segunda-feira, abril 23, 2007

O meu primeiro onze

Aceitando o desafio proposto, este seria o meu primeiro onze (a táctica é obviamente o 3-4-3):

GR - Yashin
D - Maldini
D - Beckenbauer
D - Baresi
M - Rijkaard
M - Garrincha
M - Pele
M - Platini
A - Maradona
A - Cruyff
A - Van Basten

Nota: Ainda não sei bem onde devo colocar o Moutinho, o primeiro suplente a entrar.

As músicas do 25 de Abril

A canção " E depois do Adeus ", interpretada por Paulo de Carvalho, marca o início das operações militares da revolução de 25 de Abril de 1974:




A música de Zeca Afonso, a segunda senha do MFA, torna-se o grande hino desse dia:



Muitas outras músicas de intervenção e interpretes ficaram também ligados a esse período. Alguns nomes incluem Fernando Tordo, Carlos Mendes, Pedro Osório, Manuel Freire, Sérgio Godinho, José Mário Branco ...

Alice

Recordo-me de ver este filme e de pensar que gostei. Boa prestação do Nuno Lopes e algumas opções de fotografia muito bem conseguidas. O que mais me surpreendeu foi a ausência de luz da minha cidade. Uma Lisboa despida daquilo que a torna única aos meus olhos. Um Saldanha diferente, uma Baixa irreconhecível, uma praça do Martim Moniz e uma Rua Augusta que não são as da minha cidade. Uma tristeza que se vê, uma melancolia que se sente e um desespero que de tão silencioso se torna gritante.
Uma Lisboa de tantos Lisboetas, de tantas pessoas que aqui não nasceram mas que escolheram ou foram escolhidas para ficarem ligadas a ela.
O melhor que posso dizer sobre o filme é que depois de o ver escolhi não pensar nele durante uns tempos. Deve ser uma dor completamente avassaladora. Tão grande que nem uma pessoa com filhos deve compreender o que sentiria se de repente eles desaparecessem.
Depois de tantas discussões "tertulianas" sobre a RTP, podemos dizer que esta noite foi prestado serviço público.

domingo, abril 22, 2007

O meu Domingo

"The child is grown, the dream is gone.I have become comfortably numb."

Pink Floyd:

sexta-feira, abril 20, 2007

Quando eu...

Quando eu for inteligente como o Caixa quero escrever um texto que inclua palavras difíceis como: rabicundo (avermelhado) fleumático (Imperturbável) loquaz (falador) e estreme (genuíno).
Quando eu for tão carismático como o Valverde quero que duas gémeas Checas me perguntem num bar se não nos conhecemos.
Quando eu for experiente como o Alex quero usar na mesma frase as palavras: eu (Lemmings), gémeas Checas (lindas), noite (pelo menos 5 horas), bem passada (jogar xadrez).
Quando eu for estratega como o Ricardo quero ganhar às gémeas checas a jogar xadrez
Quando eu for trabalhador como a Luci quero fazer um mestrado, doutoramento e pós doutoramento em física aplicada em apenas 6 meses.
Quando eu tiver a altura do Torrado não quero ter que precisar de um escadote para a apanha da azeitona na quinta do meu avô.
Quando eu perceber de música como o Louro quero tocar guitarra como o Caixa
Quando eu conseguir dormir tão pouco como o Luis quero ler toda a bibliografia do Eça numa semana.
Quando eu tiver a idade do Zé quero perceber tanto de computadores como o Fisgas.



Ver jogos com palavrasem: http://www.instituto-camoes.pt/cvc/exercicios/jogodia/

E agora, a previsão do estado de espírito para o fim-de-semana

Boa tarde, senhores blogoespectadores.

Para este fim-de-semana, prevê-se uma melhoria das condições do estado de espírito, essencialmente devido à movimentação de uma massa parental de Lisboa para o Alentejo. A massa parental deverá afastar-se de Lisboa durante o final da tarde de sexta-feira, garantindo já esta noite uma subida da libertinagem mínima, bem como a permanência ao longo dos próximos dias de um confortável sofá desimpedido (com ocasionais períodos de vegetação) e condições favoráveis à ocorrência de guitarradas e cantorias lá em casa.

Para amanhã, prevê-se futebolada ou corrida matinal, após o que os níveis de adrenalina deverão subir. Durante a tarde, o estado de espírito será mais instável devido à aproximação de um sistema de aulas de espanhol, devendo alternar os períodos de risada descontrolada com alguns períodos de sono a desafiar os limites da resistência humana. Para a noite, prevê-se uma elevada subida da libertinagem mínima.

No Domingo espera-se novamente futebolada ou corrida matinal, podendo até ao final da manhã ocorrer intensas guitarradas e cantorias. Ao início da tarde, as condições do estado de espírito agravar-se-ão, com o regresso da massa parental à região de Lisboa. A tarde será marcada por períodos de estado vegetativo e no final do dia deverão ocorrer depressões de domingo-à-noite que passarão de fracas a moderadas até segunda-feira de manhã.

E é esta a previsão do estado de espírito. A todos os blogoespectadores, desejamos um fim-de-semana desvairado!
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quarta-feira, abril 18, 2007

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terça-feira, abril 17, 2007

Já compraram os bilhetes para o SBSR?



Jesus & Mary Chain
Sometimes Always

em contagem decrescente...vai ser a loucura...

Los Santeros...o cartaz



Estão todos convidados...

segunda-feira, abril 16, 2007

Há dias assim...

Em que um gajo acorda cheio da pica, em que o dia amanhece a prometer sol e calor, em que a boa-disposição contagia, em que se pega no telefone e se despacham os mil e um pendentes acumulados nas últimas semanas, em que se leva nas orelhas da boss mas caga nisso, em que o ar condicionado deixa a sala na temperatura perfeita, em que o almoço estava muita bom, em que o metro chega justo quando se pousa o pé na plataforma de espera, em que os astros todos parecem alinhados para que o dia seja perfeito!

Há dias assim...
Espero que amanhã seja um deles, porque eu hoje só quero mesmo chegar vivo a casa... Fonix mais às segundas-feiras...
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domingo, abril 15, 2007

Da Deolinda, e do pouco que falta para acordar

Ai, ai... hay que erguer da cama o rabinho
tarda pouco mais que um bocadinho.

Mas se algum valor há em escrever num blog de moderada audiência, que seja o divulgar o valor da música que fala a língua tuga mais tuga não há. Pois se depois de assistir pela primeira vez a um concerto da Deolinda fiquei serenamente impressionado, depois de assistir pela segunda vez a um concerto da Deolinda - o que foi há pouco mais que um bocadinho - fiquei menos serena mais emotivamente impressionado.

Amigos, amigas, se tiverem oportunidade, não deixem de ouvir estes artistas. São a essência poética e musical portuguesa revisitada, com travos de humor e ironia, e um talento do tamanho da saudade. E aquela sensual vocalista - quase escrevia voz mas é mais do que isso - é que dá mesmo cabo de mim...
Aqui estão dois vídeos do que penso ter sido o primeiro concerto deles, aqui um vídeo com pouca imagem - é mais som - do mesmo concerto, captado por um compincha blogger cá da casa, e aqui o myspace.

Foi boa a noite, a noite de sábado que sabe - já pensei nisso noutras noites de sábado, enquanto a cabeça já encostava na almofada - que sabe, dizia eu, a agri-doce.
Mas amanhã há que levantar cedo, há que estar em boa forma, há que fazer a corrida de atletismo solidário - olha as cenas em que estes tipos me metem - e há que fazer boa figura não vá o acaso destinar a vocalista dos Deolinda a correr ao lado da equipa do Campolide...
E cá acrescento - nem a propósito que tenhamos falado disso justo ontem - que a 27 de Maio teremos corrida no estádio do Glorioso, sei que os há aí curiosos e interessados em participar.

Posto isto, é hora, me vou, repousar, dormir, ganhar forças para tirar, tarda pouco mais que um bocadinho, da cama o rabinho. Vai doer...
Mas ai ai... curtos ou largos os passos,
hay que não deixar mal os amigalhaços.

sexta-feira, abril 13, 2007

Comunicado


OS THE LOS SANTEROS EM RIO MAIOR


Os The Los Santeros apelam à nação Santera! Santeros e Santeras deste país, seres vivos em geral - Los Santeros precisam de vocês!!!


Vai realizar-se no próximo dia 21 o maior concerto de Los Santeros de sempre do mundo! Camiões cheios de material de som, cervejas, palcos, chihuahuas, pirotecnia, cervejas e dois aviões com cervejas já chegaram a Rio Maior, para preparar o concerto do milénio.


Este é o concerto do tudo-por-tudo, uma final antecipada, o mata-mata, o bebe-bebe, aquilo por que lutámos toda uma vida.


Assim, os Santeros pedem ao país que retribua aquilo que os Santeros lhe deram durante os últimos 30 anos – barulho.


Sim, os Santeros sempre estiveram presentes nas alturas em que o país mais necessitava deles: no pós-PREC, dentro das maiores mocas de Rio Maior, no funeral de Sá Carneiro, na campanha de apuramento para o México '86, por trás de Guterres servindo de calculadoras, em todas as fábricas que fecharam, na concepção do filho da Marisa Cruz, naquele casamento, na casa de Irene, na abertura da Independente e no fecho do Independente, a ajudar a acabar com o stock de cerveja produzida a mais para o Euro 04, enfim, inúmeras ocasiões em que o país necessitou e os Santeros disseram "presienties!"


Agora são os Santeros que vos pedem: estejam presentes, não só no concerto como no caminho para o concerto. Vamos formar um cordão humano desde o Barreiro (donde sairão por volta das 15h) até Rio Maior. Ponham a bandeira Santera à janela. Façam parte da história.


Você não seria capaz de magoar 3 crianças, pois não? Seja humano. Ajude os Santeros.

quarta-feira, abril 11, 2007

Manhã Cedinho

Odeio levantar-me cedo.
Aliás, por vezes odeio levantar-me tarde também. Chego a deitar as culpas desse fenómeno no excessivo conforto da minha cama. Encontrei essa forma descomplicada de sacudir do meu capote a aquosa responsabilidade pela minha própria preguiça.
A verdade é que me custa, quase dói - mesmo que passada meia-hora a fazer snooze - finalmente tomar a decisão de empurrar para baixo os lençóis e assentar os pés no chão.

E no entanto, adoro as manhãs.
Adoro sair de casa manhã cedinho, com as ruas ainda desertas, o cheiro de bolos a cozer nos fornos das pastelarias, os vidros dos carros húmidos, o dia a despontar... Ver uma cidade que poucos na cidade vêem. E, aos poucos, as pessoas. E, aos poucos, a luz.
Sei que a meio da manhã - deve ser uma cena biológica - sinto-me melhor, penso melhor, trabalho melhor, e que, no final, todo o dia terá sido melhor.

Ah! a fascinante e contraditória condição humana...

segunda-feira, abril 09, 2007

As Coisas Pequenas

São tantas as coisas que afectam o nosso estado de espírito e tão poucas as que podemos controlar, rezava um anúncio a chá de tisanas. Tantas coisas... E o que mais me fascina é perceber como, no meio dessas tantas, são as pequenas coisas que acabam por ter um papel determinante.

Os Bush, essa incontornável referência da rock melódico, cantavam “It’s the little things that kill”. O David Aames, essa quase tão incontornável referência do cinema quanto a Sofia, afirmava no Vanilla Sky “The little things. There’s nothing bigger, is there?”.
E de certa forma, eu concordo. Mas só de certa forma. Vou dar exemplos.

1. Acordei hoje por volta das 5h40 com o chilrear compassado de um pássaro nas proximidades da minha janela, e depois tive dificuldades em adormecer. Coisa pequena, não?
Mas como fui eu parar à beira da loucura, prestes a abrir a janela e encher de molas da roupa o magano do animal?!

2. A minha boss não vem trabalhar hoje nem amanhã, para passar estes dias com os putos que estão de férias. Coisa pequena, não?
Como pude então eu ficar bem-disposto com este pormenor numa segunda-feira após um fim-de-semana prolongado?

3. Apesar das queixinhas todas, acho que até tenho boas condições de trabalho, sobretudo desde que aqui há umas semanas foi proibido o uso do chicote à terça-feira à tarde. Em contrapartida, foi-nos pedido que não ouvíssemos música durante o dia, sendo que hoje, com a boss fora, sempre vou pondo um phone no ouvido esquerdo de vez em quando. Coisa pequena, não?
Errado!!! Esta merda é grave!

Não estou aqui a falar de mariquices como passarinhos a cantar ou férias com os putos. A proibição de ouvir música no emprego, significa que, inadvertidamente, foi colocada em causa a minha felicidade no trabalho, e, consequentemente, a minha motivação, a minha produtividade, os lucros desta empresa, a riqueza do País, a sustentabilidade e equilíbrio do sistema financeiro internacional, a sobrevivência da Humanidade e a razão da existência do próprio Deus!
Vão-se as coisas grandes e vão-se as coisas pequenas, e não fica cá nada nem ninguém para contar a história, nem sequer a evidente hipérbole desta absurda linha de racioncínio...

E por isso aqui me apresento, humilde perante ti, ó patrão nosso que estás no... teu lugar(?), rogando-te, pedindo-te, em nome de tudo o que é mais sagrado, por respeito às coisas pequenas e às grandes também: deixa-me por favor, se é que me lês, pôr o outro phone para eu poder ouvir em stereo esta música que está a dar na Antena 3!

domingo, abril 08, 2007

Errol

Até pode estar a dar o "Butterfly Effect" na sic mas por acaso acho que todos os filmes protagonizados por este senhor:




são imperdíveis. O Errol (nome infeliz, coitado) fazia grandes filmes!

Nota 1: Acho que existe uma relação directa entre não conseguir andar (tenho um pé do tamanho de dois) e escrever 3 posts no mesmo dia
Nota 2: Deve igualmente existir uma relação entre tomar analgésicos como quem come smarts e começar a apreciar este tipo de filmes.

sábado, abril 07, 2007

Uma mensagem do povo oprimido nas masmorras do Santander



Nota: Se repararem a realização está ao nível de um "Citizen Kane" ou "American Beauty".

Será por isto que as franjas voltaram a estar na moda?

quarta-feira, abril 04, 2007

Boss & Cª

terça-feira, abril 03, 2007

O Manifesto Beijoqueiro

Tenho vindo a notar com desagrado, de há uns anos para cá, o sucesso das inovações em matéria de cumprimentos entre homem e mulher. No mundo dos negócios, passou-se a usar o aperto de mão, que é uma maneira mais formal de saudar as pessoas. No mundo dos betos, passou-se a usar o beijinho solitário, que é uma maneira mais simples de se distinguir os betos das pessoas normais.

Sou um tipo liberal, vocês o sabem, mas eis que desta vez pouso a capa, salto a pocinha, e vou mesmo armar em Velho do Restelo. Pois se há tradição de que me orgulho enquanto mediterrânico e latino, ela é a dos dois beijinhos! E a do refogado de tomate... Juntando o útil ao agradável, era rapaz para assentar dois beijinhos nas bochechas da senhora cozinheira que inventou o refogado de tomate.

Os dois beijinhos distinguem-nos dos povos frios com bolhas de segurança de um metro, que se saúdam com acenos, apertos de mão ou, perdendo a cabeça, tímidos abraços, de rabos empinados atrás, para que, Deus os livre, não se toquem as pernas!
Os dois beijinhos são a nossa forma de dizer “hey, és minha amiga e gosto de ti! Dá cá duas beijocas!”, ou “hey, não és minha amiga ou se calhar até nem vou muito à bola com a tua cara, mas o que é que isso interessa? Dá cá duas beijocas!”.
Os dois beijinhos são a nossa identidade cultural!
Os dois beijinhos somos nós!

E nós estamos sob ataque!
Do mundo corporativo que - não satisfeito com pendurar dos nossos pescoços um pedaço de pano com riscas, bolinhas, ou, no caso do Lemmings, Bambis – agora nos reprime a humanidade, e nos obriga a frígidos cumprimentos de braço estendido.
Mas sobretudo, dos betos e betas de Cascais, que nos baralham o esquema com as repetidas e imperdoáveis baldas no beijinho à direita.

Amigos e amigas, é chegada a nossa hora: vamos derrubar o aperto de mão! Vamos derrubar o beijinho solitário!
Vamos unir-nos e beijar-nos uma, duas vezes! E da nossa união nascerá uma força. Uma força que ninguém pode parar. Uma força que fará deste um admirável mundo novo...
Um mundo humano...
Um mundo caloroso...
Raios me partam, um mundo beijoqueiro!

O Pão

Quem diria que ser perito em pão seria tão interessante?