Há bandeirinhas vermelhas a agitarem-se no ar e uma multidão de protestantes a concentrarem-se 8 andares abaixo de nós, ali na Praça Duque de Saldanha. Aqui ao escritório chegam os vestígios sonoros do acordeão e, parece-me que a certa altura assim foi a onda, uma ou outra música techno-cubana.
A secretária aqui da sala - que joga solitário uma grande parte do dia e não atende telefones quando não lhe apetece - já manifestou a sua pena por não poder jogar ovos para cima dos manifestantes, essa cambada de comunas-preguiçosos-parasitas-matavos-a-todos, que deviam era ter estado nas torres gémeas no dia 11 de Setembro.
Pessoalmente, respeito a sua posição moderada, mas discordo radicalmente! Este ambiente de contestação desperta em mim ferozes e assustadores instintos reivindicativo-revolucionários. Normalmente sou um tipo pacífico, mas se oiço a palavra camarada, transcendo-me! E não vou tolerar mais os abusos neste emprego. Sou pago para fazer um bom trabalho, mas vou exigir condições! CON-DI-ÇÕES! CON-DI-ÇÕES! Estes porcos capitalistas que se danem, mas eu não passo de hoje sem ir requisitar post-its pequeninos!
sexta-feira, março 02, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
It's on fire!
Em honra de eu finalmente ter conseguido aceitar o convite deste blog, quero partilhar convosco, aliás, com toda a BLOGOSFERA, o maravilhoso video do meu carro a arder.
Para quem não sabe o que aconteceu: ia eu para a Beira Baixa, onde passaria um Natal relaxante e extremamente desinteressante, quando o meu carro foi atacado por um aterrador saco de plástico cheio de vis folhas secas. Apesar do meu carro corajosamente ter passado o saco a ferro, este ficou agarrado ao carro e as folhas imediatamente puseram em acção o seu plano de incendiárias-suicidas, com o resultado que já viram.
Resumindo: um saco cheio de folhas secas fez danos cuja reparação foi orçada em 25.000€, e eu tive o Natal mais interessante dos últimos tempos, ficando ligeiramente atrás daquele em que recebi dois pares de meias em vez de um só (bons tempos).
Portanto caros bloguistas já sabem, se virem um saco cheio de folhas secas fujam, sejam medricas, a não ser que estejam a caminho de algo extremamente desinteressante.
Para quem não sabe o que aconteceu: ia eu para a Beira Baixa, onde passaria um Natal relaxante e extremamente desinteressante, quando o meu carro foi atacado por um aterrador saco de plástico cheio de vis folhas secas. Apesar do meu carro corajosamente ter passado o saco a ferro, este ficou agarrado ao carro e as folhas imediatamente puseram em acção o seu plano de incendiárias-suicidas, com o resultado que já viram.
Resumindo: um saco cheio de folhas secas fez danos cuja reparação foi orçada em 25.000€, e eu tive o Natal mais interessante dos últimos tempos, ficando ligeiramente atrás daquele em que recebi dois pares de meias em vez de um só (bons tempos).
Portanto caros bloguistas já sabem, se virem um saco cheio de folhas secas fujam, sejam medricas, a não ser que estejam a caminho de algo extremamente desinteressante.
Mais um passo para não compreender as mulheres
Já todos sabemos que as mulheres têm uma atracção especial por Homens comprometidos.
O que eu descobri ultimamente é que elas também têm uma atracção por Homens platonicamente comprometidos (leia-se não correspondidos).
De repente um novo mundo se abre... ou será que já estava aberto e só neste situação se ganha a sensibilidade para perceber o que se passa á nossa volta?
É mirabolante pensar que só quando um Homem se interessa por alguém é que elas se interessam por esse Homem, o que por dedução retiro que para essa pessoa gostar dele, este precisa de gostar de outra, ou estou enganado?
Confuso?!
A explicação poderá passar pelas feromonas, disse um blogista cá da casa.
Repondo a ele: se existisse alguma explicação lógica para o que elas pensam ou fingem pensar não estaria a postar nem á procura num emprego no campo, não é?
Nota: Procuram-se empregos no campo. Urgente!
O que eu descobri ultimamente é que elas também têm uma atracção por Homens platonicamente comprometidos (leia-se não correspondidos).
De repente um novo mundo se abre... ou será que já estava aberto e só neste situação se ganha a sensibilidade para perceber o que se passa á nossa volta?
É mirabolante pensar que só quando um Homem se interessa por alguém é que elas se interessam por esse Homem, o que por dedução retiro que para essa pessoa gostar dele, este precisa de gostar de outra, ou estou enganado?
Confuso?!
A explicação poderá passar pelas feromonas, disse um blogista cá da casa.
Repondo a ele: se existisse alguma explicação lógica para o que elas pensam ou fingem pensar não estaria a postar nem á procura num emprego no campo, não é?
Nota: Procuram-se empregos no campo. Urgente!
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Decisões desportivas
Comunica-se o facto de a partir da passada sexta feira ter deixado de ver futebol até à próxima época.
Concentro-me no tiro com arco, krav maga e como tenho bilhete de época acho que de duas em duas semanas vou fazer tricot para a minha segunda casa. Ao menos é mais excitante que ver estrelas internacionais como o Custodio (o nosso capitão?!?), Ronny (o Roberto Carlos de Cabo Verde ?!?), Alessandro ?!? e tantos outros a jogar...
Se arranjasse mais dez amigos para ir jogar contra aqueles trombolhos acho que ganhávamos. Estou tão confiante que até levava o Caixa para jogar a trinco, o Luís a central e o Leo como extremo esquerdo. Ricardo, tu serias o estratega (treinador esté claro!).
Última Nota: Estou farto de Lisboa, um emprego no campo procura-se!
Concentro-me no tiro com arco, krav maga e como tenho bilhete de época acho que de duas em duas semanas vou fazer tricot para a minha segunda casa. Ao menos é mais excitante que ver estrelas internacionais como o Custodio (o nosso capitão?!?), Ronny (o Roberto Carlos de Cabo Verde ?!?), Alessandro ?!? e tantos outros a jogar...
Se arranjasse mais dez amigos para ir jogar contra aqueles trombolhos acho que ganhávamos. Estou tão confiante que até levava o Caixa para jogar a trinco, o Luís a central e o Leo como extremo esquerdo. Ricardo, tu serias o estratega (treinador esté claro!).
Última Nota: Estou farto de Lisboa, um emprego no campo procura-se!
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Silêncio que se vai cantar o fado...
Eu sei é que tou cheio de trabalho e não devia andar para aqui a postar bodegas, mas é reconfortante ter um sítio onde se pode escrever palavras como "bodegas".
Já nem sei bem pelo que fui sugestionado - sei que o fui por algo - mas lembrei-me hoje de uma fina banda portuguesa chamada A Naifa. Não é de agora, terá pelo menos os seus 4-5 anos pois ainda me lembro de os ouvir no meu velhinho walkman da Sony - ainda os leitores de mp3 eram miragens - enquanto passava de comboio na estação da Amadora a caminho da faculdade. Engraçada, esta memória tão nítida. E que raio fazia eu acordado num comboio?!
Bom, oiçam mas é a música. O poema é de qualidade duvidosa, rima "comunistas" com "senhoritas", mas a música é bem boa!
E a vocalista é bem sexy!
Já nem sei bem pelo que fui sugestionado - sei que o fui por algo - mas lembrei-me hoje de uma fina banda portuguesa chamada A Naifa. Não é de agora, terá pelo menos os seus 4-5 anos pois ainda me lembro de os ouvir no meu velhinho walkman da Sony - ainda os leitores de mp3 eram miragens - enquanto passava de comboio na estação da Amadora a caminho da faculdade. Engraçada, esta memória tão nítida. E que raio fazia eu acordado num comboio?!
Bom, oiçam mas é a música. O poema é de qualidade duvidosa, rima "comunistas" com "senhoritas", mas a música é bem boa!
E a vocalista é bem sexy!
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Ele há bosses...
...que são muita porreiros. Com quem é divertido beber uns copos e ver a bola. Mas que, no campo profissional, desafiam os limites físicos da desorganização. Um subordinado que trabalhe com um destes bosses, vê-se facilmente à beira da loucura, e, ocasionalmente, optará por escrever num blog para, através do desabafo, sentir-se melhor.
Exemplo:
Assumindo que estes hipotéticos boss e subordinado se preparam para fazer uma hipotética conference-call sobre o alfabeto, o subordinado sugeriria ao boss a definição do fio condutor da conversa. Ambos concordam que devem debruçar-se sobre as letras A, B e C por esta mesma ordem. Porreiro!
Neste particular exemplo, durante a conference-call o hipotético boss encarregar-se-ia de:
1. Não fazer o combinado previamente:
- Dr. Anónimo, eu se calhar iniciaria esta conversa abordando a letra F...
2. Desordenar a conversa:
- Dr. Anónimo, depois da letra F, se calhar voltamos atrás à letra X: acha que se justifica o uso de um q maiúsculo na expressão q.b.?
3. Entrar em detalhes desnecessários:
- Dr. Anónimo, o vosso sistema usa quantos pixeis num F com letra 11,5 em font Arial Narrow?
4. Fazer trocas entre o plural e o singular
- Dr. Anónimo, os nosso objectivos é compreender o T e fazer um bom trabalho.
5. Brincar à sopinha de letras:
- Dr. Anónimo, esse é um problema pequeno. O nosso é de outra amgnitude.
6. Falar 2 minutos, mantendo um nível satisfatório de contradições, sem que se perceba nada :
- Dr. Anónimo, todas estes pontos é relevante, como são natural, mas eu acho que devemos pensar em outros conjuntos de factores importantes. Adicionalmente, há que pensar que os destinatários do trabalho é também pessoas que designadamente são outras, e que quererão adoptar o seu ponto de vista na questão. Portanto acho que não devemos pensar em outros conjuntos de factores, nem em eventuais outros destinatários do nosso trabalho. É por isso que estas reuniões são importantes. Para definir pontos. Diria mesmo que estes telefonemas é fundamental. Acha que nos consegue auxiliar nestes pontos?
Não fosse este boss um porreiro, e o subordinado não se sentiria tão mal quando hipoteticamente viesse a escrever merdas sobre ele no blog...
Exemplo:
Assumindo que estes hipotéticos boss e subordinado se preparam para fazer uma hipotética conference-call sobre o alfabeto, o subordinado sugeriria ao boss a definição do fio condutor da conversa. Ambos concordam que devem debruçar-se sobre as letras A, B e C por esta mesma ordem. Porreiro!
Neste particular exemplo, durante a conference-call o hipotético boss encarregar-se-ia de:
1. Não fazer o combinado previamente:
- Dr. Anónimo, eu se calhar iniciaria esta conversa abordando a letra F...
2. Desordenar a conversa:
- Dr. Anónimo, depois da letra F, se calhar voltamos atrás à letra X: acha que se justifica o uso de um q maiúsculo na expressão q.b.?
3. Entrar em detalhes desnecessários:
- Dr. Anónimo, o vosso sistema usa quantos pixeis num F com letra 11,5 em font Arial Narrow?
4. Fazer trocas entre o plural e o singular
- Dr. Anónimo, os nosso objectivos é compreender o T e fazer um bom trabalho.
5. Brincar à sopinha de letras:
- Dr. Anónimo, esse é um problema pequeno. O nosso é de outra amgnitude.
6. Falar 2 minutos, mantendo um nível satisfatório de contradições, sem que se perceba nada :
- Dr. Anónimo, todas estes pontos é relevante, como são natural, mas eu acho que devemos pensar em outros conjuntos de factores importantes. Adicionalmente, há que pensar que os destinatários do trabalho é também pessoas que designadamente são outras, e que quererão adoptar o seu ponto de vista na questão. Portanto acho que não devemos pensar em outros conjuntos de factores, nem em eventuais outros destinatários do nosso trabalho. É por isso que estas reuniões são importantes. Para definir pontos. Diria mesmo que estes telefonemas é fundamental. Acha que nos consegue auxiliar nestes pontos?
Não fosse este boss um porreiro, e o subordinado não se sentiria tão mal quando hipoteticamente viesse a escrever merdas sobre ele no blog...
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Esta noite, a lua
Faz poucos minutos que espreitei pela janela do quarto e vi pairar no céu, estreita, a tira de luz da lua em quarto minguante.Não a vejo agora. Não a vejo, agora que a procuro.
Ou é... Sim, ei-la de novo, num branco encoberto!
São nuvens que lhe passam pela frente.
Como essa luz baça, que se vê mas logo não, assim pairo, intermitente de sentimentos e ansiedades.
domingo, fevereiro 18, 2007
Próximos Eventos A Não Perder
Por ordem cronológica:
1. Sábado, 24 de Março, aproveitemos o mote do ilustre Paulo Para Todas as Obras e buga todos até Rio Maior ver os Green Machine, que não conheço, mas não faz mal porque o importante é o convívio! E os ares rurais fazem bem ao coração.
2. Daqui a exactamente um mês, mais uma maratona de Lisboa, e quem vai querer perder a oportunidade de cruzar a ponte 25 de Abril a gritar Obikweeeeeluuuuuuuuuuuuuuuu?! Toca a treinar...
3. O cartaz do Festival Alive para os dias 8 a 10 de Junho em Lisboa está a revelar-se bombástico... Pearl Jam, Smashing Pumpkins e Beastie Boys já confirmados e fala-se ainda de Sonic Youth, Muse, The Hives, The Kooks e mais uns quantos.
Não sei quanto a vocês, mas eu cá só estou à espera da confirmação de sardinha assada para comprar o passe para os 3 dias.
1. Sábado, 24 de Março, aproveitemos o mote do ilustre Paulo Para Todas as Obras e buga todos até Rio Maior ver os Green Machine, que não conheço, mas não faz mal porque o importante é o convívio! E os ares rurais fazem bem ao coração.
2. Daqui a exactamente um mês, mais uma maratona de Lisboa, e quem vai querer perder a oportunidade de cruzar a ponte 25 de Abril a gritar Obikweeeeeluuuuuuuuuuuuuuuu?! Toca a treinar...
3. O cartaz do Festival Alive para os dias 8 a 10 de Junho em Lisboa está a revelar-se bombástico... Pearl Jam, Smashing Pumpkins e Beastie Boys já confirmados e fala-se ainda de Sonic Youth, Muse, The Hives, The Kooks e mais uns quantos.
Não sei quanto a vocês, mas eu cá só estou à espera da confirmação de sardinha assada para comprar o passe para os 3 dias.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Continuar
Nunca imagino no fim de cada ano que passa com taças de champagne ou pacotes de vinho branco na mão e rodeado de amigos o que pode acontecer nos 365 dias que se seguem. Brinda-se a um grande ano a que todos aqui já deveríamos ter ganho o direito.
Não consigo deixar de pensar em tudo o que todos nós (ou os nossos) já sofremos neste passado recente:
Não consigo deixar de pensar em tudo o que todos nós (ou os nossos) já sofremos neste passado recente:
Porque que a vida continua, de uma maneira ou de outra.
A maldição de uma almofada cinéfila!
Fui hoje ver ao cinema o filme "O Escolhido" onde Nicolas Cage assume o papel principal.
O que vos dizer?
Começa logo pela tradução. O título original é "The Wicker Man"! O filme não é sobre o Mourinho, bolas.
O Filme em si se for bom é nos primeiros vinte minutos onde embalei de forma muito célere para uma viagem sobre as penas da minha almofada que tanto têm sentido a minha falta. O resto... bem.. o resto do filme trata a história de uma ilha onde existe uma colónia em que as mulheres são superiores aos Homens (que não falam) e cujo objectivo é ter boas colheitas de mel, estando para isso dispostas a fazer sacrícios de Homens que conseguem "persuadir" também com intuito de reproduzir.
E dizem voçês ... "Este pifou de vez". Realmente ando muito perto disso, mas na verdade o filme é mesmo assim.
Aconselho aqueles que queiram chegar ao fim e pensar, mas sou eu que estou com os copos ou é aquele elenco, realizador, e distribuidora que andaram a inalar aquelas substâncias perigosas de odor inconfundível que se sentem ali para a Avenida de Ceuta.
O enredo afectou-me. Julgo ter sido a minha almofada que rogou uma praga. Já sofri o castigo minha querida. Para ti volto sempre!!
O que vos dizer?
Começa logo pela tradução. O título original é "The Wicker Man"! O filme não é sobre o Mourinho, bolas.
O Filme em si se for bom é nos primeiros vinte minutos onde embalei de forma muito célere para uma viagem sobre as penas da minha almofada que tanto têm sentido a minha falta. O resto... bem.. o resto do filme trata a história de uma ilha onde existe uma colónia em que as mulheres são superiores aos Homens (que não falam) e cujo objectivo é ter boas colheitas de mel, estando para isso dispostas a fazer sacrícios de Homens que conseguem "persuadir" também com intuito de reproduzir.
E dizem voçês ... "Este pifou de vez". Realmente ando muito perto disso, mas na verdade o filme é mesmo assim.
Aconselho aqueles que queiram chegar ao fim e pensar, mas sou eu que estou com os copos ou é aquele elenco, realizador, e distribuidora que andaram a inalar aquelas substâncias perigosas de odor inconfundível que se sentem ali para a Avenida de Ceuta.
O enredo afectou-me. Julgo ter sido a minha almofada que rogou uma praga. Já sofri o castigo minha querida. Para ti volto sempre!!
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Defeito Profissional
Este Post Só Está Aqui Porque o Blogger Tinha Marado e Sobreposto o Post do Paulo (em cima) ao do Lemmings (em baixo)
Mais alguém já sentiu aquele tipo de ódio incontrolável, tipo se o blogger for uma almofada vou-me a ele e hei de espancá-lo até eu perder o fôlego e ele as penas, relativamente ao blogger?!
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Polen is in the air
Para alguém que não toma comprimidos a não ser em situações de excepção, o facto de já ter acabado com uma carteira de Mebocaínas, ter tomado 2 comprimidos Ilvicos e já ter consumido metade de um frasco de Nasorhinathiol deve ser suficiente para descrever o meu estar no dia de hoje.


A secretária do departamento disse-me que devo ser alérgico ao amor que anda no ar, por meu lado prefiro acreditar que é do pólen.


A secretária do departamento disse-me que devo ser alérgico ao amor que anda no ar, por meu lado prefiro acreditar que é do pólen.
Ser de Pedra
Suponho que vida de estátua seja complicada. Por várias razões e também por tornar difícil ver o Sete Palmos de Terra. Por outro lado, terá as suas vantagens, como viver muitos anos, passar o dia a mirar as babes que passam, e jamais ter de fazer a cama.
Eis o que me ocorre enquanto bato uma sorna no carro, porque ainda é cedo para picar o ponto, e olha, sempre há a mantinha de piquenique no banco de trás, que dá o seu jeito nestas manhãs frias. Mas - entretanto desperto porque alguém tossica justamente quando passa junto à minha janela – e se tivesse eu de escolher ser uma estátua de Lisboa, um dia que fosse, que estátua seria?!
Difícil. Mas rapidamente decido que estátuas não quereria ser. Desde logo, nenhuma daquelas do Estádio Univeristário, de tanga posta e rabo virado para a lua, coisa que no dizer popular até é sinal de sorte, mas, amigos, prefiro tentar o meu azar... Estátua de repuxo de um pequeno parque da cidade também está fora de questão, porque muitas vezes há passarinhos ali à volta, e daí até ter caganitas de pombo ressequidas na testa é um passo.
Pensei em ser o Marquês da Pombal, sobranceiro à baixa, mirando o rio, costas voltadas às doideiras do Parque. Pensei em ser o Duque de Saldanha, autoritário e constantemente rodeado de mulheres bonitas, que esta deve ser a zona da cidade onde mais as há. Ainda assim, são personagens de exagerada responsabilidade... Sim, definitivamente.
Definitivamente, a ser estátua, seria o Fernando Pessoa!
Tranquilo e pensativo, sentado na esplandada da Brasileira... O dia todo na esplanada. Sentado. Volta e meia uma turista no colo, a pousar para a fotografia. O Bairro Alto justo atrás.
E ao fim do dia,
Inspirado, quem sabe,
Que verso da minha pena sairia?
Eis o que me ocorre enquanto bato uma sorna no carro, porque ainda é cedo para picar o ponto, e olha, sempre há a mantinha de piquenique no banco de trás, que dá o seu jeito nestas manhãs frias. Mas - entretanto desperto porque alguém tossica justamente quando passa junto à minha janela – e se tivesse eu de escolher ser uma estátua de Lisboa, um dia que fosse, que estátua seria?!
Difícil. Mas rapidamente decido que estátuas não quereria ser. Desde logo, nenhuma daquelas do Estádio Univeristário, de tanga posta e rabo virado para a lua, coisa que no dizer popular até é sinal de sorte, mas, amigos, prefiro tentar o meu azar... Estátua de repuxo de um pequeno parque da cidade também está fora de questão, porque muitas vezes há passarinhos ali à volta, e daí até ter caganitas de pombo ressequidas na testa é um passo.
Pensei em ser o Marquês da Pombal, sobranceiro à baixa, mirando o rio, costas voltadas às doideiras do Parque. Pensei em ser o Duque de Saldanha, autoritário e constantemente rodeado de mulheres bonitas, que esta deve ser a zona da cidade onde mais as há. Ainda assim, são personagens de exagerada responsabilidade... Sim, definitivamente.
Definitivamente, a ser estátua, seria o Fernando Pessoa!
Tranquilo e pensativo, sentado na esplandada da Brasileira... O dia todo na esplanada. Sentado. Volta e meia uma turista no colo, a pousar para a fotografia. O Bairro Alto justo atrás.
E ao fim do dia,
Inspirado, quem sabe,
Que verso da minha pena sairia?
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Ontem fui ao cinema (x2)
Ontem fui ao cinema, duas vezes.
A tarde trouxe-me "Hollywoodland", um filme à imagem de L.A. Confidential, onde Louis Simo (Adrien Brody), um detective privado, investiga a morte do Superhomem das séries de TV, George Reeves (Ben Affleck). Surpreendentemente, o Ben até nem vai muito mal. Pode ser por fazer papel de mau actor, mas mesmo assim e com uns quilinhos em cima, pareceu-me o seu melhor papel. Um filme envolto em mistério até final, e que embora com um final nada surpreendente, consegue entreter e manter a audiência animada, no meio das intrigas do mundo do espectáculo.Com a noite chegou um filme com mais acção, com mais cor e com mais drama. "Blood Diamond", último filme de Leonardo di Caprio, o qual nos brindou em 2006 com um fantástico "Departed". Agora, ele é o ex-combatente do exercíto do Zimbabwe Danny Archer, ganhando a vida com o tráfico de diamantes da Sierra Leoa. Ao mesmo tempo, Solomon Vandy é um pescador cuja família foi raptada pelas mílicias, mas que conseguiu encontrar um diamante valioso. Entre fugas a este e àquele, o filme aproveita para mostrar a brutalidade vivida na busca de diamantes em África, fontes de financiamento de guerras.
Dois filmes distintos, o primeiro mais visto que o segundo, o segundo mais impressionante que o primeiro, mas ambos recomendáveis. Fica a sugestão.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
E agora?
Ontem foi dia de eleições. Pena foi que mais de metade dos eleitores nacionais só se apercebeu porque tanto os “Morangos com Açucar” como a Floribela começaram mais tarde.
Há uns tempos falava com um imigrante, residente no nosso país há varias décadas, e dizia-me ele que o melhor e o pior de Portugal são os portugueses. Eu defendo-o: os Portugueses tanto dão provas de serem um país generoso e unido, lembro-me do cordão humano pela causa de Timor (a maior manifestação nacional desde o 1º de Maio de 1974) e dos festejos após as vitórias (e principalmente após as derrotas) da selecção nos grandes palcos do futebol mundial, como dão provas de ser um país sem gratidão nem memória por aqueles que se bateram por termos hoje uma democracia representativa.
Se muitos se congratulam porque neste referendo a abstenção diminuiu 12 pontos percentuais, o que demonstra o reforço da importância da instituição do referendo, na minha opinião o mais importante é observar que os Portugueses preferem não ter voz numa questão que é e será importante para a sociedade.
Acho que a resposta ao desinteresse não pode nem deve passar pela diminuição do nível mínimo a partir do qual o referendo se torna vinculativo, o que deve acontecer é a criação de medidas de reforço da educação cívica e da responsabilização para os deveres da democracia. E que melhor forma de começar que dando o exemplo? Os políticos deveriam estar acima de todas as suspeitas, os argumentos utilizados nas campanhas deverão ser cada vez menos sensacionalistas e cada vez mais fundamentados, e questões fulcrais para o desenvolvimento (ou melhor, para a sobrevivência) do país deverão ser matéria de acordo e compromisso por parte de vários partidos (Segurança social, reforma da administração pública...).
Permitam-me uma comparação desportiva. Hoje em dia (e com pena minha) a nossa democracia é como o meu Sporting. É necessário a equipa estar a ganhar para os adeptos começarem a gritar por ela. Quando estão a perder são os primeiros a começarem a assobiar.
Como todos sabemos o referendo não será vinculativo, contudo os políticos não podem ignorar a escolha de quase 60% dos votantes.
Finalmente, ao contrário do que dizia hoje um velhote no ginásio, em tom de brincadeira, espero que não se lembrem de fazer mais um referendo para desempatar.
Há uns tempos falava com um imigrante, residente no nosso país há varias décadas, e dizia-me ele que o melhor e o pior de Portugal são os portugueses. Eu defendo-o: os Portugueses tanto dão provas de serem um país generoso e unido, lembro-me do cordão humano pela causa de Timor (a maior manifestação nacional desde o 1º de Maio de 1974) e dos festejos após as vitórias (e principalmente após as derrotas) da selecção nos grandes palcos do futebol mundial, como dão provas de ser um país sem gratidão nem memória por aqueles que se bateram por termos hoje uma democracia representativa.
Se muitos se congratulam porque neste referendo a abstenção diminuiu 12 pontos percentuais, o que demonstra o reforço da importância da instituição do referendo, na minha opinião o mais importante é observar que os Portugueses preferem não ter voz numa questão que é e será importante para a sociedade.
Acho que a resposta ao desinteresse não pode nem deve passar pela diminuição do nível mínimo a partir do qual o referendo se torna vinculativo, o que deve acontecer é a criação de medidas de reforço da educação cívica e da responsabilização para os deveres da democracia. E que melhor forma de começar que dando o exemplo? Os políticos deveriam estar acima de todas as suspeitas, os argumentos utilizados nas campanhas deverão ser cada vez menos sensacionalistas e cada vez mais fundamentados, e questões fulcrais para o desenvolvimento (ou melhor, para a sobrevivência) do país deverão ser matéria de acordo e compromisso por parte de vários partidos (Segurança social, reforma da administração pública...).
Permitam-me uma comparação desportiva. Hoje em dia (e com pena minha) a nossa democracia é como o meu Sporting. É necessário a equipa estar a ganhar para os adeptos começarem a gritar por ela. Quando estão a perder são os primeiros a começarem a assobiar.
Como todos sabemos o referendo não será vinculativo, contudo os políticos não podem ignorar a escolha de quase 60% dos votantes.
Finalmente, ao contrário do que dizia hoje um velhote no ginásio, em tom de brincadeira, espero que não se lembrem de fazer mais um referendo para desempatar.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Pensamento matinal no trânsito
Odeio condutores cromos, daqueles que se colam atrás de nós, a meros centímetros do nosso carro quando andamos a mais de 100km/h, que muitas vezes ainda têm a lata de mandar com luzes, e que assim vão seguindo de carro em carro.
Quase me apetece travar a fundo e depois dizer "pois, se não viesse tão chegado..."...
Fez-lhes falta algo na aprendizagem da condução.
Fez-lhes falta algo depois da aprendizagem da condução.
Fez-lhes falta uma avó como a minha, que os andasse constantemente a chagar com "Mas porque é que andas a cheirar o rabo aos outros...???".
Acho que o problema de sinistralidade rodoviária em Portugal, que segundo este artigo aqui diz que está a reduzir, e que por carro não somos assim tão maus condutores, deve-se a uma grande falta de consciência na condução, a não saber que limites tenho aqui e ali, a saber o que posso ou não fazer, a saber o que posso fazer para reduzir os riscos (meus e alheios), a saber que existe um sem número de coisas que pode falhar num carro, quer no meu quer nos que me rodeiam, quer nas pessoas que os conduzem, quer no ambiente em que nos inserimos.
Quase me apetece travar a fundo e depois dizer "pois, se não viesse tão chegado..."...
Fez-lhes falta algo na aprendizagem da condução.
Fez-lhes falta algo depois da aprendizagem da condução.
Fez-lhes falta uma avó como a minha, que os andasse constantemente a chagar com "Mas porque é que andas a cheirar o rabo aos outros...???".
Acho que o problema de sinistralidade rodoviária em Portugal, que segundo este artigo aqui diz que está a reduzir, e que por carro não somos assim tão maus condutores, deve-se a uma grande falta de consciência na condução, a não saber que limites tenho aqui e ali, a saber o que posso ou não fazer, a saber o que posso fazer para reduzir os riscos (meus e alheios), a saber que existe um sem número de coisas que pode falhar num carro, quer no meu quer nos que me rodeiam, quer nas pessoas que os conduzem, quer no ambiente em que nos inserimos.
Poderá ser melhorado com maior empenho das autoridades responsáveis, os quais por vezes têm uma condução que apenas se distingue dos demais pelas luzes em cima do carro. Poderá ser melhorado com maior civismo de todos, para que haja um Capitão Civismo dentro de cada um de nós. Poderá ser melhorado exigindo mais das escolas de condução e examinadores, porque o relevante não é "ter a carta", mas sim "saber usar uma carta".
Para ver se quando chegarmos a 2020, já não há pessoal a cheirar o rabo aos outros...
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Nada contra, nada a favor...
Hoje é daqueles dias em que tudo me aborrece. Aborrece-me ter que vir trabalhar, aborrece-me estar de chuva, aborrece-me estar de fato, ..., aborrece-me estar aborrecido, bolas!
Mas se há coisa que me aborrece especialmente todos os dias é ouvir a RFM. Não que tenha algo de errado alguém ouvir a RFM, mas bolas, porque é que me têm que obrigar a tal também?
Acontece que esta semana estou numa empresa que presenteia os seus funcionários com colunas e um rádio sempre a tocar. Pena é que esteja sempre na dita rádio. Na última hora, já fui congratulado com umas quantas músicas que me fariam imenso sentido na década passada, mas que hoje só fazem aqui e ali. O pior disto tudo é que sei, pela má experiência que tenho com a RFM, a playlist vai voltar a repetir-se, e os êxitos pop dos 90s, misturados com o pior do pop desta década vai-se fazer ouvir novamente. Tudo isto intercalado com um "Só grandes músicas". Percebo agora porque é que todos os funcionários usam phones no trabalho... mas como é que o DJ não entende...??
Digam o que disserem, acho que faz falta a divulgação de música a nível nacional. E acho que não chega a divulgação que a rádio faz, as quais representam preferências dos "artistas da rádio" e as preferências dos tops estrangeiros. E acho que não chega haver lojas onde se pode ouvir os CDs que se quer, pois o que não se conhece, não se pode pedir para ouvir. Acho que faz falta haver mais bandas a produzirem samplers de música para dar a conhecer, acho que faz falta a todos e a cada um ter amigo super-culto musicalmente e que organiza concertos fixes, acho que faz falta a política económica chegar ao mercado da música, acho que faz falta haver menos direitos a pagar a discográficas (especialmente internacionais), mas sobretudo acho que faz falta incentivar e deixar escolher o que é bom e não é bom desde pequenos.
Tive dois anos de Educação Musical na escola, mas acho que hoje seria mais feliz se em vez de saber o que são claves de Sol e Dó, tivesse um maior horizonte musical, me tivessem dado educação musical nos clássicos e nos contemporâneos, me ensinassem o que é Rock, Folk, Rap, etc etc etc, e assim quem quisessem ouvir a RFM, a Cidade ou a MegaFM fá-lo-ia porque sabe o que é o mundo lá fora e prefere aquilo.
Por mim, vou continuar a preferir explorar o mundo lá fora...
Nova Música na Terceira Pessoa
Um amigo meu, chamemo-lo Ermelindo Uzbeque - ou, abreviando, EU - arranjou, por portas travessas, que é como que dizer através de um amigo, o novo álbum de @ndrew bird: @rmch@ir @pocryph@. As arrobas são só para despistar autoridades, empenhadas que andam em apanhar os malvados meliantes que não respeitem a sagrada instituição do copyright, dedicando-se até, consta, a, durante as operações Stop, fazer buscas aos CD’s dos condutores. Não tivesse EU sabido disto através de uma cadeia de mails, daquelas em que as coisas acontecem sempre a um amigo, e estaria neste momento assustado.
Para os que não conhecem, EU descreveria @ndrew bird como música pop-folk-melódica, ou o que acontece quando se juntam voz, guitarra, xilofone, violino e assobio. @ndrew bird é reputado violinista e, facto curioso, assobiador. EU e amigos seus acham que o nome bird deriva justamente desse talento especial do artista.
EU familiarizou-se com @ndrew bird com o seu álbum de 2005, the misterious production of eggs – o seu (do EU) favorito dos últimos anos. Várias vezes conversou com amigos, defendendo ser impossível ao @ndrew bird ter feito ou alguma vez vir a fazer um álbum tão bom quanto esse. Tendo mais tarde ouvido os anteriores álbuns, quase engoliu as palavras. Esses também eram muito bons, ainda que não tanto quanto o “... Eggs”.
O novo álbum do @ndrew bird ainda não saíu oficialmente. Mas verteu para a net bem antes disso. EU é fã do @ndrew bird e é um tipo com valores. Daí que esteja incomodado com esta falha ética. Mas simplesmente não conseguiu contornar a curiosidade.
E o seu entusiasmo é agora grande. Não tendo acreditado que fosse possível @ndrew bird superar-se, depara-se com essa possibilidade... No @rmchair, diz haver duas ou três melodias que caem imediatamente no goto, mas também perceber que há jogo escondido. E que não é bluff. Que há música para descobrir aos poucos. Para se gostar com tempo. E isso é do melhor... Fica a referência. Diz EU.
ADENDA: o link para o myspace do senhor. Já lá estão algumas músicas novas.
Para os que não conhecem, EU descreveria @ndrew bird como música pop-folk-melódica, ou o que acontece quando se juntam voz, guitarra, xilofone, violino e assobio. @ndrew bird é reputado violinista e, facto curioso, assobiador. EU e amigos seus acham que o nome bird deriva justamente desse talento especial do artista.
EU familiarizou-se com @ndrew bird com o seu álbum de 2005, the misterious production of eggs – o seu (do EU) favorito dos últimos anos. Várias vezes conversou com amigos, defendendo ser impossível ao @ndrew bird ter feito ou alguma vez vir a fazer um álbum tão bom quanto esse. Tendo mais tarde ouvido os anteriores álbuns, quase engoliu as palavras. Esses também eram muito bons, ainda que não tanto quanto o “... Eggs”.
O novo álbum do @ndrew bird ainda não saíu oficialmente. Mas verteu para a net bem antes disso. EU é fã do @ndrew bird e é um tipo com valores. Daí que esteja incomodado com esta falha ética. Mas simplesmente não conseguiu contornar a curiosidade.
E o seu entusiasmo é agora grande. Não tendo acreditado que fosse possível @ndrew bird superar-se, depara-se com essa possibilidade... No @rmchair, diz haver duas ou três melodias que caem imediatamente no goto, mas também perceber que há jogo escondido. E que não é bluff. Que há música para descobrir aos poucos. Para se gostar com tempo. E isso é do melhor... Fica a referência. Diz EU.
ADENDA: o link para o myspace do senhor. Já lá estão algumas músicas novas.
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