sexta-feira, fevereiro 16, 2007

A maldição de uma almofada cinéfila!

Fui hoje ver ao cinema o filme "O Escolhido" onde Nicolas Cage assume o papel principal.
O que vos dizer?

Começa logo pela tradução. O título original é "The Wicker Man"! O filme não é sobre o Mourinho, bolas.

O Filme em si se for bom é nos primeiros vinte minutos onde embalei de forma muito célere para uma viagem sobre as penas da minha almofada que tanto têm sentido a minha falta. O resto... bem.. o resto do filme trata a história de uma ilha onde existe uma colónia em que as mulheres são superiores aos Homens (que não falam) e cujo objectivo é ter boas colheitas de mel, estando para isso dispostas a fazer sacrícios de Homens que conseguem "persuadir" também com intuito de reproduzir.

E dizem voçês ... "Este pifou de vez". Realmente ando muito perto disso, mas na verdade o filme é mesmo assim.

Aconselho aqueles que queiram chegar ao fim e pensar, mas sou eu que estou com os copos ou é aquele elenco, realizador, e distribuidora que andaram a inalar aquelas substâncias perigosas de odor inconfundível que se sentem ali para a Avenida de Ceuta.

O enredo afectou-me. Julgo ter sido a minha almofada que rogou uma praga. Já sofri o castigo minha querida. Para ti volto sempre!!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Defeito Profissional

Isto de andar o dia todo a brincar no power point tem as suas consequências.
Pus-me a pensar nas angústias da minha própria existência antes de despir a postura do assessor independente, e eis como vi a minha vida:

apareçam.........

Este Post Só Está Aqui Porque o Blogger Tinha Marado e Sobreposto o Post do Paulo (em cima) ao do Lemmings (em baixo)

Mais alguém já sentiu aquele tipo de ódio incontrolável, tipo se o blogger for uma almofada vou-me a ele e hei de espancá-lo até eu perder o fôlego e ele as penas, relativamente ao blogger?!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Polen is in the air

Para alguém que não toma comprimidos a não ser em situações de excepção, o facto de já ter acabado com uma carteira de Mebocaínas, ter tomado 2 comprimidos Ilvicos e já ter consumido metade de um frasco de Nasorhinathiol deve ser suficiente para descrever o meu estar no dia de hoje.









A secretária do departamento disse-me que devo ser alérgico ao amor que anda no ar, por meu lado prefiro acreditar que é do pólen.

Ser de Pedra

Suponho que vida de estátua seja complicada. Por várias razões e também por tornar difícil ver o Sete Palmos de Terra. Por outro lado, terá as suas vantagens, como viver muitos anos, passar o dia a mirar as babes que passam, e jamais ter de fazer a cama.

Eis o que me ocorre enquanto bato uma sorna no carro, porque ainda é cedo para picar o ponto, e olha, sempre há a mantinha de piquenique no banco de trás, que dá o seu jeito nestas manhãs frias. Mas - entretanto desperto porque alguém tossica justamente quando passa junto à minha janela – e se tivesse eu de escolher ser uma estátua de Lisboa, um dia que fosse, que estátua seria?!

Difícil. Mas rapidamente decido que estátuas não quereria ser. Desde logo, nenhuma daquelas do Estádio Univeristário, de tanga posta e rabo virado para a lua, coisa que no dizer popular até é sinal de sorte, mas, amigos, prefiro tentar o meu azar... Estátua de repuxo de um pequeno parque da cidade também está fora de questão, porque muitas vezes há passarinhos ali à volta, e daí até ter caganitas de pombo ressequidas na testa é um passo.

Pensei em ser o Marquês da Pombal, sobranceiro à baixa, mirando o rio, costas voltadas às doideiras do Parque. Pensei em ser o Duque de Saldanha, autoritário e constantemente rodeado de mulheres bonitas, que esta deve ser a zona da cidade onde mais as há. Ainda assim, são personagens de exagerada responsabilidade... Sim, definitivamente.

Definitivamente, a ser estátua, seria o Fernando Pessoa!
Tranquilo e pensativo, sentado na esplandada da Brasileira... O dia todo na esplanada. Sentado. Volta e meia uma turista no colo, a pousar para a fotografia. O Bairro Alto justo atrás.

E ao fim do dia,
Inspirado, quem sabe,
Que verso da minha pena sairia?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ontem fui ao cinema (x2)


Ontem fui ao cinema, duas vezes.


A tarde trouxe-me "Hollywoodland", um filme à imagem de L.A. Confidential, onde Louis Simo (Adrien Brody), um detective privado, investiga a morte do Superhomem das séries de TV, George Reeves (Ben Affleck). Surpreendentemente, o Ben até nem vai muito mal. Pode ser por fazer papel de mau actor, mas mesmo assim e com uns quilinhos em cima, pareceu-me o seu melhor papel. Um filme envolto em mistério até final, e que embora com um final nada surpreendente, consegue entreter e manter a audiência animada, no meio das intrigas do mundo do espectáculo.

Com a noite chegou um filme com mais acção, com mais cor e com mais drama. "Blood Diamond", último filme de Leonardo di Caprio, o qual nos brindou em 2006 com um fantástico "Departed". Agora, ele é o ex-combatente do exercíto do Zimbabwe Danny Archer, ganhando a vida com o tráfico de diamantes da Sierra Leoa. Ao mesmo tempo, Solomon Vandy é um pescador cuja família foi raptada pelas mílicias, mas que conseguiu encontrar um diamante valioso. Entre fugas a este e àquele, o filme aproveita para mostrar a brutalidade vivida na busca de diamantes em África, fontes de financiamento de guerras.

Dois filmes distintos, o primeiro mais visto que o segundo, o segundo mais impressionante que o primeiro, mas ambos recomendáveis. Fica a sugestão.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

E agora?

Ontem foi dia de eleições. Pena foi que mais de metade dos eleitores nacionais só se apercebeu porque tanto os “Morangos com Açucar” como a Floribela começaram mais tarde.

Há uns tempos falava com um imigrante, residente no nosso país há varias décadas, e dizia-me ele que o melhor e o pior de Portugal são os portugueses. Eu defendo-o: os Portugueses tanto dão provas de serem um país generoso e unido, lembro-me do cordão humano pela causa de Timor (a maior manifestação nacional desde o 1º de Maio de 1974) e dos festejos após as vitórias (e principalmente após as derrotas) da selecção nos grandes palcos do futebol mundial, como dão provas de ser um país sem gratidão nem memória por aqueles que se bateram por termos hoje uma democracia representativa.

Se muitos se congratulam porque neste referendo a abstenção diminuiu 12 pontos percentuais, o que demonstra o reforço da importância da instituição do referendo, na minha opinião o mais importante é observar que os Portugueses preferem não ter voz numa questão que é e será importante para a sociedade.

Acho que a resposta ao desinteresse não pode nem deve passar pela diminuição do nível mínimo a partir do qual o referendo se torna vinculativo, o que deve acontecer é a criação de medidas de reforço da educação cívica e da responsabilização para os deveres da democracia. E que melhor forma de começar que dando o exemplo? Os políticos deveriam estar acima de todas as suspeitas, os argumentos utilizados nas campanhas deverão ser cada vez menos sensacionalistas e cada vez mais fundamentados, e questões fulcrais para o desenvolvimento (ou melhor, para a sobrevivência) do país deverão ser matéria de acordo e compromisso por parte de vários partidos (Segurança social, reforma da administração pública...).

Permitam-me uma comparação desportiva. Hoje em dia (e com pena minha) a nossa democracia é como o meu Sporting. É necessário a equipa estar a ganhar para os adeptos começarem a gritar por ela. Quando estão a perder são os primeiros a começarem a assobiar.

Como todos sabemos o referendo não será vinculativo, contudo os políticos não podem ignorar a escolha de quase 60% dos votantes.

Finalmente, ao contrário do que dizia hoje um velhote no ginásio, em tom de brincadeira, espero que não se lembrem de fazer mais um referendo para desempatar.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Pensamento matinal no trânsito

Odeio condutores cromos, daqueles que se colam atrás de nós, a meros centímetros do nosso carro quando andamos a mais de 100km/h, que muitas vezes ainda têm a lata de mandar com luzes, e que assim vão seguindo de carro em carro.

Quase me apetece travar a fundo e depois dizer "pois, se não viesse tão chegado..."...

Fez-lhes falta algo na aprendizagem da condução.

Fez-lhes falta algo depois da aprendizagem da condução.

Fez-lhes falta uma avó como a minha, que os andasse constantemente a chagar com "Mas porque é que andas a cheirar o rabo aos outros...???".

Acho que o problema de sinistralidade rodoviária em Portugal, que segundo este artigo aqui diz que está a reduzir, e que por carro não somos assim tão maus condutores, deve-se a uma grande falta de consciência na condução, a não saber que limites tenho aqui e ali, a saber o que posso ou não fazer, a saber o que posso fazer para reduzir os riscos (meus e alheios), a saber que existe um sem número de coisas que pode falhar num carro, quer no meu quer nos que me rodeiam, quer nas pessoas que os conduzem, quer no ambiente em que nos inserimos.

Poderá ser melhorado com maior empenho das autoridades responsáveis, os quais por vezes têm uma condução que apenas se distingue dos demais pelas luzes em cima do carro. Poderá ser melhorado com maior civismo de todos, para que haja um Capitão Civismo dentro de cada um de nós. Poderá ser melhorado exigindo mais das escolas de condução e examinadores, porque o relevante não é "ter a carta", mas sim "saber usar uma carta".
Para ver se quando chegarmos a 2020, já não há pessoal a cheirar o rabo aos outros...

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Nada contra, nada a favor...

Hoje é daqueles dias em que tudo me aborrece. Aborrece-me ter que vir trabalhar, aborrece-me estar de chuva, aborrece-me estar de fato, ..., aborrece-me estar aborrecido, bolas!

Mas se há coisa que me aborrece especialmente todos os dias é ouvir a RFM. Não que tenha algo de errado alguém ouvir a RFM, mas bolas, porque é que me têm que obrigar a tal também?

Acontece que esta semana estou numa empresa que presenteia os seus funcionários com colunas e um rádio sempre a tocar. Pena é que esteja sempre na dita rádio. Na última hora, já fui congratulado com umas quantas músicas que me fariam imenso sentido na década passada, mas que hoje só fazem aqui e ali. O pior disto tudo é que sei, pela má experiência que tenho com a RFM, a playlist vai voltar a repetir-se, e os êxitos pop dos 90s, misturados com o pior do pop desta década vai-se fazer ouvir novamente. Tudo isto intercalado com um "Só grandes músicas". Percebo agora porque é que todos os funcionários usam phones no trabalho... mas como é que o DJ não entende...??

Digam o que disserem, acho que faz falta a divulgação de música a nível nacional. E acho que não chega a divulgação que a rádio faz, as quais representam preferências dos "artistas da rádio" e as preferências dos tops estrangeiros. E acho que não chega haver lojas onde se pode ouvir os CDs que se quer, pois o que não se conhece, não se pode pedir para ouvir. Acho que faz falta haver mais bandas a produzirem samplers de música para dar a conhecer, acho que faz falta a todos e a cada um ter amigo super-culto musicalmente e que organiza concertos fixes, acho que faz falta a política económica chegar ao mercado da música, acho que faz falta haver menos direitos a pagar a discográficas (especialmente internacionais), mas sobretudo acho que faz falta incentivar e deixar escolher o que é bom e não é bom desde pequenos.

Tive dois anos de Educação Musical na escola, mas acho que hoje seria mais feliz se em vez de saber o que são claves de Sol e Dó, tivesse um maior horizonte musical, me tivessem dado educação musical nos clássicos e nos contemporâneos, me ensinassem o que é Rock, Folk, Rap, etc etc etc, e assim quem quisessem ouvir a RFM, a Cidade ou a MegaFM fá-lo-ia porque sabe o que é o mundo lá fora e prefere aquilo.

Por mim, vou continuar a preferir explorar o mundo lá fora...

Nova Música na Terceira Pessoa

Um amigo meu, chamemo-lo Ermelindo Uzbeque - ou, abreviando, EU - arranjou, por portas travessas, que é como que dizer através de um amigo, o novo álbum de @ndrew bird: @rmch@ir @pocryph@. As arrobas são só para despistar autoridades, empenhadas que andam em apanhar os malvados meliantes que não respeitem a sagrada instituição do copyright, dedicando-se até, consta, a, durante as operações Stop, fazer buscas aos CD’s dos condutores. Não tivesse EU sabido disto através de uma cadeia de mails, daquelas em que as coisas acontecem sempre a um amigo, e estaria neste momento assustado.

Para os que não conhecem, EU descreveria @ndrew bird como música pop-folk-melódica, ou o que acontece quando se juntam voz, guitarra, xilofone, violino e assobio. @ndrew bird é reputado violinista e, facto curioso, assobiador. EU e amigos seus acham que o nome bird deriva justamente desse talento especial do artista.

EU familiarizou-se com @ndrew bird com o seu álbum de 2005, the misterious production of eggs – o seu (do EU) favorito dos últimos anos. Várias vezes conversou com amigos, defendendo ser impossível ao @ndrew bird ter feito ou alguma vez vir a fazer um álbum tão bom quanto esse. Tendo mais tarde ouvido os anteriores álbuns, quase engoliu as palavras. Esses também eram muito bons, ainda que não tanto quanto o “... Eggs”.

O novo álbum do @ndrew bird ainda não saíu oficialmente. Mas verteu para a net bem antes disso. EU é fã do @ndrew bird e é um tipo com valores. Daí que esteja incomodado com esta falha ética. Mas simplesmente não conseguiu contornar a curiosidade.

E o seu entusiasmo é agora grande. Não tendo acreditado que fosse possível @ndrew bird superar-se, depara-se com essa possibilidade... No @rmchair, diz haver duas ou três melodias que caem imediatamente no goto, mas também perceber que há jogo escondido. E que não é bluff. Que há música para descobrir aos poucos. Para se gostar com tempo. E isso é do melhor... Fica a referência. Diz EU.


ADENDA: o link para o myspace do senhor. Já lá estão algumas músicas novas.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Acabar com a abstenção

Um referendo importante para o país e para a sociedade civil aproxima-se! É nosso direito dever votar!

No meu ver seria muito simples diminuir a larga abstenção que se prespectiva, é só necessário colocar nas urnas a palavra: "GRATIS". Conhecendo um bocadinho os portugueses todos se acotovelavam para ir colocar o boletim.

E se a isso se somasse a distribuição de brindes como porta chaves ou canetas bic? Seria a loucura, muitas pessoas a quererem votar 2 ou 3 vezes. Na saída das urnas as palavras mais ouvidas seriam concerteza: "ah pois, mais uma bolacha sem sal aqui para o Chico" ou "Eu não sou burro, com uma cruzinha ganhei uma pastilha gorila, ahah".

Esta ideia surgiu do facto de ter assistido, às nove da manhã no Saldanha, a agressões verbais e tentativa de agressão física por parte de uma mulher que se sentiu insultado por um homem lhe ter passado à frente na fila que se formou para receber garrafas de água com gás!!!

Uma mulher!!! Água com gás!!! Ás nove da manhã!!!

(no comments)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Uma Amizade Especial

A verdadeira história de Charlie Murphy (irmão do Eddie) e Rick James ("she's a very kinky girl..."), contada no Chappelle Show:



PS - Obrigado Fisgas pela referência.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Federer

Cada vez que vejo este senhor a jogar
Tenho a sensação que estou a assistir, em primeira mão, a alguém que vai mudar a história do Ténis.

Daqui a uns anos quem sabe se não vão começar a comparar os melhores do mundo com o Federer? Um pouco na óptica das pessoas que comparam qualquer futebolista com o Pelé, Maradona ou qualquer economista com o Lemmings.

Tenho pena que não exista ninguém à sua altura, porque se não tiver competição vai estagnar o que é uma pena.

Uma Tolice Prestige

Uma tarde de Domingo passada no sofá a ver TV (sou-dade... ou não fosse esta mais uma deprimente manhã de segunda) consolidou a minha já anterior suspeita de que o novo anúncio do Millenium BCP é provavelmente o anúncio mais tolo actualmente na TV.

Um tipo do banco, cara-podre, penetra a meio da noite na festa de um aparente milionário, mandando o pianista parar de tocar, gerando um daqueles silêncios constrangedores, e interrompendo a conversa do milionário com as 4 ou 5 babes que o rodeiam. Gera-se de seguida um diálogo do tipo:

Milionário Rodeado de Babes - Porque é que interrompeu a minha festa?
Penetra - Para firmar um compromisso.
MRdB - E o que é que tem para me oferecer?
P - Ganha x, y, z e a melhor taxa do mercado.
MRdB - Muito bem, mas eu vou ficar também com esta caneta como sinal da sua palavra.
P - Será o símbolo do nosso compromisso.

Isto é assustadoramente tolo...
Para já, o que faz o gajo do banco a trabalhar àquelas horas?! Por acaso tem subsídio de isenção de horário? E interrompe assim uma festa privada?! Cum caraças... E como se não bastasse isso, ainda entra ali todo mandão com o pianista, tipo “Hey Max, pára com essa merda!”. Sacana arrogante...

Por fim, que dizer de um milionário que vive numa mansão, tem um pianista e uma casa cheia de babes, e dá o bafo numa caneta de um pobre empregado de banco?! Tenho 4 explicações possíveis:
- o pianista é amigo dele e a caneta foi a sua vingança, a sua forma de dizer “Hey, trataste mal o Max, agora xau-xau-pen”.
- o pai dele faz anos naquele dia e aquela é a sua festa, mas o milionário-filho esqueceu-se de comprar uma prenda para o pai, porque esteve o dia todo a entrevistar pianistas para a festa, e portanto fica todo contente quando lhe dão a caneta para a mão, porque assim só fica a faltar o papel de embrulho e o laçarote
- é empresário da Bic
- é um porco capitalista insensível, sem respeito pelos trabalhadores que dão o litro a toda a hora, inclusive fins-de-semana e feriados, sem receber um tostão de horas extra, e merecia mas é que o proletariado unido invadisse as suas fábricas com tractores, para nacionalizar toda a produção de canetas, e promover enfim a justiça e igualdade sociais, e eu espero bem que os meus bosses nunca leiam o que eu acabei de escrever...

Não que eu, Afonso Martim Lourenço Espírito Santo, tenha medo que descubram a minha identidade. É mesmo só uma questão de discrição...

domingo, fevereiro 04, 2007

O Duty Free é Internacional

Caros Amigos Bloguistas,

Regressado de Cabo Verde faz hoje 7 dias e meio, lembrei-me de vos mostrar como se vende lá fora.

A imagem que mostro a seguir foi retirada do Aeroporto Internacional da Cidade da Praia, Ilha de Santiago, Cabo Verde, e demonstra o explendor das lojas de Duty Free locais...

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Minesweeper e a Vida

(vai soar um pouco à Forrest Gump...)

A vida é como o minesweeper.

Não sabes onde estão as bombas.
Não é por imaginares uma bomba aqui, que ela cá está de facto.
Não é por imaginares que não há bomba ali, que ela não vai mesmo lá estar.

Como na vida, para o mesmo jogo, há os que ficam com o jogo aberto ao primeiro click...

... há os que se esfolam para abrir o jogo e não conseguem nada...
... e há os que, mais ou menos depressa, chegam ao fim, só para perceber que tudo se resume a uma questão de sorte.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Ideias atiradas para o blog em 5 minutos:

Não entendo como é que na lista dos 10 Grandes Portugueses não se encontram os nomes de: D. Nuno Alvares Pereira, Salgueiro Maia, D. João I e D. Dinis entre tantos outros (provavelmente mais de 10).

Apesar de ter na altura a tenra idade de 8 anos, o Nevermind dos Nirvana é um dos álbuns da minha juventude. Reouvi à dias esse mítico pedaço de bom gosto e a verdade é que com o tempo o álbum não perdeu toda a sua energia, feeling e irreverência. O Kurt percebia mesmo muito de música!

Lanço um “suponhamos”: “Se recuasses no tempo e tivesses o poder de impedir o nascimento do Hitler, Mussulini, Estaline e Pol Pot, mas como consequência também de Ghandi, Madre Teresa de Calcutá, Martin Luther King e Nelson Mandela (indissociáveis), o que farias?”

3 Coisas Tugas

Parece ter definitivamente pegado moda eleger os maiores, melhores e mais bonitos. Ocorre-me isto a propósito das votações para melhor Português, para as novas 7 maravilhas do Mundo e para as 7 maravilhas de Portugal.

Por não querer perder a oportunidade de mandar a minha posta de pescada, e aproveitando o embalo da adesão esta manhã ao novo blogger, decidi também eu eleger qualquer coisa, e, como tal, aqui deixarei 3 DAS MUITAS COISAS QUE ASSOCIO A PORTUGAL, NÃO NECESSARIAMENTE AS MELHORES:

1. A Calçada Portuguesa
Aos meus olhos, torna diferente a cidade. Os passeios são brancos. Pormenor talvez. Mas agradável nos dias de Primavera em que a cidade parece brilhar. E no fim do Outono, quando os passeios se enchem de folhas caídas das árvores.
Por outro lado, quando chove e os sapatos têm a sola meio gasta, é andar a patinar na rua, com uma mão a segurar o chapéu-de-chuva e a outra a apontar para Deus, enquanto se murmura "Passo de agnóstico a ateu se me derrubas em frente a esta gente toda!"


2. Caracóis
Haverá melhor que um solarengo final de tarde do mês de Junho, passado numa esplanada de uma qualquer terreola, com um pires de caracóis no meio de uma roda de convivas? Completam a pintura os ruídos sorvedores do molho dos caracóis que não saíram para fora e invariavelmente sobram para o fim, e os guardanapos amarfanhados em cima da mesa redonda forrada com imitação de mármore.


3. O Nacional Porreirismo
Ora aqui está, penso, o melhor e o pior do País.
É o bófia da santa terrinha que pratica copofonia nos intervalos dos turnos, patrulha as ruas com o nariz vermelho e nunca multa os conterrâneos.
É preencher os impressos do IRS no último dia do prazo e ao meio-dia o Governo anunciar uma prorrogação de duas semanas, ao mesmo tempo que prometemos a nós mesmos que no ano seguinte trataremos de tudo no dia 1 de Fevereiro.
É combinar um jantar com os amigos para as 9 da noite, marcar o restaurante para as 9 e meia, e a malta aparecer toda às 10.
Enfim, somos nós na nossa mais verdadeira identidade nacional...