Consegui apanhar, através do Arquivo Fotográfico da CML, alguns fascinantes registos visuais da história desse mítico local, pilar da sabedoria, que é o Colégio de Campolide, onde muitos de nós passámos 4 marcantes anos. E não resisti a partilhá-los com vocês, amigos e amigas. Ora então vamos a isso...
1. Isto aqui é Campolide em 1968, visto de Monsanto. Não consigo precisar exactamente de onde em Monsanto, mas talvez o Fisgas possa ajudar nesse ponto. Não há cá Twin Towers para ninguém. Lá ao fundo, repousa trnaquilo, o Colégio de Campolide, os seus torreões apontados ao céu, que nem dois braços agitados no ar como quem grita "Vinde a mim essas brilhantes mentes económicas do País! Vinde! Ou trinta!".

2. Aqui vemos o viaduto Calouste Gulbenkian em construção no ano de 1961. Trata-se de uma foto tirada em hora de ponta, como comprovam os 6 carros visíveis na imagem.

3. Esta é uma das minhas favoritas. A travessa Estevão Pinto, em 1969. E incrível!, tem um ar quase chique!!! Não se veem peças de automóvel, nem óleo na estrada, nem bodes atados com uma corda ao portão da garagem... Não fosse o torreão lá ao fundo e jamais acreditaria tratar-se da mesma travessa onde cheguei a ter de conter a respiração para não vomitar o pequeno-almoço à conta do cheiro a ovinos.

4 e 5. Duas fotos do início do século. 
6. Esta é de 1905. Quase 100 anos antes de eu ter começado a dar tareões de ping-pong na malta aqui do blog, justamente ali naquele cantinho vazio à direita, que viria a ser a residência dos estudantes e a cantina dos pobres. E quase dá para comparar com a foto do template aqui do blog.

7. Uma visão frontal, de 1961. Delicioso, o pormenor do olival onde agora, durante o dia, se amontoam os carros estacionados, e durante a noite, casais apaixonados expressam o seu amor carnal.
8. E, para terminar, este bonito registo sem data. Terá sido por esta altura que se instaurou o hábito de deixar os animais ali na travessa. Há 100 anos, eram burros. Hoje em dia são bodes e cães. No futuro, a travessa Estevão Pinto poderá muito bem vir a albergar a sede da EMEL.
































... e há os que, mais ou menos depressa, chegam ao fim, só para perceber que tudo se resume a uma questão de sorte. 










