aliados, como está o ambiente?
SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee
- O senhor, como é que viveu estes últimos 90 minutos?
- Estou muito faliz! O bainfeica é uma m#rda! Até caumemos os lãopiões!
- Como se pode ver, a alegria é enorme. A festa promete durar até de madrugada.
Muito obrigado, repórter de exterior. Terminamos então aqui a nossa emissão especial.
Voltamos para a semana com a cobertura da final da Taça de Portugal, já com novos grupos musicais a ensaiar o mais requintado cântico futebolístico do País. Muda a cor das camisolas, mas a música, essa, será sempre a mesma.
Boa noite e não perca a Doce Fugitiva, já a seguir a um curto intervalo.
SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee
:/
sexta-feira, maio 18, 2007
Volta, Gualter!
Caros, uma reposição da Rua Sésamo em horário nobre seria um verdadeiro serviço público prestado ao País!
Todos nós recordamos aquele sketch em que o Gualter ensinava os amiguinhos a tomar banho, certo? Exacto, esse do “lava lava lava, esfrega esfrega esfrega”...
... Pois acontece que, no meu dia-a-dia, vou reparando que, lamentavelmente, muito gente perdeu esse mítico episódio.
Sei do que falo. Ainda há pouco saí do comboio da linha de Sintra.
:)



