quarta-feira, janeiro 17, 2007

Jorge Palma: o poeta cantor

Há dias em que só o grande trovador moderno me percebe. Mais vale aumentar o volume da música que meter-me nos copos.

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar
Letra / Música: Jorge Palma

terça-feira, janeiro 16, 2007

Não me interpretem mal: a Dona Silvina é boa gente

Há não muitos meses, a minha mãe optou por se poupar - a ela e à famelga - às tarefas semanais de limpeza doméstica. Contratou a Dona Silvina. (Sinto-me seguro. Não me parece que a Dona Silvina veja uso num router além do de suporte para partículas de pó). Tendo carregado nos ombros, durante generosa parte da minha jovem vida, o peso da responsabilidade de limpar o meu quarto, sinto agora uns simpáticos alívio e bem-estar com as horas, ainda que poucas, que a Dona Silvina me liberta nos fins-de-semana.

Todavia, não sei evitar o desconforto de saber desafiada, todos os sábados, a invisível ordem subjacente ao caos que, aparentemente, reina nos meus livros e facturas e CD's e meias e cartas do banco e pilhas gastas. Não me agrada ouvir "a Dona Silvina encontrou isto debaixo da cama e não soube o que lhe fazer" (diz-me a minha mãe enquanto me apresenta a mola da roupa enrolada em plástico de embrulhar sandes, que carreguei no meu estojo desde o 7º ano até ao último exame da faculdade), quando sei perfeitamente que aquilo (a mola) estava guardado numa qualquer gaveta. Ou talvez dentro de um estojo, o qual está, por sua vez, arrumado numa qualquer gaveta ou prateleira da escrivaninha, da mesa do computador, ou eventualmente, mas com menor probabilidade, da mesa de cabeceira!
Porque raio foi a Dona Silvina desarrumar a mola?!

Como se isso não bastasse, a Dona Silvina faz-me a cama. Fá-la provavelmente com a arrogância e a auto-confiança de quem faz camas há 40 anos, ingénua na ignorância de andar a fazer a cama ao mestre. Nesta matéria sou exigente. Daí que me aborreça acordar às 2h30 am, cheio de sede e a transpirar, querer baixar um dos cobertores e não conseguir por ter a Dona Silvina deixado os cobertores entre os lençóis e o edredón... Até tenho bom acordar, mas, bolas!, levantar-me a meio da noite para refazer uma cama, opá!, deixou-me a murmurar palavras que não vêm no dicionário...

Breves Notas Sobre Não Muita Coisa

Ontem foi um bom dia de trabalho. Finalmente consegui desminar completamente um campo difícil no Minesweeper do meu telemóvel, e em apenas 14 minutos.

Como pôde o Babel ganhar o Globo de Ouro para melhor filme dramático?! Embora este tipo de reconhecimentos tenha deixado de me fazer confusão há já alguns anos, vou ali e já volto se este é o melhor filme de 2006! Match Point e Little Miss Sunshine, sem serem do outro mundo, dão dez a zero.

E por escrever dez, sobre os dez maiores portugueses apenas me ocorre lamentar a presença do Salazar - parece haver pouca memória - e a ausência do Fernando Pessoa. Alcoólico, introvertido, depressivo, esquizofrénico? Talvez... Mas com um daqueles desconcertantes talentos para usar as palavras certas no sítio certo. Tivesse ele juntado a esse os talentos de brigão, mulherengo, habitante de uma gruta, com um olho perdido em combate e um manuscrito salvo a nado durante um naufrágio, e teríamos encontrado o justo vencedor desta brincadeira...



ERRATA (que nome infeliz...) - Parece que o Fernando Pessoa sempre está incluído nos 10 melhores portugueses. Erro meu... Fico contente com esta inclusão. Que melhor representante para a nostálgica e soturna alma nacional?

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Convocatória




Convocam-se vossas Excelências para mais uma grande noite de extravaganza rock'n'rollesca! Apareçam...a vossa presença é uma alegria para mim! Podem confirmar presenças deixando um comment, façam-se à estrada com cuidadinho. (E assim como assim também ajudam a pagar à banda!)

domingo, janeiro 14, 2007

Receita Para Vegetais

Ingredientes:

  • tarde de domingo: uma unidade de
  • trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro: uma unidade de
  • sala abrigada da luz e do ruído: uma unidade de
  • sofá: uma unidade de
  • telemóvel: 1 unidade de
  • televisão com controlo remoto: uma unidade de
  • almofadas: qb
  • cobertor: quatro metros quadrados de
  • tecla mute: uma unidade de

Procedimentos:

Numa tarde de Domnigo, entre na sala abrigada da luz e do ruído, ligue a televisão na RTP 1, reduza o volume ao mais baixo nível audível e pouse o controlo remoto no chão junto ao sofá.
Forre as extremidades do sofá com as almofadas e deposite nele o trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro. Por fim, acrescente o topping de cobertor.

Deixe os ingredientes repousar durante alguns minutos, até que se inicie o primeiro episódio da tarde de Prison Break, e assim se atinja o estado de abre-a-pestana-fecha-a-pestana.

Aguarde até ao final da primeira parte do episódio e pressione então a tecla mute no controlo remoto. Parabéns, o seu trabalhador saturado de patrões e com a morna a bater depois de um farto almoço domingueiro é agora um vegetal!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

What is this song all about? Can't figure any lyrics out.

Tenho um possivelmente ridículo sorriso estampado na cara, ao passar para o lado de lá do balcão do quiosque os trocos que me custa a Blitz deste mês. Porque percebo que o tema de capa é o Nevermind dos Nirvana. "O Nevermind, Jesus!", diz este agnóstico. O álbum mais importante da nossa geração... A esquina que dobrámos para entrar na avenida dos 90's. Que nos poupou uns anitos mais de hair metal. Que deixou de calças rasgadas e camisas desfraldadas os jovens do mundo, maldito seja! Que me fez pensar "Mas que raio aconteceu ao Final Countdown, que era tão baril?" (ainda se dizia baril na altura), e mais tarde "Que feeling, caramba!".

E entre uma dentada nos lombinhos de porco e uma garfada de esparregado, bem confeccionados, reconheça-se o mérito à senhora dona cozinheira do Tó Ricardo, vou-me deliciando com a história destes três mânfios que passam, em poucos meses, de músicos de pé descalço, gadelhudos e desgrenhados, a viver em apartamentos bolorentos, aos nomes mais falados do mundo da música!

Não vou entrar em detalhes. Somente acrescento uma já implícita sugestão de leitura. E porque vem a propósito, também uma versão um pouco diferente (outra) do "Smells Like Teen Spirit", pelo sempre idiota Weir-Al Yankovic, sobre a ininteligibilidade... Time-out! Desculpem lá, mas com esta ganhei o dia! ... ininteligibilidade ... ok, confesso, apanhei a palavra no vídeo... das letras de Nirvana.



PS - Um pedido de desculpa aos que acharem que o vídeo é tolo. Eu rio-me (mas e daí o que vale isso?). Para esses, aqui fica um registo mais sério.
Bom fim-de-semana a todos!!!

quinta-feira, janeiro 11, 2007

God, Inc (Ep. 1)

Para aqueles que gostam de humor britânico, aqui têm uma amálgama de The Office com religião...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Hoje ouvi dizer que...

... um colega meu sonhou no ano passado que se encontrava preso numa folha de Excel (literalmente preso numa folha de Excel...), da qual não conseguia sair.

Dispenso o Livro dos Sonhos (também duvido que apareça lá este, a não ser numa potencial "NOVA EDIÇÃO").

Se calhar alguém anda a ver células a mais...

Frases Míticas

Inspirado pelo comentário da Catarina lembrei-me de algumas frases míticas que desejamos não ouvir, depois das tambem míticas palavras: "Temos que falar".
Algumas delas incluem:
  • Não és tu, sou eu;
  • És bom demais para mim;
  • O problema não é teu, é meu;
  • És muito querido, és um fofo e eu gosto muito de ti [pausa] como amigo
  • És peculiar
  • És muito especial mas...
  • Encontrei a minha alma gemea e não és tu
  • És a pessoa ideal, mas apareceste na fase errada
  • Neste momento tenho que me dedicar a mim própria
  • Preciso de me concentrar no meu trabalho
  • Encontro-me numa fase egoista

E as minhas preferidas (as que disseram a um amigo, vou-lhe chamar Box):

  • Eu gosto muito de ti, mas o sexo é importante para mim
  • Não foi por causa da outra noite, eu acredito que foi a primeira vez
  • Eu sei que na outra noite estava frio... a sério, não foi por causa disso

Agora, façam o que fizerem, mantenham a dignidade e não digam:

  • [Com as mãos nos ouvidos e a gritar: "lalalalalalala"] "Não te estou a ouvir"
  • "Pera, pera, pera. Eu quero acabar!" [risos, e ] "Eu disse primeiro, toma, toma!"

PS1: Agradecimentos à Ana Rita e ao Daniel que me ajudaram com o post.

PS2: Só espero não estar a dar ideias a ninguem...

PS3: Estou a preparar o meu post sobre: "Lactobacillus casei".

Um Review do 24 em 24 Minutos

21:56:58 (bip) -> 21:56:59 (bip) -> 21:57:00 (bip)
Finalmente acabei de ver a primeira temporada do 24! Já tinha começado há tanto tempo que fico com a sensação que ainda nem sequer tinha barba na altura.
Sinto-me agora armado e preparado, armed and ready, para decidir se o 24 é melhor que o Lost e também se é merecido o prémio Homem do Ano atribuído pela Maxmen ao Jack Bauer.

22:02:33 (bip) -> 22:02:34 (bip) -> 22:02:35 (bip)
Não fiquei desiludido nem entusiasmado. Achei relativamente previsível o facto da Nina ser mãe do Jack, mas não contava que fosse também irmã do Almeida. Não o via no papel de tio do Jack, é só. Tio Almeida... Já quanto à Kim ser clone do senador Palmer, uuuuuuu, torço o nariz. Não pegou, amigos!

22:09:09 (bip) -> 22:09:10 (bip) -> 22:09:11 (bip)
Já agora, o parágrafo anterior deste post não deverá ser lido por quem nunca viu a série. Contém spoilers. A mesma razão pela qual ninguém deve ler críticas cinematográficas do Público antes de ver o filme. Vá lá que avisei a tempo.
Adiante. All in all, o 24 é giro e tal, mas peca num aspecto: é que ali por volta das duas da tarde a história já estava arrumada. E com isso fiquei a pensar que o resto saíu de improviso, só para acabar de preencher o dia do Jack. Como este post, no fundo! Isto já tá mais que acabado! Oh se está... Mas assumi um compromisso no título. Por isso, agora tenho que encher chouriços até às 22:21:00.

22:16:59 (bip) -> 22:16:00 (bip) -> 22:16:01 (bip)
E faço-o descaradamente, afirmando que a primeira temporada do Lost bate aos pontos a rival do 24. O facto de ser tão marada, e sobretudo por envolver a presença de um urso polar numa ilha tropical, fazem do Lost um Toblerone numa semana de dieta. Por outro lado, o final do 24 é muito mais conseguido, com o devido equilíbrio entre pontas soltas e assuntos arrumados.

22:20:13 (bip) -> 22:20:14 (bip) -> 22:25:15 (bip)
Bolas, que tá quase na hora! Só tenho tempo para dizer que é claro que é justo que o Jack Bauer seja o Homem do Ano da Maxmen. O Jack Bauer é o maior! Quando tiver mais barba, quero cortá-la só para ser como o Jack Bauer! O Jack Bauer tem muita pinta... (Almeida, tu também és fixe).

E assim chegamos ao fim, amigos e amigas. Até à próxima temporada! (perfect timing)
22:20:58 (bip) -> 22:20:59 (bip) -> 22:21:00 (bip)

Que é Estranho...

... o comportamento humano, percebo-o quando,

tendo passado toda a tarde em avançado estado de revolta e irritabilidade por estar atolado em trabalho, e perante a perspectiva de sacrificar as minhas horas de repouso na noite que se aprochega,

dou por mim, happy as can be, à obscena hora de saída, a cantarolar baixinho e a abanar a cabeça, enquanto espero no passeio que o sinal fique verde para atravessar a estrada e apanhar o táxi para casa.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Os Turn-On's

Aprecio escrever sobre as coisas que mais aprecio. Eis porque tantas vezes aborreço a audiência com dissertações sobre música. E eis também porque vou agora, não fazer isso, mas antes escrever sobre uma outro tema tão mais fascinante: a mulher.

Isto é altamente subjectivo e duvidoso, mas vou enumerar, de acordo com a minha humilde opinião na matéria, 5 turn-on's numa mulher. Ainda pensei em incluir turn-off's, mas acabei por optar ser positivo, na esperança de que isso se reflicta no post, quando na verdade é mais do que óbvio que este está condenado desde que esta triste ideia me surgiu no caminho para casa.

Turn-on's numa mulher:
- Ler um livro, preferencialmente que não do Paulo Coelho nem nada demasiado místico, do género as energias positivas da mãe-terra ajudar-te-ão na busca do nirvana.
- Usar óculos, desde que não sejam daqueles que acidentalmente fazem arder a Serra da Arrábida inteira se deixados no chão durante um pic-nic.
- Gostar de Radiohead ou, pelo menos, não responder com "isso é muito interessante, mas agora tenho mesmo de ir para casa dar whiskas ao meu gato" à afirmação "Os Pink Floyd são uma das minhas bandas favoritas".
- Fazer uma piada politicamente incorrecta.
- Ter um hobbie artístico, como música, pintura ou dança de varão.

Vamos fazer uma vaquinha

Agora, como diz um senhor, "para algo completamente diferente": vi no jornal de negócios um anúncio que o mais pequeno Estado do Mundo está à venda.

Eles aceitam licitações, por isso, e apesar de ser um republicano convicto, como gostaria de ter o título de marajá ou mesmo de imperador, sugiro que todos façamos uma vaquinha e que proclamemos a Nova República Monárquica de Campolide.

Como sei que também vocês gostariam de ser reis, rainhas, sportinguistas, duques e condessas sugiro que sejamos democraticamente eleitos com um título à escolha.

Para isso, vou entrar com € 10 para a vaquinha.

Resoluções de ano novo

Depois de uma semana muito pouco ospiciosa, em que teria preferido vir trabalhar a estar doente em casa, e de um fim de semana muito fatigante em que, juntamente com o boss, fizemos um trabalho de uma semana em dois dias, a semana abre-se com um raiar de esperança.

De facto, vou considerar que hoje é o primeiro dia do ano, e que, por isso, as minhas resoluções de ano novo só hoje entrarão em vigor.

Isto significa: vou beber um actimel por dia para consumir muitos el casei imunitas; vou saber o que é um el casei imunitas; comer menos de 2 tabelete de chocolate por dia; vou fazer uma nova resolução todos os dia;

PS: Para um futuro post, vou-me propor a escrever sobre os programas da manhã da televisão nacional, porque sendo o único cidadão nacional sem tv-cabo, vi-me obrigado a tornar-me um connoisseur deste tipo de entretenimento.

Parabéns, David!

Parabéns ao David... Aproveito a coincidência de nomes para felicitar também o senhor que ontem marcou o golo ao Porto, após o que merecidamente se saciou com leitão da Mealhada. Sei o que escrevo. Vi um dos 7 directos que RTP, SIC e TVI fizeram ao restaurante. E penso que deve ser tramado ser repórter de exterior nestas circunstâncias, quando se tem de percorrer a mesa do restaurante, perguntando a toda a gente "Qual a sensação de ganhar a um grande" e "Até que horas se vai prolongar a festa", enquanto todo um plantel de futebol trucida uma vara de leitões suculentos, com a pele assim bem estaladiça... Caramba, nunca mais é hora de almoço...

Parabéns ao David, escrevia eu, mas referia-me ao enorme e genial camaleão da música, David Bowie, que hoje celebra os seus 60 anos! Perdoem-me as mentes discordantes, algumas até oriundas do próprio corpo blogger do Campolide, mas vou mesmo afirmar que o David Bowie fez algumas das melhores músicas da história, e, quiçá, dos últimos 40 anos!

O que é para mim fascinante nem é a facilidade do camaleão se adaptar aos tempos. Isso é já chavão. O que é para mim fascinante é a sua originalidade na composição! E claro, todos aqueles refrões absolutamente arrasadores... A título exemplificativo, aqui deixo a música mais odiada pelos meus vizinhos na última semana:

Porque Não Tem Havido Posts

Tanta coisa que tenho para postar, e tão pouco tempo para o fazer!
Há que aproveitar a hora de almoço do boss...

quinta-feira, janeiro 04, 2007

E o pecado mortal do dia é...

Acho que estou viciado nos lençóis da minha cama. Pesam-me as pálpebras só de o escrever. Só de imaginar a flanela nos pés descalços, o calor e o peso de um edredon, dois cobertores e uma colcha em cima do corpo.

Estes dias do ano são os melhores para dormir e os piores para acordar. As noites são longas e as manhãs frias. Ao deitar, sinto passar atrás do pescoço a dobra dos lençóis, e eis-me chegado à terra dos sonhos. Quando o despertador toca de manhã, brilha na minha mente, intermitente, um reclame de neón com os símbolos P-O-R-Q-U-Ê-?.

Levanto-me a pensar nas 21 horas a que me tenciono deitar mais logo, mas a que nunca me deito.
Saio de casa a desejar que o comboio esteja bem quentinho para bater mais uma sorna.
Estou no trabalho a imaginar quão bom seria vegetar na caminha e fazer zapping a tarde toda, enquanto maldigo o demo que inventou a Preguiça.

terça-feira, janeiro 02, 2007

segunda-feira, janeiro 01, 2007

O Fim e o Princípio

Meia-noite menos cinco...















...e meia-noite mais cinco...

















PS - A segunda foto é trabalho do Ricardo, que, volta não volta, apanha uns bonitos instantes.

No Ano Passado...

... vivi do mau e do muito bom.

Uma mãe com uma doença séria, e a perspectiva da vida muda mesmo. Como passar num cruzamento todas as tardes depois do pôr-do-sol e finalmente passar lá numa manhã, tudo parece muito diferente.

Por outro lado, como aumenta o valor que se dá ao que se tem. E foi um ano de muitos convívios, com muitas gargalhadas soltas entre amigos, e de muitos sons descobertos, com muitos arrepios da base da espinha ao pescoço. O que no final me faz sentir no peito um conforto muito especial, e saber que, apesar de tudo, 2006 foi muito bom.