terça-feira, abril 03, 2007

O Pão

Quem diria que ser perito em pão seria tão interessante?

sábado, março 31, 2007

Dúvida existencial

Não sei o que é mais triste, se o facto de uma antiga vizinha da minha avó me ter oferecido um barco para ser usado no banho pensando que eu ainda era um puto (a minha avó já se mudou há mais de 10 anos e eu nessa altura já tinha um ou dois anos) ou o facto de ter gostado da prenda.

quinta-feira, março 29, 2007

Corredores

Estudei numa faculdade de longos corredores. Trabalho agora num escritório com corredores à saída da sala onde não deveria estar, neste preciso momento, a escrever posts. Sinto-me, portanto, preparado para elaborar teorias sobre serem os corredores locais propícios ao embaraço.

Ou isso ou eu sou esquisito. GOLOOOO!

Baseio-me nas vivências pessoais de encontros constrangedores em corredores.
O género de vivências em que vou corredor fora, tra-la-la-la-la , e vislumbro ao fundo, a caminhar na minha direção, o big boss. Nome fictício: Armando Barraca.

Armando Barraca não é necessariamente big boss. Pode ser um qualquer conhecido.
Não pode é ser amigalhaço. Porque se o fosse, ignorava-lo, acenava-lhe, levantava o queixo que nem forcado a gritar touro, hey touro!. Ou então gritava mesmo touro, hey touro!. Qualquer coisa...
Amigalhaços não geram problemas. Big bosses, colegas ou simples conhecidos, geram!

Voltando atrás: vejo o Armando Barraca e sei que ele me viu também.
E agora? Como procedo? O que manda a etiqueta que eu faça? Uma pessoa normal pensa nestas merdas? Terei a braguilha apertada?

As possibilidades são inúmeras.
Posso manter fixos o olhar e o sorriso, mas cautela! com os mal-entendidos que isso possa vir a gerar...
Posso desviar o olhar e concentrar-me na rugosidade das paredes até passar pelo Armando. Mas, não querendo usar o termo totó, isso parece ser bastante antipático.

E depois há momentos simplesmente tristes.
Como disparar um “boa noite”, e enquanto o faço perceber que são 10 da manhã e sou um asno.
Ou não conseguir optar entre o “bom dia”, o “atão???” e o “Armaaaando”, e acabar por balbuciar um “bom armatão?”, que não se percebe sequer se é uma pergunta ou uma afirmação. Sei apenas sou um asno e arrependo-me de não ter simplesmente dito "boa noite".

Amigos e amigas, é como vos digo. Os corredores são tramados. Aqueles quenianos então pá... Não há quem os apanhe!
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Brilhante discurso de tony blair... a verdadeira 3ª via

quarta-feira, março 28, 2007

Lemmings!!

Pela primeira vez neste século a minha mãe chamou-me pelo meu nome inteiro. Tenho que confessar que no meio do segundo nome comecei a tremer, no terceiro voltei a sentir que estava na primária e quando ouvi o último apelido lembrei-me perfeitamente do que tinha que fazer: Gritar com toda a força "Não fui eu" e pensar "que é que eu fiz desta vez?".

Na minha opinião não estamos cotas, não andamos é a ouvir raspanetes suficientes dos papás.

domingo, março 25, 2007

Ao Virar da Esquina

Perguntavam-me hoje os meus pais quando é que eu tinha ido a Fátima. Ora deixa cá ver, - respondi - foi no tempo do colégio, por isso já deve haver uns bons 17 anos. Sim, à vontade, confirmam eles.
Tudo bem, conversa banal, até seguiu mais uns minutos, mas pera lá... 17 anos?! Deixei-nos aos três, o meu pai, a minha mãe e eu sentados à mesa do restaurante. Fiquei sozinho com o pensamento. 17 anos?! É muito longe...

À noite, a minha mãe conta como tentou deitar umas gotas no nariz, mas não percebeu que tinha de tirar a tampa. Jorrou líquido para todo o lado menos para o nariz.
Rimo-nos, mas pera lá... A minha mãe não fazia estas coisas quando eu era miúdo...

Que raio se passa?! Até há pouco, eu não ficava velho, simplesmente saía mais com os amigos. Os meus pais não ficavam velhos, simplesmente tinham mais cabelos brancos.
Agora, os meus pais são jovens velhinhos. Vejo-o claramente na forma como deixaram de discutir, como conhecem as horas dos medicamentos um do outro.
Agora, eu sou mais velho. Vejo-o claramente, na forma como, não querendo as responsabilidades de uma vida adulta, sei que me vou levantar cedo amanhã, sei que vou pensar porra! não posso faltar, não posso mandar à merda o emprego, e as merdas todas que vou aturar esta semana... não posso porque... porque simplesmente não posso.

17 anos... Juro que foi ontem que cantámos senhor condutor, ponha o pé no acelerador, a caminho de Fátima, e já lá vão 17 anos... Amanhã, não tarda nada, tou a pôr gotas no nariz sem tirar a tampa do frasco.
É uma cena assustadora, estar tudo ao virar da esquina...
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sexta-feira, março 23, 2007

Custo de Oportunidade

Recordo-me da minha primeira aula na Faculdade. Foi Introdução à Microeconomia. Nessa aula aprendemos um dos conceitos mais importantes na esfera da economia e da gestão. Um conceito que hoje revejo vezes sem conta quando calculo WACCs, Betas alavancados e Taxas Internas de Rentabilidade. O conceito de Custo de Oportunidade.
Custo de Oportunidade pode ser definido como o custo da melhor alternativa possível que se renuncia como resultado de uma escolha, ou seja é o valor da melhor alternativa a determinada acção ou projecto.

Explicando este conceito ao estilo da revista Maria: vamos supor que um rapaz que se chama, a título meramente hipotético, Cofrezinho, nos coloca a seguinte questão: “Devo começar a namorar?”.
Resposta do consultor sentimental economista:
“Cofrezinho, tens que ponderar quais as tuas alternativas, escolheres as melhores e comparares o que ganhas com cada uma (e obviamente o que perdes ao não escolher as outras).
A título (nada) arbitrário eu diria que és assumidamente bissexual. Neste contexto tens pelo menos 3 hipóteses, escolhes um rapaz, uma rapariga ou ficas sozinho.
Vamos esquecer a primeira porque ainda não te assumiste e eu sei de fonte fidedigna que os teus pais lêem o Blog e portanto é melhor esquecer esta hipotese.
Se escolheres ser heterosexual terás que ponderar com que rapariga terás alguma hipotese. Dando o benefício da dúvida consegues encontrar uma rapariga engraçada, boa, pessoa e com sérios atributos ao nivel emocional. Ela engraça contigo e vamos imaginar que ao jantar comeste sopa de pau de cabinda com canela o que a deixa impressionada e no dia seguinte pede-te em casamento. O que podes ganhar: companhia para deixares de ir ao cinema sozinho, uma apanha bolas (no ténis), dores de cabeça noite sim, noite não, 3 a 4 dias por mês de inferno na terra e sessões de compras de naprons no el corte que durarão 2 horas cada.
Terceira hipotese, ficas sozinho. Ganhas o direito de leres a playboy sem dares explicações, ver os jogos do benfica na sala com os pés em cima do cão de louça enquanto bebes uma mine pelo gargalo da garrafa, cantares quando te apetecer e convidares os amigos para um jogo de poquer.
O que deves escolher? Tens que ter em conta o custo de oportunidade e neste caso é bastante simples: come a sopa e torna-te heterosexual.
Porquê?
Tendo em conta que se decidires ficares com um homem, provavelmente não poderás falar de futebol, de gajas nem de carros porque convenhamos és gay, o outro é gay e pessoalmente não vejo o que podes ganhar nessa situação: Hipótese 1 arruamada.
O que significa que tens que ponderar qual é o teu custo entre perder uma rapariga engraçada e a liberdade enquanto homem independente.
Tendo em conta que mesmo que a última signifique o fim dos domingos na bola, jantares de batatas fritas com gelado e caramelo e andares nu pela casa, se deixares a segunda isso significará o fim de sexo à borla.”
Como lêem custo de oportunidade é um conceito importante que pode ser utilizado em escolhas importante do tipo: “A qual destas suecas me devo fazer?; Devo comprar super pop limão ou fairy essencia de Aloe Vera?” e outras questões filosóficas de importância extrema.

quarta-feira, março 21, 2007

Porque hoje é Dia Mundial da Poesia...

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errónea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.


Fernando Pessoa

segunda-feira, março 19, 2007

Uma Viagem no Tempo

Perdoem-me desde já a extensão do post (isto vai ter 8 fotos), mas acho que a importância histórica do que aqui se vai expor mais que a justifica.

Consegui apanhar, através do Arquivo Fotográfico da CML, alguns fascinantes registos visuais da história desse mítico local, pilar da sabedoria, que é o Colégio de Campolide, onde muitos de nós passámos 4 marcantes anos. E não resisti a partilhá-los com vocês, amigos e amigas. Ora então vamos a isso...

1. Isto aqui é Campolide em 1968, visto de Monsanto. Não consigo precisar exactamente de onde em Monsanto, mas talvez o Fisgas possa ajudar nesse ponto. Não há cá Twin Towers para ninguém. Lá ao fundo, repousa trnaquilo, o Colégio de Campolide, os seus torreões apontados ao céu, que nem dois braços agitados no ar como quem grita "Vinde a mim essas brilhantes mentes económicas do País! Vinde! Ou trinta!".


2. Aqui vemos o viaduto Calouste Gulbenkian em construção no ano de 1961. Trata-se de uma foto tirada em hora de ponta, como comprovam os 6 carros visíveis na imagem.



3. Esta é uma das minhas favoritas. A travessa Estevão Pinto, em 1969. E incrível!, tem um ar quase chique!!! Não se veem peças de automóvel, nem óleo na estrada, nem bodes atados com uma corda ao portão da garagem... Não fosse o torreão lá ao fundo e jamais acreditaria tratar-se da mesma travessa onde cheguei a ter de conter a respiração para não vomitar o pequeno-almoço à conta do cheiro a ovinos.



4 e 5. Duas fotos do início do século.



6. Esta é de 1905. Quase 100 anos antes de eu ter começado a dar tareões de ping-pong na malta aqui do blog, justamente ali naquele cantinho vazio à direita, que viria a ser a residência dos estudantes e a cantina dos pobres. E quase dá para comparar com a foto do template aqui do blog.



7. Uma visão frontal, de 1961. Delicioso, o pormenor do olival onde agora, durante o dia, se amontoam os carros estacionados, e durante a noite, casais apaixonados expressam o seu amor carnal.



8. E, para terminar, este bonito registo sem data. Terá sido por esta altura que se instaurou o hábito de deixar os animais ali na travessa. Há 100 anos, eram burros. Hoje em dia são bodes e cães. No futuro, a travessa Estevão Pinto poderá muito bem vir a albergar a sede da EMEL.

domingo, março 18, 2007

A Mini Maratona de Lisboa

Surpreende-me sempre perceber que existe vida num domingo de manhã. Surpreende-me a multidão de camisolas amarelas que, bem cedo, já aguarda em Entrecampos o comboio para a outra margem. Claro que daí a uma semana, aquela malta fica toda a dormir até às 11 da manhã, como é comum fazerem as pessoas comuns.

Surpreender-me-ia qualquer outra coisa, até porque pessoas comuns são toda aquela delirante multidão. Jamais faltam ao evento a mulherzinha que fala e ri mais alto que toda a carruagem, ruído do comboio incluído, ou o tipo dos trocadilhos, que, do Pragal a Belém, vai puxado o gatilho à esquerda e à direita bang bang: "E prontos, já chegámos à mini-maratona. Onde é que estão as minis?".

Tenho pena de só ter descoberto a mini-maratona de Lisboa no ano passado, e somente graças à insistência de um compincha blogger da casa. É que é uma cena do caraças, e este ano, com o tempo espectacular que esteve, ainda mais do caraças foi! Tenho pena que a malta amiga não tenha alinhado, e tenho pena de não ter feito amigos novos na prova.

Mas em sobre-humano esforço lá contive as chalaças que me ocorriam, e fiz os meus belos dos 45 minutos, que acho ser uma marca razoável, embora admita que nos últimos 3 quilómetros fui sovado e ultrapassado pela minha mente que, à sofrida passagem do meu corpo pelos postos de animação de rua, já se refastelava nos relvados de Belém, as bailarinas-animadoras a massagarem-lhe as pernas.

Gabo-me de ter terminado à frente de, entre outros, um padre pregador, duas noivas barbudas e barrigudas, a brigada dos Grandes Portugueses - onde seguiam, sob flashes, o D. Afonso Henriques e o Camões - um carrinho de compras do Continente com pessoas de Almada, e esta malta toda:


Para o ano lá estarei de novo, com uma importante lição aprendida de experiência: se tencionas levar telemóvel e máquina fotográfica nos bolsos - coisa que já de si não revela grande presença de espírito- então pelo menos, e pelo respeito aos restantes corredores, leva uns calções que se possam apertar. À falta de racionalismo, há que recorrer ao empirismo...

quarta-feira, março 14, 2007

Uma Ideia Nova

Tanto quanto me permitiu o relance que dei ao jornal da senhora que esperava o comboio à minha frente na fila, o Metro noticiava ontem que são criados 400 blogs por dia em Portugal. A ser esse esse o caso, fico a desconhecer somente 399 dos que foram criados na passada sexta-feira, dia em que me fiz perder algum tempo e ao patrão algum dinheiro, a montar um novo espaço na blogosfera.

Chama-se O Programa que Afinal é a Cores, e é um vídeo-blog onde vou juntar uma selecção de vídeos do youtube que ache interessantes e capazes de me entreterem nas horas mortas do emprego.

Optei por postar lá com um outro nick, que isto de andar na blogosfera com o nome por que me tratam na rua não tá com nada, e para risco já me basta o do penteado, à conta de que me dizem sempre as cabeleireiras "você deve ser mesmo teimoso", e eu que não, que não.

Fica em http://programa-a-cores.blogspot.com/ (tomei aliás a liberdade de o acrescentar aqui ao lado na caixinha de links) e gostava que o visitassem e, a quererem, deixassem os vossos comentários e sugestões, que serão sempre muito bem-vindos!

Encontramo-nos por lá então...

terça-feira, março 13, 2007

isto faz-me sentir bem...

segunda-feira, março 12, 2007

Só repeti a palavra doze vezes...

Já temos idade para ter saudades. Saudades de pessoas, de momentos, de expressões, saudades de nós, do que fomos e do que sentimos.
Já temos idade para ter saudades mas ainda temos idade para construir recordações.
Em cada jantar recordamos as pequenas coisas como as noitadas, os exames, os matrecos, as músicas e os exageros que fizemos, e as grandes como o futebol, as miúdas, as vitórias, as derrotas, os sorrisos, os olás e os adeus, mas além disso ainda enchemos o baú das memórias para um dia recordar as locomotivas, as raposas, as caipirinhas, os cigarros, os palavrões, as suecas e as checas.
Tenho saudades do primeiro ano e das borgas, do segundo e dos novos amigos, do terceiro e do Algarve, do quarto e do Brasil, do quinto e de Erasmus.
Tenho também saudades depois disso, dos jantares, da Serra da Estrela, da Areia Branca e de Tomar. Tenho até saudades do Luso e não estive lá.
Mas também sei que vou ter muitas saudades do ontem, da passagem de ano, do frango na praia, do acidente de carro, do nosso Carnaval, das havaianas, dos jogos contra gestão e dos concertos em Rio Maior.
Agora que penso, tenho saudades de sair antes das 22h, poucas saudades das aulas e muitas saudades das baldas.

Nota: As poucas saudades das aulas não se aplicam às aulas práticas de Calculo I e da professora da respectiva cadeira.

Quem será?

Sempre que leio o Público lembro-me do nosso Calvin:

sexta-feira, março 09, 2007

Sanduiche iche

Um clássico...
Conselhos para uma alimentação saudável, por Ruth Lemos, a nutricionista que tinha um auricular onde se ouvia a si própria com um ligeiro lag.

A andar à roda

Quando esta manhã assentei que o meu estado de espírito é cíclico no ano, estranhei, ao mesmo tempo, pela clareza da coisa, não o ter percebido mais cedo. Cena esquisita...

Acordei bem disposto como o dia. E foi-me familiar de outros inícios de Primavera aquele sentimento de paz com o mundo. Exacto... Tal e qual aquela manhã de Março a pé a caminho da faculdade.
E depois pensei em Maio: a feira do livro e o deslumbre, a cada ano que passa maior, com as mulheres de Lisboa em roupa de Verão.
E depois pensei em Agosto, a trabalhar a meio gás na cidade parada.
E depois pensei nas tardes de Domingos invernosos passadas no sofá.

Estranhei só agora ter clara esta ideia, porque - é uma cena esquisita, bem sei - desde que me lembro de conceber o ano, sempre ele teve, para mim, a forma de uma roda de bicicleta empenada, a pairar no vazio.
O Janeiro paira abaixo e à direita de onde observo, e é o mês mais descido. Até ao princípio de Agosto o tempo está sempre a subir e a afastar-se. Agosto é um mês longo longo, que o obriga a correr depressa. E depois disso, o tempo chega-se outra vez a mim.

O tempo a andar à roda... Definitivamente, cena esquisita...

quarta-feira, março 07, 2007

Apanha o gajo!

Para quem perdeu a comédia de ontem à noite no "jogo de despedida" do Figo, presenteio-vos com uma foto que resume bem o que aconteceu.



Se quiserem ver ou rever o maravilhoso incidente, clickem no video abaixo e apreciem.



P.S. Se repararem bem na parte em que estão no túnel, conseguem ver o Figo a tentar furar por entre os seguranças para dar porrada em alguém.

Eu Sou Duas Pessoas...

A primeira
Caraças pá, que hoje o dia foi cool!
Aquilo lá no escritório anda fixolas e quase me assusta pensar que retiro prazer do trabalho.
Epá, e mesmo saindo tarde, ainda deu para ler no comboio, arranhar uns acordes, ver o Sete Palmos de Terra e ler outra bequita. E ainda não tenho sono!
Amanhã, levanto-me às 6, saio de casa cedinho, e vou correr antes do emprego.
Ya, é isso! E vou correr todos os dias a partir de agora. Para sempre! C’um caraças, vai ser lindo! Aaaahh, agora vou-me virar para o outro lado, aconchegar-me na almofada e viajar até à Terra dos Sonhos.

A segunda
-Acredita em mim, Helena Coelho, estes baloiços são muito confortáveis. Claro que para ti não tanto por causa dessa curtinha bata branca que tens vestida, mas mesmo assim... De certeza que não queres andar um pouco?
- Pronto, tá bem, mas só se me prometeres que...
YOU'RE BEAUTIFUL
Raios partam o James Blunt, que nem nos baloiços um gajo tá safo.
-Desculpa Helena, mas qual é a promessa afinal?
-Já disse, tens que me prometer que...
YOU’RE BEAUTIFUUUUL
Argh, odeio este banana com todas as forças do meu ser!
IT’S TRUE
Oi oi oi oi oi, pera lá... Isto parece mesmo o meu rádio despertador. Ora tu queres ver...
I SAW YOUR FACE
Nooooooooooooooooooooo!
IN A CROWDED PLACE
Fonix, e já são 6 da manhã?! Acabei de me deitar, caramba!
AND I DON’T KNOW WHAT TO DO.
Ó cum caraças! Mas quem é que pôs esta merda a tocar às 6 da manhã?! Eu devia tar mas é maluco!
'CAUSE I’LL NEVER BE WITH...
Trungas!, ora volta a tocar às 7 e meia e agora vou-me virar para o outro lado, aconchegar-me na almofada, e regressar à Terra dos Sonhos.

segunda-feira, março 05, 2007

Decisões

Estava eu sentadinho no meu sofá com os pés em cima do meu cão a ver televisão nacional quando eis que surgue algo para me atormentar a mente: um spot publicitário do Bruno Nogueira para a Super Bock sem alcool e com 3 sabores á escolha.
É que a vida já é complicada por si, mas os gestores das empresas nessa busca infame pelo lucro, decidem lançar sub-produtos de produtos que pertecem a uma ou outra família de produtos. Agora quando saímos á noite com os amigos para um belo serão de convívio, temos de decidir a zona da cidade para onde ir.
Depois como ir.
Depois o Bar para onde ir.
Lá chegados é a vez de escolher a mesa.
Já sentados falta escolher a bebida (com alcool ou sem alcool).
- Ok. Bebo uma água!
-Sim , mas de que sabor? e com ou sem gás? natural ou fresca?
- Para evitar tanta decisão, opta-se por uma bela jola.
- Sim, mas com ou sem alcool, e de que sabores, mini ou média, preta ou loura?

Começo a perceber um blogista da casa que já nem sai á noite para evitar estas decisões. De facto é uma opção. Mas ficamos em casa a jogar PC ou playstation (qual jogo?), ver televisão (qual dos 50 canais?) ir á net (qual dos biliões de sites?).

O melhor é ir para a caminha. Mas com quem? A esta já não vos respondo - sou um cavalheiro. Mas o que sei é que levo sempre a minha almofadinha de penas (sim, porque demorei dois dias a escolher que tipo de penas queria na almofada, isto depois de uma semana para decidir que queria uma com penas, decisão que antecedeu à se deveria comprar uma almofada nova...)
Decisão mais díficil da minha vida. Agora levo a minha rica almofada para todo o lado - para todo o lado que decida ir, claro....

Espremedor intelectual

Algo me diz que mesmo utilizando um destes de tamanho industrial:

Não se conseguiria tirar uma ideia de jeito da cabeça deste senhor:



Nota que pode ou não estar relacionada com o dito senhor: É no mínimo irónico os senhores que defendem que deve ser criado um museu ao Salazar e ao Estado Novo recorrerem ao argumento de liberdade de expressão...