Não consigo deixar de pensar em tudo o que todos nós (ou os nossos) já sofremos neste passado recente:
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Continuar
Não consigo deixar de pensar em tudo o que todos nós (ou os nossos) já sofremos neste passado recente:
A maldição de uma almofada cinéfila!
O que vos dizer?
Começa logo pela tradução. O título original é "The Wicker Man"! O filme não é sobre o Mourinho, bolas.
O Filme em si se for bom é nos primeiros vinte minutos onde embalei de forma muito célere para uma viagem sobre as penas da minha almofada que tanto têm sentido a minha falta. O resto... bem.. o resto do filme trata a história de uma ilha onde existe uma colónia em que as mulheres são superiores aos Homens (que não falam) e cujo objectivo é ter boas colheitas de mel, estando para isso dispostas a fazer sacrícios de Homens que conseguem "persuadir" também com intuito de reproduzir.
E dizem voçês ... "Este pifou de vez". Realmente ando muito perto disso, mas na verdade o filme é mesmo assim.
Aconselho aqueles que queiram chegar ao fim e pensar, mas sou eu que estou com os copos ou é aquele elenco, realizador, e distribuidora que andaram a inalar aquelas substâncias perigosas de odor inconfundível que se sentem ali para a Avenida de Ceuta.
O enredo afectou-me. Julgo ter sido a minha almofada que rogou uma praga. Já sofri o castigo minha querida. Para ti volto sempre!!
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Defeito Profissional
Este Post Só Está Aqui Porque o Blogger Tinha Marado e Sobreposto o Post do Paulo (em cima) ao do Lemmings (em baixo)
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Polen is in the air


A secretária do departamento disse-me que devo ser alérgico ao amor que anda no ar, por meu lado prefiro acreditar que é do pólen.
Ser de Pedra
Eis o que me ocorre enquanto bato uma sorna no carro, porque ainda é cedo para picar o ponto, e olha, sempre há a mantinha de piquenique no banco de trás, que dá o seu jeito nestas manhãs frias. Mas - entretanto desperto porque alguém tossica justamente quando passa junto à minha janela – e se tivesse eu de escolher ser uma estátua de Lisboa, um dia que fosse, que estátua seria?!
Difícil. Mas rapidamente decido que estátuas não quereria ser. Desde logo, nenhuma daquelas do Estádio Univeristário, de tanga posta e rabo virado para a lua, coisa que no dizer popular até é sinal de sorte, mas, amigos, prefiro tentar o meu azar... Estátua de repuxo de um pequeno parque da cidade também está fora de questão, porque muitas vezes há passarinhos ali à volta, e daí até ter caganitas de pombo ressequidas na testa é um passo.
Pensei em ser o Marquês da Pombal, sobranceiro à baixa, mirando o rio, costas voltadas às doideiras do Parque. Pensei em ser o Duque de Saldanha, autoritário e constantemente rodeado de mulheres bonitas, que esta deve ser a zona da cidade onde mais as há. Ainda assim, são personagens de exagerada responsabilidade... Sim, definitivamente.
Definitivamente, a ser estátua, seria o Fernando Pessoa!
Tranquilo e pensativo, sentado na esplandada da Brasileira... O dia todo na esplanada. Sentado. Volta e meia uma turista no colo, a pousar para a fotografia. O Bairro Alto justo atrás.
E ao fim do dia,
Inspirado, quem sabe,
Que verso da minha pena sairia?
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Ontem fui ao cinema (x2)
A tarde trouxe-me "Hollywoodland", um filme à imagem de L.A. Confidential, onde Louis Simo (Adrien Brody), um detective privado, investiga a morte do Superhomem das séries de TV, George Reeves (Ben Affleck). Surpreendentemente, o Ben até nem vai muito mal. Pode ser por fazer papel de mau actor, mas mesmo assim e com uns quilinhos em cima, pareceu-me o seu melhor papel. Um filme envolto em mistério até final, e que embora com um final nada surpreendente, consegue entreter e manter a audiência animada, no meio das intrigas do mundo do espectáculo.segunda-feira, fevereiro 12, 2007
E agora?
Há uns tempos falava com um imigrante, residente no nosso país há varias décadas, e dizia-me ele que o melhor e o pior de Portugal são os portugueses. Eu defendo-o: os Portugueses tanto dão provas de serem um país generoso e unido, lembro-me do cordão humano pela causa de Timor (a maior manifestação nacional desde o 1º de Maio de 1974) e dos festejos após as vitórias (e principalmente após as derrotas) da selecção nos grandes palcos do futebol mundial, como dão provas de ser um país sem gratidão nem memória por aqueles que se bateram por termos hoje uma democracia representativa.
Se muitos se congratulam porque neste referendo a abstenção diminuiu 12 pontos percentuais, o que demonstra o reforço da importância da instituição do referendo, na minha opinião o mais importante é observar que os Portugueses preferem não ter voz numa questão que é e será importante para a sociedade.
Acho que a resposta ao desinteresse não pode nem deve passar pela diminuição do nível mínimo a partir do qual o referendo se torna vinculativo, o que deve acontecer é a criação de medidas de reforço da educação cívica e da responsabilização para os deveres da democracia. E que melhor forma de começar que dando o exemplo? Os políticos deveriam estar acima de todas as suspeitas, os argumentos utilizados nas campanhas deverão ser cada vez menos sensacionalistas e cada vez mais fundamentados, e questões fulcrais para o desenvolvimento (ou melhor, para a sobrevivência) do país deverão ser matéria de acordo e compromisso por parte de vários partidos (Segurança social, reforma da administração pública...).
Permitam-me uma comparação desportiva. Hoje em dia (e com pena minha) a nossa democracia é como o meu Sporting. É necessário a equipa estar a ganhar para os adeptos começarem a gritar por ela. Quando estão a perder são os primeiros a começarem a assobiar.
Como todos sabemos o referendo não será vinculativo, contudo os políticos não podem ignorar a escolha de quase 60% dos votantes.
Finalmente, ao contrário do que dizia hoje um velhote no ginásio, em tom de brincadeira, espero que não se lembrem de fazer mais um referendo para desempatar.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Pensamento matinal no trânsito
Quase me apetece travar a fundo e depois dizer "pois, se não viesse tão chegado..."...
Fez-lhes falta algo na aprendizagem da condução.
Fez-lhes falta algo depois da aprendizagem da condução.
Fez-lhes falta uma avó como a minha, que os andasse constantemente a chagar com "Mas porque é que andas a cheirar o rabo aos outros...???".
Acho que o problema de sinistralidade rodoviária em Portugal, que segundo este artigo aqui diz que está a reduzir, e que por carro não somos assim tão maus condutores, deve-se a uma grande falta de consciência na condução, a não saber que limites tenho aqui e ali, a saber o que posso ou não fazer, a saber o que posso fazer para reduzir os riscos (meus e alheios), a saber que existe um sem número de coisas que pode falhar num carro, quer no meu quer nos que me rodeiam, quer nas pessoas que os conduzem, quer no ambiente em que nos inserimos.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Nada contra, nada a favor...
Por mim, vou continuar a preferir explorar o mundo lá fora...
Nova Música na Terceira Pessoa
Para os que não conhecem, EU descreveria @ndrew bird como música pop-folk-melódica, ou o que acontece quando se juntam voz, guitarra, xilofone, violino e assobio. @ndrew bird é reputado violinista e, facto curioso, assobiador. EU e amigos seus acham que o nome bird deriva justamente desse talento especial do artista.
EU familiarizou-se com @ndrew bird com o seu álbum de 2005, the misterious production of eggs – o seu (do EU) favorito dos últimos anos. Várias vezes conversou com amigos, defendendo ser impossível ao @ndrew bird ter feito ou alguma vez vir a fazer um álbum tão bom quanto esse. Tendo mais tarde ouvido os anteriores álbuns, quase engoliu as palavras. Esses também eram muito bons, ainda que não tanto quanto o “... Eggs”.
O novo álbum do @ndrew bird ainda não saíu oficialmente. Mas verteu para a net bem antes disso. EU é fã do @ndrew bird e é um tipo com valores. Daí que esteja incomodado com esta falha ética. Mas simplesmente não conseguiu contornar a curiosidade.
E o seu entusiasmo é agora grande. Não tendo acreditado que fosse possível @ndrew bird superar-se, depara-se com essa possibilidade... No @rmchair, diz haver duas ou três melodias que caem imediatamente no goto, mas também perceber que há jogo escondido. E que não é bluff. Que há música para descobrir aos poucos. Para se gostar com tempo. E isso é do melhor... Fica a referência. Diz EU.
ADENDA: o link para o myspace do senhor. Já lá estão algumas músicas novas.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Acabar com a abstenção
No meu ver seria muito simples diminuir a larga abstenção que se prespectiva, é só necessário colocar nas urnas a palavra: "GRATIS". Conhecendo um bocadinho os portugueses todos se acotovelavam para ir colocar o boletim.
E se a isso se somasse a distribuição de brindes como porta chaves ou canetas bic? Seria a loucura, muitas pessoas a quererem votar 2 ou 3 vezes. Na saída das urnas as palavras mais ouvidas seriam concerteza: "ah pois, mais uma bolacha sem sal aqui para o Chico" ou "Eu não sou burro, com uma cruzinha ganhei uma pastilha gorila, ahah".
Esta ideia surgiu do facto de ter assistido, às nove da manhã no Saldanha, a agressões verbais e tentativa de agressão física por parte de uma mulher que se sentiu insultado por um homem lhe ter passado à frente na fila que se formou para receber garrafas de água com gás!!!
Uma mulher!!! Água com gás!!! Ás nove da manhã!!!
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Uma Amizade Especial
PS - Obrigado Fisgas pela referência.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Federer
Tenho a sensação que estou a assistir, em primeira mão, a alguém que vai mudar a história do Ténis.Daqui a uns anos quem sabe se não vão começar a comparar os melhores do mundo com o Federer? Um pouco na óptica das pessoas que comparam qualquer futebolista com o Pelé, Maradona ou qualquer economista com o Lemmings.
Tenho pena que não exista ninguém à sua altura, porque se não tiver competição vai estagnar o que é uma pena.
Uma Tolice Prestige
Um tipo do banco, cara-podre, penetra a meio da noite na festa de um aparente milionário, mandando o pianista parar de tocar, gerando um daqueles silêncios constrangedores, e interrompendo a conversa do milionário com as 4 ou 5 babes que o rodeiam. Gera-se de seguida um diálogo do tipo:Milionário Rodeado de Babes - Porque é que interrompeu a minha festa?
Penetra - Para firmar um compromisso.
MRdB - E o que é que tem para me oferecer?
P - Ganha x, y, z e a melhor taxa do mercado.
MRdB - Muito bem, mas eu vou ficar também com esta caneta como sinal da sua palavra.
P - Será o símbolo do nosso compromisso.
Isto é assustadoramente tolo...
Para já, o que faz o gajo do banco a trabalhar àquelas horas?! Por acaso tem subsídio de isenção de horário? E interrompe assim uma festa privada?! Cum caraças... E como se não bastasse isso, ainda entra ali todo mandão com o pianista, tipo “Hey Max, pára com essa merda!”. Sacana arrogante...
Por fim, que dizer de um milionário que vive numa mansão, tem um pianista e uma casa cheia de babes, e dá o bafo numa caneta de um pobre empregado de banco?! Tenho 4 explicações possíveis:
- o pianista é amigo dele e a caneta foi a sua vingança, a sua forma de dizer “Hey, trataste mal o Max, agora xau-xau-pen”.
- o pai dele faz anos naquele dia e aquela é a sua festa, mas o milionário-filho esqueceu-se de comprar uma prenda para o pai, porque esteve o dia todo a entrevistar pianistas para a festa, e portanto fica todo contente quando lhe dão a caneta para a mão, porque assim só fica a faltar o papel de embrulho e o laçarote
- é empresário da Bic
- é um porco capitalista insensível, sem respeito pelos trabalhadores que dão o litro a toda a hora, inclusive fins-de-semana e feriados, sem receber um tostão de horas extra, e merecia mas é que o proletariado unido invadisse as suas fábricas com tractores, para nacionalizar toda a produção de canetas, e promover enfim a justiça e igualdade sociais, e eu espero bem que os meus bosses nunca leiam o que eu acabei de escrever...
Não que eu, Afonso Martim Lourenço Espírito Santo, tenha medo que descubram a minha identidade. É mesmo só uma questão de discrição...
domingo, fevereiro 04, 2007
O Duty Free é Internacional
Regressado de Cabo Verde faz hoje 7 dias e meio, lembrei-me de vos mostrar como se vende lá fora.
A imagem que mostro a seguir foi retirada do Aeroporto Internacional da Cidade da Praia, Ilha de Santiago, Cabo Verde, e demonstra o explendor das lojas de Duty Free locais...
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Minesweeper e a Vida
A vida é como o minesweeper.
Não sabes onde estão as bombas.
Não é por imaginares uma bomba aqui, que ela cá está de facto.
Não é por imaginares que não há bomba ali, que ela não vai mesmo lá estar.
Como na vida, para o mesmo jogo, há os que ficam com o jogo aberto ao primeiro click...
... há os que se esfolam para abrir o jogo e não conseguem nada...
... e há os que, mais ou menos depressa, chegam ao fim, só para perceber que tudo se resume a uma questão de sorte. 
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Ideias atiradas para o blog em 5 minutos:
Apesar de ter na altura a tenra idade de 8 anos, o Nevermind dos Nirvana é um dos álbuns da minha juventude. Reouvi à dias esse mítico pedaço de bom gosto e a verdade é que com o tempo o álbum não perdeu toda a sua energia, feeling e irreverência. O Kurt percebia mesmo muito de música!
Lanço um “suponhamos”: “Se recuasses no tempo e tivesses o poder de impedir o nascimento do Hitler, Mussulini, Estaline e Pol Pot, mas como consequência também de Ghandi, Madre Teresa de Calcutá, Martin Luther King e Nelson Mandela (indissociáveis), o que farias?”
3 Coisas Tugas
Por não querer perder a oportunidade de mandar a minha posta de pescada, e aproveitando o embalo da adesão esta manhã ao novo blogger, decidi também eu eleger qualquer coisa, e, como tal, aqui deixarei 3 DAS MUITAS COISAS QUE ASSOCIO A PORTUGAL, NÃO NECESSARIAMENTE AS MELHORES:
1. A Calçada Portuguesa

Aos meus olhos, torna diferente a cidade. Os passeios são brancos. Pormenor talvez. Mas agradável nos dias de Primavera em que a cidade parece brilhar. E no fim do Outono, quando os passeios se enchem de folhas caídas das árvores.
Por outro lado, quando chove e os sapatos têm a sola meio gasta, é andar a patinar na rua, com uma mão a segurar o chapéu-de-chuva e a outra a apontar para Deus, enquanto se murmura "Passo de agnóstico a ateu se me derrubas em frente a esta gente toda!"
2. Caracóis

Haverá melhor que um solarengo final de tarde do mês de Junho, passado numa esplanada de uma qualquer terreola, com um pires de caracóis no meio de uma roda de convivas? Completam a pintura os ruídos sorvedores do molho dos caracóis que não saíram para fora e invariavelmente sobram para o fim, e os guardanapos amarfanhados em cima da mesa redonda forrada com imitação de mármore.
3. O Nacional Porreirismo

Ora aqui está, penso, o melhor e o pior do País.
É o bófia da santa terrinha que pratica copofonia nos intervalos dos turnos, patrulha as ruas com o nariz vermelho e nunca multa os conterrâneos.
É preencher os impressos do IRS no último dia do prazo e ao meio-dia o Governo anunciar uma prorrogação de duas semanas, ao mesmo tempo que prometemos a nós mesmos que no ano seguinte trataremos de tudo no dia 1 de Fevereiro.
É combinar um jantar com os amigos para as 9 da noite, marcar o restaurante para as 9 e meia, e a malta aparecer toda às 10.
Enfim, somos nós na nossa mais verdadeira identidade nacional...
terça-feira, janeiro 30, 2007
Howe Gelb

domingo, janeiro 28, 2007
Pessoas, Música, Paixões
De pessoas não me sinto especialmente habilitado para escrever. Não que de música o seja, mas sempre resultam menos presunçosos e arriscados os bitaites nesse campo. Seja como for, as semelhanças aqui estarão.
Não sou dado a rótulos, mas distingo no caso diferentes tipos de música, e, algures entre o que não presta, o que não se gosta, o que não se compreende, o que se adora num primeiro contacto mas depois não tem mais nada a dar, e tantos outros, considero melhor que todos o que primeiro se estranha e depois se entranha.
Acredito que as músicas que ficam para sempre são aquelas que nos causam uma certa primeira impressão de estranheza, que desafiam os conceitos que tomamos por certos, que nos moldam nem que seja um pouco. E um dia, enquanto conduzimos a caminho do El Corte porque lá combinámos um cinema com os amigos, damos por nós parados no semáforo ao pé da Mesquita, a garganta a falhar de tanto gritar, o carro mais parece o Musicais numa sexta à noite, e aí pensamos "Fonix, esta merda é tão linda e nunca me tinha apercebido...". E a partir desse momento, essa música nunca mais nos deixa. Nunca mais...
sábado, janeiro 27, 2007
Cu - Cu
Pouco tempo depois, parou à porta do bar um carro conduzido pelo Muhammad Ali, que vinha acompanhado pela mulher do Will Smith, com quem, fiquei com a sensação, ele andava a ter um caso. Eu e o Will Smith entrámos no carro, houve ali uma troca de insultos entre o Will e o Muhammad (tratamento informal, bem sei, mas bolas!, pelos vistos eram meus amigos...), após o que o Muhammad disse que nos ia levar para a América. Ri-me e comecei a cantar "Sitting on the dock of the bay...". O Will e a mulher juntaram-se-me (não percebo como, porque eu nem sei o resto da letra, mas suponho que tenha sido uma daquelas cantorias improvisadas, género "Sitting on the dock of the bay... Ala iara nana deco day...").
A música acabou entretanto, e à falta de melhor entretenimento num carro com quatro pessoas a caminho da América, comecei a dizer ao Muhammad que ele podia até ter sido muito bom lutador, mas era um arrogante vaidoso que não sabia o significado da palavra humildade. (eu nos sonhos sou corajoso, caramba!) O Muhammad parou o carro, pôs-me na rua e disse-me qualquer coisa como "Eu não sei o que é humildade, mas tu vais ficar a apanhar humidade" (quem me manda meter-me com poetas...). E foi à chuva que fiz o caminho de volta para o funeral...
Felizmente para mim, o Muhammad tinha parado o carro ali ao pé dos bombeiros do Cacém, por isso, pelo menos, não estava perdido.
terça-feira, janeiro 23, 2007
O Estranho Mundo da Bola
- Élton Cale, jogador do São Bento (Brasil) comemorou um golo com um beijo na boca do irmão. Depois de questionado sobre o assunto, acabou por confessar que lá em casa todos se beijam na boca. E pensar que fiquei indignado quando, certa vez, um jogador da equipa adversária me deu um tapinha...
- Glenn Johnson, defesa do Portsmouth foi apanhado a roubar um tampo de sanita. Ainda assim, parece que se escapou da prisão e terá apenas de pagar uma multa. Fica provado que é cagão.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Alegria no Trabalho
"Vais-te embora mamã?
Não me deixes aqui.
Adeus mamã.
Pensaremos em ti."
Naquele breve e ridículo instante, senti uma iluminação. Sim, as luzes do hall do casa-de-banho são sensíveis ao movimento, mas eu senti uma outra iluminação. Uma iluminação interior . Ganhei clara consciência da infelicidade grupal que reina na minha sala de trabalho. Será que algum dia este departamento fará uma pausa nos duplo-clicks, dará as mãos e levantará as suas vozes em coro para cantar o genérico do Dartacão?
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Jorge Palma: o poeta cantor
Só por existir
terça-feira, janeiro 16, 2007
Não me interpretem mal: a Dona Silvina é boa gente
Todavia, não sei evitar o desconforto de saber desafiada, todos os sábados, a invisível ordem subjacente ao caos que, aparentemente, reina nos meus livros e facturas e CD's e meias e cartas do banco e pilhas gastas. Não me agrada ouvir "a Dona Silvina encontrou isto debaixo da cama e não soube o que lhe fazer" (diz-me a minha mãe enquanto me apresenta a mola da roupa enrolada em plástico de embrulhar sandes, que carreguei no meu estojo desde o 7º ano até ao último exame da faculdade), quando sei perfeitamente que aquilo (a mola) estava guardado numa qualquer gaveta. Ou talvez dentro de um estojo, o qual está, por sua vez, arrumado numa qualquer gaveta ou prateleira da escrivaninha, da mesa do computador, ou eventualmente, mas com menor probabilidade, da mesa de cabeceira!
Porque raio foi a Dona Silvina desarrumar a mola?!
Como se isso não bastasse, a Dona Silvina faz-me a cama. Fá-la provavelmente com a arrogância e a auto-confiança de quem faz camas há 40 anos, ingénua na ignorância de andar a fazer a cama ao mestre. Nesta matéria sou exigente. Daí que me aborreça acordar às 2h30 am, cheio de sede e a transpirar, querer baixar um dos cobertores e não conseguir por ter a Dona Silvina deixado os cobertores entre os lençóis e o edredón... Até tenho bom acordar, mas, bolas!, levantar-me a meio da noite para refazer uma cama, opá!, deixou-me a murmurar palavras que não vêm no dicionário...
Breves Notas Sobre Não Muita Coisa
Como pôde o Babel ganhar o Globo de Ouro para melhor filme dramático?! Embora este tipo de reconhecimentos tenha deixado de me fazer confusão há já alguns anos, vou ali e já volto se este é o melhor filme de 2006! Match Point e Little Miss Sunshine, sem serem do outro mundo, dão dez a zero.
E por escrever dez, sobre os dez maiores portugueses apenas me ocorre lamentar a presença do Salazar - parece haver pouca memória - e a ausência do Fernando Pessoa. Alcoólico, introvertido, depressivo, esquizofrénico? Talvez... Mas com um daqueles desconcertantes talentos para usar as palavras certas no sítio certo. Tivesse ele juntado a esse os talentos de brigão, mulherengo, habitante de uma gruta, com um olho perdido em combate e um manuscrito salvo a nado durante um naufrágio, e teríamos encontrado o justo vencedor desta brincadeira...
ERRATA (que nome infeliz...) - Parece que o Fernando Pessoa sempre está incluído nos 10 melhores portugueses. Erro meu... Fico contente com esta inclusão. Que melhor representante para a nostálgica e soturna alma nacional?
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Convocatória
domingo, janeiro 14, 2007
Receita Para Vegetais
- tarde de domingo: uma unidade de
- trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro: uma unidade de
- sala abrigada da luz e do ruído: uma unidade de
- sofá: uma unidade de
- telemóvel: 1 unidade de
- televisão com controlo remoto: uma unidade de
- almofadas: qb
- cobertor: quatro metros quadrados de
- tecla mute: uma unidade de
Numa tarde de Domnigo, entre na sala abrigada da luz e do ruído, ligue a televisão na RTP 1, reduza o volume ao mais baixo nível audível e pouse o controlo remoto no chão junto ao sofá.
Forre as extremidades do sofá com as almofadas e deposite nele o trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro. Por fim, acrescente o topping de cobertor.
Deixe os ingredientes repousar durante alguns minutos, até que se inicie o primeiro episódio da tarde de Prison Break, e assim se atinja o estado de abre-a-pestana-fecha-a-pestana.
Aguarde até ao final da primeira parte do episódio e pressione então a tecla mute no controlo remoto. Parabéns, o seu trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro é agora um vegetal!
sexta-feira, janeiro 12, 2007
What is this song all about? Can't figure any lyrics out.
E entre uma dentada nos lombinhos de porco e uma garfada de esparregado, bem confeccionados, reconheça-se o mérito à senhora dona cozinheira do Tó Ricardo, vou-me deliciando com a história destes três mânfios que passam, em poucos meses, de músicos de pé descalço, gadelhudos e desgrenhados, a viver em apartamentos bolorentos, aos nomes mais falados do mundo da música!
Não vou entrar em detalhes. Somente acrescento uma já implícita sugestão de leitura. E porque vem a propósito, também uma versão um pouco diferente (outra) do "Smells Like Teen Spirit", pelo sempre idiota Weir-Al Yankovic, sobre a ininteligibilidade... Time-out! Desculpem lá, mas com esta ganhei o dia! ... ininteligibilidade ... ok, confesso, apanhei a palavra no vídeo... das letras de Nirvana.
PS - Um pedido de desculpa aos que acharem que o vídeo é tolo. Eu rio-me (mas e daí o que vale isso?). Para esses, aqui fica um registo mais sério.
Bom fim-de-semana a todos!!!
quinta-feira, janeiro 11, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Hoje ouvi dizer que...
Dispenso o Livro dos Sonhos (também duvido que apareça lá este, a não ser numa potencial "NOVA EDIÇÃO").
Se calhar alguém anda a ver células a mais...
Frases Míticas
Algumas delas incluem:
- Não és tu, sou eu;
- És bom demais para mim;
- O problema não é teu, é meu;
- És muito querido, és um fofo e eu gosto muito de ti [pausa] como amigo
- És peculiar
- És muito especial mas...
- Encontrei a minha alma gemea e não és tu
- És a pessoa ideal, mas apareceste na fase errada
- Neste momento tenho que me dedicar a mim própria
- Preciso de me concentrar no meu trabalho
- Encontro-me numa fase egoista
E as minhas preferidas (as que disseram a um amigo, vou-lhe chamar Box):
- Eu gosto muito de ti, mas o sexo é importante para mim
- Não foi por causa da outra noite, eu acredito que foi a primeira vez
- Eu sei que na outra noite estava frio... a sério, não foi por causa disso
Agora, façam o que fizerem, mantenham a dignidade e não digam:
- [Com as mãos nos ouvidos e a gritar: "lalalalalalala"] "Não te estou a ouvir"
- "Pera, pera, pera. Eu quero acabar!" [risos, e ] "Eu disse primeiro, toma, toma!"
PS1: Agradecimentos à Ana Rita e ao Daniel que me ajudaram com o post.
PS2: Só espero não estar a dar ideias a ninguem...
PS3: Estou a preparar o meu post sobre: "Lactobacillus casei".
Um Review do 24 em 24 Minutos
Finalmente acabei de ver a primeira temporada do 24! Já tinha começado há tanto tempo que fico com a sensação que ainda nem sequer tinha barba na altura.
Sinto-me agora armado e preparado, armed and ready, para decidir se o 24 é melhor que o Lost e também se é merecido o prémio Homem do Ano atribuído pela Maxmen ao Jack Bauer.
22:02:33 (bip) -> 22:02:34 (bip) -> 22:02:35 (bip)
Não fiquei desiludido nem entusiasmado. Achei relativamente previsível o facto da Nina ser mãe do Jack, mas não contava que fosse também irmã do Almeida. Não o via no papel de tio do Jack, é só. Tio Almeida... Já quanto à Kim ser clone do senador Palmer, uuuuuuu, torço o nariz. Não pegou, amigos!
22:09:09 (bip) -> 22:09:10 (bip) -> 22:09:11 (bip)
Já agora, o parágrafo anterior deste post não deverá ser lido por quem nunca viu a série. Contém spoilers. A mesma razão pela qual ninguém deve ler críticas cinematográficas do Público antes de ver o filme. Vá lá que avisei a tempo.
Adiante. All in all, o 24 é giro e tal, mas peca num aspecto: é que ali por volta das duas da tarde a história já estava arrumada. E com isso fiquei a pensar que o resto saíu de improviso, só para acabar de preencher o dia do Jack. Como este post, no fundo! Isto já tá mais que acabado! Oh se está... Mas assumi um compromisso no título. Por isso, agora tenho que encher chouriços até às 22:21:00.
22:16:59 (bip) -> 22:16:00 (bip) -> 22:16:01 (bip)
E faço-o descaradamente, afirmando que a primeira temporada do Lost bate aos pontos a rival do 24. O facto de ser tão marada, e sobretudo por envolver a presença de um urso polar numa ilha tropical, fazem do Lost um Toblerone numa semana de dieta. Por outro lado, o final do 24 é muito mais conseguido, com o devido equilíbrio entre pontas soltas e assuntos arrumados.
22:20:13 (bip) -> 22:20:14 (bip) -> 22:25:15 (bip)
Bolas, que tá quase na hora! Só tenho tempo para dizer que é claro que é justo que o Jack Bauer seja o Homem do Ano da Maxmen. O Jack Bauer é o maior! Quando tiver mais barba, quero cortá-la só para ser como o Jack Bauer! O Jack Bauer tem muita pinta... (Almeida, tu também és fixe).
E assim chegamos ao fim, amigos e amigas. Até à próxima temporada! (perfect timing)
22:20:58 (bip) -> 22:20:59 (bip) -> 22:21:00 (bip)
Que é Estranho...
tendo passado toda a tarde em avançado estado de revolta e irritabilidade por estar atolado em trabalho, e perante a perspectiva de sacrificar as minhas horas de repouso na noite que se aprochega,
dou por mim, happy as can be, à obscena hora de saída, a cantarolar baixinho e a abanar a cabeça, enquanto espero no passeio que o sinal fique verde para atravessar a estrada e apanhar o táxi para casa.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Os Turn-On's
Isto é altamente subjectivo e duvidoso, mas vou enumerar, de acordo com a minha humilde opinião na matéria, 5 turn-on's numa mulher. Ainda pensei em incluir turn-off's, mas acabei por optar ser positivo, na esperança de que isso se reflicta no post, quando na verdade é mais do que óbvio que este está condenado desde que esta triste ideia me surgiu no caminho para casa.
Turn-on's numa mulher:
- Ler um livro, preferencialmente que não do Paulo Coelho nem nada demasiado místico, do género as energias positivas da mãe-terra ajudar-te-ão na busca do nirvana.
- Usar óculos, desde que não sejam daqueles que acidentalmente fazem arder a Serra da Arrábida inteira se deixados no chão durante um pic-nic.
- Gostar de Radiohead ou, pelo menos, não responder com "isso é muito interessante, mas agora tenho mesmo de ir para casa dar whiskas ao meu gato" à afirmação "Os Pink Floyd são uma das minhas bandas favoritas".
- Fazer uma piada politicamente incorrecta.
- Ter um hobbie artístico, como música, pintura ou dança de varão.
Vamos fazer uma vaquinha
Agora, como diz um senhor, "para algo completamente diferente": vi no jornal de negócios um anúncio que o mais pequeno Estado do Mundo está à venda.
Eles aceitam licitações, por isso, e apesar de ser um republicano convicto, como gostaria de ter o título de marajá ou mesmo de imperador, sugiro que todos façamos uma vaquinha e que proclamemos a Nova República Monárquica de Campolide.
Como sei que também vocês gostariam de ser reis, rainhas, sportinguistas, duques e condessas sugiro que sejamos democraticamente eleitos com um título à escolha.
Para isso, vou entrar com € 10 para a vaquinha.
Resoluções de ano novo
De facto, vou considerar que hoje é o primeiro dia do ano, e que, por isso, as minhas resoluções de ano novo só hoje entrarão em vigor.
Isto significa: vou beber um actimel por dia para consumir muitos el casei imunitas; vou saber o que é um el casei imunitas; comer menos de 2 tabelete de chocolate por dia; vou fazer uma nova resolução todos os dia;
PS: Para um futuro post, vou-me propor a escrever sobre os programas da manhã da televisão nacional, porque sendo o único cidadão nacional sem tv-cabo, vi-me obrigado a tornar-me um connoisseur deste tipo de entretenimento.
Parabéns, David!
Parabéns ao David, escrevia eu, mas referia-me ao enorme e genial camaleão da música, David Bowie, que hoje celebra os seus 60 anos! Perdoem-me as mentes discordantes, algumas até oriundas do próprio corpo blogger do Campolide, mas vou mesmo afirmar que o David Bowie fez algumas das melhores músicas da história, e, quiçá, dos últimos 40 anos!
O que é para mim fascinante nem é a facilidade do camaleão se adaptar aos tempos. Isso é já chavão. O que é para mim fascinante é a sua originalidade na composição! E claro, todos aqueles refrões absolutamente arrasadores... A título exemplificativo, aqui deixo a música mais odiada pelos meus vizinhos na última semana:
Porque Não Tem Havido Posts
Há que aproveitar a hora de almoço do boss...
quinta-feira, janeiro 04, 2007
E o pecado mortal do dia é...
Estes dias do ano são os melhores para dormir e os piores para acordar. As noites são longas e as manhãs frias. Ao deitar, sinto passar atrás do pescoço a dobra dos lençóis, e eis-me chegado à terra dos sonhos. Quando o despertador toca de manhã, brilha na minha mente, intermitente, um reclame de neón com os símbolos P-O-R-Q-U-Ê-?.
Levanto-me a pensar nas 21 horas a que me tenciono deitar mais logo, mas a que nunca me deito.
Saio de casa a desejar que o comboio esteja bem quentinho para bater mais uma sorna.
Estou no trabalho a imaginar quão bom seria vegetar na caminha e fazer zapping a tarde toda, enquanto maldigo o demo que inventou a Preguiça.
terça-feira, janeiro 02, 2007
segunda-feira, janeiro 01, 2007
O Fim e o Princípio
No Ano Passado...
Uma mãe com uma doença séria, e a perspectiva da vida muda mesmo. Como passar num cruzamento todas as tardes depois do pôr-do-sol e finalmente passar lá numa manhã, tudo parece muito diferente.
Por outro lado, como aumenta o valor que se dá ao que se tem. E foi um ano de muitos convívios, com muitas gargalhadas soltas entre amigos, e de muitos sons descobertos, com muitos arrepios da base da espinha ao pescoço. O que no final me faz sentir no peito um conforto muito especial, e saber que, apesar de tudo, 2006 foi muito bom.
sexta-feira, dezembro 29, 2006
And Now, The End Is Near...
FELIZ ANO NOVO!!!

Sim, a imagem é de um pacote de vinho... Que ele vos faça tão felizes quanto já fez a um de nós!
Assinado: Caixa e Lemmings
quinta-feira, dezembro 28, 2006
2007 Vai Dar Música
Radiohead - ainda sem nome (sem data)
Andrew Bird - Armchair Apocrypha (Primavera)
Bright Eyes - Cassadaga (Abril)
Arcade Fire - The Neon Bible (Fevereiro / Março)
Deerhoof - Friend Opportunity (Janeiro)
Wilco - ainda sem nome (sem data)
Clap Your Hands Say Yeah - Some Loud Thunder (Janeiro)
Blur - ainda sem nome (sem data)
REM - ainda sem nome (sem data)
The Cure - ainda sem nome (sem data)
Coldplay - ainda sem nome (final do ano)
Queens Of The Stone Age - ainda sem nome (sem data)
U2 - ainda sem nome (sem data)
Massive Attack - Weather Underground (Fevereiro)
Bloc Party - A Weekend In The City (Fevereiro)
Air - Pocket Symphony (Março)
Smashing Pumpkins - ainda sem nome (sem data)
Guns N' Roses - Chinese Democracy (Março) -> Um álbum que demora 10 anos a fazer só pode ser bom!
Metallica - ainda sem nome (sem data)
Podem consultar a lista completa no site da Metacritic. O link está em baixo.
Daydreaming
É agora! Vou erguer-me da cadeira, descer a gravata dois dedos, desapertar o colarinho da camisa, e, ao percorrer as 20 passadas que me separam do boss, farei ecoar na sala o ruído dos sapatos a baterem violentamente no chão. Quero que ele saiba que isto é sério. E vou entrar sem hesitações, sem medos, naquele gabinete. Curto e seco, direi: “Não quero trabalhar mais este ano. Não me apetece. Tenho sono, e há demasiados filmes por ver para tão pouco tempo livre. Quis dizer-to antes de arrumar as minhas coisas... Aproveito para te desejar umas boas entradas!”.É agora mesmo! ... (telefone toca)... “Ora viva, Sr. Arnaldo! Então essas festas?...”
... Bolas! Tava quase quase a ficar convencido!
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Questões pertinentes

- "Quem foi o parvo que fez isto?"?
Só me lembrei de dizer: "Vê nas propriedades do documento quem o criou". Depois saí com um sorriso demente a pensar na cara dele.
Questão dois:
Vamos comprar bilhetes para Bloc Party ou não gostam de boa música? May Lost Find Its Way
Acabei ontem de ver a primeira série do Lost. Arranquei céptico, é verdade, mas cheguei ao fim devoto. Acho o conceito da série bem pensado: várias personagens que sobrevivem inexplicavelmente a um desastre de avião (entre as quais a bela e sedutoramente mázinha Kate), e vêem-se forçadas a conviver numa estranha ilha. O ambiente criado parece-me uma mistura da Ilha Misteriosa do Júlio Verne, com um policial da Agatha Christie (em que progressivamente se vão revelando os segredos das personagens), amparando ainda uns pózinhos de X-files. Muito bom!O problema do Lost é que, apesar do vício que cria ao deixar suspenso o enredo de episódio para episódio, torna-se frustrante ao deixar o enredo igualmente suspenso de série para série, não se vislumbrando o fundo ao tacho. Isto é revoltante! Eis um grupo de pessoas que jogou cá para fora uma excelente ideia para uma série, e agora anda a engonhá-la, na pouco nobre tentativa de colher mais uns trocos, ou, pior que isso, por não saber como atar as pontas entretanto soltas.
Todos se lembram dos X-files. O homem do charuto, a irmã do Mulder raptada, etc.. Alguns lembrar-se-ão até do cancro da Scully. E de facto, a certa altura, a série era muito boa. Mas sinceramente, alguém se lembra do final?
terça-feira, dezembro 26, 2006
Foi há mais de dois anos
Obrigado Torrado!
Planos para hoje:
1) Decidir de forma definitiva onde e como será a passagem de ano;
2) Tirar a música "last xmas I gave u my heart" da cabeça (acordei ao som deste mítico hino de Natal);
3) Ler mais uns capítulos do "Adeus às Armas" para o terminar antes de acabar o ano;
4) Continuar com o curso intensivo (que juntamente com o Valverde) estou a dar ao Caixa, sob o tema: "Ficar pela primeira piada se quero engatar alguém";
5) Ir visitar a dama para agradecer a prenda de Natal e pedir emprestados os DVDs que lhe ofereci;
Um Conto de Natal
Como ela ainda está a aprender a ler, sou frequentemente "convidado" a ler-lhe histórias. Este ano li-lhe um dos seus contos favoritos, cujo conteúdo me pareceu de gosto altamente duvidoso para uma criança. Apresento-vos um resumo e tirem as vossas próprias ilações:
A Ratinha Vaidosa

Era uma vez uma ratinha muito vaidosa. Certo dia estava a limpar a entrada da casa e encontrou uma moeda de ouro. Como era muito vaidosa, a ratinha decidiu comprar um laço para pôr no rabinho.
Assim fez, e a partir do momento em que passou a usar o laço no rabinho, a ratinha foi cobiçada por todos os animais. O burro cortejou a ratinha, mas ela não gostou dos urros dele. O urso cortejou a ratinha, mas ela achou-o muito grande. Outros animais a cortejaram, mas ela não gostou de nenhum.
Até que conheceu um meloso gato, de quem gostou muito. Então o gato e a ratinha casaram. O problema foi que durante as núpcias, a verdadeira natureza do meloso gato revelou-se, quando este quis comer a ratinha vaidosa...
Preciso dizer alguma coisa?
Os Guns Estão On Fire
Desta vez, e aparentemente sem proibição nenhuma, durante um concerto da banda em Los Angeles, "a p... da bateria pegou fogo". Assim terá sido o relato de Axl Rose, segundo a Antena 3.
Depois de "Axl morde perna de segurança" e "Axl não actua sóbrio", eis que os Guns continuam a dar que falar. Pena é que já não seja por serem a cambada de drogados-bêbados-arruaceiros-a-viver-em-casa-de-strippers absolutamente geniais que em tempos foram...
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Pasmo
De volta ao motivo deste post, ontem mostraram-me os videos que podem apreciar abaixo. Admito o meu pasmo ao ver algo que é deveras dificil, não so de tocar ams ainda mais de compor. Aqui os deixo, mesmo me sujeitando ás criticas de estar a encher o blog de videos:
FELIZ NATAL!!!
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Um post atrasado!
Contagem de Calorias
Jantal de Natal
Boa jantarada com muita risada na hora de trocar presentes. Valia a pena captar o momento Kodak para a posteridade. Pedimos à senhora dona do restaurante chinês para tirar a foto. Eis o resultado e o que passou pela mente da senhorita enquanto tirava as fotos:
"Quelidos, não demolem muito que tenho muito tlabalho. Olha vou já tilal uma enquanto se plepalam, pala despachal isto... Tlungas!"

"Com mil laios e coliscos! Aquele goldito ali é o DJ Loulo! Ai que baliga sensual... Caga nos outlos, quelo uma foto dele..."

"Ai, Vilgem Malia, tu não te desglaces. Tila a foto do glupo todo como te pedilam. AI! O DJ Loulo agalou o galgalo da galafa! Plontox, estou fola de contlolo..."

PS - As fotos não foram editadas nem cortadas. Foram mesmo tiradas assim...
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Já Que Andamos Numa de Nostalgia...
Num desses anos longíquos, era já noite e vegetava eu na salinha da minha casa, mais ocupada que o habitual, porque lá tinham de caber a árvore de Natal, os presentes e o aquecedor, indispensável nos dias mais frios, e por isso também mais acolhedora que o habitual... Vegetava eu na salinha da minha casa, quando chegou o meu pai a casa com um embrulho nos braços, que prontamente abri, porque lá em casa a tradição sempre foi respeitada, mas nunca venerada.
(Fui o tipo de criança que durante as férias de Natal abre os embrulhos, brinca com os presentes durante o dia e, antes dos pais chegarem a casa, volta a embrulhá-los e pô-los debaixo da árvore.)
... Naquele dia, o meu pai trazia-me um órgão Casio. Era a minha prenda de Natal... Verdade seja dita, o órgão era uma merda, mas lá dava para tocar o Malhão Malhão com dois dedos, e, quando a coisa se tornava aborrecida, carregava-se no Demo e ouvia-se uma demonstração de música popular do mais baixo nível de que tenho memória. Mas como eu gostei daquele presente! Como me diverti durante meses e meses! A professora de música dizia que eu tinha bom ouvido, e não a desiludi. Nesse ano, toquei o "Cheira bem, Cheira a Lisboa" na festa de encerramento do ano lectivo.
Como tudo era mais simples...
terça-feira, dezembro 19, 2006
Clark Kent
Quando andava de bibe, com animais que encontrava nos bolsos, carrinhos na mochila e com ténis de velcro, era um expert em desenhos animados e heróis. Quando não estava a brincar com legos, a jogar futebol, a partir berlindes ou a lançar o pião, debatia incessantemente com os meus amigos, qual seria o desfecho de uma luta entre um T-Rex e o Godzilla, entre o Tatanka e o professor Neves (o professor dos alunos mais velhos, da 4ª classe) e entre o Cyclops e o Wolwerine.
Naquela altura, os super heróis usavam capa (quase todos), e eram eles: o homem aranha, o batman, os Cavaleiros do Zodíaco, o songoku, tantos do X-Men, o super-homem e muitos mais.
Se calhar sempre foi a minha costela esquerdista, mas sempre preferi os mais fracos, por isso o meu preferido sempre foi o Clark Kent. Não era o super homem, era o Clark Kent!
O super ego do Clark podia ter a Lois, só por ser quem é. O Clark tinha que a conquistar, que ser melhor que o seu super eu. Se ele ganhasse, teria a Lois. Seria quase o mesmo que eu conseguir conquistar a Cristina da terceira classe, sendo eu apenas um puto dois anos mais novo.
Recorrendo a estas memórias, decidi, se for à festa irei mascarado com gel, um caracol, uns óculos, uma malha debaixo do fato e uma capa vermelha por baixo da camisa, e se a minha Lois (engraçado, também começa por L) estiver em apuros, voo (como quem diz, conduzo o meu peugeotzito) até ela e defrontarei os vilões que a atormentam, normalmente uma aranha ou uma barata (e aproveito e levo-as no bolso, hábito que nunca perdi).
Jingle Bells, Jingle Bells
Isto significa que no espaço de uma semana e um dia acontecem os 3 dias mais importantes do ano para... mim. Não é lá muito tempo para saborear as coisas. Pessoalmente, preferiria ter estes momentos festivos mais espaçados no tempo. Celebraria a passagem de ano, por exemplo, no dia 17 de Setembro.
Ainda assim, fico feliz porque, aconteça o que acontecer nos próximos dias, sei que não vou trabalhar no fim-de-semana. Afinal de contas, e apesar dos esforços dessa gentalha extremista, o Natal ainda é sagrado, mesmo para um agnóstico.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Haja Música
...um sonoro WOOO HOOOOOO!
Nada disso! Atendendo à ausência recente de posts musicais, e considerando o desafio lançado pelo nosso venerável visitante Sousa, nada mais apropriado do que aqui deixar um vídeo de uma das performances mais... sui generis... que vi e ouvi nos últimos tempos. Com a chancela de aprovação CAMPOLIDE, eis a orquestra de Ukeleles da Grã-Bretanha:
Momento Xutos e Pontapés
AAAAAAAAAAIIIIIIIIIIII
A P##A DA MINHA VIDA!
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Postem, Amigos e Amigas, Postem...
Ricardo:_____"Defesa Pessoal: Saber Usar Uma Cassete VHS"
Tosttas:_____ "PES 6: O Melhor Jogo de Sempre"
Valverde:___ _Pois... Este não sei...
Lou:________ “Têxtos em Algarvês”
Lemmings:___"Prós e Contras: Scarllett Johansson Barrada em Manteiga"
Valverde:____ Ainda não sei... Só se for... Epá não sei...
Paulo:_______“Um Amigo Meu Uma Vez Desmentiu Uma História... E Prontox”
Alex:________“Descontraia-se: Os Melhores Lugares Para Dormir no Metro”
Valverde:____ Só se for “O Melhor Filme de Sempre: Casino Royale no dia 25 de Novembro, Casino Royale no dia 1 de Dezembro, ou simplesmente Chicken Little?”
Fisgas:______ “Literatura de WC”
Babel e a Precedência
Vagueiam rumores de ser o Babel um dos melhores filmes do ano. Constou-me até que seria mais intenso do que o vinte e UM - não vinte e duas, como ainda ontem ouvi no restaurante, enquanto almoçava – vinte e um (repito) gramas (anterior filme do realizador, Alejandro Iñárritu). E caneco!, como eu gosto do 21 gramas... A oportunidade de assistir à ante-estreia do filme pareceu-me, portanto, uma benção dos céus.
E foi mesmo, mas por outras razões. Porque aconteceu no saudoso S. Jorge. E porque poupei um mês de expectativa crescente, que culminaria, sei-o agora, numa grande decepção. Assim sempre houve algum damage control. O filme até é bom, com várias histórias em paralelo a desenrolarem-se em realidades completamente diferentes, intercaladas de forma a deixarem o espectador permanentemente suspenso. E aprecio a intenção de mostrar o caos do mundo moderno.Mas a fasquia estava muito alta e o salto saiu curto. É que o 21 gramas tinha sido surpreendente, arrepiante, e, não fosse foleiro confessá-lo, diria que me comoveu. Em suma, o Babel é intrigante, o 21 gramas é um murro na barriga.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Sell a Band
Soube hoje de um interessante conceito que surgiu na Internet, que junta a divulgação de bandas de garagem, com a possibilidade de ganhar retornos com a sua ascensão ao estrelato. No site http://www.sellaband.com/, bandas de música anónimas poderão inscrever-se e procurar quem financie o seu projecto (believers). E qualquer pessoa pode ser um believer, investindo $10, que, caso essa banda se torne famosa, terão como retorno uma cópia gratuita do álbum e uma parcela das receitas da sua venda.
Isto é lindo! Não coloco de parte a possibilidade de vir a investir numa qualquer banda, pensando, por exemplo, no Bono a contar como pediu £ 500 emprestadas ao pai, para gravar um álbum em Londres.Para além disso, uma vez investidor, imagino-me a telefonar para o estúdio: “Hey! Thom New Yorke, daqui fala o accionista. É só para dizer que acho que deviam tocar a Karma Squad uma oitava acima. Um abraço à malta e nada de poupar nas drogas, ok?”
terça-feira, dezembro 12, 2006
Coisas Por Inventar
A bateria humanizada caracterizar-se-ia pela sua imensa flexibilidade. Assim, caso fosse necessário, poder-se-ia utilizar muito para além dos habituais 2 dias, mas com a contrapartida de ser necessário carregá-la durante mais tempo.
Por exemplo, num caso de telemóvel, imaginem que é sexta-feira à noite e há pouca bateria. Como é óbvio não dá jeito nenhum ficar incontactável no meio das conversações com os amigos em que se decide se se vai ao cinema ver The Departed ou ao Bairro Alto. Com a bateria humanizada, continuar-se-ia a usar o telemóvel indefenidamente. Mas quando finalmente o fosse carregar, ele demoraria, vá lá, 10 horas a ficar com a carga completa, ao invés de apenas 5 horas.
A bateria designar-se-ia humanizada porque teria características semelhantes ao corpo humano. Poderia aguentar vários dias sem descanso, mas eventualmente teria que passar umas boas horas em recuperação.
PS - Esta bateria já existe e é utilizada nos telemóveis da série 24
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Pedagogia
Pessoalmente, não gosto do wrestling, mas vi o suficiente quando era puto para, na opinião de especialistas, aprender uma série de comportamentos violentos, que, aliás, gosto de praticar nos amigos católicos quando se me acabam os argumentos anti-religião.
Sobretudo acho que esta conversa já fede, de velhinha e decomposta que está, aplicada a tudo quanto é entertenimento infantil. No entanto, dois parágrafos e meios depois do título eis que surge o ponto do meu post, nunca se falou dos efeitos nocivos, prejudiciais e, tomo o atrevimento de escrever, maus! de programas como a Tertúlia Cor-de-Rosa da SIC ou as velhinhas do tricot na TVI.
Em ambos os casos, há personagens a debater roupa e actualidades da sociedade e das revistas cor-de-rosa. Que é como quem diz, a coscuvilhar. Por exemplo, sobre os rumores de que o Cristiano Ronaldo namora com a Diana Chaves, estes comentadores estão lá para contribuir com conversas do género:
- Eles namoram e acho muito bem. Vão ser felizes para sempre
- Nunca vai resultar porque o Cristiano ama de verdade é a Merche
- A Diana é muito inteligente e está bem para o Cristiano
Isto é mau, mas fico com a sensação que escolhi a mais elevada das conversas que esta trupe teve durante... sei lá... a vida toda! Não interessa... O que é espantoso é ninguém reflectir sobre as consequências destes programas! Sobre como alguns dos problemas da nossa sociedade (quadrilhice, desconfiança e tacanhez) são agravados com estas intervenções.
Agora imaginem duas coisas: primeiro, a quantidade de crianças em idade pré-escolar que fica em casa a ver estes programas, e segundo, essas mesmas crianças a formar um exército de adultos que daqui a 20 anos vai andar pelas ruas das nossas cidades a sussurar comentários sobre a roupa das pessoas que por elas passam, enquanto levam penduradas do pescoço as suas duas agulhas de tricot!
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Mortal Kombat na Linha de Sintra
Hoje cometi imprudências. Não entrei na minha habitual porta e sentei-me junto ao corredor. Quem se expõe desta forma merece o seu castigo. E o castigo entrou na estação de Massamá e colocou-se-se em pé junto a mim... O relato que se segue é inspirado no jogo Mortal Kombat:
ROUND 1, FIGHT - Em condições normais, quando chegasse a Queluz já eu estaria na tal terra onde “podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal” e onde “toda a gente trata a gente toda por igual”. Mas não hoje.... Pálpebras pesadas, desperto com o som de uma tubagem meio entupida. Género alguém a sorver com uma palhinha as últimas gotas de Coca-Cola... “Fonix, que esta mulher tem uma respiração esquisita”, penso eu.
ROUND 2, FIGHT – “Oh não, ela respira como o Darth Vader! E que volume! Caixa, não penses nisso, tu não penses nisso, porra! Senão já não dormes mais o caminho todo...“
ROUND 4, FIGHT – Sinto uma corrente de ar a atingir o meu cabelo ainda molhado. “Epá, não dá! Ela tá a respirar para cima de mim?!”
ROUND 5, FIGHT – Começo a ouvir a mulher a fazer ruídos com a língua e com a saliva... “Que nojo!!!”
ROUND 6, FIGHT – Por esta altura, já só quero que o comboio ande depressa. Porque é que ainda não há a porra de um TGV nos subúrbios?! A mulher está cada vez pior e respira com mais força. A minha barra de energia está a ficar vazia. Ela faz um ruído com a garganta, ouvem-se movimentações de expectoração... É o meu fim...
FINISH HIM! – A mulher tosse com convicção. Olho para o lado e as mãos dela continuam a segurar o chapéu de chuva. “AAAAHHHH! Ela não pôs a mão à frente!”
FATALITY...
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Não fui feito para ser estrela
Não é que ontem, decorreu no Colombo uma sessão de autógrafos com o campeão mundial de wrestling, e eu não soube de nada??

Soubesse eu mais cedo, tinha ido lá desafiá-lo para um braço de ferro, e estaria hoje rico e famoso...
terça-feira, dezembro 05, 2006
Tabaco? Não, obrigado.
Bom... Talvez se encontre por aí uma ou duas excepções. Talvez...
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Serve apenas para comunicar que...
quinta-feira, novembro 30, 2006
Um Post Baralhado, Para Ordenar
Permitam-me começar com uma viagem à minha infância, tempo em que, a dado momento, nutri um interesse por puzzles. Julgo que sempre me fascinaram. De um modo passivo é certo, não o suficiente para tomar a iniciativa de comprar um grande puzzle e me dedicar afincadamente a ele, mas encontrava interesse na tarefa de encontrar uma lógica nas peças e construir um todo. Ainda assim, somente uma vez tive um puzzle, não muito grande, 500 peças, não ambicionava a mais. E mesmo este não o cheguei a concluir. Vislumbrava já a torre Eiffel, mas fui derrotado pelo imenso céu azul que a rodeava.
Desde logo, há o tipo de crianças que se agarra ao puzzle como se não houvesse amanhã e só o larga quando estiver completo ou, eventualmente, faz uma pausa se o jantar for bife com esparguete – o meu prato de eleição até aos 12 anos. Por oposição, há os múdos que mexem nas peças, aceitam que as azuis são azuis e nada têm que ver com as amarelas, cagam no puzzle e vão brincar com o He-Man. E há os intermédios – acho que entro aqui – atraídos pela ideia de dar uma lógica às peças, mas que a certa altura desistem, com a atenção atraída por outro qualquer passatempo, ou pelo bife com esparguete.
Esta história da infância é metafórica. Mas faz-me pensar nas diferentes posturas que se adoptam perante um puzzle. Não sou particularmente dado a etiquetar pessoas, mas acho que se podem reconhecer pelo menos 3 tipos de atitudes diferentes.
Baiano cai da espaçonave
É so rir.
terça-feira, novembro 28, 2006
Eu Só Queria Comprar Umas Bolachas
Naturalmente, trouxe as duas variedades. São bens complementares. Agora perdoem-me que vou cargar as pilas a tope e depois comer umas hobbits alemãs...
Desconstruindo o Mito do IC19
. ___. ---------- . ------- . ------- .___.
Lisboa__Buraca_______Queluz _____Cacém_____Ranholas___Sintra
Espero que isto não tenha afugentado muita gente.
Da análise da notícia, retiram-se os seguintes factos:
- 1985: início de construção do IC19, entre Buraca e Queluz
- 1995: conclusão da construção de todo o IC19, entre Buraca e Ranholas
- 2000: início das obras de alargamento, no nó de Alfragide
- 2006: alargamento entre Buraca e Cacém concluído
- Final de 2006: conclusão do um dos dois projecto para via de acesso ao IC19 no Cacém
- 2008: estimativa do alargamento até Ranholas
Ou seja, conclui-se que:
1. Construiu-se uma estrada com 2 faixas para o acesso da principal malha suburbana à capital do País
2. Essa construção demorou 10 anos
2. 5 anos depois da obra estar feita, começa-se o alargamento
3. O alargamento até ao Cacém está feito
4. Mas não há vias de acesso decentes ao IC19 no Cacém. Uma delas só daqui a uns 5-6 anos.
5. A outra, ainda nem sequer tem projecto.
6. Porque antes será necessário definir os nós do IC16. Que será a grande alternativa ao IC19.
7. Continua a aumentar o número de habitantes na área servida pelo IC19
Isto significa que talvez daqui a 10 anos já estejam concluídos o IC16 e as vias de acesso ao IC19. Mais ou menos na altura em que se começará a pensar que talvez as 3 faixas ainda não são suficientes.
Um aspecto que não vem mencionado na notícia: de que servem as 3 faixas, se em Pina Manique, à entrada de Lisboa, estas passam para duas, que se juntam com outras duas vindas da CRIL, para servir ao mesmo tempo a 2ª circular e a radial de benfica?! Ora tomem lá outro desenho:
_____2ª circular__Radial de Benfica
_____________ X
__________IC19__CRIL
Vou-me abster de terminar este post com os adjectivos que julgo melhor qualificarem toda esta situação e sobretudo os decisores destas matérias. Não quero ofender as espécies animais ruminantes...
Alegorias da Vida
A verdade é que me é agradável o desleixo total durante alguns dias. Mas inevitavelmente atinjo o ponto de saturação com alguma rapidez. Esta manhã não suportei mais as pilhas de papel, CD's, jornais e dossiers que se acumularam nas últimas semanas em cima da minha secretária. Pus mãos à obra e em 40 minutos conquistei metro e meio de mesa limpa.
A sensação de tarefa cumprida é tranquilizadora. Está tudo arrumado e isso faz-me pensar que conseguirei trabalhar melhor. Que serei mais feliz nesta cadeira ergonómica. Mas... por outro lado, isto assim fica um bocado vazio, né? ...
Penso que se passa um pouco assim com a vida. Andamos tanto tempo no caos e no stress, que ansiamos pela oportunidade de arrumar com tudo e respirar fundo. Quando finalmente o conseguimos, porém, fica uma sensação de vazio. Quase que uma saudade da agitação passada. Limpamos tudo e parece que ficamos mais pobres...
segunda-feira, novembro 27, 2006
...But Trust Me On The Sunscreen
Aqui fica Baz Lurhman com o seu "Everybody's Free (To Wear Sunscreen)". Do enjoy....
























