sexta-feira, abril 13, 2007

Comunicado


OS THE LOS SANTEROS EM RIO MAIOR


Os The Los Santeros apelam à nação Santera! Santeros e Santeras deste país, seres vivos em geral - Los Santeros precisam de vocês!!!


Vai realizar-se no próximo dia 21 o maior concerto de Los Santeros de sempre do mundo! Camiões cheios de material de som, cervejas, palcos, chihuahuas, pirotecnia, cervejas e dois aviões com cervejas já chegaram a Rio Maior, para preparar o concerto do milénio.


Este é o concerto do tudo-por-tudo, uma final antecipada, o mata-mata, o bebe-bebe, aquilo por que lutámos toda uma vida.


Assim, os Santeros pedem ao país que retribua aquilo que os Santeros lhe deram durante os últimos 30 anos – barulho.


Sim, os Santeros sempre estiveram presentes nas alturas em que o país mais necessitava deles: no pós-PREC, dentro das maiores mocas de Rio Maior, no funeral de Sá Carneiro, na campanha de apuramento para o México '86, por trás de Guterres servindo de calculadoras, em todas as fábricas que fecharam, na concepção do filho da Marisa Cruz, naquele casamento, na casa de Irene, na abertura da Independente e no fecho do Independente, a ajudar a acabar com o stock de cerveja produzida a mais para o Euro 04, enfim, inúmeras ocasiões em que o país necessitou e os Santeros disseram "presienties!"


Agora são os Santeros que vos pedem: estejam presentes, não só no concerto como no caminho para o concerto. Vamos formar um cordão humano desde o Barreiro (donde sairão por volta das 15h) até Rio Maior. Ponham a bandeira Santera à janela. Façam parte da história.


Você não seria capaz de magoar 3 crianças, pois não? Seja humano. Ajude os Santeros.

quarta-feira, abril 11, 2007

Manhã Cedinho

Odeio levantar-me cedo.
Aliás, por vezes odeio levantar-me tarde também. Chego a deitar as culpas desse fenómeno no excessivo conforto da minha cama. Encontrei essa forma descomplicada de sacudir do meu capote a aquosa responsabilidade pela minha própria preguiça.
A verdade é que me custa, quase dói - mesmo que passada meia-hora a fazer snooze - finalmente tomar a decisão de empurrar para baixo os lençóis e assentar os pés no chão.

E no entanto, adoro as manhãs.
Adoro sair de casa manhã cedinho, com as ruas ainda desertas, o cheiro de bolos a cozer nos fornos das pastelarias, os vidros dos carros húmidos, o dia a despontar... Ver uma cidade que poucos na cidade vêem. E, aos poucos, as pessoas. E, aos poucos, a luz.
Sei que a meio da manhã - deve ser uma cena biológica - sinto-me melhor, penso melhor, trabalho melhor, e que, no final, todo o dia terá sido melhor.

Ah! a fascinante e contraditória condição humana...

segunda-feira, abril 09, 2007

As Coisas Pequenas

São tantas as coisas que afectam o nosso estado de espírito e tão poucas as que podemos controlar, rezava um anúncio a chá de tisanas. Tantas coisas... E o que mais me fascina é perceber como, no meio dessas tantas, são as pequenas coisas que acabam por ter um papel determinante.

Os Bush, essa incontornável referência da rock melódico, cantavam “It’s the little things that kill”. O David Aames, essa quase tão incontornável referência do cinema quanto a Sofia, afirmava no Vanilla Sky “The little things. There’s nothing bigger, is there?”.
E de certa forma, eu concordo. Mas só de certa forma. Vou dar exemplos.

1. Acordei hoje por volta das 5h40 com o chilrear compassado de um pássaro nas proximidades da minha janela, e depois tive dificuldades em adormecer. Coisa pequena, não?
Mas como fui eu parar à beira da loucura, prestes a abrir a janela e encher de molas da roupa o magano do animal?!

2. A minha boss não vem trabalhar hoje nem amanhã, para passar estes dias com os putos que estão de férias. Coisa pequena, não?
Como pude então eu ficar bem-disposto com este pormenor numa segunda-feira após um fim-de-semana prolongado?

3. Apesar das queixinhas todas, acho que até tenho boas condições de trabalho, sobretudo desde que aqui há umas semanas foi proibido o uso do chicote à terça-feira à tarde. Em contrapartida, foi-nos pedido que não ouvíssemos música durante o dia, sendo que hoje, com a boss fora, sempre vou pondo um phone no ouvido esquerdo de vez em quando. Coisa pequena, não?
Errado!!! Esta merda é grave!

Não estou aqui a falar de mariquices como passarinhos a cantar ou férias com os putos. A proibição de ouvir música no emprego, significa que, inadvertidamente, foi colocada em causa a minha felicidade no trabalho, e, consequentemente, a minha motivação, a minha produtividade, os lucros desta empresa, a riqueza do País, a sustentabilidade e equilíbrio do sistema financeiro internacional, a sobrevivência da Humanidade e a razão da existência do próprio Deus!
Vão-se as coisas grandes e vão-se as coisas pequenas, e não fica cá nada nem ninguém para contar a história, nem sequer a evidente hipérbole desta absurda linha de racioncínio...

E por isso aqui me apresento, humilde perante ti, ó patrão nosso que estás no... teu lugar(?), rogando-te, pedindo-te, em nome de tudo o que é mais sagrado, por respeito às coisas pequenas e às grandes também: deixa-me por favor, se é que me lês, pôr o outro phone para eu poder ouvir em stereo esta música que está a dar na Antena 3!

domingo, abril 08, 2007

Errol

Até pode estar a dar o "Butterfly Effect" na sic mas por acaso acho que todos os filmes protagonizados por este senhor:




são imperdíveis. O Errol (nome infeliz, coitado) fazia grandes filmes!

Nota 1: Acho que existe uma relação directa entre não conseguir andar (tenho um pé do tamanho de dois) e escrever 3 posts no mesmo dia
Nota 2: Deve igualmente existir uma relação entre tomar analgésicos como quem come smarts e começar a apreciar este tipo de filmes.

sábado, abril 07, 2007

Uma mensagem do povo oprimido nas masmorras do Santander



Nota: Se repararem a realização está ao nível de um "Citizen Kane" ou "American Beauty".

Será por isto que as franjas voltaram a estar na moda?

quarta-feira, abril 04, 2007

Boss & Cª

terça-feira, abril 03, 2007

O Manifesto Beijoqueiro

Tenho vindo a notar com desagrado, de há uns anos para cá, o sucesso das inovações em matéria de cumprimentos entre homem e mulher. No mundo dos negócios, passou-se a usar o aperto de mão, que é uma maneira mais formal de saudar as pessoas. No mundo dos betos, passou-se a usar o beijinho solitário, que é uma maneira mais simples de se distinguir os betos das pessoas normais.

Sou um tipo liberal, vocês o sabem, mas eis que desta vez pouso a capa, salto a pocinha, e vou mesmo armar em Velho do Restelo. Pois se há tradição de que me orgulho enquanto mediterrânico e latino, ela é a dos dois beijinhos! E a do refogado de tomate... Juntando o útil ao agradável, era rapaz para assentar dois beijinhos nas bochechas da senhora cozinheira que inventou o refogado de tomate.

Os dois beijinhos distinguem-nos dos povos frios com bolhas de segurança de um metro, que se saúdam com acenos, apertos de mão ou, perdendo a cabeça, tímidos abraços, de rabos empinados atrás, para que, Deus os livre, não se toquem as pernas!
Os dois beijinhos são a nossa forma de dizer “hey, és minha amiga e gosto de ti! Dá cá duas beijocas!”, ou “hey, não és minha amiga ou se calhar até nem vou muito à bola com a tua cara, mas o que é que isso interessa? Dá cá duas beijocas!”.
Os dois beijinhos são a nossa identidade cultural!
Os dois beijinhos somos nós!

E nós estamos sob ataque!
Do mundo corporativo que - não satisfeito com pendurar dos nossos pescoços um pedaço de pano com riscas, bolinhas, ou, no caso do Lemmings, Bambis – agora nos reprime a humanidade, e nos obriga a frígidos cumprimentos de braço estendido.
Mas sobretudo, dos betos e betas de Cascais, que nos baralham o esquema com as repetidas e imperdoáveis baldas no beijinho à direita.

Amigos e amigas, é chegada a nossa hora: vamos derrubar o aperto de mão! Vamos derrubar o beijinho solitário!
Vamos unir-nos e beijar-nos uma, duas vezes! E da nossa união nascerá uma força. Uma força que ninguém pode parar. Uma força que fará deste um admirável mundo novo...
Um mundo humano...
Um mundo caloroso...
Raios me partam, um mundo beijoqueiro!

O Pão

Quem diria que ser perito em pão seria tão interessante?

sábado, março 31, 2007

Dúvida existencial

Não sei o que é mais triste, se o facto de uma antiga vizinha da minha avó me ter oferecido um barco para ser usado no banho pensando que eu ainda era um puto (a minha avó já se mudou há mais de 10 anos e eu nessa altura já tinha um ou dois anos) ou o facto de ter gostado da prenda.

quinta-feira, março 29, 2007

Corredores

Estudei numa faculdade de longos corredores. Trabalho agora num escritório com corredores à saída da sala onde não deveria estar, neste preciso momento, a escrever posts. Sinto-me, portanto, preparado para elaborar teorias sobre serem os corredores locais propícios ao embaraço.

Ou isso ou eu sou esquisito. GOLOOOO!

Baseio-me nas vivências pessoais de encontros constrangedores em corredores.
O género de vivências em que vou corredor fora, tra-la-la-la-la , e vislumbro ao fundo, a caminhar na minha direção, o big boss. Nome fictício: Armando Barraca.

Armando Barraca não é necessariamente big boss. Pode ser um qualquer conhecido.
Não pode é ser amigalhaço. Porque se o fosse, ignorava-lo, acenava-lhe, levantava o queixo que nem forcado a gritar touro, hey touro!. Ou então gritava mesmo touro, hey touro!. Qualquer coisa...
Amigalhaços não geram problemas. Big bosses, colegas ou simples conhecidos, geram!

Voltando atrás: vejo o Armando Barraca e sei que ele me viu também.
E agora? Como procedo? O que manda a etiqueta que eu faça? Uma pessoa normal pensa nestas merdas? Terei a braguilha apertada?

As possibilidades são inúmeras.
Posso manter fixos o olhar e o sorriso, mas cautela! com os mal-entendidos que isso possa vir a gerar...
Posso desviar o olhar e concentrar-me na rugosidade das paredes até passar pelo Armando. Mas, não querendo usar o termo totó, isso parece ser bastante antipático.

E depois há momentos simplesmente tristes.
Como disparar um “boa noite”, e enquanto o faço perceber que são 10 da manhã e sou um asno.
Ou não conseguir optar entre o “bom dia”, o “atão???” e o “Armaaaando”, e acabar por balbuciar um “bom armatão?”, que não se percebe sequer se é uma pergunta ou uma afirmação. Sei apenas sou um asno e arrependo-me de não ter simplesmente dito "boa noite".

Amigos e amigas, é como vos digo. Os corredores são tramados. Aqueles quenianos então pá... Não há quem os apanhe!
_

Brilhante discurso de tony blair... a verdadeira 3ª via

quarta-feira, março 28, 2007

Lemmings!!

Pela primeira vez neste século a minha mãe chamou-me pelo meu nome inteiro. Tenho que confessar que no meio do segundo nome comecei a tremer, no terceiro voltei a sentir que estava na primária e quando ouvi o último apelido lembrei-me perfeitamente do que tinha que fazer: Gritar com toda a força "Não fui eu" e pensar "que é que eu fiz desta vez?".

Na minha opinião não estamos cotas, não andamos é a ouvir raspanetes suficientes dos papás.

domingo, março 25, 2007

Ao Virar da Esquina

Perguntavam-me hoje os meus pais quando é que eu tinha ido a Fátima. Ora deixa cá ver, - respondi - foi no tempo do colégio, por isso já deve haver uns bons 17 anos. Sim, à vontade, confirmam eles.
Tudo bem, conversa banal, até seguiu mais uns minutos, mas pera lá... 17 anos?! Deixei-nos aos três, o meu pai, a minha mãe e eu sentados à mesa do restaurante. Fiquei sozinho com o pensamento. 17 anos?! É muito longe...

À noite, a minha mãe conta como tentou deitar umas gotas no nariz, mas não percebeu que tinha de tirar a tampa. Jorrou líquido para todo o lado menos para o nariz.
Rimo-nos, mas pera lá... A minha mãe não fazia estas coisas quando eu era miúdo...

Que raio se passa?! Até há pouco, eu não ficava velho, simplesmente saía mais com os amigos. Os meus pais não ficavam velhos, simplesmente tinham mais cabelos brancos.
Agora, os meus pais são jovens velhinhos. Vejo-o claramente na forma como deixaram de discutir, como conhecem as horas dos medicamentos um do outro.
Agora, eu sou mais velho. Vejo-o claramente, na forma como, não querendo as responsabilidades de uma vida adulta, sei que me vou levantar cedo amanhã, sei que vou pensar porra! não posso faltar, não posso mandar à merda o emprego, e as merdas todas que vou aturar esta semana... não posso porque... porque simplesmente não posso.

17 anos... Juro que foi ontem que cantámos senhor condutor, ponha o pé no acelerador, a caminho de Fátima, e já lá vão 17 anos... Amanhã, não tarda nada, tou a pôr gotas no nariz sem tirar a tampa do frasco.
É uma cena assustadora, estar tudo ao virar da esquina...
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sexta-feira, março 23, 2007

Custo de Oportunidade

Recordo-me da minha primeira aula na Faculdade. Foi Introdução à Microeconomia. Nessa aula aprendemos um dos conceitos mais importantes na esfera da economia e da gestão. Um conceito que hoje revejo vezes sem conta quando calculo WACCs, Betas alavancados e Taxas Internas de Rentabilidade. O conceito de Custo de Oportunidade.
Custo de Oportunidade pode ser definido como o custo da melhor alternativa possível que se renuncia como resultado de uma escolha, ou seja é o valor da melhor alternativa a determinada acção ou projecto.

Explicando este conceito ao estilo da revista Maria: vamos supor que um rapaz que se chama, a título meramente hipotético, Cofrezinho, nos coloca a seguinte questão: “Devo começar a namorar?”.
Resposta do consultor sentimental economista:
“Cofrezinho, tens que ponderar quais as tuas alternativas, escolheres as melhores e comparares o que ganhas com cada uma (e obviamente o que perdes ao não escolher as outras).
A título (nada) arbitrário eu diria que és assumidamente bissexual. Neste contexto tens pelo menos 3 hipóteses, escolhes um rapaz, uma rapariga ou ficas sozinho.
Vamos esquecer a primeira porque ainda não te assumiste e eu sei de fonte fidedigna que os teus pais lêem o Blog e portanto é melhor esquecer esta hipotese.
Se escolheres ser heterosexual terás que ponderar com que rapariga terás alguma hipotese. Dando o benefício da dúvida consegues encontrar uma rapariga engraçada, boa, pessoa e com sérios atributos ao nivel emocional. Ela engraça contigo e vamos imaginar que ao jantar comeste sopa de pau de cabinda com canela o que a deixa impressionada e no dia seguinte pede-te em casamento. O que podes ganhar: companhia para deixares de ir ao cinema sozinho, uma apanha bolas (no ténis), dores de cabeça noite sim, noite não, 3 a 4 dias por mês de inferno na terra e sessões de compras de naprons no el corte que durarão 2 horas cada.
Terceira hipotese, ficas sozinho. Ganhas o direito de leres a playboy sem dares explicações, ver os jogos do benfica na sala com os pés em cima do cão de louça enquanto bebes uma mine pelo gargalo da garrafa, cantares quando te apetecer e convidares os amigos para um jogo de poquer.
O que deves escolher? Tens que ter em conta o custo de oportunidade e neste caso é bastante simples: come a sopa e torna-te heterosexual.
Porquê?
Tendo em conta que se decidires ficares com um homem, provavelmente não poderás falar de futebol, de gajas nem de carros porque convenhamos és gay, o outro é gay e pessoalmente não vejo o que podes ganhar nessa situação: Hipótese 1 arruamada.
O que significa que tens que ponderar qual é o teu custo entre perder uma rapariga engraçada e a liberdade enquanto homem independente.
Tendo em conta que mesmo que a última signifique o fim dos domingos na bola, jantares de batatas fritas com gelado e caramelo e andares nu pela casa, se deixares a segunda isso significará o fim de sexo à borla.”
Como lêem custo de oportunidade é um conceito importante que pode ser utilizado em escolhas importante do tipo: “A qual destas suecas me devo fazer?; Devo comprar super pop limão ou fairy essencia de Aloe Vera?” e outras questões filosóficas de importância extrema.

quarta-feira, março 21, 2007

Porque hoje é Dia Mundial da Poesia...

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errónea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.


Fernando Pessoa

segunda-feira, março 19, 2007

Uma Viagem no Tempo

Perdoem-me desde já a extensão do post (isto vai ter 8 fotos), mas acho que a importância histórica do que aqui se vai expor mais que a justifica.

Consegui apanhar, através do Arquivo Fotográfico da CML, alguns fascinantes registos visuais da história desse mítico local, pilar da sabedoria, que é o Colégio de Campolide, onde muitos de nós passámos 4 marcantes anos. E não resisti a partilhá-los com vocês, amigos e amigas. Ora então vamos a isso...

1. Isto aqui é Campolide em 1968, visto de Monsanto. Não consigo precisar exactamente de onde em Monsanto, mas talvez o Fisgas possa ajudar nesse ponto. Não há cá Twin Towers para ninguém. Lá ao fundo, repousa trnaquilo, o Colégio de Campolide, os seus torreões apontados ao céu, que nem dois braços agitados no ar como quem grita "Vinde a mim essas brilhantes mentes económicas do País! Vinde! Ou trinta!".


2. Aqui vemos o viaduto Calouste Gulbenkian em construção no ano de 1961. Trata-se de uma foto tirada em hora de ponta, como comprovam os 6 carros visíveis na imagem.



3. Esta é uma das minhas favoritas. A travessa Estevão Pinto, em 1969. E incrível!, tem um ar quase chique!!! Não se veem peças de automóvel, nem óleo na estrada, nem bodes atados com uma corda ao portão da garagem... Não fosse o torreão lá ao fundo e jamais acreditaria tratar-se da mesma travessa onde cheguei a ter de conter a respiração para não vomitar o pequeno-almoço à conta do cheiro a ovinos.



4 e 5. Duas fotos do início do século.



6. Esta é de 1905. Quase 100 anos antes de eu ter começado a dar tareões de ping-pong na malta aqui do blog, justamente ali naquele cantinho vazio à direita, que viria a ser a residência dos estudantes e a cantina dos pobres. E quase dá para comparar com a foto do template aqui do blog.



7. Uma visão frontal, de 1961. Delicioso, o pormenor do olival onde agora, durante o dia, se amontoam os carros estacionados, e durante a noite, casais apaixonados expressam o seu amor carnal.



8. E, para terminar, este bonito registo sem data. Terá sido por esta altura que se instaurou o hábito de deixar os animais ali na travessa. Há 100 anos, eram burros. Hoje em dia são bodes e cães. No futuro, a travessa Estevão Pinto poderá muito bem vir a albergar a sede da EMEL.

domingo, março 18, 2007

A Mini Maratona de Lisboa

Surpreende-me sempre perceber que existe vida num domingo de manhã. Surpreende-me a multidão de camisolas amarelas que, bem cedo, já aguarda em Entrecampos o comboio para a outra margem. Claro que daí a uma semana, aquela malta fica toda a dormir até às 11 da manhã, como é comum fazerem as pessoas comuns.

Surpreender-me-ia qualquer outra coisa, até porque pessoas comuns são toda aquela delirante multidão. Jamais faltam ao evento a mulherzinha que fala e ri mais alto que toda a carruagem, ruído do comboio incluído, ou o tipo dos trocadilhos, que, do Pragal a Belém, vai puxado o gatilho à esquerda e à direita bang bang: "E prontos, já chegámos à mini-maratona. Onde é que estão as minis?".

Tenho pena de só ter descoberto a mini-maratona de Lisboa no ano passado, e somente graças à insistência de um compincha blogger da casa. É que é uma cena do caraças, e este ano, com o tempo espectacular que esteve, ainda mais do caraças foi! Tenho pena que a malta amiga não tenha alinhado, e tenho pena de não ter feito amigos novos na prova.

Mas em sobre-humano esforço lá contive as chalaças que me ocorriam, e fiz os meus belos dos 45 minutos, que acho ser uma marca razoável, embora admita que nos últimos 3 quilómetros fui sovado e ultrapassado pela minha mente que, à sofrida passagem do meu corpo pelos postos de animação de rua, já se refastelava nos relvados de Belém, as bailarinas-animadoras a massagarem-lhe as pernas.

Gabo-me de ter terminado à frente de, entre outros, um padre pregador, duas noivas barbudas e barrigudas, a brigada dos Grandes Portugueses - onde seguiam, sob flashes, o D. Afonso Henriques e o Camões - um carrinho de compras do Continente com pessoas de Almada, e esta malta toda:


Para o ano lá estarei de novo, com uma importante lição aprendida de experiência: se tencionas levar telemóvel e máquina fotográfica nos bolsos - coisa que já de si não revela grande presença de espírito- então pelo menos, e pelo respeito aos restantes corredores, leva uns calções que se possam apertar. À falta de racionalismo, há que recorrer ao empirismo...

quarta-feira, março 14, 2007

Uma Ideia Nova

Tanto quanto me permitiu o relance que dei ao jornal da senhora que esperava o comboio à minha frente na fila, o Metro noticiava ontem que são criados 400 blogs por dia em Portugal. A ser esse esse o caso, fico a desconhecer somente 399 dos que foram criados na passada sexta-feira, dia em que me fiz perder algum tempo e ao patrão algum dinheiro, a montar um novo espaço na blogosfera.

Chama-se O Programa que Afinal é a Cores, e é um vídeo-blog onde vou juntar uma selecção de vídeos do youtube que ache interessantes e capazes de me entreterem nas horas mortas do emprego.

Optei por postar lá com um outro nick, que isto de andar na blogosfera com o nome por que me tratam na rua não tá com nada, e para risco já me basta o do penteado, à conta de que me dizem sempre as cabeleireiras "você deve ser mesmo teimoso", e eu que não, que não.

Fica em http://programa-a-cores.blogspot.com/ (tomei aliás a liberdade de o acrescentar aqui ao lado na caixinha de links) e gostava que o visitassem e, a quererem, deixassem os vossos comentários e sugestões, que serão sempre muito bem-vindos!

Encontramo-nos por lá então...

terça-feira, março 13, 2007

isto faz-me sentir bem...

segunda-feira, março 12, 2007

Só repeti a palavra doze vezes...

Já temos idade para ter saudades. Saudades de pessoas, de momentos, de expressões, saudades de nós, do que fomos e do que sentimos.
Já temos idade para ter saudades mas ainda temos idade para construir recordações.
Em cada jantar recordamos as pequenas coisas como as noitadas, os exames, os matrecos, as músicas e os exageros que fizemos, e as grandes como o futebol, as miúdas, as vitórias, as derrotas, os sorrisos, os olás e os adeus, mas além disso ainda enchemos o baú das memórias para um dia recordar as locomotivas, as raposas, as caipirinhas, os cigarros, os palavrões, as suecas e as checas.
Tenho saudades do primeiro ano e das borgas, do segundo e dos novos amigos, do terceiro e do Algarve, do quarto e do Brasil, do quinto e de Erasmus.
Tenho também saudades depois disso, dos jantares, da Serra da Estrela, da Areia Branca e de Tomar. Tenho até saudades do Luso e não estive lá.
Mas também sei que vou ter muitas saudades do ontem, da passagem de ano, do frango na praia, do acidente de carro, do nosso Carnaval, das havaianas, dos jogos contra gestão e dos concertos em Rio Maior.
Agora que penso, tenho saudades de sair antes das 22h, poucas saudades das aulas e muitas saudades das baldas.

Nota: As poucas saudades das aulas não se aplicam às aulas práticas de Calculo I e da professora da respectiva cadeira.

Quem será?

Sempre que leio o Público lembro-me do nosso Calvin:

sexta-feira, março 09, 2007

Sanduiche iche

Um clássico...
Conselhos para uma alimentação saudável, por Ruth Lemos, a nutricionista que tinha um auricular onde se ouvia a si própria com um ligeiro lag.

A andar à roda

Quando esta manhã assentei que o meu estado de espírito é cíclico no ano, estranhei, ao mesmo tempo, pela clareza da coisa, não o ter percebido mais cedo. Cena esquisita...

Acordei bem disposto como o dia. E foi-me familiar de outros inícios de Primavera aquele sentimento de paz com o mundo. Exacto... Tal e qual aquela manhã de Março a pé a caminho da faculdade.
E depois pensei em Maio: a feira do livro e o deslumbre, a cada ano que passa maior, com as mulheres de Lisboa em roupa de Verão.
E depois pensei em Agosto, a trabalhar a meio gás na cidade parada.
E depois pensei nas tardes de Domingos invernosos passadas no sofá.

Estranhei só agora ter clara esta ideia, porque - é uma cena esquisita, bem sei - desde que me lembro de conceber o ano, sempre ele teve, para mim, a forma de uma roda de bicicleta empenada, a pairar no vazio.
O Janeiro paira abaixo e à direita de onde observo, e é o mês mais descido. Até ao princípio de Agosto o tempo está sempre a subir e a afastar-se. Agosto é um mês longo longo, que o obriga a correr depressa. E depois disso, o tempo chega-se outra vez a mim.

O tempo a andar à roda... Definitivamente, cena esquisita...

quarta-feira, março 07, 2007

Apanha o gajo!

Para quem perdeu a comédia de ontem à noite no "jogo de despedida" do Figo, presenteio-vos com uma foto que resume bem o que aconteceu.



Se quiserem ver ou rever o maravilhoso incidente, clickem no video abaixo e apreciem.



P.S. Se repararem bem na parte em que estão no túnel, conseguem ver o Figo a tentar furar por entre os seguranças para dar porrada em alguém.

Eu Sou Duas Pessoas...

A primeira
Caraças pá, que hoje o dia foi cool!
Aquilo lá no escritório anda fixolas e quase me assusta pensar que retiro prazer do trabalho.
Epá, e mesmo saindo tarde, ainda deu para ler no comboio, arranhar uns acordes, ver o Sete Palmos de Terra e ler outra bequita. E ainda não tenho sono!
Amanhã, levanto-me às 6, saio de casa cedinho, e vou correr antes do emprego.
Ya, é isso! E vou correr todos os dias a partir de agora. Para sempre! C’um caraças, vai ser lindo! Aaaahh, agora vou-me virar para o outro lado, aconchegar-me na almofada e viajar até à Terra dos Sonhos.

A segunda
-Acredita em mim, Helena Coelho, estes baloiços são muito confortáveis. Claro que para ti não tanto por causa dessa curtinha bata branca que tens vestida, mas mesmo assim... De certeza que não queres andar um pouco?
- Pronto, tá bem, mas só se me prometeres que...
YOU'RE BEAUTIFUL
Raios partam o James Blunt, que nem nos baloiços um gajo tá safo.
-Desculpa Helena, mas qual é a promessa afinal?
-Já disse, tens que me prometer que...
YOU’RE BEAUTIFUUUUL
Argh, odeio este banana com todas as forças do meu ser!
IT’S TRUE
Oi oi oi oi oi, pera lá... Isto parece mesmo o meu rádio despertador. Ora tu queres ver...
I SAW YOUR FACE
Nooooooooooooooooooooo!
IN A CROWDED PLACE
Fonix, e já são 6 da manhã?! Acabei de me deitar, caramba!
AND I DON’T KNOW WHAT TO DO.
Ó cum caraças! Mas quem é que pôs esta merda a tocar às 6 da manhã?! Eu devia tar mas é maluco!
'CAUSE I’LL NEVER BE WITH...
Trungas!, ora volta a tocar às 7 e meia e agora vou-me virar para o outro lado, aconchegar-me na almofada, e regressar à Terra dos Sonhos.

segunda-feira, março 05, 2007

Decisões

Estava eu sentadinho no meu sofá com os pés em cima do meu cão a ver televisão nacional quando eis que surgue algo para me atormentar a mente: um spot publicitário do Bruno Nogueira para a Super Bock sem alcool e com 3 sabores á escolha.
É que a vida já é complicada por si, mas os gestores das empresas nessa busca infame pelo lucro, decidem lançar sub-produtos de produtos que pertecem a uma ou outra família de produtos. Agora quando saímos á noite com os amigos para um belo serão de convívio, temos de decidir a zona da cidade para onde ir.
Depois como ir.
Depois o Bar para onde ir.
Lá chegados é a vez de escolher a mesa.
Já sentados falta escolher a bebida (com alcool ou sem alcool).
- Ok. Bebo uma água!
-Sim , mas de que sabor? e com ou sem gás? natural ou fresca?
- Para evitar tanta decisão, opta-se por uma bela jola.
- Sim, mas com ou sem alcool, e de que sabores, mini ou média, preta ou loura?

Começo a perceber um blogista da casa que já nem sai á noite para evitar estas decisões. De facto é uma opção. Mas ficamos em casa a jogar PC ou playstation (qual jogo?), ver televisão (qual dos 50 canais?) ir á net (qual dos biliões de sites?).

O melhor é ir para a caminha. Mas com quem? A esta já não vos respondo - sou um cavalheiro. Mas o que sei é que levo sempre a minha almofadinha de penas (sim, porque demorei dois dias a escolher que tipo de penas queria na almofada, isto depois de uma semana para decidir que queria uma com penas, decisão que antecedeu à se deveria comprar uma almofada nova...)
Decisão mais díficil da minha vida. Agora levo a minha rica almofada para todo o lado - para todo o lado que decida ir, claro....

Espremedor intelectual

Algo me diz que mesmo utilizando um destes de tamanho industrial:

Não se conseguiria tirar uma ideia de jeito da cabeça deste senhor:



Nota que pode ou não estar relacionada com o dito senhor: É no mínimo irónico os senhores que defendem que deve ser criado um museu ao Salazar e ao Estado Novo recorrerem ao argumento de liberdade de expressão...

sexta-feira, março 02, 2007

Alan "Pinto" Greenspan


Opa está ao rubro! Neste momento ainda não foi iniciada a discussão para a desblindagem de estatutos da PT mas mesmo assim são muitos os órgãos de comunicação que se engalfinham para dar notícias “na hora”.

Esta atitude recordou-me um episódio engraçado que ouvi pela primeira vez na aula de Finanças do Pinho e que voltei a ouvir numa aula de derivados quando estudei na Suécia.

Segundo reza a lenda muitos jornalistas e analistas norte americanos estudavam todo o comportamento que precedia aos discursos do Greenspan sobre a economia Americana tendo um deles escrito um livro em que entre outras variáveis estudava a cor das meias que o dito senhor usava e em que mão levava a mala quando se dirigia para a sala de reuniões. É esta a sociedade em que vivemos: a busca incessante por informação. Contudo, como em muitas outras coisas nesta vida, o que é demais não é bom e tira espaço para nos cingirmos ao que é importante e crucial.

Nota: enquanto escrevia este post veio-me à cabeça o Greenspan a dirigir-se a um flash interview da TVI em que entrevistam os jogadores após os jogos. Achei engraçada a ideia de o ver depois de correr 1h30, com calções e a dizer coisas do tipo: “eh pá, o Alan esforçou-se a 110% e foi uma boa vitória, mas pá, tenho que dar parabéns a toda a equipa e ao adversário, prontos era tudo”.

... Junta a tua à nossa voz!

Há bandeirinhas vermelhas a agitarem-se no ar e uma multidão de protestantes a concentrarem-se 8 andares abaixo de nós, ali na Praça Duque de Saldanha. Aqui ao escritório chegam os vestígios sonoros do acordeão e, parece-me que a certa altura assim foi a onda, uma ou outra música techno-cubana.

A secretária aqui da sala - que joga solitário uma grande parte do dia e não atende telefones quando não lhe apetece - já manifestou a sua pena por não poder jogar ovos para cima dos manifestantes, essa cambada de comunas-preguiçosos-parasitas-matavos-a-todos, que deviam era ter estado nas torres gémeas no dia 11 de Setembro.

Pessoalmente, respeito a sua posição moderada, mas discordo radicalmente! Este ambiente de contestação desperta em mim ferozes e assustadores instintos reivindicativo-revolucionários. Normalmente sou um tipo pacífico, mas se oiço a palavra camarada, transcendo-me! E não vou tolerar mais os abusos neste emprego. Sou pago para fazer um bom trabalho, mas vou exigir condições! CON-DI-ÇÕES! CON-DI-ÇÕES! Estes porcos capitalistas que se danem, mas eu não passo de hoje sem ir requisitar post-its pequeninos!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

It's on fire!

Em honra de eu finalmente ter conseguido aceitar o convite deste blog, quero partilhar convosco, aliás, com toda a BLOGOSFERA, o maravilhoso video do meu carro a arder.



Para quem não sabe o que aconteceu: ia eu para a Beira Baixa, onde passaria um Natal relaxante e extremamente desinteressante, quando o meu carro foi atacado por um aterrador saco de plástico cheio de vis folhas secas. Apesar do meu carro corajosamente ter passado o saco a ferro, este ficou agarrado ao carro e as folhas imediatamente puseram em acção o seu plano de incendiárias-suicidas, com o resultado que já viram.

Resumindo: um saco cheio de folhas secas fez danos cuja reparação foi orçada em 25.000€, e eu tive o Natal mais interessante dos últimos tempos, ficando ligeiramente atrás daquele em que recebi dois pares de meias em vez de um só (bons tempos).

Portanto caros bloguistas já sabem, se virem um saco cheio de folhas secas fujam, sejam medricas, a não ser que estejam a caminho de algo extremamente desinteressante.

Mais um passo para não compreender as mulheres

Já todos sabemos que as mulheres têm uma atracção especial por Homens comprometidos.
O que eu descobri ultimamente é que elas também têm uma atracção por Homens platonicamente comprometidos (leia-se não correspondidos).
De repente um novo mundo se abre... ou será que já estava aberto e só neste situação se ganha a sensibilidade para perceber o que se passa á nossa volta?
É mirabolante pensar que só quando um Homem se interessa por alguém é que elas se interessam por esse Homem, o que por dedução retiro que para essa pessoa gostar dele, este precisa de gostar de outra, ou estou enganado?
Confuso?!
A explicação poderá passar pelas feromonas, disse um blogista cá da casa.
Repondo a ele: se existisse alguma explicação lógica para o que elas pensam ou fingem pensar não estaria a postar nem á procura num emprego no campo, não é?

Nota: Procuram-se empregos no campo. Urgente!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Decisões desportivas

Comunica-se o facto de a partir da passada sexta feira ter deixado de ver futebol até à próxima época.

Concentro-me no tiro com arco, krav maga e como tenho bilhete de época acho que de duas em duas semanas vou fazer tricot para a minha segunda casa. Ao menos é mais excitante que ver estrelas internacionais como o Custodio (o nosso capitão?!?), Ronny (o Roberto Carlos de Cabo Verde ?!?), Alessandro ?!? e tantos outros a jogar...

Se arranjasse mais dez amigos para ir jogar contra aqueles trombolhos acho que ganhávamos. Estou tão confiante que até levava o Caixa para jogar a trinco, o Luís a central e o Leo como extremo esquerdo. Ricardo, tu serias o estratega (treinador esté claro!).

Última Nota: Estou farto de Lisboa, um emprego no campo procura-se!

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Silêncio que se vai cantar o fado...

Eu sei é que tou cheio de trabalho e não devia andar para aqui a postar bodegas, mas é reconfortante ter um sítio onde se pode escrever palavras como "bodegas".

Já nem sei bem pelo que fui sugestionado - sei que o fui por algo - mas lembrei-me hoje de uma fina banda portuguesa chamada A Naifa. Não é de agora, terá pelo menos os seus 4-5 anos pois ainda me lembro de os ouvir no meu velhinho walkman da Sony - ainda os leitores de mp3 eram miragens - enquanto passava de comboio na estação da Amadora a caminho da faculdade. Engraçada, esta memória tão nítida. E que raio fazia eu acordado num comboio?!

Bom, oiçam mas é a música. O poema é de qualidade duvidosa, rima "comunistas" com "senhoritas", mas a música é bem boa!

E a vocalista é bem sexy!

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Ele há bosses...

...que são muita porreiros. Com quem é divertido beber uns copos e ver a bola. Mas que, no campo profissional, desafiam os limites físicos da desorganização. Um subordinado que trabalhe com um destes bosses, vê-se facilmente à beira da loucura, e, ocasionalmente, optará por escrever num blog para, através do desabafo, sentir-se melhor.

Exemplo:
Assumindo que estes hipotéticos boss e subordinado se preparam para fazer uma hipotética conference-call sobre o alfabeto, o subordinado sugeriria ao boss a definição do fio condutor da conversa. Ambos concordam que devem debruçar-se sobre as letras A, B e C por esta mesma ordem. Porreiro!

Neste particular exemplo, durante a conference-call o hipotético boss encarregar-se-ia de:

1. Não fazer o combinado previamente:
- Dr. Anónimo, eu se calhar iniciaria esta conversa abordando a letra F...

2. Desordenar a conversa:
- Dr. Anónimo, depois da letra F, se calhar voltamos atrás à letra X: acha que se justifica o uso de um q maiúsculo na expressão q.b.?

3. Entrar em detalhes desnecessários:
- Dr. Anónimo, o vosso sistema usa quantos pixeis num F com letra 11,5 em font Arial Narrow?

4. Fazer trocas entre o plural e o singular
- Dr. Anónimo, os nosso objectivos é compreender o T e fazer um bom trabalho.

5. Brincar à sopinha de letras:
- Dr. Anónimo, esse é um problema pequeno. O nosso é de outra amgnitude.

6. Falar 2 minutos, mantendo um nível satisfatório de contradições, sem que se perceba nada :
- Dr. Anónimo, todas estes pontos é relevante, como são natural, mas eu acho que devemos pensar em outros conjuntos de factores importantes. Adicionalmente, há que pensar que os destinatários do trabalho é também pessoas que designadamente são outras, e que quererão adoptar o seu ponto de vista na questão. Portanto acho que não devemos pensar em outros conjuntos de factores, nem em eventuais outros destinatários do nosso trabalho. É por isso que estas reuniões são importantes. Para definir pontos. Diria mesmo que estes telefonemas é fundamental. Acha que nos consegue auxiliar nestes pontos?

Não fosse este boss um porreiro, e o subordinado não se sentiria tão mal quando hipoteticamente viesse a escrever merdas sobre ele no blog...

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Esta noite, a lua

Faz poucos minutos que espreitei pela janela do quarto e vi pairar no céu, estreita, a tira de luz da lua em quarto minguante.
Não a vejo agora. Não a vejo, agora que a procuro.
Ou é... Sim, ei-la de novo, num branco encoberto!
São nuvens que lhe passam pela frente.

Como essa luz baça, que se vê mas logo não, assim pairo, intermitente de sentimentos e ansiedades.

domingo, fevereiro 18, 2007

Próximos Eventos A Não Perder

Por ordem cronológica:

1. Sábado, 24 de Março, aproveitemos o mote do ilustre Paulo Para Todas as Obras e buga todos até Rio Maior ver os Green Machine, que não conheço, mas não faz mal porque o importante é o convívio! E os ares rurais fazem bem ao coração.

2. Daqui a exactamente um mês, mais uma maratona de Lisboa, e quem vai querer perder a oportunidade de cruzar a ponte 25 de Abril a gritar Obikweeeeeluuuuuuuuuuuuuuuu?! Toca a treinar...

3. O cartaz do Festival Alive para os dias 8 a 10 de Junho em Lisboa está a revelar-se bombástico... Pearl Jam, Smashing Pumpkins e Beastie Boys já confirmados e fala-se ainda de Sonic Youth, Muse, The Hives, The Kooks e mais uns quantos.
Não sei quanto a vocês, mas eu cá só estou à espera da confirmação de sardinha assada para comprar o passe para os 3 dias.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Continuar

Nunca imagino no fim de cada ano que passa com taças de champagne ou pacotes de vinho branco na mão e rodeado de amigos o que pode acontecer nos 365 dias que se seguem. Brinda-se a um grande ano a que todos aqui já deveríamos ter ganho o direito.
Não consigo deixar de pensar em tudo o que todos nós (ou os nossos) já sofremos neste passado recente:




A esperança que tudo de mau possamos ultrapassar...


Porque que a vida continua, de uma maneira ou de outra.

A maldição de uma almofada cinéfila!

Fui hoje ver ao cinema o filme "O Escolhido" onde Nicolas Cage assume o papel principal.
O que vos dizer?

Começa logo pela tradução. O título original é "The Wicker Man"! O filme não é sobre o Mourinho, bolas.

O Filme em si se for bom é nos primeiros vinte minutos onde embalei de forma muito célere para uma viagem sobre as penas da minha almofada que tanto têm sentido a minha falta. O resto... bem.. o resto do filme trata a história de uma ilha onde existe uma colónia em que as mulheres são superiores aos Homens (que não falam) e cujo objectivo é ter boas colheitas de mel, estando para isso dispostas a fazer sacrícios de Homens que conseguem "persuadir" também com intuito de reproduzir.

E dizem voçês ... "Este pifou de vez". Realmente ando muito perto disso, mas na verdade o filme é mesmo assim.

Aconselho aqueles que queiram chegar ao fim e pensar, mas sou eu que estou com os copos ou é aquele elenco, realizador, e distribuidora que andaram a inalar aquelas substâncias perigosas de odor inconfundível que se sentem ali para a Avenida de Ceuta.

O enredo afectou-me. Julgo ter sido a minha almofada que rogou uma praga. Já sofri o castigo minha querida. Para ti volto sempre!!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Defeito Profissional

Isto de andar o dia todo a brincar no power point tem as suas consequências.
Pus-me a pensar nas angústias da minha própria existência antes de despir a postura do assessor independente, e eis como vi a minha vida:

apareçam.........

Este Post Só Está Aqui Porque o Blogger Tinha Marado e Sobreposto o Post do Paulo (em cima) ao do Lemmings (em baixo)

Mais alguém já sentiu aquele tipo de ódio incontrolável, tipo se o blogger for uma almofada vou-me a ele e hei de espancá-lo até eu perder o fôlego e ele as penas, relativamente ao blogger?!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Polen is in the air

Para alguém que não toma comprimidos a não ser em situações de excepção, o facto de já ter acabado com uma carteira de Mebocaínas, ter tomado 2 comprimidos Ilvicos e já ter consumido metade de um frasco de Nasorhinathiol deve ser suficiente para descrever o meu estar no dia de hoje.









A secretária do departamento disse-me que devo ser alérgico ao amor que anda no ar, por meu lado prefiro acreditar que é do pólen.

Ser de Pedra

Suponho que vida de estátua seja complicada. Por várias razões e também por tornar difícil ver o Sete Palmos de Terra. Por outro lado, terá as suas vantagens, como viver muitos anos, passar o dia a mirar as babes que passam, e jamais ter de fazer a cama.

Eis o que me ocorre enquanto bato uma sorna no carro, porque ainda é cedo para picar o ponto, e olha, sempre há a mantinha de piquenique no banco de trás, que dá o seu jeito nestas manhãs frias. Mas - entretanto desperto porque alguém tossica justamente quando passa junto à minha janela – e se tivesse eu de escolher ser uma estátua de Lisboa, um dia que fosse, que estátua seria?!

Difícil. Mas rapidamente decido que estátuas não quereria ser. Desde logo, nenhuma daquelas do Estádio Univeristário, de tanga posta e rabo virado para a lua, coisa que no dizer popular até é sinal de sorte, mas, amigos, prefiro tentar o meu azar... Estátua de repuxo de um pequeno parque da cidade também está fora de questão, porque muitas vezes há passarinhos ali à volta, e daí até ter caganitas de pombo ressequidas na testa é um passo.

Pensei em ser o Marquês da Pombal, sobranceiro à baixa, mirando o rio, costas voltadas às doideiras do Parque. Pensei em ser o Duque de Saldanha, autoritário e constantemente rodeado de mulheres bonitas, que esta deve ser a zona da cidade onde mais as há. Ainda assim, são personagens de exagerada responsabilidade... Sim, definitivamente.

Definitivamente, a ser estátua, seria o Fernando Pessoa!
Tranquilo e pensativo, sentado na esplandada da Brasileira... O dia todo na esplanada. Sentado. Volta e meia uma turista no colo, a pousar para a fotografia. O Bairro Alto justo atrás.

E ao fim do dia,
Inspirado, quem sabe,
Que verso da minha pena sairia?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ontem fui ao cinema (x2)


Ontem fui ao cinema, duas vezes.


A tarde trouxe-me "Hollywoodland", um filme à imagem de L.A. Confidential, onde Louis Simo (Adrien Brody), um detective privado, investiga a morte do Superhomem das séries de TV, George Reeves (Ben Affleck). Surpreendentemente, o Ben até nem vai muito mal. Pode ser por fazer papel de mau actor, mas mesmo assim e com uns quilinhos em cima, pareceu-me o seu melhor papel. Um filme envolto em mistério até final, e que embora com um final nada surpreendente, consegue entreter e manter a audiência animada, no meio das intrigas do mundo do espectáculo.

Com a noite chegou um filme com mais acção, com mais cor e com mais drama. "Blood Diamond", último filme de Leonardo di Caprio, o qual nos brindou em 2006 com um fantástico "Departed". Agora, ele é o ex-combatente do exercíto do Zimbabwe Danny Archer, ganhando a vida com o tráfico de diamantes da Sierra Leoa. Ao mesmo tempo, Solomon Vandy é um pescador cuja família foi raptada pelas mílicias, mas que conseguiu encontrar um diamante valioso. Entre fugas a este e àquele, o filme aproveita para mostrar a brutalidade vivida na busca de diamantes em África, fontes de financiamento de guerras.

Dois filmes distintos, o primeiro mais visto que o segundo, o segundo mais impressionante que o primeiro, mas ambos recomendáveis. Fica a sugestão.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

E agora?

Ontem foi dia de eleições. Pena foi que mais de metade dos eleitores nacionais só se apercebeu porque tanto os “Morangos com Açucar” como a Floribela começaram mais tarde.

Há uns tempos falava com um imigrante, residente no nosso país há varias décadas, e dizia-me ele que o melhor e o pior de Portugal são os portugueses. Eu defendo-o: os Portugueses tanto dão provas de serem um país generoso e unido, lembro-me do cordão humano pela causa de Timor (a maior manifestação nacional desde o 1º de Maio de 1974) e dos festejos após as vitórias (e principalmente após as derrotas) da selecção nos grandes palcos do futebol mundial, como dão provas de ser um país sem gratidão nem memória por aqueles que se bateram por termos hoje uma democracia representativa.

Se muitos se congratulam porque neste referendo a abstenção diminuiu 12 pontos percentuais, o que demonstra o reforço da importância da instituição do referendo, na minha opinião o mais importante é observar que os Portugueses preferem não ter voz numa questão que é e será importante para a sociedade.

Acho que a resposta ao desinteresse não pode nem deve passar pela diminuição do nível mínimo a partir do qual o referendo se torna vinculativo, o que deve acontecer é a criação de medidas de reforço da educação cívica e da responsabilização para os deveres da democracia. E que melhor forma de começar que dando o exemplo? Os políticos deveriam estar acima de todas as suspeitas, os argumentos utilizados nas campanhas deverão ser cada vez menos sensacionalistas e cada vez mais fundamentados, e questões fulcrais para o desenvolvimento (ou melhor, para a sobrevivência) do país deverão ser matéria de acordo e compromisso por parte de vários partidos (Segurança social, reforma da administração pública...).

Permitam-me uma comparação desportiva. Hoje em dia (e com pena minha) a nossa democracia é como o meu Sporting. É necessário a equipa estar a ganhar para os adeptos começarem a gritar por ela. Quando estão a perder são os primeiros a começarem a assobiar.

Como todos sabemos o referendo não será vinculativo, contudo os políticos não podem ignorar a escolha de quase 60% dos votantes.

Finalmente, ao contrário do que dizia hoje um velhote no ginásio, em tom de brincadeira, espero que não se lembrem de fazer mais um referendo para desempatar.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Pensamento matinal no trânsito

Odeio condutores cromos, daqueles que se colam atrás de nós, a meros centímetros do nosso carro quando andamos a mais de 100km/h, que muitas vezes ainda têm a lata de mandar com luzes, e que assim vão seguindo de carro em carro.

Quase me apetece travar a fundo e depois dizer "pois, se não viesse tão chegado..."...

Fez-lhes falta algo na aprendizagem da condução.

Fez-lhes falta algo depois da aprendizagem da condução.

Fez-lhes falta uma avó como a minha, que os andasse constantemente a chagar com "Mas porque é que andas a cheirar o rabo aos outros...???".

Acho que o problema de sinistralidade rodoviária em Portugal, que segundo este artigo aqui diz que está a reduzir, e que por carro não somos assim tão maus condutores, deve-se a uma grande falta de consciência na condução, a não saber que limites tenho aqui e ali, a saber o que posso ou não fazer, a saber o que posso fazer para reduzir os riscos (meus e alheios), a saber que existe um sem número de coisas que pode falhar num carro, quer no meu quer nos que me rodeiam, quer nas pessoas que os conduzem, quer no ambiente em que nos inserimos.

Poderá ser melhorado com maior empenho das autoridades responsáveis, os quais por vezes têm uma condução que apenas se distingue dos demais pelas luzes em cima do carro. Poderá ser melhorado com maior civismo de todos, para que haja um Capitão Civismo dentro de cada um de nós. Poderá ser melhorado exigindo mais das escolas de condução e examinadores, porque o relevante não é "ter a carta", mas sim "saber usar uma carta".
Para ver se quando chegarmos a 2020, já não há pessoal a cheirar o rabo aos outros...

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Nada contra, nada a favor...

Hoje é daqueles dias em que tudo me aborrece. Aborrece-me ter que vir trabalhar, aborrece-me estar de chuva, aborrece-me estar de fato, ..., aborrece-me estar aborrecido, bolas!

Mas se há coisa que me aborrece especialmente todos os dias é ouvir a RFM. Não que tenha algo de errado alguém ouvir a RFM, mas bolas, porque é que me têm que obrigar a tal também?

Acontece que esta semana estou numa empresa que presenteia os seus funcionários com colunas e um rádio sempre a tocar. Pena é que esteja sempre na dita rádio. Na última hora, já fui congratulado com umas quantas músicas que me fariam imenso sentido na década passada, mas que hoje só fazem aqui e ali. O pior disto tudo é que sei, pela má experiência que tenho com a RFM, a playlist vai voltar a repetir-se, e os êxitos pop dos 90s, misturados com o pior do pop desta década vai-se fazer ouvir novamente. Tudo isto intercalado com um "Só grandes músicas". Percebo agora porque é que todos os funcionários usam phones no trabalho... mas como é que o DJ não entende...??

Digam o que disserem, acho que faz falta a divulgação de música a nível nacional. E acho que não chega a divulgação que a rádio faz, as quais representam preferências dos "artistas da rádio" e as preferências dos tops estrangeiros. E acho que não chega haver lojas onde se pode ouvir os CDs que se quer, pois o que não se conhece, não se pode pedir para ouvir. Acho que faz falta haver mais bandas a produzirem samplers de música para dar a conhecer, acho que faz falta a todos e a cada um ter amigo super-culto musicalmente e que organiza concertos fixes, acho que faz falta a política económica chegar ao mercado da música, acho que faz falta haver menos direitos a pagar a discográficas (especialmente internacionais), mas sobretudo acho que faz falta incentivar e deixar escolher o que é bom e não é bom desde pequenos.

Tive dois anos de Educação Musical na escola, mas acho que hoje seria mais feliz se em vez de saber o que são claves de Sol e Dó, tivesse um maior horizonte musical, me tivessem dado educação musical nos clássicos e nos contemporâneos, me ensinassem o que é Rock, Folk, Rap, etc etc etc, e assim quem quisessem ouvir a RFM, a Cidade ou a MegaFM fá-lo-ia porque sabe o que é o mundo lá fora e prefere aquilo.

Por mim, vou continuar a preferir explorar o mundo lá fora...

Nova Música na Terceira Pessoa

Um amigo meu, chamemo-lo Ermelindo Uzbeque - ou, abreviando, EU - arranjou, por portas travessas, que é como que dizer através de um amigo, o novo álbum de @ndrew bird: @rmch@ir @pocryph@. As arrobas são só para despistar autoridades, empenhadas que andam em apanhar os malvados meliantes que não respeitem a sagrada instituição do copyright, dedicando-se até, consta, a, durante as operações Stop, fazer buscas aos CD’s dos condutores. Não tivesse EU sabido disto através de uma cadeia de mails, daquelas em que as coisas acontecem sempre a um amigo, e estaria neste momento assustado.

Para os que não conhecem, EU descreveria @ndrew bird como música pop-folk-melódica, ou o que acontece quando se juntam voz, guitarra, xilofone, violino e assobio. @ndrew bird é reputado violinista e, facto curioso, assobiador. EU e amigos seus acham que o nome bird deriva justamente desse talento especial do artista.

EU familiarizou-se com @ndrew bird com o seu álbum de 2005, the misterious production of eggs – o seu (do EU) favorito dos últimos anos. Várias vezes conversou com amigos, defendendo ser impossível ao @ndrew bird ter feito ou alguma vez vir a fazer um álbum tão bom quanto esse. Tendo mais tarde ouvido os anteriores álbuns, quase engoliu as palavras. Esses também eram muito bons, ainda que não tanto quanto o “... Eggs”.

O novo álbum do @ndrew bird ainda não saíu oficialmente. Mas verteu para a net bem antes disso. EU é fã do @ndrew bird e é um tipo com valores. Daí que esteja incomodado com esta falha ética. Mas simplesmente não conseguiu contornar a curiosidade.

E o seu entusiasmo é agora grande. Não tendo acreditado que fosse possível @ndrew bird superar-se, depara-se com essa possibilidade... No @rmchair, diz haver duas ou três melodias que caem imediatamente no goto, mas também perceber que há jogo escondido. E que não é bluff. Que há música para descobrir aos poucos. Para se gostar com tempo. E isso é do melhor... Fica a referência. Diz EU.


ADENDA: o link para o myspace do senhor. Já lá estão algumas músicas novas.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Acabar com a abstenção

Um referendo importante para o país e para a sociedade civil aproxima-se! É nosso direito dever votar!

No meu ver seria muito simples diminuir a larga abstenção que se prespectiva, é só necessário colocar nas urnas a palavra: "GRATIS". Conhecendo um bocadinho os portugueses todos se acotovelavam para ir colocar o boletim.

E se a isso se somasse a distribuição de brindes como porta chaves ou canetas bic? Seria a loucura, muitas pessoas a quererem votar 2 ou 3 vezes. Na saída das urnas as palavras mais ouvidas seriam concerteza: "ah pois, mais uma bolacha sem sal aqui para o Chico" ou "Eu não sou burro, com uma cruzinha ganhei uma pastilha gorila, ahah".

Esta ideia surgiu do facto de ter assistido, às nove da manhã no Saldanha, a agressões verbais e tentativa de agressão física por parte de uma mulher que se sentiu insultado por um homem lhe ter passado à frente na fila que se formou para receber garrafas de água com gás!!!

Uma mulher!!! Água com gás!!! Ás nove da manhã!!!

(no comments)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Uma Amizade Especial

A verdadeira história de Charlie Murphy (irmão do Eddie) e Rick James ("she's a very kinky girl..."), contada no Chappelle Show:



PS - Obrigado Fisgas pela referência.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Federer

Cada vez que vejo este senhor a jogar
Tenho a sensação que estou a assistir, em primeira mão, a alguém que vai mudar a história do Ténis.

Daqui a uns anos quem sabe se não vão começar a comparar os melhores do mundo com o Federer? Um pouco na óptica das pessoas que comparam qualquer futebolista com o Pelé, Maradona ou qualquer economista com o Lemmings.

Tenho pena que não exista ninguém à sua altura, porque se não tiver competição vai estagnar o que é uma pena.

Uma Tolice Prestige

Uma tarde de Domingo passada no sofá a ver TV (sou-dade... ou não fosse esta mais uma deprimente manhã de segunda) consolidou a minha já anterior suspeita de que o novo anúncio do Millenium BCP é provavelmente o anúncio mais tolo actualmente na TV.

Um tipo do banco, cara-podre, penetra a meio da noite na festa de um aparente milionário, mandando o pianista parar de tocar, gerando um daqueles silêncios constrangedores, e interrompendo a conversa do milionário com as 4 ou 5 babes que o rodeiam. Gera-se de seguida um diálogo do tipo:

Milionário Rodeado de Babes - Porque é que interrompeu a minha festa?
Penetra - Para firmar um compromisso.
MRdB - E o que é que tem para me oferecer?
P - Ganha x, y, z e a melhor taxa do mercado.
MRdB - Muito bem, mas eu vou ficar também com esta caneta como sinal da sua palavra.
P - Será o símbolo do nosso compromisso.

Isto é assustadoramente tolo...
Para já, o que faz o gajo do banco a trabalhar àquelas horas?! Por acaso tem subsídio de isenção de horário? E interrompe assim uma festa privada?! Cum caraças... E como se não bastasse isso, ainda entra ali todo mandão com o pianista, tipo “Hey Max, pára com essa merda!”. Sacana arrogante...

Por fim, que dizer de um milionário que vive numa mansão, tem um pianista e uma casa cheia de babes, e dá o bafo numa caneta de um pobre empregado de banco?! Tenho 4 explicações possíveis:
- o pianista é amigo dele e a caneta foi a sua vingança, a sua forma de dizer “Hey, trataste mal o Max, agora xau-xau-pen”.
- o pai dele faz anos naquele dia e aquela é a sua festa, mas o milionário-filho esqueceu-se de comprar uma prenda para o pai, porque esteve o dia todo a entrevistar pianistas para a festa, e portanto fica todo contente quando lhe dão a caneta para a mão, porque assim só fica a faltar o papel de embrulho e o laçarote
- é empresário da Bic
- é um porco capitalista insensível, sem respeito pelos trabalhadores que dão o litro a toda a hora, inclusive fins-de-semana e feriados, sem receber um tostão de horas extra, e merecia mas é que o proletariado unido invadisse as suas fábricas com tractores, para nacionalizar toda a produção de canetas, e promover enfim a justiça e igualdade sociais, e eu espero bem que os meus bosses nunca leiam o que eu acabei de escrever...

Não que eu, Afonso Martim Lourenço Espírito Santo, tenha medo que descubram a minha identidade. É mesmo só uma questão de discrição...

domingo, fevereiro 04, 2007

O Duty Free é Internacional

Caros Amigos Bloguistas,

Regressado de Cabo Verde faz hoje 7 dias e meio, lembrei-me de vos mostrar como se vende lá fora.

A imagem que mostro a seguir foi retirada do Aeroporto Internacional da Cidade da Praia, Ilha de Santiago, Cabo Verde, e demonstra o explendor das lojas de Duty Free locais...

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Minesweeper e a Vida

(vai soar um pouco à Forrest Gump...)

A vida é como o minesweeper.

Não sabes onde estão as bombas.
Não é por imaginares uma bomba aqui, que ela cá está de facto.
Não é por imaginares que não há bomba ali, que ela não vai mesmo lá estar.

Como na vida, para o mesmo jogo, há os que ficam com o jogo aberto ao primeiro click...

... há os que se esfolam para abrir o jogo e não conseguem nada...
... e há os que, mais ou menos depressa, chegam ao fim, só para perceber que tudo se resume a uma questão de sorte.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Ideias atiradas para o blog em 5 minutos:

Não entendo como é que na lista dos 10 Grandes Portugueses não se encontram os nomes de: D. Nuno Alvares Pereira, Salgueiro Maia, D. João I e D. Dinis entre tantos outros (provavelmente mais de 10).

Apesar de ter na altura a tenra idade de 8 anos, o Nevermind dos Nirvana é um dos álbuns da minha juventude. Reouvi à dias esse mítico pedaço de bom gosto e a verdade é que com o tempo o álbum não perdeu toda a sua energia, feeling e irreverência. O Kurt percebia mesmo muito de música!

Lanço um “suponhamos”: “Se recuasses no tempo e tivesses o poder de impedir o nascimento do Hitler, Mussulini, Estaline e Pol Pot, mas como consequência também de Ghandi, Madre Teresa de Calcutá, Martin Luther King e Nelson Mandela (indissociáveis), o que farias?”

3 Coisas Tugas

Parece ter definitivamente pegado moda eleger os maiores, melhores e mais bonitos. Ocorre-me isto a propósito das votações para melhor Português, para as novas 7 maravilhas do Mundo e para as 7 maravilhas de Portugal.

Por não querer perder a oportunidade de mandar a minha posta de pescada, e aproveitando o embalo da adesão esta manhã ao novo blogger, decidi também eu eleger qualquer coisa, e, como tal, aqui deixarei 3 DAS MUITAS COISAS QUE ASSOCIO A PORTUGAL, NÃO NECESSARIAMENTE AS MELHORES:

1. A Calçada Portuguesa
Aos meus olhos, torna diferente a cidade. Os passeios são brancos. Pormenor talvez. Mas agradável nos dias de Primavera em que a cidade parece brilhar. E no fim do Outono, quando os passeios se enchem de folhas caídas das árvores.
Por outro lado, quando chove e os sapatos têm a sola meio gasta, é andar a patinar na rua, com uma mão a segurar o chapéu-de-chuva e a outra a apontar para Deus, enquanto se murmura "Passo de agnóstico a ateu se me derrubas em frente a esta gente toda!"


2. Caracóis
Haverá melhor que um solarengo final de tarde do mês de Junho, passado numa esplanada de uma qualquer terreola, com um pires de caracóis no meio de uma roda de convivas? Completam a pintura os ruídos sorvedores do molho dos caracóis que não saíram para fora e invariavelmente sobram para o fim, e os guardanapos amarfanhados em cima da mesa redonda forrada com imitação de mármore.


3. O Nacional Porreirismo
Ora aqui está, penso, o melhor e o pior do País.
É o bófia da santa terrinha que pratica copofonia nos intervalos dos turnos, patrulha as ruas com o nariz vermelho e nunca multa os conterrâneos.
É preencher os impressos do IRS no último dia do prazo e ao meio-dia o Governo anunciar uma prorrogação de duas semanas, ao mesmo tempo que prometemos a nós mesmos que no ano seguinte trataremos de tudo no dia 1 de Fevereiro.
É combinar um jantar com os amigos para as 9 da noite, marcar o restaurante para as 9 e meia, e a malta aparecer toda às 10.
Enfim, somos nós na nossa mais verdadeira identidade nacional...

terça-feira, janeiro 30, 2007

Howe Gelb


Quem deseja ir hoje ao Santiago Alquimista, pelas 21:45, ver Dead Combo - autores do muy aclamado Volume II: Quando a alma não é pequena - e o grandioso Howe Gelb - autor do belo Sno Angel Like You. A entrada custa 15€. Este vosso amigo vai, fico à espera de mais convivas...