quinta-feira, janeiro 04, 2007

E o pecado mortal do dia é...

Acho que estou viciado nos lençóis da minha cama. Pesam-me as pálpebras só de o escrever. Só de imaginar a flanela nos pés descalços, o calor e o peso de um edredon, dois cobertores e uma colcha em cima do corpo.

Estes dias do ano são os melhores para dormir e os piores para acordar. As noites são longas e as manhãs frias. Ao deitar, sinto passar atrás do pescoço a dobra dos lençóis, e eis-me chegado à terra dos sonhos. Quando o despertador toca de manhã, brilha na minha mente, intermitente, um reclame de neón com os símbolos P-O-R-Q-U-Ê-?.

Levanto-me a pensar nas 21 horas a que me tenciono deitar mais logo, mas a que nunca me deito.
Saio de casa a desejar que o comboio esteja bem quentinho para bater mais uma sorna.
Estou no trabalho a imaginar quão bom seria vegetar na caminha e fazer zapping a tarde toda, enquanto maldigo o demo que inventou a Preguiça.

terça-feira, janeiro 02, 2007

segunda-feira, janeiro 01, 2007

O Fim e o Princípio

Meia-noite menos cinco...















...e meia-noite mais cinco...

















PS - A segunda foto é trabalho do Ricardo, que, volta não volta, apanha uns bonitos instantes.

No Ano Passado...

... vivi do mau e do muito bom.

Uma mãe com uma doença séria, e a perspectiva da vida muda mesmo. Como passar num cruzamento todas as tardes depois do pôr-do-sol e finalmente passar lá numa manhã, tudo parece muito diferente.

Por outro lado, como aumenta o valor que se dá ao que se tem. E foi um ano de muitos convívios, com muitas gargalhadas soltas entre amigos, e de muitos sons descobertos, com muitos arrepios da base da espinha ao pescoço. O que no final me faz sentir no peito um conforto muito especial, e saber que, apesar de tudo, 2006 foi muito bom.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

And Now, The End Is Near...

Atabalhoado e escrito algures entre a ansiedade de quem se quer ver livre do trabalho durante 4 dias, desculpem este post. Ele só cá está porque não nos queríamos ir embora sem desejar a todos um

FELIZ ANO NOVO!!!


Sim, a imagem é de um pacote de vinho... Que ele vos faça tão felizes quanto já fez a um de nós!

Assinado: Caixa e Lemmings

quinta-feira, dezembro 28, 2006

2007 Vai Dar Música

2007 promete ser um bom ano. Sou tendencialmente optimista. Logo, quando olho para a lista de lançamentos musicais previstos para o próximo ano, faço-o com boas expectativas e uma certa dose de ansiedade. Eis os mais aguardados, ordenados pelo meu pessoal e subjectivo nível de interesse:

Radiohead - ainda sem nome (sem data)
Andrew Bird - Armchair Apocrypha (Primavera)

Bright Eyes - Cassadaga (Abril)
Arcade Fire - The Neon Bible (Fevereiro / Março)

Deerhoof - Friend Opportunity (Janeiro)
Wilco - ainda sem nome (sem data)

Clap Your Hands Say Yeah - Some Loud Thunder (Janeiro)
Blur - ainda sem nome (sem data)
REM - ainda sem nome (sem data)
The Cure - ainda sem nome (sem data)
Coldplay - ainda sem nome (final do ano)
Queens Of The Stone Age - ainda sem nome (sem data)
U2 - ainda sem nome (sem data)
Massive Attack - Weather Underground (Fevereiro)
Bloc Party - A Weekend In The City (Fevereiro)
Air - Pocket Symphony (Março)
Smashing Pumpkins - ainda sem nome (sem data)
Guns N' Roses - Chinese Democracy (Março) -> Um álbum que demora 10 anos a fazer só pode ser bom!
Metallica - ainda sem nome (sem data)


Podem consultar a lista completa no site da Metacritic. O link está em baixo.

Daydreaming

É agora! Vou erguer-me da cadeira, descer a gravata dois dedos, desapertar o colarinho da camisa, e, ao percorrer as 20 passadas que me separam do boss, farei ecoar na sala o ruído dos sapatos a baterem violentamente no chão. Quero que ele saiba que isto é sério. E vou entrar sem hesitações, sem medos, naquele gabinete. Curto e seco, direi: “Não quero trabalhar mais este ano. Não me apetece. Tenho sono, e há demasiados filmes por ver para tão pouco tempo livre. Quis dizer-to antes de arrumar as minhas coisas... Aproveito para te desejar umas boas entradas!”.

É agora mesmo! ... (telefone toca)... “Ora viva, Sr. Arnaldo! Então essas festas?...”

... Bolas! Tava quase quase a ficar convencido!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Questões pertinentes

Questão um:


Que fazer quando o director, não reconhecendo um documento que fez, nos pergunta:
- "Quem foi o parvo que fez isto?"?

Só me lembrei de dizer: "Vê nas propriedades do documento quem o criou". Depois saí com um sorriso demente a pensar na cara dele.



Questão dois:

Vamos comprar bilhetes para Bloc Party ou não gostam de boa música?

May Lost Find Its Way

Acabei ontem de ver a primeira série do Lost. Arranquei céptico, é verdade, mas cheguei ao fim devoto. Acho o conceito da série bem pensado: várias personagens que sobrevivem inexplicavelmente a um desastre de avião (entre as quais a bela e sedutoramente mázinha Kate), e vêem-se forçadas a conviver numa estranha ilha. O ambiente criado parece-me uma mistura da Ilha Misteriosa do Júlio Verne, com um policial da Agatha Christie (em que progressivamente se vão revelando os segredos das personagens), amparando ainda uns pózinhos de X-files. Muito bom!

O problema do Lost é que, apesar do vício que cria ao deixar suspenso o enredo de episódio para episódio, torna-se frustrante ao deixar o enredo igualmente suspenso de série para série, não se vislumbrando o fundo ao tacho. Isto é revoltante! Eis um grupo de pessoas que jogou cá para fora uma excelente ideia para uma série, e agora anda a engonhá-la, na pouco nobre tentativa de colher mais uns trocos, ou, pior que isso, por não saber como atar as pontas entretanto soltas.

Todos se lembram dos X-files. O homem do charuto, a irmã do Mulder raptada, etc.. Alguns lembrar-se-ão até do cancro da Scully. E de facto, a certa altura, a série era muito boa. Mas sinceramente, alguém se lembra do final?

terça-feira, dezembro 26, 2006

Foi há mais de dois anos

Foi no dia 14 de Dezembro que comecei a brincar aos blogues (e não no dia 12).

Obrigado Torrado!

Planos para hoje:
1) Decidir de forma definitiva onde e como será a passagem de ano;
2) Tirar a música "last xmas I gave u my heart" da cabeça (acordei ao som deste mítico hino de Natal);
3) Ler mais uns capítulos do "Adeus às Armas" para o terminar antes de acabar o ano;
4) Continuar com o curso intensivo (que juntamente com o Valverde) estou a dar ao Caixa, sob o tema: "Ficar pela primeira piada se quero engatar alguém";
5) Ir visitar a dama para agradecer a prenda de Natal e pedir emprestados os DVDs que lhe ofereci;

Um Conto de Natal

Como sempre, passei este Natal com os meus pais, tios e primas. A minha prima mais nova é uma doçura de seis anos com evidentes semelhanças com o primo, e passo a enumerar: capacidade intelectual surpreendente, paixão por livros e fixação pela Floribella.

Como ela ainda está a aprender a ler, sou frequentemente "convidado" a ler-lhe histórias. Este ano li-lhe um dos seus contos favoritos, cujo conteúdo me pareceu de gosto altamente duvidoso para uma criança. Apresento-vos um resumo e tirem as vossas próprias ilações:


A Ratinha Vaidosa

Era uma vez uma ratinha muito vaidosa. Certo dia estava a limpar a entrada da casa e encontrou uma moeda de ouro. Como era muito vaidosa, a ratinha decidiu comprar um laço para pôr no rabinho.

Assim fez, e a partir do momento em que passou a usar o laço no rabinho, a ratinha foi cobiçada por todos os animais. O burro cortejou a ratinha, mas ela não gostou dos urros dele. O urso cortejou a ratinha, mas ela achou-o muito grande. Outros animais a cortejaram, mas ela não gostou de nenhum.

Até que conheceu um meloso gato, de quem gostou muito. Então o gato e a ratinha casaram. O problema foi que durante as núpcias, a verdadeira natureza do meloso gato revelou-se, quando este quis comer a ratinha vaidosa...



Preciso dizer alguma coisa?

Os Guns Estão On Fire

Aqui há umas semanas, como devidamente reportámos no blog, os Guns N' Roses cancelaram um show porque as autoridades não lhes permitiram levar bebidas alcoólicas para o palco, dado o aparato pirotécnico do show.

Desta vez, e aparentemente sem proibição nenhuma, durante um concerto da banda em Los Angeles, "a p... da bateria pegou fogo". Assim terá sido o relato de Axl Rose, segundo a Antena 3.

Depois de "Axl morde perna de segurança" e "Axl não actua sóbrio", eis que os Guns continuam a dar que falar. Pena é que já não seja por serem a cambada de drogados-bêbados-arruaceiros-a-viver-em-casa-de-strippers absolutamente geniais que em tempos foram...

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Pasmo

Antes de mais informo que o meu distanciamento do blog se deve à minha actual condição de "desligado" da internet no meu posto de escravatura.
De volta ao motivo deste post, ontem mostraram-me os videos que podem apreciar abaixo. Admito o meu pasmo ao ver algo que é deveras dificil, não so de tocar ams ainda mais de compor. Aqui os deixo, mesmo me sujeitando ás criticas de estar a encher o blog de videos:

FELIZ NATAL!!!

Para todos os habitantes e visitantes desta humilde mas honrada espelunca, aqui deixamos, juntamente com a lembrança dos mais importantes e universais símbolos do Natal, os nossos sentidos votos de um Natal Muita Bom e de um Ano Novo Assim Também Muita Bom!

























Haja amor!

by Caixa and Lemmings

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Um post atrasado!

Parabéns a nós! Eu que pensava que só seria person of the year da Time quando tivesse uns 25 anos... Afinal foi bem mais cedo!


PS: Reparem na importância da inexistência da virgula na frase: "Um post atrasado!" ao invés de "Um post, atrasado!"

Contagem de Calorias

Esta semana já comi mais de 700 gramas de bolachas, e todas de chocolate porque são as únicas que gosto. Fez-me lembrar alguém que todos conhecemos bem:



Já tentei comer mais fruta, mais pastilhas, comer bolachas de cereais, mas não consigo deixar de as devorar.

Jantal de Natal

Uma cambada de economistas invadiu a cave do restaurante chinês para o seu tradicional jantar de Natal. Uma longa tradição, que leva já os seus dois anos. Ainda me lembro da primeira reunião como se tivesse sido há um ano...

Boa jantarada com muita risada na hora de trocar presentes. Valia a pena captar o momento Kodak para a posteridade. Pedimos à senhora dona do restaurante chinês para tirar a foto. Eis o resultado e o que passou pela mente da senhorita enquanto tirava as fotos:

"Quelidos, não demolem muito que tenho muito tlabalho. Olha vou já tilal uma enquanto se plepalam, pala despachal isto... Tlungas!"

"Com mil laios e coliscos! Aquele goldito ali é o DJ Loulo! Ai que baliga sensual... Caga nos outlos, quelo uma foto dele..."

"Ai, Vilgem Malia, tu não te desglaces. Tila a foto do glupo todo como te pedilam. AI! O DJ Loulo agalou o galgalo da galafa! Plontox, estou fola de contlolo..."

PS - As fotos não foram editadas nem cortadas. Foram mesmo tiradas assim...

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Já Que Andamos Numa de Nostalgia...

...a vida não era bem melhor quando ficávamos em casa na altura do Natal e víamos, por vezes até com gosto, o Natal dos Hospitais, apresentado pela lenda viva que é o Euládio Clímaco?

Num desses anos longíquos, era já noite e vegetava eu na salinha da minha casa, mais ocupada que o habitual, porque lá tinham de caber a árvore de Natal, os presentes e o aquecedor, indispensável nos dias mais frios, e por isso também mais acolhedora que o habitual... Vegetava eu na salinha da minha casa, quando chegou o meu pai a casa com um embrulho nos braços, que prontamente abri, porque lá em casa a tradição sempre foi respeitada, mas nunca venerada.

(Fui o tipo de criança que durante as férias de Natal abre os embrulhos, brinca com os presentes durante o dia e, antes dos pais chegarem a casa, volta a embrulhá-los e pô-los debaixo da árvore.)

... Naquele dia, o meu pai trazia-me um órgão Casio. Era a minha prenda de Natal... Verdade seja dita, o órgão era uma merda, mas lá dava para tocar o Malhão Malhão com dois dedos, e, quando a coisa se tornava aborrecida, carregava-se no Demo e ouvia-se uma demonstração de música popular do mais baixo nível de que tenho memória. Mas como eu gostei daquele presente! Como me diverti durante meses e meses! A professora de música dizia que eu tinha bom ouvido, e não a desiludi. Nesse ano, toquei o "Cheira bem, Cheira a Lisboa" na festa de encerramento do ano lectivo.

Como tudo era mais simples...

terça-feira, dezembro 19, 2006

Clark Kent

Recebi um convite para uma festa de máscaras em que só se pode entrar se formos vestidos de super herói.
Quando andava de bibe, com animais que encontrava nos bolsos, carrinhos na mochila e com ténis de velcro, era um expert em desenhos animados e heróis. Quando não estava a brincar com legos, a jogar futebol, a partir berlindes ou a lançar o pião, debatia incessantemente com os meus amigos, qual seria o desfecho de uma luta entre um T-Rex e o Godzilla, entre o Tatanka e o professor Neves (o professor dos alunos mais velhos, da 4ª classe) e entre o Cyclops e o Wolwerine.
Naquela altura, os super heróis usavam capa (quase todos), e eram eles: o homem aranha, o batman, os Cavaleiros do Zodíaco, o songoku, tantos do X-Men, o super-homem e muitos mais.
Se calhar sempre foi a minha costela esquerdista, mas sempre preferi os mais fracos, por isso o meu preferido sempre foi o Clark Kent. Não era o super homem, era o Clark Kent!
O super ego do Clark podia ter a Lois, só por ser quem é. O Clark tinha que a conquistar, que ser melhor que o seu super eu. Se ele ganhasse, teria a Lois. Seria quase o mesmo que eu conseguir conquistar a Cristina da terceira classe, sendo eu apenas um puto dois anos mais novo.
Recorrendo a estas memórias, decidi, se for à festa irei mascarado com gel, um caracol, uns óculos, uma malha debaixo do fato e uma capa vermelha por baixo da camisa, e se a minha Lois (engraçado, também começa por L) estiver em apuros, voo (como quem diz, conduzo o meu peugeotzito) até ela e defrontarei os vilões que a atormentam, normalmente uma aranha ou uma barata (e aproveito e levo-as no bolso, hábito que nunca perdi).

Jingle Bells, Jingle Bells

Esta é possivelmente a mais especial altura do ano. Faltam poucos dias para o Natal, uma semana depois é a passagem de ano, e dois dias depois o mundo chora em lamento pelo nascimento de... mim.

Isto significa que no espaço de uma semana e um dia acontecem os 3 dias mais importantes do ano para... mim. Não é lá muito tempo para saborear as coisas. Pessoalmente, preferiria ter estes momentos festivos mais espaçados no tempo. Celebraria a passagem de ano, por exemplo, no dia 17 de Setembro.

Ainda assim, fico feliz porque, aconteça o que acontecer nos próximos dias, sei que não vou trabalhar no fim-de-semana. Afinal de contas, e apesar dos esforços dessa gentalha extremista, o Natal ainda é sagrado, mesmo para um agnóstico.