quinta-feira, maio 24, 2007

Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro abre hoje. Quando penso na Feira do Livro, penso em duas coisas.

A primeira é livros.
E opá, se eu gosto de livros! Eu gosto tanto de livros que eu até gosto dos livros de que não gosto! Se há coisa que apela ao meu consumismo, essa coisa é o pão... O pão não, os livros, os livros!
Porque desde que era puto e chateava a minha mãe para me comprar os volumes de Uma Aventura e dos Cinco e do Clube das Chaves e das Viagens no Tempo, desde que eu era puto – ia eu a dizer – que decidi jamais estabelecer barreiras orçamentais à compra de livros.
É que foi mesmo assim! Tinha eu 10 anos e ia sair da Bavi, na Amadora, com Uma Aventura em Lisboa debaixo do braço (sempre foi a minha aventura favorita), quando disse para a minha mãe: “Mãe, decidi jamais estabelecer barreiras orçamentais à compra de livros”, ao que ela respondeu “Tá bem, mas agora vai lá buscar o pão ao supermercado”.
O problema da Feira do Livro é que, uma vez lá, quero comprar quase tudo, os clássicos e os modernos, os romances e os ensaios, a banda-desenhada e os livros de ajuda pessoal, os refrescos e as farturas. Lá me contenho, mas ainda assim chego ao final da Feira com 5 ou 6 livros novos, que lerei ao cabo de uns meses, durante os quais a pica pela leitura arrefece, porque, na verdade, apesar de gostar de comprar, eu gosto mesmo é de comprar e devorar logo! Como o pão, no fundo.

A segunda é meninas bonitas e cultas.
Já cá o confessei, mas repito agora: atraem-me as mulheres que lêem. Ceteris paribus, uma mulher a ler um livro é uma mulher mais bonita.
Conjugadas a este factor estão ainda as condições climatéricas da Feira do Livro. Quem já foi à Feira do Livro numa tarde solarenga sabe do que estou a falar. A meio da tarde faz calor ali naquela encosta. Estamos no ararnque do tempo quente. E há novas colecções de roupa arejada por estrear.
É ver as meninas bonitas e cultas a passear e folhear livros pelas bancas da feira... E a dar ao parque um encanto inigualável... E quanto mais quente estiver, tanto melhor. Como o pão, no fundo.
:)

Falaram em ácidos?







Existe uma lenda urbana que o Alice in Wonderland diz respeito a experimentações com substâncias menos lícitas...no entanto o livro foi escrito em 1865 por um matemático sob o nome de Lewis Carrol enquanto que o LSD foi apenas sintetizado pela primeira vez em 1938 por um suiço... Bem, se calhar não foi aqui que o Lewis Carrol se inspirou...mas o lsd veio bem a tempo de inspirar o jovem syd barrett...a tornar-se confortably numb

quarta-feira, maio 23, 2007

Pelas noites de Lisboa

Andava eu outra noite pelas ruas de Lisboa á noite quando me deparo com um cenário recambolesco que me trouxe uma ligeira sensação de deja vu inverso. Eu explico...

Não é que em todas as esquinas via pelo menos uma rapariga com uma garrafa de 1 litro de cerveja, ou até mesmo de tintol, envolta num saco plástico de supermercardo a beber uns goles, passando depois a mão pelos lábios numa gesto típico português de quem não gosta do que bebe mas fá-lo na mesma.

Pensei nos tempos de faculdade em que a beleza de uma mulher, nos dias menos bons, se media pela quantidade de álcool tinhamos de ingerir. Pensei também porque é que uma vez um caro blogista da casa levou o consumo de álcool ao extremo (Quem era a mulher? Se era assim tão má, espero nunca a conhecer!)

Voltei para casa e o assunto não me saiu da cabeça. A gravidade da situação é assustadora. Será que andamos assim tão feios que agora são elas que têm de beber para ficarmos "aceitáveis". De facto as barrigas já mostram de forma bem patente a vida sedentária que levamos e a barba por fazer reflecte a falta de tempo causada pelo excesso de trabalho.

Continuei a pensar no assunto e estabeleci um padrão. De facto só me deparo com este cenário lamentável quando um determinado blogista está presente, com as suas calças bejes, sapatinho de vela, cabelinho com gel e polos de verão laranja e verde alfaçe, sem esquecer o sorriso de galifão na cara. Sim, ele mesmo. É ele o nosso bode expiatório. É mesmo ele, o rapaz que trabalha ali na zona das Amoreiras e que assentou arraiais no Conde Redondo. É ele que anda a causar problemas de alcoolismo nas jovens portuguesas.

Fogo! Ainda bem que descobri a causa do problema. Já tava a ficar deprimido.

terça-feira, maio 22, 2007

Vida sem a Euribor

Sou um simples colaborador que tal como a maior parte dos blogistas tenho de aturar um Chefe que passarei a designar por Euribor (qualquer ligação ao anúncio do Bes não é mera coincidência, infelizmente). A vida quando a Euribor pára pelo escritório é um pesadelo. O trabalho diminui 200 %, as dores de cabeçam aumentam e nasce em mim a vontade de fumar uns valentes maços de cigarros quando o telémovel da Euribor toca incessantemente.

A Euribor vai de férias e de repente a minha vida muda. Não só o trabalho faz-se com uma calma a que não estou habituado, como a chego a casa cedo, tão cedo que quando ligo a televisão só estão a dar os deprimentes programas da tarde, concursos de palavras que só nos dão cabo da paciência, causando uma forte sentimento de raiva para com os directores de programação da nossa TV.

De repente percebi que se calhar a Euribor até faz de propósito para eu chegar a casa a horas de ver apenas o Telejornal e de estar tão cansado que até me apetece dormir cedo sem ver mais televisão. Não... estou a ficar contagiado... A Euribor não alcança tanto na sua cabeça, e com os programas de elevado nível de complexidade onde temos de completar palavras em que só falta uma letra até aprendo alguma coisa.

Aproveito estes momentos em que sou patrão de mim mesmo e chefe de mim próprio para até fazer uns posts no Blog.

Euribor, não voltes tão depressa. Não estás perdoada.


PS. Por favor destruam todas as cenouras que encontrem para a Euribor não cheirar o caminho de volta. Atendam ao apelo. Eu sei que voçês partilham o mesmo sentimento.


Provedor de Campolide

Foi criado o provedor do blog Campolide com a principal incumbência de tratar as sugestões e reclamações dos nossos muy nobres e ilustres leitores.

Neste âmbito o provedor iniciará as suas tarefas dando resposta ao pedido de inúmeras famílias: obrigar o Caixa a escrever pelo menos 2 posts por dia.

As suas fãs podem ficar descansadas porque tudo será feito para garantir a sua criatividade nomeadamente o fornecimento diario do jornal 24 horas e as opiniões semanais do Sousa Tavares e do César das Neves.

Acrescento ainda que serão desenvolvidos esforços para garantir que cada vez mais fotos do Ricardo em pijama, do Valverde em tronco nu, dos concertos do Paulo e do Caixa a fugir aos manos do Cacém sejam publicadas.

A todos um grande bem haja.



O Provedor

segunda-feira, maio 21, 2007

Palavras para quê?



"
She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain
"
Que bonito...
Vivam os ácidos!

Resumo jornalístico da noite em que o Porto se sagrou campeão nacional...

E acabou o jogo no Estádio do Dragão. O Futebol Clube do Porto é o campeão nacional.
Vamos já em directo para o exterior do estádio:

SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee

E na Avenida dos Aliados, como está o ambiente?

SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee


- O senhor, como é que viveu estes últimos 90 minutos?
- Estou muito faliz! O bainfeica é uma m#rda! Até caumemos os lãopiões!
- Como se pode ver, a alegria é enorme. A festa promete durar até de madrugada.

Muito obrigado, repórter de exterior. Terminamos então aqui a nossa emissão especial.
Voltamos para a semana com a cobertura da final da Taça de Portugal, já com novos grupos musicais a ensaiar o mais requintado cântico futebolístico do País. Muda a cor das camisolas, mas a música, essa, será sempre a mesma.
Boa noite e não perca a Doce Fugitiva, já a seguir a um curto intervalo.

SLBeee, SLBeee, SLB, SLB, SLBeee
FILHOS DA P$#A, SLBe-e
FILHOS DA P$#A, SLBeee
:/

sexta-feira, maio 18, 2007

Volta, Gualter!

Deixo aqui um apelo aos decisores responsáveis pela televisão pública em Portugal.
Caros, uma reposição da Rua Sésamo em horário nobre seria um verdadeiro serviço público prestado ao País!
Todos nós recordamos aquele sketch em que o Gualter ensinava os amiguinhos a tomar banho, certo? Exacto, esse do “lava lava lava, esfrega esfrega esfrega”...
... Pois acontece que, no meu dia-a-dia, vou reparando que, lamentavelmente, muito gente perdeu esse mítico episódio.
Sei do que falo. Ainda há pouco saí do comboio da linha de Sintra.
:)

quinta-feira, maio 17, 2007

Maiorais Producções Orgulhosamente Apresentam...

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Alterações de humor

Três frases que ditas antes das 8h30 (ainda antes de chegar ao trabalho!) nos colocam mal dispostos para o resto do dia:
- "Estás a tomar outra vez aqueles comprimidos que te faziam engordar?...Não? A sério? Parece mesmo..."[amigo 1]
- "Não sabia que tinhas deixado crescer a barba. Pareces o meu ex-namorado... Nem imaginas como detesto o meu ex-namorado" [amiga 1]
- "Está pálido, cansado, parece doente. O menino está bem?" [vizinha parva 1]

No entanto há sempre frases que nos colocam um sorriso no rosto:
- "Grande golo, nem vi a bola..." [amigo 2]
- "Se me pagares uma bebida digo-te como me chamo e em que equipa treinei ginástica artística durante 10 anos" [rapariga desconhecida 1]
- "Daqui a quantos anos acabas a faculdade?" [rapariga desconhecida 2]
:)

A Economia da Felicidade

Quantos de nós partilharam com família e amigos que estudámos economia e perceberam que a maioria dessas pessoas pensa que basicamente estudávamos coisas relacionadas com dinheiro? Arriscaria dizer que muitos. E no entanto, apesar de achar errada essa ideia, não deixo de lhe reconhecer algum sentido.

Pessoalmente, penso na economia como a ciência que estuda as melhores formas de alocar recursos, com o objectivo - ainda que ideal, ainda que subjectivo – de promover o bem-estar geral na sociedades. Admito, contudo, que se associe a economia ao dinheiro, já que, de facto, não tenho como negar que hoje em dia a preocupação dos economistas aparenta ser, de facto, a criação de riqueza. E quer-me parecer que vivemos há demasiado tempo consumidos por esta preocupação com o dinheiro que temos...

Acho que li há uns tempos, ou um artigo da, ou um artigo que mencionava um artigo da Economist – estas coisas acontecem-me, não saber se li, se sonhei, se estou a inventar – sobre uma problemática com que se debatem actualmente alguns economistas, e que seria o paradoxo de, nas sociedades ocidentais, as pessoas viverem hoje com mais recursos, mas serem simultaneamente mais infelizes.

Caros referidos economistas, concordo! Concordo que há uma falha nos modelos económicos. Talvez mesmo nas políticas económicas. Anda toda a gente a fermentar ideias para que fiquemos mais ricos, sem que lhes ocorra que talvez a felicidade seja, até certo ponto, independente da riqueza. É que afinal de contas, queremos ser mais ricos para quê? Desconheço o sentido da vida, mas parece-me evidente que deve ser a felicidade, e não a riqueza, o derradeiro objectivo da sociedade, e, portanto, da economia.
:)

quarta-feira, maio 16, 2007

Sinergias


Poucas matérias económicas serão tão fascinantes quanto o estudo das sinergias.
Em breves palavras, sinergias ocorrem quando duas ou mais empresas se juntam e referem-se ao ganho de valor decorrente dessa união. Isto é, o valor conjunto das empresas é superior à soma dos seus valores individuais.
Por exemplo, se tivermos três empresas assim... boas... a valerem cada uma 200 milhões de euros, a fusão dessas três empresas poderia resultar numa empresa com um valor, não de 600 milhões, mas tipo... de MIL MILHÕES!

Fascinante... E aplicável a toda uma variedade de matérias não económicas. É o chamado efeito grupal.
Há coisas fantásticas, não há?
:)

segunda-feira, maio 14, 2007

Odeio...

O poder.
Sempre odiei que os meus pais me mandassem arrumar o quarto. Se me mandavam estudar então, ficava possesso. Odeio que o Estado me mande preencher impressos de IRS e odeio que a brigada de trânsito me mande mostrar os documentos. Odeio a malta que veste fato e gravata e conduz carros de alta cilindrada, e que me manda trabalhar.

Malta que veste fato e gravata e conduz carros de alta cilindrada.
Odeio a malta pimpona com empregos de chefia, inundados da certeza que a vida se resume à conta bancária, ao número de subordinados, à cilindrada do carro e ao número de assoalhadas da casa. Que pensa que o dinheiro compra tudo. Um autêntico rebanho de ovelhas tresmalhadas... Perdido e alheado dos dramas metafísicos da existência humana.
Vá-se lá confiar numa pessoa incapaz de reconhecer a sublime beleza artística presente no assobio do Andrew Bird...

Músicos vendidos.
Nem músicos são, são os chico-espertos do mundo da arte. Odeio esses tipos que fazem música para vender, e odeio-os tanto mais quanto menos descarados forem. Fergies e Pussycat Dolls toda a gente sabe que são vendidas. Agora o que me arrepia da base da espinha até ao pescoço são coisas como os 3 Doors Down.
Os 3 Doors Down são uns vendidos!
Os 3 Doors Down são a Lili Caneças do jet-set musical!
Os 3 Doors Down dão-se ares de Petit, mas são piores que o Beto e têm tantos efeitos nocivos nos ouvidos do mundo quanto o Beto tem nos olhos dos adversários!
Os 3 Doors Down são a borra de um vinho musical já de si carrascão!
Os 3 Doors Down metem nojo!

Aaahhh...
Nada como desabafar uns quantos ódios infundados para nos trazer o sorriso de volta à cara!
:/

sexta-feira, maio 11, 2007

Fico a pensar...

Vejo as notícias enquanto tomo o pequeno-almoço em casa. Os 15 minutos em que como os cereais são preenchidos pela notícia do desaparecimento da menina inglesa. Aborrece-me a tacanhez de algum tipo de jornalismo, obcecado que parece com as opiniões estrangeiras. Mas nem quero entrar por aí. Nem tão pouco diminuir o sofrimento das pessoas envolvidas. Não presumo sequer imaginar o quanto custa. Somente fico a pensar na relatividade com que tratamos o valor da vida humana...

O valor da vida humana, o mais importante de todos os valores. Mas que parece não ser sempre exactamente o mesmo... Por que outra razão nos comovemos com o desaparecimento de uma menina inglesa, mas passamos por cima do facto de todas as semanas morrerem dezenas de crianças no Iraque?

Na semana passada, falava uma colega do Espanhol sobre um género de conferência onde se debateram questões deste tipo. E fiquei a pensar no assunto...
Fiquei a pensar na atenção que damos ao nosso mundo - este que nos parece próximo - e como essa atenção choca com a indiferença com que encaramos o resto do mundo.

1 menina desapareceu no Algarve e sentimos isso como um drama intenso.
30 pessoas morreram no tiroteio na VirginaTech e sentimos isso como um condenável acto de terror.
Mas sinceramente... não sei que pense sobre a ligeireza com que, pelo menos eu, passo por cima do que vai acontendo no resto do mundo. Dos 70.000 civis mortos no Iraque desde o início das operações militares. Das 400.000 pessoas mortas no conflito no Darfur. Do milhão de pessoas mortas no conflito étnico do Ruanda. Dos dois milhões de mortes em África provocados pela SIDA só no ano passado.
Fico a pensar...
:/

quarta-feira, maio 09, 2007

Quem vai...quem vai?

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Estão todos convidados... com janta incluída!

terça-feira, maio 08, 2007

Momento Musical

Está muito calor lá fora e quase tanto aqui dentro. Preocupa-me ter de apresentar amanhã às 10h um documento que ainda nem vi. Se ao menos tivesse pastilhas elásticas para aliviar o stress. Uns rebuçados já serviam...

Mas lá diz a sabedoria popular que quem canta seus males espanta.
Por isso mesmo, sofro mas não calo. Subi à mesa e daqui ninguém me tira! Sapatos atirados ao ar, calças e mangas arregaçadas pelo joelho e cotovelo, acordeão ao peito, agora pulo e cantarolo:

Eeeeeeeeeee...
... eeeesta vida de financeiro está a dar cabo de mim
Ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra

VAMOS! TODOS JUNTOS:

Eeeeeeeeeee...
.... é para já, boss!
:)

domingo, maio 06, 2007

Figura Pública

E já foi, gostei, tava boa, é sempre um prazer especial a primeira sardinhada do ano!
Agora, isto das férias estarem a acabar é que não tá com nada. Passa-se uma semana de paz e sossego - nem sequer é o não ter de trabalhar, é o não ter preocupações e pessoal a chatear a cabeça - e perde-se qualquer vontade de voltar à rotina sem sentido.

Assim sendo, e inspirado nas declarações “não sou manequim, este não é o meu trabalho, eu sou uma figura pública” da sempre eloquente e Pimpinha Jardim, decidi que não vou voltar amanhã ao escritório.
É isso mesmo: acabou-se! A partir de hoje deixo de ser ucraniano, esse não é o meu trabalho, eu agora sou... uma figura pública!

O projecto é ambicioso, bem sei... Mas não descurei o estudo do meu posicionamento estratégico. Valeram as longas horas passadas a estudar Estratégia a partir dos apontamentos das ilustres então futuras economistas de Campolide.
Compreendo que não tenho o perfil adequado para ser figura pública em festas de jet-set. O meu CV já acusa dois anos e meio de trabalho. Intolerável...
Resolvi portanto apostar num nicho de mercado. Um segmento menos explorado. Mais promissor mas ainda assim tradicional. Eu vou ser figura pública em... sardinhadas! Sar-di-nha-das (o que obviamente não invalida um perninha ocasional em matanças de porco, sem exageros, claro, que os meses de Inverno são de férias, já me vai bastar um Verão inteiro de trabalho)!

Vai ser lindo! Sempre que houver uma sardinhada, ali por volta do meio-dia apareço eu na garagem, no quintal, nas traseiras do prédio, onde seja, numa mão o saco com os tomates e pepinos para a salada, na outra a garrafa de água com furinhos na tampa para borrifar o carvão. Os flashes a disparar, a pose para a fotografia com a Dona Ermelinda e o Senhor Pascoal...
Vai ser lindo! A tour nacional pelos santos populares, a festa da sardinha assada nos Olhos d’ Água... E vocês já sabem: conto com a ajuda de todos. Sempre que souberem de planos para sardinhadas, estarei mais do que disponível para ajudar à festa!

Não espero que a adaptação seja fácil, mas sinto que tenho de ser fiel ao meu instinto. Bastam-me os anos de opressão sofrida nas catacumbas das instituições financeiras e empresarias deste país.
Desta vez, vou seguir as minhas papilas gustativas!

:)

quinta-feira, maio 03, 2007

O rei do rock!

Amanhã!

Vestígios de uma vida melhor

Vida de férias é boa vida. O mundo é melhor, as pessoas são melhores, eu próprio me sinto melhor.
Fico na dúvida sobre se assim é somente porque tenho consciência que férias são coisa muito efémera, ou se, pelo contrário, estou condenado a somente encontrar a felicidade ao mesmo tempo que a reforma.
Como tudo aponta para um regresso às masmorras já na segunda-feira, resta-me a certeza de que permanecerei na dúvida.

Entretanto, aqui vou partilhando alguns vestígios da tal boa vida.

A boa vida de camaradagem em Salamanca:


A boa vida sob a chuva de Primavera de Lisboa:


E a boa vida sob o sol da mesma Primavera de Lisboa: