segunda-feira, março 19, 2007

Uma Viagem no Tempo

Perdoem-me desde já a extensão do post (isto vai ter 8 fotos), mas acho que a importância histórica do que aqui se vai expor mais que a justifica.

Consegui apanhar, através do Arquivo Fotográfico da CML, alguns fascinantes registos visuais da história desse mítico local, pilar da sabedoria, que é o Colégio de Campolide, onde muitos de nós passámos 4 marcantes anos. E não resisti a partilhá-los com vocês, amigos e amigas. Ora então vamos a isso...

1. Isto aqui é Campolide em 1968, visto de Monsanto. Não consigo precisar exactamente de onde em Monsanto, mas talvez o Fisgas possa ajudar nesse ponto. Não há cá Twin Towers para ninguém. Lá ao fundo, repousa trnaquilo, o Colégio de Campolide, os seus torreões apontados ao céu, que nem dois braços agitados no ar como quem grita "Vinde a mim essas brilhantes mentes económicas do País! Vinde! Ou trinta!".


2. Aqui vemos o viaduto Calouste Gulbenkian em construção no ano de 1961. Trata-se de uma foto tirada em hora de ponta, como comprovam os 6 carros visíveis na imagem.



3. Esta é uma das minhas favoritas. A travessa Estevão Pinto, em 1969. E incrível!, tem um ar quase chique!!! Não se veem peças de automóvel, nem óleo na estrada, nem bodes atados com uma corda ao portão da garagem... Não fosse o torreão lá ao fundo e jamais acreditaria tratar-se da mesma travessa onde cheguei a ter de conter a respiração para não vomitar o pequeno-almoço à conta do cheiro a ovinos.



4 e 5. Duas fotos do início do século.



6. Esta é de 1905. Quase 100 anos antes de eu ter começado a dar tareões de ping-pong na malta aqui do blog, justamente ali naquele cantinho vazio à direita, que viria a ser a residência dos estudantes e a cantina dos pobres. E quase dá para comparar com a foto do template aqui do blog.



7. Uma visão frontal, de 1961. Delicioso, o pormenor do olival onde agora, durante o dia, se amontoam os carros estacionados, e durante a noite, casais apaixonados expressam o seu amor carnal.



8. E, para terminar, este bonito registo sem data. Terá sido por esta altura que se instaurou o hábito de deixar os animais ali na travessa. Há 100 anos, eram burros. Hoje em dia são bodes e cães. No futuro, a travessa Estevão Pinto poderá muito bem vir a albergar a sede da EMEL.

domingo, março 18, 2007

A Mini Maratona de Lisboa

Surpreende-me sempre perceber que existe vida num domingo de manhã. Surpreende-me a multidão de camisolas amarelas que, bem cedo, já aguarda em Entrecampos o comboio para a outra margem. Claro que daí a uma semana, aquela malta fica toda a dormir até às 11 da manhã, como é comum fazerem as pessoas comuns.

Surpreender-me-ia qualquer outra coisa, até porque pessoas comuns são toda aquela delirante multidão. Jamais faltam ao evento a mulherzinha que fala e ri mais alto que toda a carruagem, ruído do comboio incluído, ou o tipo dos trocadilhos, que, do Pragal a Belém, vai puxado o gatilho à esquerda e à direita bang bang: "E prontos, já chegámos à mini-maratona. Onde é que estão as minis?".

Tenho pena de só ter descoberto a mini-maratona de Lisboa no ano passado, e somente graças à insistência de um compincha blogger da casa. É que é uma cena do caraças, e este ano, com o tempo espectacular que esteve, ainda mais do caraças foi! Tenho pena que a malta amiga não tenha alinhado, e tenho pena de não ter feito amigos novos na prova.

Mas em sobre-humano esforço lá contive as chalaças que me ocorriam, e fiz os meus belos dos 45 minutos, que acho ser uma marca razoável, embora admita que nos últimos 3 quilómetros fui sovado e ultrapassado pela minha mente que, à sofrida passagem do meu corpo pelos postos de animação de rua, já se refastelava nos relvados de Belém, as bailarinas-animadoras a massagarem-lhe as pernas.

Gabo-me de ter terminado à frente de, entre outros, um padre pregador, duas noivas barbudas e barrigudas, a brigada dos Grandes Portugueses - onde seguiam, sob flashes, o D. Afonso Henriques e o Camões - um carrinho de compras do Continente com pessoas de Almada, e esta malta toda:


Para o ano lá estarei de novo, com uma importante lição aprendida de experiência: se tencionas levar telemóvel e máquina fotográfica nos bolsos - coisa que já de si não revela grande presença de espírito- então pelo menos, e pelo respeito aos restantes corredores, leva uns calções que se possam apertar. À falta de racionalismo, há que recorrer ao empirismo...

quarta-feira, março 14, 2007

Uma Ideia Nova

Tanto quanto me permitiu o relance que dei ao jornal da senhora que esperava o comboio à minha frente na fila, o Metro noticiava ontem que são criados 400 blogs por dia em Portugal. A ser esse esse o caso, fico a desconhecer somente 399 dos que foram criados na passada sexta-feira, dia em que me fiz perder algum tempo e ao patrão algum dinheiro, a montar um novo espaço na blogosfera.

Chama-se O Programa que Afinal é a Cores, e é um vídeo-blog onde vou juntar uma selecção de vídeos do youtube que ache interessantes e capazes de me entreterem nas horas mortas do emprego.

Optei por postar lá com um outro nick, que isto de andar na blogosfera com o nome por que me tratam na rua não tá com nada, e para risco já me basta o do penteado, à conta de que me dizem sempre as cabeleireiras "você deve ser mesmo teimoso", e eu que não, que não.

Fica em http://programa-a-cores.blogspot.com/ (tomei aliás a liberdade de o acrescentar aqui ao lado na caixinha de links) e gostava que o visitassem e, a quererem, deixassem os vossos comentários e sugestões, que serão sempre muito bem-vindos!

Encontramo-nos por lá então...

terça-feira, março 13, 2007

isto faz-me sentir bem...

segunda-feira, março 12, 2007

Só repeti a palavra doze vezes...

Já temos idade para ter saudades. Saudades de pessoas, de momentos, de expressões, saudades de nós, do que fomos e do que sentimos.
Já temos idade para ter saudades mas ainda temos idade para construir recordações.
Em cada jantar recordamos as pequenas coisas como as noitadas, os exames, os matrecos, as músicas e os exageros que fizemos, e as grandes como o futebol, as miúdas, as vitórias, as derrotas, os sorrisos, os olás e os adeus, mas além disso ainda enchemos o baú das memórias para um dia recordar as locomotivas, as raposas, as caipirinhas, os cigarros, os palavrões, as suecas e as checas.
Tenho saudades do primeiro ano e das borgas, do segundo e dos novos amigos, do terceiro e do Algarve, do quarto e do Brasil, do quinto e de Erasmus.
Tenho também saudades depois disso, dos jantares, da Serra da Estrela, da Areia Branca e de Tomar. Tenho até saudades do Luso e não estive lá.
Mas também sei que vou ter muitas saudades do ontem, da passagem de ano, do frango na praia, do acidente de carro, do nosso Carnaval, das havaianas, dos jogos contra gestão e dos concertos em Rio Maior.
Agora que penso, tenho saudades de sair antes das 22h, poucas saudades das aulas e muitas saudades das baldas.

Nota: As poucas saudades das aulas não se aplicam às aulas práticas de Calculo I e da professora da respectiva cadeira.

Quem será?

Sempre que leio o Público lembro-me do nosso Calvin:

sexta-feira, março 09, 2007

Sanduiche iche

Um clássico...
Conselhos para uma alimentação saudável, por Ruth Lemos, a nutricionista que tinha um auricular onde se ouvia a si própria com um ligeiro lag.

A andar à roda

Quando esta manhã assentei que o meu estado de espírito é cíclico no ano, estranhei, ao mesmo tempo, pela clareza da coisa, não o ter percebido mais cedo. Cena esquisita...

Acordei bem disposto como o dia. E foi-me familiar de outros inícios de Primavera aquele sentimento de paz com o mundo. Exacto... Tal e qual aquela manhã de Março a pé a caminho da faculdade.
E depois pensei em Maio: a feira do livro e o deslumbre, a cada ano que passa maior, com as mulheres de Lisboa em roupa de Verão.
E depois pensei em Agosto, a trabalhar a meio gás na cidade parada.
E depois pensei nas tardes de Domingos invernosos passadas no sofá.

Estranhei só agora ter clara esta ideia, porque - é uma cena esquisita, bem sei - desde que me lembro de conceber o ano, sempre ele teve, para mim, a forma de uma roda de bicicleta empenada, a pairar no vazio.
O Janeiro paira abaixo e à direita de onde observo, e é o mês mais descido. Até ao princípio de Agosto o tempo está sempre a subir e a afastar-se. Agosto é um mês longo longo, que o obriga a correr depressa. E depois disso, o tempo chega-se outra vez a mim.

O tempo a andar à roda... Definitivamente, cena esquisita...

quarta-feira, março 07, 2007

Apanha o gajo!

Para quem perdeu a comédia de ontem à noite no "jogo de despedida" do Figo, presenteio-vos com uma foto que resume bem o que aconteceu.



Se quiserem ver ou rever o maravilhoso incidente, clickem no video abaixo e apreciem.



P.S. Se repararem bem na parte em que estão no túnel, conseguem ver o Figo a tentar furar por entre os seguranças para dar porrada em alguém.

Eu Sou Duas Pessoas...

A primeira
Caraças pá, que hoje o dia foi cool!
Aquilo lá no escritório anda fixolas e quase me assusta pensar que retiro prazer do trabalho.
Epá, e mesmo saindo tarde, ainda deu para ler no comboio, arranhar uns acordes, ver o Sete Palmos de Terra e ler outra bequita. E ainda não tenho sono!
Amanhã, levanto-me às 6, saio de casa cedinho, e vou correr antes do emprego.
Ya, é isso! E vou correr todos os dias a partir de agora. Para sempre! C’um caraças, vai ser lindo! Aaaahh, agora vou-me virar para o outro lado, aconchegar-me na almofada e viajar até à Terra dos Sonhos.

A segunda
-Acredita em mim, Helena Coelho, estes baloiços são muito confortáveis. Claro que para ti não tanto por causa dessa curtinha bata branca que tens vestida, mas mesmo assim... De certeza que não queres andar um pouco?
- Pronto, tá bem, mas só se me prometeres que...
YOU'RE BEAUTIFUL
Raios partam o James Blunt, que nem nos baloiços um gajo tá safo.
-Desculpa Helena, mas qual é a promessa afinal?
-Já disse, tens que me prometer que...
YOU’RE BEAUTIFUUUUL
Argh, odeio este banana com todas as forças do meu ser!
IT’S TRUE
Oi oi oi oi oi, pera lá... Isto parece mesmo o meu rádio despertador. Ora tu queres ver...
I SAW YOUR FACE
Nooooooooooooooooooooo!
IN A CROWDED PLACE
Fonix, e já são 6 da manhã?! Acabei de me deitar, caramba!
AND I DON’T KNOW WHAT TO DO.
Ó cum caraças! Mas quem é que pôs esta merda a tocar às 6 da manhã?! Eu devia tar mas é maluco!
'CAUSE I’LL NEVER BE WITH...
Trungas!, ora volta a tocar às 7 e meia e agora vou-me virar para o outro lado, aconchegar-me na almofada, e regressar à Terra dos Sonhos.

segunda-feira, março 05, 2007

Decisões

Estava eu sentadinho no meu sofá com os pés em cima do meu cão a ver televisão nacional quando eis que surgue algo para me atormentar a mente: um spot publicitário do Bruno Nogueira para a Super Bock sem alcool e com 3 sabores á escolha.
É que a vida já é complicada por si, mas os gestores das empresas nessa busca infame pelo lucro, decidem lançar sub-produtos de produtos que pertecem a uma ou outra família de produtos. Agora quando saímos á noite com os amigos para um belo serão de convívio, temos de decidir a zona da cidade para onde ir.
Depois como ir.
Depois o Bar para onde ir.
Lá chegados é a vez de escolher a mesa.
Já sentados falta escolher a bebida (com alcool ou sem alcool).
- Ok. Bebo uma água!
-Sim , mas de que sabor? e com ou sem gás? natural ou fresca?
- Para evitar tanta decisão, opta-se por uma bela jola.
- Sim, mas com ou sem alcool, e de que sabores, mini ou média, preta ou loura?

Começo a perceber um blogista da casa que já nem sai á noite para evitar estas decisões. De facto é uma opção. Mas ficamos em casa a jogar PC ou playstation (qual jogo?), ver televisão (qual dos 50 canais?) ir á net (qual dos biliões de sites?).

O melhor é ir para a caminha. Mas com quem? A esta já não vos respondo - sou um cavalheiro. Mas o que sei é que levo sempre a minha almofadinha de penas (sim, porque demorei dois dias a escolher que tipo de penas queria na almofada, isto depois de uma semana para decidir que queria uma com penas, decisão que antecedeu à se deveria comprar uma almofada nova...)
Decisão mais díficil da minha vida. Agora levo a minha rica almofada para todo o lado - para todo o lado que decida ir, claro....

Espremedor intelectual

Algo me diz que mesmo utilizando um destes de tamanho industrial:

Não se conseguiria tirar uma ideia de jeito da cabeça deste senhor:



Nota que pode ou não estar relacionada com o dito senhor: É no mínimo irónico os senhores que defendem que deve ser criado um museu ao Salazar e ao Estado Novo recorrerem ao argumento de liberdade de expressão...

sexta-feira, março 02, 2007

Alan "Pinto" Greenspan


Opa está ao rubro! Neste momento ainda não foi iniciada a discussão para a desblindagem de estatutos da PT mas mesmo assim são muitos os órgãos de comunicação que se engalfinham para dar notícias “na hora”.

Esta atitude recordou-me um episódio engraçado que ouvi pela primeira vez na aula de Finanças do Pinho e que voltei a ouvir numa aula de derivados quando estudei na Suécia.

Segundo reza a lenda muitos jornalistas e analistas norte americanos estudavam todo o comportamento que precedia aos discursos do Greenspan sobre a economia Americana tendo um deles escrito um livro em que entre outras variáveis estudava a cor das meias que o dito senhor usava e em que mão levava a mala quando se dirigia para a sala de reuniões. É esta a sociedade em que vivemos: a busca incessante por informação. Contudo, como em muitas outras coisas nesta vida, o que é demais não é bom e tira espaço para nos cingirmos ao que é importante e crucial.

Nota: enquanto escrevia este post veio-me à cabeça o Greenspan a dirigir-se a um flash interview da TVI em que entrevistam os jogadores após os jogos. Achei engraçada a ideia de o ver depois de correr 1h30, com calções e a dizer coisas do tipo: “eh pá, o Alan esforçou-se a 110% e foi uma boa vitória, mas pá, tenho que dar parabéns a toda a equipa e ao adversário, prontos era tudo”.

... Junta a tua à nossa voz!

Há bandeirinhas vermelhas a agitarem-se no ar e uma multidão de protestantes a concentrarem-se 8 andares abaixo de nós, ali na Praça Duque de Saldanha. Aqui ao escritório chegam os vestígios sonoros do acordeão e, parece-me que a certa altura assim foi a onda, uma ou outra música techno-cubana.

A secretária aqui da sala - que joga solitário uma grande parte do dia e não atende telefones quando não lhe apetece - já manifestou a sua pena por não poder jogar ovos para cima dos manifestantes, essa cambada de comunas-preguiçosos-parasitas-matavos-a-todos, que deviam era ter estado nas torres gémeas no dia 11 de Setembro.

Pessoalmente, respeito a sua posição moderada, mas discordo radicalmente! Este ambiente de contestação desperta em mim ferozes e assustadores instintos reivindicativo-revolucionários. Normalmente sou um tipo pacífico, mas se oiço a palavra camarada, transcendo-me! E não vou tolerar mais os abusos neste emprego. Sou pago para fazer um bom trabalho, mas vou exigir condições! CON-DI-ÇÕES! CON-DI-ÇÕES! Estes porcos capitalistas que se danem, mas eu não passo de hoje sem ir requisitar post-its pequeninos!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

It's on fire!

Em honra de eu finalmente ter conseguido aceitar o convite deste blog, quero partilhar convosco, aliás, com toda a BLOGOSFERA, o maravilhoso video do meu carro a arder.



Para quem não sabe o que aconteceu: ia eu para a Beira Baixa, onde passaria um Natal relaxante e extremamente desinteressante, quando o meu carro foi atacado por um aterrador saco de plástico cheio de vis folhas secas. Apesar do meu carro corajosamente ter passado o saco a ferro, este ficou agarrado ao carro e as folhas imediatamente puseram em acção o seu plano de incendiárias-suicidas, com o resultado que já viram.

Resumindo: um saco cheio de folhas secas fez danos cuja reparação foi orçada em 25.000€, e eu tive o Natal mais interessante dos últimos tempos, ficando ligeiramente atrás daquele em que recebi dois pares de meias em vez de um só (bons tempos).

Portanto caros bloguistas já sabem, se virem um saco cheio de folhas secas fujam, sejam medricas, a não ser que estejam a caminho de algo extremamente desinteressante.

Mais um passo para não compreender as mulheres

Já todos sabemos que as mulheres têm uma atracção especial por Homens comprometidos.
O que eu descobri ultimamente é que elas também têm uma atracção por Homens platonicamente comprometidos (leia-se não correspondidos).
De repente um novo mundo se abre... ou será que já estava aberto e só neste situação se ganha a sensibilidade para perceber o que se passa á nossa volta?
É mirabolante pensar que só quando um Homem se interessa por alguém é que elas se interessam por esse Homem, o que por dedução retiro que para essa pessoa gostar dele, este precisa de gostar de outra, ou estou enganado?
Confuso?!
A explicação poderá passar pelas feromonas, disse um blogista cá da casa.
Repondo a ele: se existisse alguma explicação lógica para o que elas pensam ou fingem pensar não estaria a postar nem á procura num emprego no campo, não é?

Nota: Procuram-se empregos no campo. Urgente!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Decisões desportivas

Comunica-se o facto de a partir da passada sexta feira ter deixado de ver futebol até à próxima época.

Concentro-me no tiro com arco, krav maga e como tenho bilhete de época acho que de duas em duas semanas vou fazer tricot para a minha segunda casa. Ao menos é mais excitante que ver estrelas internacionais como o Custodio (o nosso capitão?!?), Ronny (o Roberto Carlos de Cabo Verde ?!?), Alessandro ?!? e tantos outros a jogar...

Se arranjasse mais dez amigos para ir jogar contra aqueles trombolhos acho que ganhávamos. Estou tão confiante que até levava o Caixa para jogar a trinco, o Luís a central e o Leo como extremo esquerdo. Ricardo, tu serias o estratega (treinador esté claro!).

Última Nota: Estou farto de Lisboa, um emprego no campo procura-se!

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Silêncio que se vai cantar o fado...

Eu sei é que tou cheio de trabalho e não devia andar para aqui a postar bodegas, mas é reconfortante ter um sítio onde se pode escrever palavras como "bodegas".

Já nem sei bem pelo que fui sugestionado - sei que o fui por algo - mas lembrei-me hoje de uma fina banda portuguesa chamada A Naifa. Não é de agora, terá pelo menos os seus 4-5 anos pois ainda me lembro de os ouvir no meu velhinho walkman da Sony - ainda os leitores de mp3 eram miragens - enquanto passava de comboio na estação da Amadora a caminho da faculdade. Engraçada, esta memória tão nítida. E que raio fazia eu acordado num comboio?!

Bom, oiçam mas é a música. O poema é de qualidade duvidosa, rima "comunistas" com "senhoritas", mas a música é bem boa!

E a vocalista é bem sexy!

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Ele há bosses...

...que são muita porreiros. Com quem é divertido beber uns copos e ver a bola. Mas que, no campo profissional, desafiam os limites físicos da desorganização. Um subordinado que trabalhe com um destes bosses, vê-se facilmente à beira da loucura, e, ocasionalmente, optará por escrever num blog para, através do desabafo, sentir-se melhor.

Exemplo:
Assumindo que estes hipotéticos boss e subordinado se preparam para fazer uma hipotética conference-call sobre o alfabeto, o subordinado sugeriria ao boss a definição do fio condutor da conversa. Ambos concordam que devem debruçar-se sobre as letras A, B e C por esta mesma ordem. Porreiro!

Neste particular exemplo, durante a conference-call o hipotético boss encarregar-se-ia de:

1. Não fazer o combinado previamente:
- Dr. Anónimo, eu se calhar iniciaria esta conversa abordando a letra F...

2. Desordenar a conversa:
- Dr. Anónimo, depois da letra F, se calhar voltamos atrás à letra X: acha que se justifica o uso de um q maiúsculo na expressão q.b.?

3. Entrar em detalhes desnecessários:
- Dr. Anónimo, o vosso sistema usa quantos pixeis num F com letra 11,5 em font Arial Narrow?

4. Fazer trocas entre o plural e o singular
- Dr. Anónimo, os nosso objectivos é compreender o T e fazer um bom trabalho.

5. Brincar à sopinha de letras:
- Dr. Anónimo, esse é um problema pequeno. O nosso é de outra amgnitude.

6. Falar 2 minutos, mantendo um nível satisfatório de contradições, sem que se perceba nada :
- Dr. Anónimo, todas estes pontos é relevante, como são natural, mas eu acho que devemos pensar em outros conjuntos de factores importantes. Adicionalmente, há que pensar que os destinatários do trabalho é também pessoas que designadamente são outras, e que quererão adoptar o seu ponto de vista na questão. Portanto acho que não devemos pensar em outros conjuntos de factores, nem em eventuais outros destinatários do nosso trabalho. É por isso que estas reuniões são importantes. Para definir pontos. Diria mesmo que estes telefonemas é fundamental. Acha que nos consegue auxiliar nestes pontos?

Não fosse este boss um porreiro, e o subordinado não se sentiria tão mal quando hipoteticamente viesse a escrever merdas sobre ele no blog...

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Esta noite, a lua

Faz poucos minutos que espreitei pela janela do quarto e vi pairar no céu, estreita, a tira de luz da lua em quarto minguante.
Não a vejo agora. Não a vejo, agora que a procuro.
Ou é... Sim, ei-la de novo, num branco encoberto!
São nuvens que lhe passam pela frente.

Como essa luz baça, que se vê mas logo não, assim pairo, intermitente de sentimentos e ansiedades.

domingo, fevereiro 18, 2007

Próximos Eventos A Não Perder

Por ordem cronológica:

1. Sábado, 24 de Março, aproveitemos o mote do ilustre Paulo Para Todas as Obras e buga todos até Rio Maior ver os Green Machine, que não conheço, mas não faz mal porque o importante é o convívio! E os ares rurais fazem bem ao coração.

2. Daqui a exactamente um mês, mais uma maratona de Lisboa, e quem vai querer perder a oportunidade de cruzar a ponte 25 de Abril a gritar Obikweeeeeluuuuuuuuuuuuuuuu?! Toca a treinar...

3. O cartaz do Festival Alive para os dias 8 a 10 de Junho em Lisboa está a revelar-se bombástico... Pearl Jam, Smashing Pumpkins e Beastie Boys já confirmados e fala-se ainda de Sonic Youth, Muse, The Hives, The Kooks e mais uns quantos.
Não sei quanto a vocês, mas eu cá só estou à espera da confirmação de sardinha assada para comprar o passe para os 3 dias.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Continuar

Nunca imagino no fim de cada ano que passa com taças de champagne ou pacotes de vinho branco na mão e rodeado de amigos o que pode acontecer nos 365 dias que se seguem. Brinda-se a um grande ano a que todos aqui já deveríamos ter ganho o direito.
Não consigo deixar de pensar em tudo o que todos nós (ou os nossos) já sofremos neste passado recente:




A esperança que tudo de mau possamos ultrapassar...


Porque que a vida continua, de uma maneira ou de outra.

A maldição de uma almofada cinéfila!

Fui hoje ver ao cinema o filme "O Escolhido" onde Nicolas Cage assume o papel principal.
O que vos dizer?

Começa logo pela tradução. O título original é "The Wicker Man"! O filme não é sobre o Mourinho, bolas.

O Filme em si se for bom é nos primeiros vinte minutos onde embalei de forma muito célere para uma viagem sobre as penas da minha almofada que tanto têm sentido a minha falta. O resto... bem.. o resto do filme trata a história de uma ilha onde existe uma colónia em que as mulheres são superiores aos Homens (que não falam) e cujo objectivo é ter boas colheitas de mel, estando para isso dispostas a fazer sacrícios de Homens que conseguem "persuadir" também com intuito de reproduzir.

E dizem voçês ... "Este pifou de vez". Realmente ando muito perto disso, mas na verdade o filme é mesmo assim.

Aconselho aqueles que queiram chegar ao fim e pensar, mas sou eu que estou com os copos ou é aquele elenco, realizador, e distribuidora que andaram a inalar aquelas substâncias perigosas de odor inconfundível que se sentem ali para a Avenida de Ceuta.

O enredo afectou-me. Julgo ter sido a minha almofada que rogou uma praga. Já sofri o castigo minha querida. Para ti volto sempre!!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Defeito Profissional

Isto de andar o dia todo a brincar no power point tem as suas consequências.
Pus-me a pensar nas angústias da minha própria existência antes de despir a postura do assessor independente, e eis como vi a minha vida:

apareçam.........

Este Post Só Está Aqui Porque o Blogger Tinha Marado e Sobreposto o Post do Paulo (em cima) ao do Lemmings (em baixo)

Mais alguém já sentiu aquele tipo de ódio incontrolável, tipo se o blogger for uma almofada vou-me a ele e hei de espancá-lo até eu perder o fôlego e ele as penas, relativamente ao blogger?!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Polen is in the air

Para alguém que não toma comprimidos a não ser em situações de excepção, o facto de já ter acabado com uma carteira de Mebocaínas, ter tomado 2 comprimidos Ilvicos e já ter consumido metade de um frasco de Nasorhinathiol deve ser suficiente para descrever o meu estar no dia de hoje.









A secretária do departamento disse-me que devo ser alérgico ao amor que anda no ar, por meu lado prefiro acreditar que é do pólen.

Ser de Pedra

Suponho que vida de estátua seja complicada. Por várias razões e também por tornar difícil ver o Sete Palmos de Terra. Por outro lado, terá as suas vantagens, como viver muitos anos, passar o dia a mirar as babes que passam, e jamais ter de fazer a cama.

Eis o que me ocorre enquanto bato uma sorna no carro, porque ainda é cedo para picar o ponto, e olha, sempre há a mantinha de piquenique no banco de trás, que dá o seu jeito nestas manhãs frias. Mas - entretanto desperto porque alguém tossica justamente quando passa junto à minha janela – e se tivesse eu de escolher ser uma estátua de Lisboa, um dia que fosse, que estátua seria?!

Difícil. Mas rapidamente decido que estátuas não quereria ser. Desde logo, nenhuma daquelas do Estádio Univeristário, de tanga posta e rabo virado para a lua, coisa que no dizer popular até é sinal de sorte, mas, amigos, prefiro tentar o meu azar... Estátua de repuxo de um pequeno parque da cidade também está fora de questão, porque muitas vezes há passarinhos ali à volta, e daí até ter caganitas de pombo ressequidas na testa é um passo.

Pensei em ser o Marquês da Pombal, sobranceiro à baixa, mirando o rio, costas voltadas às doideiras do Parque. Pensei em ser o Duque de Saldanha, autoritário e constantemente rodeado de mulheres bonitas, que esta deve ser a zona da cidade onde mais as há. Ainda assim, são personagens de exagerada responsabilidade... Sim, definitivamente.

Definitivamente, a ser estátua, seria o Fernando Pessoa!
Tranquilo e pensativo, sentado na esplandada da Brasileira... O dia todo na esplanada. Sentado. Volta e meia uma turista no colo, a pousar para a fotografia. O Bairro Alto justo atrás.

E ao fim do dia,
Inspirado, quem sabe,
Que verso da minha pena sairia?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ontem fui ao cinema (x2)


Ontem fui ao cinema, duas vezes.


A tarde trouxe-me "Hollywoodland", um filme à imagem de L.A. Confidential, onde Louis Simo (Adrien Brody), um detective privado, investiga a morte do Superhomem das séries de TV, George Reeves (Ben Affleck). Surpreendentemente, o Ben até nem vai muito mal. Pode ser por fazer papel de mau actor, mas mesmo assim e com uns quilinhos em cima, pareceu-me o seu melhor papel. Um filme envolto em mistério até final, e que embora com um final nada surpreendente, consegue entreter e manter a audiência animada, no meio das intrigas do mundo do espectáculo.

Com a noite chegou um filme com mais acção, com mais cor e com mais drama. "Blood Diamond", último filme de Leonardo di Caprio, o qual nos brindou em 2006 com um fantástico "Departed". Agora, ele é o ex-combatente do exercíto do Zimbabwe Danny Archer, ganhando a vida com o tráfico de diamantes da Sierra Leoa. Ao mesmo tempo, Solomon Vandy é um pescador cuja família foi raptada pelas mílicias, mas que conseguiu encontrar um diamante valioso. Entre fugas a este e àquele, o filme aproveita para mostrar a brutalidade vivida na busca de diamantes em África, fontes de financiamento de guerras.

Dois filmes distintos, o primeiro mais visto que o segundo, o segundo mais impressionante que o primeiro, mas ambos recomendáveis. Fica a sugestão.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

E agora?

Ontem foi dia de eleições. Pena foi que mais de metade dos eleitores nacionais só se apercebeu porque tanto os “Morangos com Açucar” como a Floribela começaram mais tarde.

Há uns tempos falava com um imigrante, residente no nosso país há varias décadas, e dizia-me ele que o melhor e o pior de Portugal são os portugueses. Eu defendo-o: os Portugueses tanto dão provas de serem um país generoso e unido, lembro-me do cordão humano pela causa de Timor (a maior manifestação nacional desde o 1º de Maio de 1974) e dos festejos após as vitórias (e principalmente após as derrotas) da selecção nos grandes palcos do futebol mundial, como dão provas de ser um país sem gratidão nem memória por aqueles que se bateram por termos hoje uma democracia representativa.

Se muitos se congratulam porque neste referendo a abstenção diminuiu 12 pontos percentuais, o que demonstra o reforço da importância da instituição do referendo, na minha opinião o mais importante é observar que os Portugueses preferem não ter voz numa questão que é e será importante para a sociedade.

Acho que a resposta ao desinteresse não pode nem deve passar pela diminuição do nível mínimo a partir do qual o referendo se torna vinculativo, o que deve acontecer é a criação de medidas de reforço da educação cívica e da responsabilização para os deveres da democracia. E que melhor forma de começar que dando o exemplo? Os políticos deveriam estar acima de todas as suspeitas, os argumentos utilizados nas campanhas deverão ser cada vez menos sensacionalistas e cada vez mais fundamentados, e questões fulcrais para o desenvolvimento (ou melhor, para a sobrevivência) do país deverão ser matéria de acordo e compromisso por parte de vários partidos (Segurança social, reforma da administração pública...).

Permitam-me uma comparação desportiva. Hoje em dia (e com pena minha) a nossa democracia é como o meu Sporting. É necessário a equipa estar a ganhar para os adeptos começarem a gritar por ela. Quando estão a perder são os primeiros a começarem a assobiar.

Como todos sabemos o referendo não será vinculativo, contudo os políticos não podem ignorar a escolha de quase 60% dos votantes.

Finalmente, ao contrário do que dizia hoje um velhote no ginásio, em tom de brincadeira, espero que não se lembrem de fazer mais um referendo para desempatar.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Pensamento matinal no trânsito

Odeio condutores cromos, daqueles que se colam atrás de nós, a meros centímetros do nosso carro quando andamos a mais de 100km/h, que muitas vezes ainda têm a lata de mandar com luzes, e que assim vão seguindo de carro em carro.

Quase me apetece travar a fundo e depois dizer "pois, se não viesse tão chegado..."...

Fez-lhes falta algo na aprendizagem da condução.

Fez-lhes falta algo depois da aprendizagem da condução.

Fez-lhes falta uma avó como a minha, que os andasse constantemente a chagar com "Mas porque é que andas a cheirar o rabo aos outros...???".

Acho que o problema de sinistralidade rodoviária em Portugal, que segundo este artigo aqui diz que está a reduzir, e que por carro não somos assim tão maus condutores, deve-se a uma grande falta de consciência na condução, a não saber que limites tenho aqui e ali, a saber o que posso ou não fazer, a saber o que posso fazer para reduzir os riscos (meus e alheios), a saber que existe um sem número de coisas que pode falhar num carro, quer no meu quer nos que me rodeiam, quer nas pessoas que os conduzem, quer no ambiente em que nos inserimos.

Poderá ser melhorado com maior empenho das autoridades responsáveis, os quais por vezes têm uma condução que apenas se distingue dos demais pelas luzes em cima do carro. Poderá ser melhorado com maior civismo de todos, para que haja um Capitão Civismo dentro de cada um de nós. Poderá ser melhorado exigindo mais das escolas de condução e examinadores, porque o relevante não é "ter a carta", mas sim "saber usar uma carta".
Para ver se quando chegarmos a 2020, já não há pessoal a cheirar o rabo aos outros...

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Nada contra, nada a favor...

Hoje é daqueles dias em que tudo me aborrece. Aborrece-me ter que vir trabalhar, aborrece-me estar de chuva, aborrece-me estar de fato, ..., aborrece-me estar aborrecido, bolas!

Mas se há coisa que me aborrece especialmente todos os dias é ouvir a RFM. Não que tenha algo de errado alguém ouvir a RFM, mas bolas, porque é que me têm que obrigar a tal também?

Acontece que esta semana estou numa empresa que presenteia os seus funcionários com colunas e um rádio sempre a tocar. Pena é que esteja sempre na dita rádio. Na última hora, já fui congratulado com umas quantas músicas que me fariam imenso sentido na década passada, mas que hoje só fazem aqui e ali. O pior disto tudo é que sei, pela má experiência que tenho com a RFM, a playlist vai voltar a repetir-se, e os êxitos pop dos 90s, misturados com o pior do pop desta década vai-se fazer ouvir novamente. Tudo isto intercalado com um "Só grandes músicas". Percebo agora porque é que todos os funcionários usam phones no trabalho... mas como é que o DJ não entende...??

Digam o que disserem, acho que faz falta a divulgação de música a nível nacional. E acho que não chega a divulgação que a rádio faz, as quais representam preferências dos "artistas da rádio" e as preferências dos tops estrangeiros. E acho que não chega haver lojas onde se pode ouvir os CDs que se quer, pois o que não se conhece, não se pode pedir para ouvir. Acho que faz falta haver mais bandas a produzirem samplers de música para dar a conhecer, acho que faz falta a todos e a cada um ter amigo super-culto musicalmente e que organiza concertos fixes, acho que faz falta a política económica chegar ao mercado da música, acho que faz falta haver menos direitos a pagar a discográficas (especialmente internacionais), mas sobretudo acho que faz falta incentivar e deixar escolher o que é bom e não é bom desde pequenos.

Tive dois anos de Educação Musical na escola, mas acho que hoje seria mais feliz se em vez de saber o que são claves de Sol e Dó, tivesse um maior horizonte musical, me tivessem dado educação musical nos clássicos e nos contemporâneos, me ensinassem o que é Rock, Folk, Rap, etc etc etc, e assim quem quisessem ouvir a RFM, a Cidade ou a MegaFM fá-lo-ia porque sabe o que é o mundo lá fora e prefere aquilo.

Por mim, vou continuar a preferir explorar o mundo lá fora...

Nova Música na Terceira Pessoa

Um amigo meu, chamemo-lo Ermelindo Uzbeque - ou, abreviando, EU - arranjou, por portas travessas, que é como que dizer através de um amigo, o novo álbum de @ndrew bird: @rmch@ir @pocryph@. As arrobas são só para despistar autoridades, empenhadas que andam em apanhar os malvados meliantes que não respeitem a sagrada instituição do copyright, dedicando-se até, consta, a, durante as operações Stop, fazer buscas aos CD’s dos condutores. Não tivesse EU sabido disto através de uma cadeia de mails, daquelas em que as coisas acontecem sempre a um amigo, e estaria neste momento assustado.

Para os que não conhecem, EU descreveria @ndrew bird como música pop-folk-melódica, ou o que acontece quando se juntam voz, guitarra, xilofone, violino e assobio. @ndrew bird é reputado violinista e, facto curioso, assobiador. EU e amigos seus acham que o nome bird deriva justamente desse talento especial do artista.

EU familiarizou-se com @ndrew bird com o seu álbum de 2005, the misterious production of eggs – o seu (do EU) favorito dos últimos anos. Várias vezes conversou com amigos, defendendo ser impossível ao @ndrew bird ter feito ou alguma vez vir a fazer um álbum tão bom quanto esse. Tendo mais tarde ouvido os anteriores álbuns, quase engoliu as palavras. Esses também eram muito bons, ainda que não tanto quanto o “... Eggs”.

O novo álbum do @ndrew bird ainda não saíu oficialmente. Mas verteu para a net bem antes disso. EU é fã do @ndrew bird e é um tipo com valores. Daí que esteja incomodado com esta falha ética. Mas simplesmente não conseguiu contornar a curiosidade.

E o seu entusiasmo é agora grande. Não tendo acreditado que fosse possível @ndrew bird superar-se, depara-se com essa possibilidade... No @rmchair, diz haver duas ou três melodias que caem imediatamente no goto, mas também perceber que há jogo escondido. E que não é bluff. Que há música para descobrir aos poucos. Para se gostar com tempo. E isso é do melhor... Fica a referência. Diz EU.


ADENDA: o link para o myspace do senhor. Já lá estão algumas músicas novas.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Acabar com a abstenção

Um referendo importante para o país e para a sociedade civil aproxima-se! É nosso direito dever votar!

No meu ver seria muito simples diminuir a larga abstenção que se prespectiva, é só necessário colocar nas urnas a palavra: "GRATIS". Conhecendo um bocadinho os portugueses todos se acotovelavam para ir colocar o boletim.

E se a isso se somasse a distribuição de brindes como porta chaves ou canetas bic? Seria a loucura, muitas pessoas a quererem votar 2 ou 3 vezes. Na saída das urnas as palavras mais ouvidas seriam concerteza: "ah pois, mais uma bolacha sem sal aqui para o Chico" ou "Eu não sou burro, com uma cruzinha ganhei uma pastilha gorila, ahah".

Esta ideia surgiu do facto de ter assistido, às nove da manhã no Saldanha, a agressões verbais e tentativa de agressão física por parte de uma mulher que se sentiu insultado por um homem lhe ter passado à frente na fila que se formou para receber garrafas de água com gás!!!

Uma mulher!!! Água com gás!!! Ás nove da manhã!!!

(no comments)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Uma Amizade Especial

A verdadeira história de Charlie Murphy (irmão do Eddie) e Rick James ("she's a very kinky girl..."), contada no Chappelle Show:



PS - Obrigado Fisgas pela referência.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Federer

Cada vez que vejo este senhor a jogar
Tenho a sensação que estou a assistir, em primeira mão, a alguém que vai mudar a história do Ténis.

Daqui a uns anos quem sabe se não vão começar a comparar os melhores do mundo com o Federer? Um pouco na óptica das pessoas que comparam qualquer futebolista com o Pelé, Maradona ou qualquer economista com o Lemmings.

Tenho pena que não exista ninguém à sua altura, porque se não tiver competição vai estagnar o que é uma pena.

Uma Tolice Prestige

Uma tarde de Domingo passada no sofá a ver TV (sou-dade... ou não fosse esta mais uma deprimente manhã de segunda) consolidou a minha já anterior suspeita de que o novo anúncio do Millenium BCP é provavelmente o anúncio mais tolo actualmente na TV.

Um tipo do banco, cara-podre, penetra a meio da noite na festa de um aparente milionário, mandando o pianista parar de tocar, gerando um daqueles silêncios constrangedores, e interrompendo a conversa do milionário com as 4 ou 5 babes que o rodeiam. Gera-se de seguida um diálogo do tipo:

Milionário Rodeado de Babes - Porque é que interrompeu a minha festa?
Penetra - Para firmar um compromisso.
MRdB - E o que é que tem para me oferecer?
P - Ganha x, y, z e a melhor taxa do mercado.
MRdB - Muito bem, mas eu vou ficar também com esta caneta como sinal da sua palavra.
P - Será o símbolo do nosso compromisso.

Isto é assustadoramente tolo...
Para já, o que faz o gajo do banco a trabalhar àquelas horas?! Por acaso tem subsídio de isenção de horário? E interrompe assim uma festa privada?! Cum caraças... E como se não bastasse isso, ainda entra ali todo mandão com o pianista, tipo “Hey Max, pára com essa merda!”. Sacana arrogante...

Por fim, que dizer de um milionário que vive numa mansão, tem um pianista e uma casa cheia de babes, e dá o bafo numa caneta de um pobre empregado de banco?! Tenho 4 explicações possíveis:
- o pianista é amigo dele e a caneta foi a sua vingança, a sua forma de dizer “Hey, trataste mal o Max, agora xau-xau-pen”.
- o pai dele faz anos naquele dia e aquela é a sua festa, mas o milionário-filho esqueceu-se de comprar uma prenda para o pai, porque esteve o dia todo a entrevistar pianistas para a festa, e portanto fica todo contente quando lhe dão a caneta para a mão, porque assim só fica a faltar o papel de embrulho e o laçarote
- é empresário da Bic
- é um porco capitalista insensível, sem respeito pelos trabalhadores que dão o litro a toda a hora, inclusive fins-de-semana e feriados, sem receber um tostão de horas extra, e merecia mas é que o proletariado unido invadisse as suas fábricas com tractores, para nacionalizar toda a produção de canetas, e promover enfim a justiça e igualdade sociais, e eu espero bem que os meus bosses nunca leiam o que eu acabei de escrever...

Não que eu, Afonso Martim Lourenço Espírito Santo, tenha medo que descubram a minha identidade. É mesmo só uma questão de discrição...

domingo, fevereiro 04, 2007

O Duty Free é Internacional

Caros Amigos Bloguistas,

Regressado de Cabo Verde faz hoje 7 dias e meio, lembrei-me de vos mostrar como se vende lá fora.

A imagem que mostro a seguir foi retirada do Aeroporto Internacional da Cidade da Praia, Ilha de Santiago, Cabo Verde, e demonstra o explendor das lojas de Duty Free locais...

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Minesweeper e a Vida

(vai soar um pouco à Forrest Gump...)

A vida é como o minesweeper.

Não sabes onde estão as bombas.
Não é por imaginares uma bomba aqui, que ela cá está de facto.
Não é por imaginares que não há bomba ali, que ela não vai mesmo lá estar.

Como na vida, para o mesmo jogo, há os que ficam com o jogo aberto ao primeiro click...

... há os que se esfolam para abrir o jogo e não conseguem nada...
... e há os que, mais ou menos depressa, chegam ao fim, só para perceber que tudo se resume a uma questão de sorte.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Ideias atiradas para o blog em 5 minutos:

Não entendo como é que na lista dos 10 Grandes Portugueses não se encontram os nomes de: D. Nuno Alvares Pereira, Salgueiro Maia, D. João I e D. Dinis entre tantos outros (provavelmente mais de 10).

Apesar de ter na altura a tenra idade de 8 anos, o Nevermind dos Nirvana é um dos álbuns da minha juventude. Reouvi à dias esse mítico pedaço de bom gosto e a verdade é que com o tempo o álbum não perdeu toda a sua energia, feeling e irreverência. O Kurt percebia mesmo muito de música!

Lanço um “suponhamos”: “Se recuasses no tempo e tivesses o poder de impedir o nascimento do Hitler, Mussulini, Estaline e Pol Pot, mas como consequência também de Ghandi, Madre Teresa de Calcutá, Martin Luther King e Nelson Mandela (indissociáveis), o que farias?”

3 Coisas Tugas

Parece ter definitivamente pegado moda eleger os maiores, melhores e mais bonitos. Ocorre-me isto a propósito das votações para melhor Português, para as novas 7 maravilhas do Mundo e para as 7 maravilhas de Portugal.

Por não querer perder a oportunidade de mandar a minha posta de pescada, e aproveitando o embalo da adesão esta manhã ao novo blogger, decidi também eu eleger qualquer coisa, e, como tal, aqui deixarei 3 DAS MUITAS COISAS QUE ASSOCIO A PORTUGAL, NÃO NECESSARIAMENTE AS MELHORES:

1. A Calçada Portuguesa
Aos meus olhos, torna diferente a cidade. Os passeios são brancos. Pormenor talvez. Mas agradável nos dias de Primavera em que a cidade parece brilhar. E no fim do Outono, quando os passeios se enchem de folhas caídas das árvores.
Por outro lado, quando chove e os sapatos têm a sola meio gasta, é andar a patinar na rua, com uma mão a segurar o chapéu-de-chuva e a outra a apontar para Deus, enquanto se murmura "Passo de agnóstico a ateu se me derrubas em frente a esta gente toda!"


2. Caracóis
Haverá melhor que um solarengo final de tarde do mês de Junho, passado numa esplanada de uma qualquer terreola, com um pires de caracóis no meio de uma roda de convivas? Completam a pintura os ruídos sorvedores do molho dos caracóis que não saíram para fora e invariavelmente sobram para o fim, e os guardanapos amarfanhados em cima da mesa redonda forrada com imitação de mármore.


3. O Nacional Porreirismo
Ora aqui está, penso, o melhor e o pior do País.
É o bófia da santa terrinha que pratica copofonia nos intervalos dos turnos, patrulha as ruas com o nariz vermelho e nunca multa os conterrâneos.
É preencher os impressos do IRS no último dia do prazo e ao meio-dia o Governo anunciar uma prorrogação de duas semanas, ao mesmo tempo que prometemos a nós mesmos que no ano seguinte trataremos de tudo no dia 1 de Fevereiro.
É combinar um jantar com os amigos para as 9 da noite, marcar o restaurante para as 9 e meia, e a malta aparecer toda às 10.
Enfim, somos nós na nossa mais verdadeira identidade nacional...

terça-feira, janeiro 30, 2007

Howe Gelb


Quem deseja ir hoje ao Santiago Alquimista, pelas 21:45, ver Dead Combo - autores do muy aclamado Volume II: Quando a alma não é pequena - e o grandioso Howe Gelb - autor do belo Sno Angel Like You. A entrada custa 15€. Este vosso amigo vai, fico à espera de mais convivas...

domingo, janeiro 28, 2007

Pessoas, Música, Paixões

Vou percebendo que duas das coisas de que mais gosto na vida são pessoas e música. Estranho talvez, quando escritas assim lado a lado, mas encontro aqui um certo sentido reconfortante. Na verdade, há para mim bastantes semelhanças. São marcas na vida.

De pessoas não me sinto especialmente habilitado para escrever. Não que de música o seja, mas sempre resultam menos presunçosos e arriscados os bitaites nesse campo. Seja como for, as semelhanças aqui estarão.

Não sou dado a rótulos, mas distingo no caso diferentes tipos de música, e, algures entre o que não presta, o que não se gosta, o que não se compreende, o que se adora num primeiro contacto mas depois não tem mais nada a dar, e tantos outros, considero melhor que todos o que primeiro se estranha e depois se entranha.

Acredito que as músicas que ficam para sempre são aquelas que nos causam uma certa primeira impressão de estranheza, que desafiam os conceitos que tomamos por certos, que nos moldam nem que seja um pouco. E um dia, enquanto conduzimos a caminho do El Corte porque lá combinámos um cinema com os amigos, damos por nós parados no semáforo ao pé da Mesquita, a garganta a falhar de tanto gritar, o carro mais parece o Musicais numa sexta à noite, e aí pensamos "Fonix, esta merda é tão linda e nunca me tinha apercebido...". E a partir desse momento, essa música nunca mais nos deixa. Nunca mais...

sábado, janeiro 27, 2007

Cu - Cu

De ontem para hoje sonhei que estava num funeral, numa noite de chuva, à beira do mar, que deixei a meio para ir até a um bar que havia ali pelas redondezas, beber um copo e discutir o sentido da vida. Eu e o Will Smith.

Pouco tempo depois, parou à porta do bar um carro conduzido pelo Muhammad Ali, que vinha acompanhado pela mulher do Will Smith, com quem, fiquei com a sensação, ele andava a ter um caso. Eu e o Will Smith entrámos no carro, houve ali uma troca de insultos entre o Will e o Muhammad (tratamento informal, bem sei, mas bolas!, pelos vistos eram meus amigos...), após o que o Muhammad disse que nos ia levar para a América. Ri-me e comecei a cantar "Sitting on the dock of the bay...". O Will e a mulher juntaram-se-me (não percebo como, porque eu nem sei o resto da letra, mas suponho que tenha sido uma daquelas cantorias improvisadas, género "Sitting on the dock of the bay... Ala iara nana deco day...").

A música acabou entretanto, e à falta de melhor entretenimento num carro com quatro pessoas a caminho da América, comecei a dizer ao Muhammad que ele podia até ter sido muito bom lutador, mas era um arrogante vaidoso que não sabia o significado da palavra humildade. (eu nos sonhos sou corajoso, caramba!) O Muhammad parou o carro, pôs-me na rua e disse-me qualquer coisa como "Eu não sei o que é humildade, mas tu vais ficar a apanhar humidade" (quem me manda meter-me com poetas...). E foi à chuva que fiz o caminho de volta para o funeral...

Felizmente para mim, o Muhammad tinha parado o carro ali ao pé dos bombeiros do Cacém, por isso, pelo menos, não estava perdido.

terça-feira, janeiro 23, 2007

O Estranho Mundo da Bola

Com alguma brevidade, pois sinto no ar as ansiosas vibrações dos nervos ciáticos de 2 dos meus bosses, aqui ficam duas pérolas da actualidade desportiva do dia (cortesia da Linha Avançada da Antena 3):

- Élton Cale, jogador do São Bento (Brasil) comemorou um golo com um beijo na boca do irmão. Depois de questionado sobre o assunto, acabou por confessar que lá em casa todos se beijam na boca. E pensar que fiquei indignado quando, certa vez, um jogador da equipa adversária me deu um tapinha...

- Glenn Johnson, defesa do Portsmouth foi apanhado a roubar um tampo de sanita. Ainda assim, parece que se escapou da prisão e terá apenas de pagar uma multa. Fica provado que é cagão.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Alegria no Trabalho

Deambulava eu, num destes dias, pelos corredores aqui do edifício, quando passei pela porta entreaberta de um escritório em obras, onde os pedreiros, enquanto trabalhavam, cantavam em coro a música do genérico do Marco. Vocês sabem... Aquela do:

"Vais-te embora mamã?
Não me deixes aqui.
Adeus mamã.
Pensaremos em ti."

Naquele breve e ridículo instante, senti uma iluminação. Sim, as luzes do hall do casa-de-banho são sensíveis ao movimento, mas eu senti uma outra iluminação. Uma iluminação interior . Ganhei clara consciência da infelicidade grupal que reina na minha sala de trabalho. Será que algum dia este departamento fará uma pausa nos duplo-clicks, dará as mãos e levantará as suas vozes em coro para cantar o genérico do Dartacão?

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Jorge Palma: o poeta cantor

Há dias em que só o grande trovador moderno me percebe. Mais vale aumentar o volume da música que meter-me nos copos.

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar
Letra / Música: Jorge Palma

terça-feira, janeiro 16, 2007

Não me interpretem mal: a Dona Silvina é boa gente

Há não muitos meses, a minha mãe optou por se poupar - a ela e à famelga - às tarefas semanais de limpeza doméstica. Contratou a Dona Silvina. (Sinto-me seguro. Não me parece que a Dona Silvina veja uso num router além do de suporte para partículas de pó). Tendo carregado nos ombros, durante generosa parte da minha jovem vida, o peso da responsabilidade de limpar o meu quarto, sinto agora uns simpáticos alívio e bem-estar com as horas, ainda que poucas, que a Dona Silvina me liberta nos fins-de-semana.

Todavia, não sei evitar o desconforto de saber desafiada, todos os sábados, a invisível ordem subjacente ao caos que, aparentemente, reina nos meus livros e facturas e CD's e meias e cartas do banco e pilhas gastas. Não me agrada ouvir "a Dona Silvina encontrou isto debaixo da cama e não soube o que lhe fazer" (diz-me a minha mãe enquanto me apresenta a mola da roupa enrolada em plástico de embrulhar sandes, que carreguei no meu estojo desde o 7º ano até ao último exame da faculdade), quando sei perfeitamente que aquilo (a mola) estava guardado numa qualquer gaveta. Ou talvez dentro de um estojo, o qual está, por sua vez, arrumado numa qualquer gaveta ou prateleira da escrivaninha, da mesa do computador, ou eventualmente, mas com menor probabilidade, da mesa de cabeceira!
Porque raio foi a Dona Silvina desarrumar a mola?!

Como se isso não bastasse, a Dona Silvina faz-me a cama. Fá-la provavelmente com a arrogância e a auto-confiança de quem faz camas há 40 anos, ingénua na ignorância de andar a fazer a cama ao mestre. Nesta matéria sou exigente. Daí que me aborreça acordar às 2h30 am, cheio de sede e a transpirar, querer baixar um dos cobertores e não conseguir por ter a Dona Silvina deixado os cobertores entre os lençóis e o edredón... Até tenho bom acordar, mas, bolas!, levantar-me a meio da noite para refazer uma cama, opá!, deixou-me a murmurar palavras que não vêm no dicionário...

Breves Notas Sobre Não Muita Coisa

Ontem foi um bom dia de trabalho. Finalmente consegui desminar completamente um campo difícil no Minesweeper do meu telemóvel, e em apenas 14 minutos.

Como pôde o Babel ganhar o Globo de Ouro para melhor filme dramático?! Embora este tipo de reconhecimentos tenha deixado de me fazer confusão há já alguns anos, vou ali e já volto se este é o melhor filme de 2006! Match Point e Little Miss Sunshine, sem serem do outro mundo, dão dez a zero.

E por escrever dez, sobre os dez maiores portugueses apenas me ocorre lamentar a presença do Salazar - parece haver pouca memória - e a ausência do Fernando Pessoa. Alcoólico, introvertido, depressivo, esquizofrénico? Talvez... Mas com um daqueles desconcertantes talentos para usar as palavras certas no sítio certo. Tivesse ele juntado a esse os talentos de brigão, mulherengo, habitante de uma gruta, com um olho perdido em combate e um manuscrito salvo a nado durante um naufrágio, e teríamos encontrado o justo vencedor desta brincadeira...



ERRATA (que nome infeliz...) - Parece que o Fernando Pessoa sempre está incluído nos 10 melhores portugueses. Erro meu... Fico contente com esta inclusão. Que melhor representante para a nostálgica e soturna alma nacional?

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Convocatória




Convocam-se vossas Excelências para mais uma grande noite de extravaganza rock'n'rollesca! Apareçam...a vossa presença é uma alegria para mim! Podem confirmar presenças deixando um comment, façam-se à estrada com cuidadinho. (E assim como assim também ajudam a pagar à banda!)

domingo, janeiro 14, 2007

Receita Para Vegetais

Ingredientes:

  • tarde de domingo: uma unidade de
  • trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro: uma unidade de
  • sala abrigada da luz e do ruído: uma unidade de
  • sofá: uma unidade de
  • telemóvel: 1 unidade de
  • televisão com controlo remoto: uma unidade de
  • almofadas: qb
  • cobertor: quatro metros quadrados de
  • tecla mute: uma unidade de

Procedimentos:

Numa tarde de Domnigo, entre na sala abrigada da luz e do ruído, ligue a televisão na RTP 1, reduza o volume ao mais baixo nível audível e pouse o controlo remoto no chão junto ao sofá.
Forre as extremidades do sofá com as almofadas e deposite nele o trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro. Por fim, acrescente o topping de cobertor.

Deixe os ingredientes repousar durante alguns minutos, até que se inicie o primeiro episódio da tarde de Prison Break, e assim se atinja o estado de abre-a-pestana-fecha-a-pestana.

Aguarde até ao final da primeira parte do episódio e pressione então a tecla mute no controlo remoto. Parabéns, o seu trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro é agora um vegetal!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

What is this song all about? Can't figure any lyrics out.

Tenho um possivelmente ridículo sorriso estampado na cara, ao passar para o lado de lá do balcão do quiosque os trocos que me custa a Blitz deste mês. Porque percebo que o tema de capa é o Nevermind dos Nirvana. "O Nevermind, Jesus!", diz este agnóstico. O álbum mais importante da nossa geração... A esquina que dobrámos para entrar na avenida dos 90's. Que nos poupou uns anitos mais de hair metal. Que deixou de calças rasgadas e camisas desfraldadas os jovens do mundo, maldito seja! Que me fez pensar "Mas que raio aconteceu ao Final Countdown, que era tão baril?" (ainda se dizia baril na altura), e mais tarde "Que feeling, caramba!".

E entre uma dentada nos lombinhos de porco e uma garfada de esparregado, bem confeccionados, reconheça-se o mérito à senhora dona cozinheira do Tó Ricardo, vou-me deliciando com a história destes três mânfios que passam, em poucos meses, de músicos de pé descalço, gadelhudos e desgrenhados, a viver em apartamentos bolorentos, aos nomes mais falados do mundo da música!

Não vou entrar em detalhes. Somente acrescento uma já implícita sugestão de leitura. E porque vem a propósito, também uma versão um pouco diferente (outra) do "Smells Like Teen Spirit", pelo sempre idiota Weir-Al Yankovic, sobre a ininteligibilidade... Time-out! Desculpem lá, mas com esta ganhei o dia! ... ininteligibilidade ... ok, confesso, apanhei a palavra no vídeo... das letras de Nirvana.



PS - Um pedido de desculpa aos que acharem que o vídeo é tolo. Eu rio-me (mas e daí o que vale isso?). Para esses, aqui fica um registo mais sério.
Bom fim-de-semana a todos!!!

quinta-feira, janeiro 11, 2007

God, Inc (Ep. 1)

Para aqueles que gostam de humor britânico, aqui têm uma amálgama de The Office com religião...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Hoje ouvi dizer que...

... um colega meu sonhou no ano passado que se encontrava preso numa folha de Excel (literalmente preso numa folha de Excel...), da qual não conseguia sair.

Dispenso o Livro dos Sonhos (também duvido que apareça lá este, a não ser numa potencial "NOVA EDIÇÃO").

Se calhar alguém anda a ver células a mais...

Frases Míticas

Inspirado pelo comentário da Catarina lembrei-me de algumas frases míticas que desejamos não ouvir, depois das tambem míticas palavras: "Temos que falar".
Algumas delas incluem:
  • Não és tu, sou eu;
  • És bom demais para mim;
  • O problema não é teu, é meu;
  • És muito querido, és um fofo e eu gosto muito de ti [pausa] como amigo
  • És peculiar
  • És muito especial mas...
  • Encontrei a minha alma gemea e não és tu
  • És a pessoa ideal, mas apareceste na fase errada
  • Neste momento tenho que me dedicar a mim própria
  • Preciso de me concentrar no meu trabalho
  • Encontro-me numa fase egoista

E as minhas preferidas (as que disseram a um amigo, vou-lhe chamar Box):

  • Eu gosto muito de ti, mas o sexo é importante para mim
  • Não foi por causa da outra noite, eu acredito que foi a primeira vez
  • Eu sei que na outra noite estava frio... a sério, não foi por causa disso

Agora, façam o que fizerem, mantenham a dignidade e não digam:

  • [Com as mãos nos ouvidos e a gritar: "lalalalalalala"] "Não te estou a ouvir"
  • "Pera, pera, pera. Eu quero acabar!" [risos, e ] "Eu disse primeiro, toma, toma!"

PS1: Agradecimentos à Ana Rita e ao Daniel que me ajudaram com o post.

PS2: Só espero não estar a dar ideias a ninguem...

PS3: Estou a preparar o meu post sobre: "Lactobacillus casei".

Um Review do 24 em 24 Minutos

21:56:58 (bip) -> 21:56:59 (bip) -> 21:57:00 (bip)
Finalmente acabei de ver a primeira temporada do 24! Já tinha começado há tanto tempo que fico com a sensação que ainda nem sequer tinha barba na altura.
Sinto-me agora armado e preparado, armed and ready, para decidir se o 24 é melhor que o Lost e também se é merecido o prémio Homem do Ano atribuído pela Maxmen ao Jack Bauer.

22:02:33 (bip) -> 22:02:34 (bip) -> 22:02:35 (bip)
Não fiquei desiludido nem entusiasmado. Achei relativamente previsível o facto da Nina ser mãe do Jack, mas não contava que fosse também irmã do Almeida. Não o via no papel de tio do Jack, é só. Tio Almeida... Já quanto à Kim ser clone do senador Palmer, uuuuuuu, torço o nariz. Não pegou, amigos!

22:09:09 (bip) -> 22:09:10 (bip) -> 22:09:11 (bip)
Já agora, o parágrafo anterior deste post não deverá ser lido por quem nunca viu a série. Contém spoilers. A mesma razão pela qual ninguém deve ler críticas cinematográficas do Público antes de ver o filme. Vá lá que avisei a tempo.
Adiante. All in all, o 24 é giro e tal, mas peca num aspecto: é que ali por volta das duas da tarde a história já estava arrumada. E com isso fiquei a pensar que o resto saíu de improviso, só para acabar de preencher o dia do Jack. Como este post, no fundo! Isto já tá mais que acabado! Oh se está... Mas assumi um compromisso no título. Por isso, agora tenho que encher chouriços até às 22:21:00.

22:16:59 (bip) -> 22:16:00 (bip) -> 22:16:01 (bip)
E faço-o descaradamente, afirmando que a primeira temporada do Lost bate aos pontos a rival do 24. O facto de ser tão marada, e sobretudo por envolver a presença de um urso polar numa ilha tropical, fazem do Lost um Toblerone numa semana de dieta. Por outro lado, o final do 24 é muito mais conseguido, com o devido equilíbrio entre pontas soltas e assuntos arrumados.

22:20:13 (bip) -> 22:20:14 (bip) -> 22:25:15 (bip)
Bolas, que tá quase na hora! Só tenho tempo para dizer que é claro que é justo que o Jack Bauer seja o Homem do Ano da Maxmen. O Jack Bauer é o maior! Quando tiver mais barba, quero cortá-la só para ser como o Jack Bauer! O Jack Bauer tem muita pinta... (Almeida, tu também és fixe).

E assim chegamos ao fim, amigos e amigas. Até à próxima temporada! (perfect timing)
22:20:58 (bip) -> 22:20:59 (bip) -> 22:21:00 (bip)

Que é Estranho...

... o comportamento humano, percebo-o quando,

tendo passado toda a tarde em avançado estado de revolta e irritabilidade por estar atolado em trabalho, e perante a perspectiva de sacrificar as minhas horas de repouso na noite que se aprochega,

dou por mim, happy as can be, à obscena hora de saída, a cantarolar baixinho e a abanar a cabeça, enquanto espero no passeio que o sinal fique verde para atravessar a estrada e apanhar o táxi para casa.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Os Turn-On's

Aprecio escrever sobre as coisas que mais aprecio. Eis porque tantas vezes aborreço a audiência com dissertações sobre música. E eis também porque vou agora, não fazer isso, mas antes escrever sobre uma outro tema tão mais fascinante: a mulher.

Isto é altamente subjectivo e duvidoso, mas vou enumerar, de acordo com a minha humilde opinião na matéria, 5 turn-on's numa mulher. Ainda pensei em incluir turn-off's, mas acabei por optar ser positivo, na esperança de que isso se reflicta no post, quando na verdade é mais do que óbvio que este está condenado desde que esta triste ideia me surgiu no caminho para casa.

Turn-on's numa mulher:
- Ler um livro, preferencialmente que não do Paulo Coelho nem nada demasiado místico, do género as energias positivas da mãe-terra ajudar-te-ão na busca do nirvana.
- Usar óculos, desde que não sejam daqueles que acidentalmente fazem arder a Serra da Arrábida inteira se deixados no chão durante um pic-nic.
- Gostar de Radiohead ou, pelo menos, não responder com "isso é muito interessante, mas agora tenho mesmo de ir para casa dar whiskas ao meu gato" à afirmação "Os Pink Floyd são uma das minhas bandas favoritas".
- Fazer uma piada politicamente incorrecta.
- Ter um hobbie artístico, como música, pintura ou dança de varão.

Vamos fazer uma vaquinha

Agora, como diz um senhor, "para algo completamente diferente": vi no jornal de negócios um anúncio que o mais pequeno Estado do Mundo está à venda.

Eles aceitam licitações, por isso, e apesar de ser um republicano convicto, como gostaria de ter o título de marajá ou mesmo de imperador, sugiro que todos façamos uma vaquinha e que proclamemos a Nova República Monárquica de Campolide.

Como sei que também vocês gostariam de ser reis, rainhas, sportinguistas, duques e condessas sugiro que sejamos democraticamente eleitos com um título à escolha.

Para isso, vou entrar com € 10 para a vaquinha.

Resoluções de ano novo

Depois de uma semana muito pouco ospiciosa, em que teria preferido vir trabalhar a estar doente em casa, e de um fim de semana muito fatigante em que, juntamente com o boss, fizemos um trabalho de uma semana em dois dias, a semana abre-se com um raiar de esperança.

De facto, vou considerar que hoje é o primeiro dia do ano, e que, por isso, as minhas resoluções de ano novo só hoje entrarão em vigor.

Isto significa: vou beber um actimel por dia para consumir muitos el casei imunitas; vou saber o que é um el casei imunitas; comer menos de 2 tabelete de chocolate por dia; vou fazer uma nova resolução todos os dia;

PS: Para um futuro post, vou-me propor a escrever sobre os programas da manhã da televisão nacional, porque sendo o único cidadão nacional sem tv-cabo, vi-me obrigado a tornar-me um connoisseur deste tipo de entretenimento.

Parabéns, David!

Parabéns ao David... Aproveito a coincidência de nomes para felicitar também o senhor que ontem marcou o golo ao Porto, após o que merecidamente se saciou com leitão da Mealhada. Sei o que escrevo. Vi um dos 7 directos que RTP, SIC e TVI fizeram ao restaurante. E penso que deve ser tramado ser repórter de exterior nestas circunstâncias, quando se tem de percorrer a mesa do restaurante, perguntando a toda a gente "Qual a sensação de ganhar a um grande" e "Até que horas se vai prolongar a festa", enquanto todo um plantel de futebol trucida uma vara de leitões suculentos, com a pele assim bem estaladiça... Caramba, nunca mais é hora de almoço...

Parabéns ao David, escrevia eu, mas referia-me ao enorme e genial camaleão da música, David Bowie, que hoje celebra os seus 60 anos! Perdoem-me as mentes discordantes, algumas até oriundas do próprio corpo blogger do Campolide, mas vou mesmo afirmar que o David Bowie fez algumas das melhores músicas da história, e, quiçá, dos últimos 40 anos!

O que é para mim fascinante nem é a facilidade do camaleão se adaptar aos tempos. Isso é já chavão. O que é para mim fascinante é a sua originalidade na composição! E claro, todos aqueles refrões absolutamente arrasadores... A título exemplificativo, aqui deixo a música mais odiada pelos meus vizinhos na última semana:

Porque Não Tem Havido Posts

Tanta coisa que tenho para postar, e tão pouco tempo para o fazer!
Há que aproveitar a hora de almoço do boss...

quinta-feira, janeiro 04, 2007

E o pecado mortal do dia é...

Acho que estou viciado nos lençóis da minha cama. Pesam-me as pálpebras só de o escrever. Só de imaginar a flanela nos pés descalços, o calor e o peso de um edredon, dois cobertores e uma colcha em cima do corpo.

Estes dias do ano são os melhores para dormir e os piores para acordar. As noites são longas e as manhãs frias. Ao deitar, sinto passar atrás do pescoço a dobra dos lençóis, e eis-me chegado à terra dos sonhos. Quando o despertador toca de manhã, brilha na minha mente, intermitente, um reclame de neón com os símbolos P-O-R-Q-U-Ê-?.

Levanto-me a pensar nas 21 horas a que me tenciono deitar mais logo, mas a que nunca me deito.
Saio de casa a desejar que o comboio esteja bem quentinho para bater mais uma sorna.
Estou no trabalho a imaginar quão bom seria vegetar na caminha e fazer zapping a tarde toda, enquanto maldigo o demo que inventou a Preguiça.

terça-feira, janeiro 02, 2007

segunda-feira, janeiro 01, 2007

O Fim e o Princípio

Meia-noite menos cinco...















...e meia-noite mais cinco...

















PS - A segunda foto é trabalho do Ricardo, que, volta não volta, apanha uns bonitos instantes.

No Ano Passado...

... vivi do mau e do muito bom.

Uma mãe com uma doença séria, e a perspectiva da vida muda mesmo. Como passar num cruzamento todas as tardes depois do pôr-do-sol e finalmente passar lá numa manhã, tudo parece muito diferente.

Por outro lado, como aumenta o valor que se dá ao que se tem. E foi um ano de muitos convívios, com muitas gargalhadas soltas entre amigos, e de muitos sons descobertos, com muitos arrepios da base da espinha ao pescoço. O que no final me faz sentir no peito um conforto muito especial, e saber que, apesar de tudo, 2006 foi muito bom.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

And Now, The End Is Near...

Atabalhoado e escrito algures entre a ansiedade de quem se quer ver livre do trabalho durante 4 dias, desculpem este post. Ele só cá está porque não nos queríamos ir embora sem desejar a todos um

FELIZ ANO NOVO!!!


Sim, a imagem é de um pacote de vinho... Que ele vos faça tão felizes quanto já fez a um de nós!

Assinado: Caixa e Lemmings

quinta-feira, dezembro 28, 2006

2007 Vai Dar Música

2007 promete ser um bom ano. Sou tendencialmente optimista. Logo, quando olho para a lista de lançamentos musicais previstos para o próximo ano, faço-o com boas expectativas e uma certa dose de ansiedade. Eis os mais aguardados, ordenados pelo meu pessoal e subjectivo nível de interesse:

Radiohead - ainda sem nome (sem data)
Andrew Bird - Armchair Apocrypha (Primavera)

Bright Eyes - Cassadaga (Abril)
Arcade Fire - The Neon Bible (Fevereiro / Março)

Deerhoof - Friend Opportunity (Janeiro)
Wilco - ainda sem nome (sem data)

Clap Your Hands Say Yeah - Some Loud Thunder (Janeiro)
Blur - ainda sem nome (sem data)
REM - ainda sem nome (sem data)
The Cure - ainda sem nome (sem data)
Coldplay - ainda sem nome (final do ano)
Queens Of The Stone Age - ainda sem nome (sem data)
U2 - ainda sem nome (sem data)
Massive Attack - Weather Underground (Fevereiro)
Bloc Party - A Weekend In The City (Fevereiro)
Air - Pocket Symphony (Março)
Smashing Pumpkins - ainda sem nome (sem data)
Guns N' Roses - Chinese Democracy (Março) -> Um álbum que demora 10 anos a fazer só pode ser bom!
Metallica - ainda sem nome (sem data)


Podem consultar a lista completa no site da Metacritic. O link está em baixo.

Daydreaming

É agora! Vou erguer-me da cadeira, descer a gravata dois dedos, desapertar o colarinho da camisa, e, ao percorrer as 20 passadas que me separam do boss, farei ecoar na sala o ruído dos sapatos a baterem violentamente no chão. Quero que ele saiba que isto é sério. E vou entrar sem hesitações, sem medos, naquele gabinete. Curto e seco, direi: “Não quero trabalhar mais este ano. Não me apetece. Tenho sono, e há demasiados filmes por ver para tão pouco tempo livre. Quis dizer-to antes de arrumar as minhas coisas... Aproveito para te desejar umas boas entradas!”.

É agora mesmo! ... (telefone toca)... “Ora viva, Sr. Arnaldo! Então essas festas?...”

... Bolas! Tava quase quase a ficar convencido!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Questões pertinentes

Questão um:


Que fazer quando o director, não reconhecendo um documento que fez, nos pergunta:
- "Quem foi o parvo que fez isto?"?

Só me lembrei de dizer: "Vê nas propriedades do documento quem o criou". Depois saí com um sorriso demente a pensar na cara dele.



Questão dois:

Vamos comprar bilhetes para Bloc Party ou não gostam de boa música?